Grandes
malacos da história
Galeria
dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis
que ajudaram a dar uma entortada no mundo
GROO,
O ERRANTE - Coió, inepto, cretino,
tolo, demente, idiota, burro, suíno e cabeça-de-bagre.
Estes são alguns dos, ahn, elogios que Groo, o Errante, recebe
por onde passa. Na verdade, ele é apenas meio devagar. Vagando
por uma era e lugar indefinidos, o bárbaro faz qualquer negócio
por uma boa peleja e um punhado de queijo derretido. Em suas desventuras,
o troglodita já exerceu as profissões de ator, pedreiro,
pirata (apesar de afundar todos os navios em que embarca), caçador
de recompensas, entre outras. Entre suas façanhas habituais estão,
provocar a discórdia entre reinos aliados, destruir impérios,
colocar qualquer um em apuros e, invariavelmente, sair correndo de multidões
no final.
Suas habilidades com as espadas são
inversamente proporcionais às capacidades de seu cérebro
de minhoca. Cercado por figuras como o Menestrel, o Sábio, as
feiticeiras Arba e Dakarba o mercenário Taranto e sua irmã,
a rainha Grooela, Groo tem o dom de propagar o caos em qualquer lugar
onde ponha os pés. Apesar da estupidez, Groo tem um bom coração,
que o diga seu animalzinho de estimação, o cachorro Rufferto.
Muito mais esperto que o dono, Rufferto é a única criatura
no universo a acreditar que seu dono seja inteligente.
Criado no começo dos anos 80 pelo
cartunista Sergio Aragonés (Mad) e pelo argumentista Mark
Evanier (Caverna do Dragão), Groo é uma espécie
de paródia ao universo "sword & sorcerer" de Conan,
o Bárbaro. O personagem fez sua estréia nos quadrinhos
em 1982 e passou por várias editoras até chegar a Marvel,
que publicou o maior número de aventuras do errante nos Estados
Unidos (120). Atualmente, saem algumas edições esporádicas
pela Dark Horse. No Brasil, Groo teve pouco mais de 20 edições
publicadas pela Abril entre 1990 e 1992, além de uma graphic
novel (A Morte de Groo), que fizeram a festa de quem curtia ficar
procurando as "mensagens secretas" de cada número.
Gabriel Rocha