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dezembro 14, 2008

Paz na terra e aos ouvintes de música de boa vontade

A Di (sra. Ricardo Marola) me mandou isso e eu fiquei não menos do que encantada. Primeiro assistam ao vídeo com atenção, e tenham em mente que cada instrumento desses foi gravado separadamente, em partes diferentes do mundo, do planeta, do globo terrestre ou seja lá como vocês preferem chamar esse corpo celeste que habitamos (e que está reagindo aos nossos maus tratos - não há nada de new age nisso, é a lei de ação e reação mesmo!).

Bom, chega de bla bla bla, solta o VT:

A música é bonita, o arranjo é boa-praça e alto astral. Tem Rio de Janeiro, Holanda, Estados Unidos, África do Sul, Congo, e eu sei que você sentiu vontade de sorrir. Não é possível que não tenha sentido!

* * *

Se você sorriu, cantarolou junto, verteu uma lagriminha ou simplesmente mandou esse vídeo pra alguém, o projeto Playing For Change: Peace Through Music deu mais um passinho em direção ao seu objetivo: sensibilizar as pessoas através da música - e nada melhor do que usar a internet para espalhar livremente o conceito de união, amizade e "vamos nos juntar para um planeta melhor". Perca um tempinho lendo esta matéria que explica bem melhor do que eu do que isso se trata. É um projetão...

* * *

...ainda que o patrocinador seja uma revista digital de música (ótimo! Não gasta nem desperdiça papel!) que só roda num player bem específico e que promete "músicas inéditas e exclusivas de seus artistas preferidos" se você pagar uma quantia mensal (ok, metade vai para a compra de remédios para controlar o HIV na África, mas convenhamos que usar um argumento desses pra te convencer a assinar uma revista que talvez nem seja tão boa assim é um golpe baixo!).

Pois é.

A linha entre um projeto REALMENTE BACANA e uma estratégia de marketing altamente apelativa é tênue - mas, pela qualidade dos vídeos produzidos e pela mensagem linda por trás, se todas as estratégias de marketing fossem assim, acredito que o mundo seria um pouco melhor.

* * *

O timing desse vídeo aqui em casa foi perfeito: num dia, overdose de Gentileza (agradecida, Leo Guelman! Agradecida, Rizzo Miranda!). No outro, bate-papo sensacional com o queridíssimo Nélio Bilate. Agora, isso. E, assim, todas as minhocas que já estavam aqui dentro começaram a se inquietar...

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Demorou pra alguma grande marca incentivar algum projeto que sensibilize alguém para alguma causa que faça alguma diferença, né não? Convenhamos, pular corda ou correr uma maratona podem ser atividades divertidas e saudáveis, mas do mesmo jeito que a música é uma linguagem universal e pode, sim, despertar emoções, fica a dica de usar outras formas de arte, ou, quem sabe, o potencial viral (no melhor sentido da palavra) de uma peça largada em meio digital, pra espalhar idéias de paz e respeito, tanto às pessoas como ao meio ambiente.

Demorou também pra gente, que é pequeno, fazer uma coisinha de nada, que seja. Em ALGUM LUGAR ela chega, pode ter certeza. Dia da blogagem [política/social/gentil/ecológica]? BAH. Um post num blog UM DIA NO ANO não vai mudar o mundo, mas sim as atitudes [políticas/sociais/gentis/ecológicas] no dia-a-dia. O blog só reflete isso.

Fica a dica.

Mudar o mundo, acho que não rola. Mas torná-lo um pouquinho mais habitável... quem sabe?

outubro 4, 2008

O táxi preto

O post sobre 'Mamma Mia' vem aí. O problema é que algumas funções acadêmico-familiares precisam necessariamente vir na frente, então o texto está saindo a passos de cágado. O que não me impede de descobrir coisas muito, muito, muito legais, como as Black Cab Sessions, e dividir com vocês.

As Black Cab Sessions funcionam assim: uma produtora roda a cidade a bordo de um táxi preto contendo um câmera, um motorista e um engenheiro de som.

