Grandes malacos da história - Especial Olimpíadas

Galeria dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis que ajudaram a dar uma entortada no mundo

 

VERÍSSIMO, Luís Fernando - Em entrevista para o site O Malaco (N. do E.: o pai do Marca Diabo), Luís Fernando Veríssimo assumiu que ser malaco poderia ser mais uma de suas qualidades. Quem somos nós para discordar? Apesar de ganhar a vida como escritor, Veríssimo afirma que não é assim que gostaria de botar o pão na mesa. Preferia ser desenhista, mesmo achando que desenhe mal. Mas, nos cartuns ou nos seus livros e textos, a sutileza do humor de Veríssimo se compara ao seu sorriso tímido, de quem tem algo para contar. E se tem.

Durante sua carreira já publicou mais de 30 livros (o número certo ele não lembra. Pra quê?), contando ilustrados, participações e coletâneas. Falando nas ditas, elas são um pequeno exemplo de outra qualidade a qual o escritor se atribui: a preguiça. Todos os textos que fazem parte desses trabalhos são reunidos nada mais nada menos por Dona Lúcia Veríssimo, que estimula o autor a publicá-las.

Os personagens do autor, que tem atitudes um tanto paradoxais (se acha sem graça e escreve ótimos textos humorísticos), também têm seus resquiços malacos, Analista de Bagé, Velhinha de Taubaté, e outros tantos com uma língua extremamente afiada, quem sabe, poderiam conquistar seu espaço na galeria. Afinal, são as criações de Veríssimo em conjunto com sua atitude que o fizeram chegar onde chegou: ao título de "Malaco assumido".

Até nas suas aventuras Veríssimo é sutil, assim como os motivos que o fazem entrar na galeria: "Bom, uma vez fui cobrir uma Copa do Mundo para a revista Playboy, e ninguém entendia bem que tipo de trabalho faria. Não foram poucas as vezes em que tive que explicar meu crachá de jornalista". E assim o escritor vai se divertindo.

Frederico Carvalho
Ilustração: Ivan Jerônimo