Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
FARIAS,
Romário de Souza - "Depois de Pelé, Maradona.
E depois de Maradona, eu". Embora os catedráticos do futebol
insistam em fazer listas dos melhores de todos os tempos incluindo gênios
como Franz Beckenbauer, Johan Cruyff e Michel Platini na sua frente,
é difícil para qualquer sul-americano na faixa dos 20,
30 anos não dar razão para Romário. Já contam
quase 10 anos desde o tetracampeonato nos Estados Unidos e ele ainda
ficou de fora de outras duas copas (uma pelo corte do Zico, outra por
teimosia do Felipão), mas os cinco gols contra Rússia,
Camarões, Suécia (duas vezes) e Holanda foram suficientes
para que tenha gente querendo convocá-lo até 2010. A diferença
que Romário fez na Seleção Brasileira a partir
daquele jogo de 1993 contra o Uruguai no Maracanã, pelas eliminatórias,
ajudou a enterrar 24 anos de fracassos em mundiais. Um tempo longo demais
que acabou marcando gerações talentosas com a pecha de
perdedores. Isso que ele já tinha ganho uma Copa América
em 1989, depois de 40 anos de jejum da Seleção no torneio.
Em 1995, no auge da fama, trocou o Barcelona
treinado por Johan Cruyff pelo Flamengo de Kléber Leite no ano
do centenário do clube carioca. Acabou formando o "pior
ataque do mundo - Sávio, Romário e Edmundo". A passagem
pelos falidos clubes do Rio logo após a Copa de 94 com certeza
contribuiu para que Romário não tivesse, na memória
desses "catedráticos" da bola, a mesma moral que outros
craques europeus. Mas é porque ele é um grande malaco
e preferiu se divertir no Brasil jogando futevôlei em Ipanema
e na Barra da Tijuca a passar longas temporadas no frio da Europa e
tendo que "voltar pra ajudar na marcação". Criticado
por
muitos,
costuma sair com frases quase tão geniais quanto o seu futebol.
Rebatendo Pelé: "Deus deu o dom pra ele jogar bola e não
precisar abrir a boca". Comentando as relações de
trabalho entre, respectivamente, Eurico Miranda, ele e Edmundo no Vasco:
"Está todo mundo feliz agora, o rei, o príncipe e
o bobo".
Tá certo que ninguém é
perfeito. Aos 38 anos e às vésperas da aposentadoria (embora
não diga exatamente quando vai parar), Romário entrou
na mira de Marlenão Mattos, recém-contratada pela Band,
e está sondado para um programa semanal em que pretender entrevistar
(!?!?) figuras do futebol e outras tais. Além disso, também
pretende entrar na política para reativar o projeto social Romarinho
- "por qualquer partido, porque são todos iguais",
segundo ele. O negócio é guardar na memória alguns
dos quase 800 gols que ele empilhou nos melhores e piores times do mundo.
Fabrício Rodrigues