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Tacando o Horror
A pá de cal nos anos 60 e o olá lisérgico aos 70
Ouvido hoje, quase 35 anos após seu lançamento, Free Your Mind... And Your Ass Will Follow, do Funkadelic, é uma viagem de transição por tudo que estava pegando por aquela época.
Motown com LSD, Isaac Hayes com Jimi Hendrix, o passado lisérgico com o futuro que seria da disco.

Galeria dos Grandes Malacos
E aí, Leadbelly, cadê você?
Grande parte da popularidade do blues entre a platéia branca se deve a Huddie Ledbetter, a quem o mundo conheceria como Leadbelly. Condenado a 30 anos de prisão por matar um cara, acaba só cumprindo oito depois que o governador do Texas, Pat Neff, sensibilizado pelas canções de Leadbelly, resolve conceder perdão a ele, o grande malaco da vez.

Coluna
Crítica queima a língua com novo isqueiro do U2
How to Dismantle an Atomic Bomb é um manual de como desagradar a opinião remunerada. É disco de banda velha, não sugere nada diferente, mais do mesmo. Reúne tudo o que o U2 era capaz de fazer até os anos 90.

Resenha
À moda antiga
Registrado numa época pouco amistosa para a banda (1993) e lançado no Brasil só agora, Devotional, DVD duplo ao vivo do Depeche Mode suscita reflexões quanto à música eletrônica atual. Diferente do que se fazia há 20 anos, a vanguarda do gênero é jogada no mesmo balaio de picaretagens vendidas sob o rótulo geral de "techno".

Resenha
Ambíguo é o seu passado
Da chamada “fase adulta” de Almodóvar, Má Educação marca por ser o mais ambíguo de todos. Não se equipara aos dois últimos, enquanto retoma um pouco do clima de thriller de Carne Trêmula e encerra a seqüência de filmes centrados em personagens femininas.

Coluna
Pessoas do século passado fazem o livro do futuro
É facil descrever o banal. Nem precisa de vírgula. Uma ação por período. O estilo torna-se seco. Direto. Com ritmo. O que tem de neguinho por aí tirando onda de literato não está no gibi. Escritor maldito, então, é uma praga. Por isso, a chegada de Dodô Azevedo e seu Pessoas do Século Passado deve ser saudada com entusiasmo.

Entrevista
Militando na contra-informação
Depois de um show lotadaço em que todo mundo cantava junto todas as músicas, Fred 04, letrista (dos bons), guitarrista, tocador de cavaquinho e líder do mundo livre s/a achou tempo para mais um papo com o Marca Diabo.

Resenha
Bailinho cheio de más intenções
Deve ser cada vez mais difícil pra Marcelo Nova viver nesse mundo. Pra ele e pra qualquer pessoa que não enquadra nesse esquema new-age de homens que fazem lipoaspiração aos trinta anos. Mesmo assim, ele segue firme no palco, conduzindo um show de rock como poucos de sua geração. Aliás, que geração?

Matéria
Dr. Gonzo vem aí
Eis que agora, enquanto Hunter Thompson se enfurna no meio do mato e vira cronista de futebol americano pro site da ESPN, a Conrad Editora anuncia a tradução dos livros do homem. O primeiro já tá nas melhores casas do ramo e se chama Hell’s Angels – Medo e delírio sobre rodas.

Coluna
Abram alas porque o circo místico chegou
A primavera nem sempre começa quando o calendário determina.
Em 2004, impulsionado pela famosa maldição dos anos pares - o horário político -, o inverno estendeu-se além da conta. Não, não teve nada a ver com as eleições: é primavera porque, desde domingo, o vizinho amanhece escutando reggae...

Resenha
Comendo pelas beiradas
No fim das contas, traduz-se tudo por lobby - dos produtores de armas, de petróleo e das indústrias de alimentos. Super Size Me vai além da simples ofensiva ao McDonald’s e seus pares, como o KFC, Pizza Hut, Wendy's e outros.

Galeria dos Grandes Malacos
O brinquedo de fazer malaco
Durante boa parte dos anos 80, a trajetória futura de toda uma geração estava sendo traçada com a ajuda de uma caixa preta com seu nome japonês escrito em letras prateadas: ATARI. Apesar dos protestos de nossas mães, os pirralhos que nós todos éramos na época ensaiavam com aquele console os primeiros atos de malaquice.

Coluna
A liberdade de não ser público nem privado
Aí o vocalista Dinho Ouro-Preto pára de cantar e diz que seu grupo vai tocar uma música da “melhor banda de rock que esse País já teve”. O público paulistano agita-se ante o anúncio. O colunista idem, na expectativa de descobrir qual som dos Mutantes será assassinado pelo Capital Inicial.

Matéria
A ferrugem nunca dorme
As páginas da história do rock estão recheadas de episódios de infâmia, degradação, subversão e ultraje. Porém, nestes quesitos ninguém chega perto dos feitos de um sujeito chamado GG Allin. Mais do que por sua música, era conhecido por suas dementes performances no palco. E mesmo depois de morto, continua incomodando.

       
 

 

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