The Kooks, Death Cab For Cutie, The Raveonettes, Bon Iver, Daniel Johnston, Hot Club de Paris... esse povo todo já passou pelo banco do carona - e muito mais. Todos cantando e tocando num esquema intimista. Muito intimista. Afinal, quantas pessoas cabem num banco de trás de um táxi?

Brian Wilson vale por vários.

Tenham um bom fim-de-semana. :)

agosto 30, 2008

Grátis, nesse blog, algumas boas memórias

Chris Anderson costuma ser digno do meu respeito e admiração - não bastasse editar a Wired, a revista que eu quero ser quando crescer, Anderson apareceu com o genial 'A Cauda Longa', uma excelente análise do mercado de nicho, e escreveu o ótimo artigo 'Free! Why $0.00 is the future of business', um teaser de seu próximo livro. Neste artigo, Chris Anderson mostra que, às vezes, o melhor caminho para alavancar um negócio pode ser dar coisas de graça.

Dar brindes e amostras, por exemplo, não é apenas um ato de bondade de um fabricante, mas a plena confiança em que o consumidor vai gostar do produto e vai comprar. Dar músicas inteiras, principalmente nos casos em que o artista não ia conseguir lucrar muito com a venda, é ótimo para divulgar um trabalho - e garantir, por exemplo, um show lotado de fãs. Dar um artigo ou livro pode transformar o autor referência bibliográfica, trazendo reconhecimento e abrindo outras possibilidades - convites para conferências, palestras, pessoas interessadas nos seus outros trabalhos, que podem até ser vendidos. É mais do que gentileza. É outra forma de fazer negócios. Há ainda que perceber o duplo sentido da palavra "Free", que pode ser 'grátis' ou 'livre'. Pensemos o presente como 'livre', então: ele se espalha, viraliza, as pessoas comentam, pegam uns dos outros em redes, fazem propaganda, fazem com que seu trabalho seja conhecido na China, com que seu produto atinja lugares que você jamais imaginou. Controlar, pra quê? Ganha mais quem consegue usar o descontrole a seu favor, transformando essa característica do 'livre' em seu aliado.

(claro, cada caso é um caso. mas há casos. você sabe.)

Essa é a conversa do dia, mas a prática é antiga, antiga! Vamos tentar rastrear o fenômeno? Sei que em 1968, a MAD começou a distribuir compactos encartados na revista. Sei porque 'It's a gas' é uma daquelas músicas toscas que adoro, e você pode ouvi-la aqui. Aposto que nos anos 50 existiam discos promocionais com artistas diferentes de uma mesma gravadora. Aposto que as primeiras vendas por catálogo dos primeiros anos do século XX tinham alguma espécie de promoção (aposto, não: eu TENHO um catálogo da Sears de 1907!). A própria Wired... lembra da edição de fins de 2004, que vinha com um cd recheado de artistas do porte dos Beastie Boys, David Byrne, Le Tigre, The Rapture, Cornelius, Dj Dolores e até Gilberto Gil, que participou do projeto como músico e dando uma entrevista que mostrava - como Ministro da Cultura que o Brasil estava por dentro das questões relativas a cultura digital? Guardo a revista até hoje. As faixas estavam liberadas também pra remix, olha que beleza! Pela primeira vez, ouvi falar do Creative Commons, e se você pensa que vou entrar nesse assunto aqui, está enganado: o que lembro mesmo foi da maneira como Gil conduzia um assunto tão interessante no Brasil, a Wired deu o maior destaque e aqui mesmo a coisa demorou a engrenar. Mas eu lembro. Aquela edição da Wired foi um marco.

O que quero é ativar sua memória afetiva relacionada a esses presentes inesperados que vieram junto com o produto 'principal'. Aquela banda pela qual você se apaixonou porque ganhou um disco encartado num jornal (a NME era mestra em fazer isso!!! E como era difícil achar aqui!). Eu sei que você lembra disso.

