Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
JULIANO,
Marcelo - Já que estamos em clima de relembrar episódios
marcantes da TV brasileira, lembremos de um protagonizado por um legítimo
malaco vigarista. Que atire a primeira pedra aquele que nunca pensou
em tirar um troco se aproveitando da burrice alheia, principalmente
quando o burro não irá sentir falta de alguns milhares
de reais. Enquanto uns pensam, Marcelo Nascimento Rocha, também
conhecido como Juliano de Souza (vai saber o nome verdadeiro do cara),
conseguiu aplicar um golpe melhor do que cobrança por brinde
em lanchonete. Às vésperas do Carnaval fora de época
de Recife ele assumiu o papel de filho do presidente das empresas aéreas
Gol, Henrique Constantino, e começou a esbanjar o dinheiro de
terceiros sem assinar um papel ou apontar a arma para cabeça
de alguém.
Entre os ludibriados pela cara-de-pau
desse anti-herói estão os protótipos de galã
da Globo Ricardo Macchi (que viveu o inesquecível papel de Cigano
Igor) e Cristiano Rangel, o apresentador do programa Flash, Amaury Júnior
(que o entrevistou puxando o saco), as gostosas Marinara e Feiticeira,
e o próprio organizador do camarote no qual "Marcelo Juliano"
até mandou mensagem para seus patrocinadores. Lá, ele
bebeu e comeu de tudo, tirou lasquinha de todas, consumindo mais, provavelmente
muito mais de R$ 100 mil em quatro dias de esbórnia. Jatinhos
e helicópteros foram fretados, hotéis freqüentados,
fora os já citados comes e bebes.
Para o Marca Diabo, um dos melhores golpes
(se não o melhor) dado por um pé de chinelo. Para "Marcelo
Juliano", autor de muitos outras armações, como participar
de batida policial aos 16 anos de idade, arrependimento de pessoas que
queriam tirar vantagens futuras e acabaram comendo merda. "Golpe?
Que golpe? Eu estava lá e as pessoas insistiam em me bajular".
Vai ser bom assim no quinto dos infernos.
Frederico Carvalho
Update: o Fred escreveu
o verbete acima em 2001. No ano seguinte, "Marcelo Juliano"
voltaria a ser notícia ao liderar uma rebelião num presídio
em Bangu fazendo-se passar por líder do PCC. Na cadeia, conhecido
como "Julião", o sujeito chegou a enganar integrantes
do Comando Vermelho com a lorota.