Grandes malacos da história

Galeria dos grandes malacos
Figuras inesquecíveis que ajudaram a dar uma entortada no mundo

 

MONZON, CARLOS - Se algum cineasta quiser fazer uma continuação ainda mais pancada de Touro Indomável, de Martin Scorsese, basta dar uma olhada na ficha corrida desse cidadão aí, um pugilista argentino que fez muita, mas muita merda na vida. Claro, foi um boxeador de primeira, tanto que, das 101 lutas que disputou, só foi derrotado em três delas. Antes de começar a distribuir socos de forma remunerada, Monzon era um moleque pobre que acabou virando freqüentador assíduo de delegacias, além de tirar uns trocados como cafetão.

Até que em 1970 ele se tornou campeão mundial dos pesos médios, título que defendeu por 14 vezes. No auge de sua carreira, costumava aplicar uma tática quase infalível: a seqüência de jabs de esquerda, seguida de ganchos e diretos que lhe valeram pelo menos 60 vitórias. Depois de ter abandonado o boxe em 1977, começou a viver como um playboy junkie, à base de festas grandiosas, drogas e mulheres. Nem mesmo um balaço nas costas que ganhou de presente da esposa na ocasião do divórcio o tirou da rotina desregrada. No dia dos namorados de 1989, atirou sua namorada de uma varanda e acabou condenado por assassinato. Depois de seis anos na cadeia, Monzon morreu num acidente de carro em 1995 quando voltava de uma visita à sua casa às vésperas de receber a condicional.

Fabrício Rodrigues