Ou daquele conto que veio encartado naquela revista em 1994 e, anos antes de você saber da existência de um homem chamado Marshall McLuhan, você sabia de ciborgues e de um homem chamado William Gibson - e se você leu Johnny Mnemonic a tempo de se apaixonar pelo conto e achar o filme meia-bomba, você não achou a menor graça na trilogia 'Matrix', que conseguiu desonrar tanto a cibercultura como as filosofias orientais.

Ou ainda - chegamos exatamente onde eu queria, toda essa conversa de 'nova economia' só pra te fazer lembrar disso! Ha, ha! - a mesma revista já operava com essa política e, em 1994, te deu aquela fita que, quase 15 anos depois, serve de amostragem do teu gosto musical ainda hoje. Foi em 1994 que você viu o clipe espetacular de 'Sabotage', dos Beastie Boys.

Que você pirou no primeiro grande sucesso do Blur, muito antes da rixa com o Oasis atravessar o Atlântico. Que você, que já gostava de Pixies, botou a Kim Deal no seu top 10 baixistas, mesmo ela fazendo umas linhas meio bebelol e nem se comparando ao Les Claypool ou ao Billy Gould, seus top 10 baixistas na época.

Se em 1994 a fitinha da General não saía do teu walkman e você agradece a free culture - seja no sentido de cultura livre ou no sentido de 'cultura do grátis' - até hoje por isso, por expandir seus horizontes musicais, bem-vindo ao clube.

Fita da General
Que foi? A arte é minha também.

Aproveite que você está em pleno ano de 2008 e refaça esta seleção musical. A playlist tá aí em cima. Faça-se esse favor.

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E você? Onde foi que a cultura do grátis acertou em cheio contigo?

* * *

Eu também quero ser a General, não a patente militar, mas a revista, quando crescer.

agosto 15, 2008

Quando a nerdice e a música se encontram para um bem comum

Em recente matéria sobre biocombustível na CNN, Robert del Bueno, comerciante de biocombustível em Atlanta, nos EUA, fala sobre a importância de um simples galão de combustível. Neste vídeo, Bueno aparece reciclando gordura para fazer diesel.

Simples, fácil, e ainda outro dia descobri lá na Lucia Freitas um serviço de coleta de óleo velho aqui mesmo, no Rio de Janeiro, que tem exatamente esse fim: a reciclagem de gordura não aproveitada para a produção de biocombustível - sem poluir esgotos, sem precisar retirar óleo de novas fontes.

Soa interessante?

Bem, o que soa mais interessante é que Robert del Bueno era conhecido aqui em casa como Coco The Electronic Monkey Wizard (gracias, Speedy!), baixista do Man... or Astroman?, banda de surf music com temática de filmes B, que tirava uma onda de 'homens que vieram do espaço e, na verdade, já tem 3000 discos lançados - mas como a humanidade não está preparada, vamos lançando um a um'.

Coco the Electronic Monkey

A humanidade ainda não estava preparada para tantas inovações (como os projetos de clonagem), e a banda se retirou. Mas Coco está aí, preparando a humanidade para algo maior.

* * *

A humanidade também não estava preparada para a genialidade musical de Neusinha Brizola.
Infelizmente.

agosto 3, 2008

Mina de Família

Mariana, você me paga. Agora tou vendo esse vídeo em loop. Na boa, Fulerô o Esquema é genial ou o quê?

Mas o mais surreal e que entrega meu lado gay (releia o post da Piggy pra entender) é reparar "Puxa, não é a Cláudia Wonder passeando na feira?" e confirmar: sim, era ela. Mariana, você me paga... :)

julho 17, 2008

Deus me livre!

emi_play%28133x122%29.jpgFalar o que sobre esse projeto de lei que tramita num vai-e-vem pelo cerrado? Em menino, costumava a me estressar com essas questões. Perdi a mocidade e ganhei um vinco na testa de tensão. Gostaria de um mundo livre de fato. Mas como Utopia é só com Thomas More, ficaria contente se apenas me fosse dada a liberdade plena de viver a vida que, por um capricho maravilhoso, me foi concedida por Deus.

