Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
RYDER,
Winona - Não são todas as campanhas que dão
certo. A maioria mesmo morre logo quando a idéia nasce. Não
foi o caso da efusiva campanha "Free Winona", liderada pela
própria Winona Ryder na capa da revista americana W em
junho de 2001. Depois de ser flagrada furtando roupas numa dessas lojas
de barão em Beverly Hills, com o agravante de estar carregando
uma porção de remédios barra-pesada comprados sem
prescrição médica, foi solta ao pagar uma fiança
de US$ 20 mil (quatro vezes o valor dos pertences que estava colocando
debaixo da blusa). Logo que a camiseta-título da campanha se
tornou objeto de culto, não demorou muito tempo para que ela
fosse convidada para ser garota-propaganda da loja que furtou. E se
safou também nos tribunais, que a consideraram ré primária
e a condenaram a prestar 480 horas (20 dias) de serviços comunitários.
A malaquice na vida de Winona Ryder teve
origem nos amigos da família, como o "pai do LSD" e
padrinho da moça, Timothy Leary, e o poeta beatnik Allen Ginsberg.
Filha do músico Mitch Ryder, que deu à criança
o nome da cidade onde ela nasceu, no estado de Minnesota, Winona começou
a participar de audições para filmes aos 13 anos, ainda
uma adolescente loirinha (Winona é uma falsa morena), quando
participou do longa-metragem Lucas (1986). Anos depois, acabou
deixando o set de filmagens de O Poderoso Chefão III (90),
em que interpretava Mary, filha do patriarca Michael Corleone (Al Pacino).
A personagem acabaria sendo posteriormente maltratada por Sofia Coppola,
filha de patriarca na vida real.
Embora ela tenha sido recomendada pelos
médicos de dar um tempo no trabalho, especulou-se na época
que Winona havia largado o filme por estar grávida do então
namorado (e também um grande malaco) Johnny Depp. Apaixonado,
o "Anjo da Lei" acabou fazendo uma tatuagem no braço
com os dizeres "Winona forever", que depois do término
do romance acabou sendo alterado para "Wino forever" (vinho
para sempre). Outro papel importante que acabou sendo dispensado por
ela foi o da junkie Marla Singer, de Clube da Luta e herdado
por Helena Bonham-Carter. Em compensação, pegou a personagem
Nola em Celebridades, de Woody Allen, escrita originalmente para
Drew Barrymore.
Eleita na 42ª colocação
entre "as 100 maiores estrelas de cinema de todos os tempos"
pela revista inglesa Empire, em 1997, foi paparicada pelo papel
da adolescente internada num hospício feminino em Garota:
Interrompida, trocou Depp pelo também ator (mas não
malaco) Matt Damon e "interpretou" o blueseiro do mal Jon
Spencer no clipe "Talkin' About The Blues", do Blues Explosion.
Para uma menina que até os vinte anos se dizia "com vergonha
de ser atriz" e fora internada num hospital por depressão
e síndrome de pânico, até que a campanha "Free
Winona" foi um passo e tanto à frente.
Fabrício
Rodrigues
Ilustração:
Ivan Jerônimo