Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
McENROE,
John - "A melhor dupla do mundo
no tênis é John McEnroe e mais um". A frase é
de Peter Fleming, o "mais um" que conquistou cinco títulos
do Grand Slam e outros quatro do Master Series ao lado do reclamão
e genial tenista norte-americano que, na verdade, nasceu em Wiesbaden,
Alemanha. Num esporte extremamente tradicional, cordial e respeitoso
(no qual até a torcida brasileira aprendeu a ficar quieta durante
os jogos e a obedecer o juiz de cadeira), McEnroe foi o bad-boy que
não reclamava só pra dar uma de fodão, mas por
odiar perder. Reclamava com ele mesmo, com a raquete e principalmente
com os juizes. Depois dele, revoltadinhos como o chileno Marcelo Ríos
ou o australiano Lleyton Hewitt não passam de garotos mimados.
Porque McEnroe foi muito mais do que um excelente jogador de duplas.
Por quatro vezes ele levantou o troféu de campeão do milionário
U.S Open e repetiu o feito outras três vezes no careta torneio
de Wimbledon.
Começar a carreira internacional
no final da década de 70 não era tarefa das mais simples
para um jogador de tênis. Para se firmar no circuito e ganhar
algum respeito, o nome a ser batido era Björn Borg, o sueco seis
vezes campeão de Roland Garros. E nada melhor para um jovem de
22 anos como John McEnroe do que quebrar uma invencibilidade de mais
de meia década de Borg em Wimbledon, como aconteceu em 1981.
Foi a partir daí que McEnroe firmou seu nome definitivamente
no mundo do tênis. Três anos depois, já era considerado
imbatível, embora nunca tenha sido campeão do Aberto da
França (assim como o compatriota Pete Sampras, considerado o
maior tenista de todos os tempos).
Hoje, com uma década de aposentadoria
nas costas, o malaco passa os dias tocando guitarra por diversão,
dirigindo uma galeria de arte em Nova Iorque e dividindo o teto com
a atriz Tatum O'Neal num relacionamento bastante singular (segundo McEnroe,
há o mínimo de coisas em comum entre eles, exceto o gênio
difícil de aturar). Recentemente, ele apareceu no programa de
David Letterman para um desafio: acertar um saque, do terraço
de um prédio, na janela de um edifício vizinho no outro
lado de uma avenida nova iorquina. Acertou, mas só na terceira
tentativa. Com o passar dos anos, certas lendas deveriam ser mais bem
preservadas.
Fabrício Rodrigues