Mas Estado laico é aquele lance, né? Cada macaco no seu galho.

E ainda me vem um Dostoiévski com os cornos cheios de vodca e mata o Todo Poderoso.

"Se Deus está morto, tudo é permitido", pôs a frase na boca de Ivan Karamazov.

Certo.

Agora tome-lhe o pastor Silas Malafaia se esgoelando para desfazer a cagada.

Pior? Só o barbudinho que senta ao seu lado na faculdade, coleção "Os Pensadores" COMPLETINHA no colo, TEORIZANDO a frase pinçada de "Os irmãos Karamazov" à luz de NIETZSCHE enquanto enrola os cachinhos dreadlocks no côco.

Mal-estarrrrrrrrrrrrrrr!

Já te disse que perdi a mocidade? Pois.

* * * *

Vejam: falei de Nietzsche, Dostoiévski e Silas Malafaia. Lounge vai bombar na palavra-chave no google, mané. Nem vou precisar falar que a Playboy da Natália BBB é uma boa chepa, tampouco dizer que já saiu o TERCEIRO filme de sacanage da Ronaldinha para que chovam acessos. Lia, tu me deve uma. o lobby pro portal é um bom começo. ;)

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Certo que em Lounge somos mais rockabilly. Todavia, proponho que ouçam esse som. Né billy, não. Mas tem o baixo acústico mais GOSTOSO do seu mês. Duvido tu achar algo mais adocicado, inda por cima combinado com essa voz de "açúcar candy" feito aqueles da Kopenhagem que a sua avó costumava trazer na volta do cardiologista. Nem o sorvete de groselha que você vai tomar comigo em Maricá é igual, morena. Uma DELÍCIA.

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Beach Boys, The Cure, Björk, Nirvana e muitos outros para CRIANÇAS DE BERÇO? Falei sobre isso aqui.

junho 30, 2008

Um programa, duas receitas

emi_play%28133x122%29.jpg"Larga numa sala cheia de fogões que elas ficam loucas!", dizia um professor de marketing, a quem chamávamos carinhosamente (sem ironia, acredite) de Patife. Referia-se às pesquisas de produto com a participação direta das consumidoras. Segundo ele, fera no ramo, as moças entram em êxtase diante de eletrodomésticos, sobretudo fogões de aço escovado. Nas pesquisas com a participação feminina é um "Deus nos acuda". E a produtividade ao final é batata - com e sem trocadilho.

Patife, que tinha a voz de Agildo Ribeiro, contava essa história sempre seguida de uma gargalhada genuína vinda do exôfago. Aula de pesquisa era uma cena.

Cozinha é fogo mermo. Cozinhar, então! Deixo na mão da criada, não levo jeito.

Mas antes que a moça fique nervosa doutro lado da tela e prepare a mão para encher na minha cara, ouça: aprendi a escrever vendo, entre outras coisas, receitas do programa da finada Ofélia.

A maneira com que os ingredientes são exibidos pelos programas de culinária é incrivelmente didática, feito curso de idiomas da TVE.

Sou tragédia na cozinha, de modo que a sua mãe não gostaria de me ter como genro. Ocorre que tenho uma queda inexplicável por programas de receitas. Te dizer que o som da colher passando o refogado, a cebola picadinha estalando na frigideira me dá um bem-estar que você não acredita.

Os programas de hoje estão debaixo de vaia. Ana Maria Braga, na Record, talvez tenha sido o último suspiro dos bons programas de culinária, daqueles que apresentavam receitas simples, caseiras, sem afetação. Velhos tempos em que Salgadinho (Paulo Salgado, merchandete e ex-apresentador do Tok Jovem, da Record) vendia a clássica "fábrica de coxinhas" ao lado de Aracy Wolf, a Aracy da iogurteira Top Therm. Ambos continuam na batalha, dizem que Salgadinho anda tirando 20 mil por mês como merchandete vendendo as modernas TekPix. Os programas mudaram bastante.

Receita Minuto é diferente. O programa apresentado por Daniel Bork é sensacional, com várias receitas simples e criativas que não guardam mistério na preparação. Bork, espécie de "dono de casa" por conta das circunstâncias (como fora Ronnie Von), é fera e objetivo na cozinha. Quando parte para uma receita, parece adivinhar o que estamos querendo comer - por mais que nunca tenhamos experimentado tal prato. Esses dias ensinou a fazer um gratinado de aipim com charque coberto de queijo de dar água na boca (e olha que eu não como carne vermelha, hein!). Teve também um creme de tomate moleza de fazer.

Quem assiste ao programa é minha sobrinha de sete anos. E é ela quem anota as receitas, como eu fazia quando moleque. Resultado: estamos eu e ela no aguardo de alguém prepará-las para a gente, posto que a criada aqui de casa acha esse papo de receitas uma tremenda besteira (aqui a criada é confiada que só, rapaz). Alguém se habilita?

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Frase do mês: "Escolhi o Carlos BAZUCA porque ele era o mais MEIGO de todos" - Leila Lopes, em noite de lançamento do seu pornô rodrigueano "Pecados & Tentações". Leila disse também que entra na Globo sem precisar bater na porta.

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O filme já caiu na net. Não ponho o link aqui porque é casa de família, naturalmente. Pronto! Debandada geral de Lounge em direção ao google. A pequena é fraca, já adianto pro amigo tarado.

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O festival de Parintins é realmente de cair o queixo. Ponto pacífico. Mas daí a ter de aguentar os comentários ufanistas do tresloucado Datena é SACANAGE, cumpadi. Isso. Eu não fiz nada no final de semana.

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Bom. Chega de lero-lero. Andas com o iPod (ou o Foston boladão da Uruguaiana) sem grandes emoções, cansado das mesmas músicas? Então dá um pulo no Around que eu tenho algo para você.

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Por fim: você enlouquece diante de fogões de aço escovado? Conhece alguma "receita minuto" boa de fazer e melhor de comer? Não pode ser a Leila Lopes, hein! Então manda brasa ali embaixo nos comentários.

junho 11, 2008

Tá demitido!

emi_play%28133x122%29.jpg Vocês, criados à Warner Channel, não sabem de nada. DE NADA! TV aberta vale mais do que o "Oi Conta Total" do seu vizinho. Vai por mim, meu 10. Onde mais você pode assistir ao Roberto Justus, camisa de cafajeste ROSA aberta no peito depilado, CANTANDO "Can't Take My Eyes Off You", imortalizada por Sinatra, acompanhado por AFONSO NIGRO, aquele que era o CHEFE do grupo DOMINÓ?

Só na HEBE. E aqui no Lounge mermo. ;)

Melhor que a voz de Justus, é sua mãozinha tratada à Vasenol fazendo a interpretação da canção.

Saca aquela apresentação do Composto de Marketing Integrado que você fazia na faculdade, rebentando no Power Point, terninho e os cacete, achando que aquilo ia servir para alguma coisa na sua vida?

Igual.

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Aproveita que tem post novo lá no Around também. Ranjei um tempo, que anda escasso pra dedéu. É que hoje nao vou jantar.

junho 10, 2008

mp3 x vinil - você leu aqui. e se não leu, deveria.

E lá fomos eu e Jack hoje tomar um café e falar sobre papos acadêmicos, web 2.0, design, cauda longa e todos esses assuntos que nos interessam - ele como profissional de TI e eu como pesquisadora de comunicação e cultura (por mais que esteja produtora no momento, não nego as origens e a paixão).
Caímos, invariavelmente, no papo da distribuição de música em arquivos digitais x distribuição de música em suporte físico (eu só sei falar sobre isso mesmo, e sobre dança, mais dança e café). O cd não vai acabar, vide os MILHÕES de cds que ainda são vendidos no esquema "autopirataria": qualquer um pode montar uma fábrica de discos mais ou menos caseira e vender seu produto sem uma gravadora como intermediário. E isso é bom se você fizer isso com a sua própria música, e não com a música alheia. Isso é bom se seu público não está em massa na internet, e sim indo aos shows. É só ligar naqueles programas de forró que passam sábado de manhã na tevê aberta e ver fulano, o príncipe do [teclado/acordeão/reco-reco], que você nunca ouviu falar mas todo mundo no [insira localidade remota] conhece, recebendo disco de platina pelo primeiro milhão de discos vendidos. Enquanto isso, um tantão assim de músicos e gravadoras com acesso total a todas as ferramentas de difusão de multimídia on-line chorando as pitangas porque "o mercado fonográfico acabou". Se pensarmos 'fonográfico' as in 'fonógrafo', acabou mesmo - mas um novo mercado está aí, só começando.

* * *

De qualquer forma, se a indústria quisesse mesmo acabar com a pirataria e a distribuição não-autorizada de mp3 (por que não autorizar, aproveitar o potencial de 'espalhamento' de um arquivo e usar isso a favor, para fins de divulgação, hein?) - o que acredito ser uma má idéia, senão o que seria da indústria de cds e dvds virgens sem os filmes e mp3 pra gravar? Ou alguém enche um dvd inteiro só com arquivos .txt? -, investiria na produção dos impirateáveis (afinal, quem vai ter uma prensa de LPs na garagem??) discos de vinil - que só porque a Rolling Stone gringa escreveu e O Globo traduziu está todo mundo falando, mas que a Rolling Stone BR deu primeiro, e fui eu que escrevi - tá ligado que as Rolling Stones traduzem e/ou adaptam as matérias pro mercado local, né?
(e obrigada, mil vezes obrigada, Pablo, por ter me dado ouvidos e encarado a pauta - posso tirar uma onda de trendwatcher agora?)

:)

maio 31, 2008

Deck no Joost, bateristas sagazes, a festinha da NASA e os Astromen

O Youtube tem de tudo, mas o Joost... bem, o Joost pode ser pesado, exigir uma placa de vídeo acima da média, uma conexão muito boa, mas no Joost você zapeia. No mouse ou no teclado, mas zapeia. O bicho funciona como uma tv mesmo, mas você não precisa sair da frente do computador.

Sei lá se isso é bom ou ruim: a qualidade da tevê é excelente, se comparada aos players de portais; por outro lado, pra isso existe a tevê, não é mesmo? À internet o que é da internet, à tevê o que é da tevê. Mas na hora de plugar o micro na tevê, que funciona como um monitorzão (não a minha, que é menor do que o monitor do micro, veja bem)... é ponto pro Joost.

Do mesmo jeito que as fitas Betamax eram revolucionárias e todo mundo só comprou vhs, ou os laserdiscs... bem, você entendeu a mensagem: era uma idéia diferente e genial, mas por algum motivo não vingou. Sabe-se lá qual será a longevidade do Joost - por exigir mais do micro e da conexão, perde em popularidade. Mas por ter uma qualidade melhor, converge melhor com a tevê.

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E aí que o Youtube é uma maravilha pra viralizar um vídeo de música, o fato de qualquer um poder publicar seu próprio vídeo é um grande achado e não existe a possibilidade "este vídeo não está disponível no momento". Neste ponto, o Joost ainda é um território inexplorado - e a Deckdisc já correu na frente pra garantir o seu canal antes que uma parceria com o sistema fique praticamente impossível.

Segue o release:

Videoclipes Deckdisc de graça na web! - 24/04/2008 18:55:40
(Rafael, controla o redator!)
Em comemoração aos 10 anos da Deckdisc (yay! parabéns!!), acaba de ser lançado o "Brazilian Hits Channel", um canal de TV pela internet composto exclusivamente por vídeos de artistas da gravadora. Videoclipes, DVDs inteiros, making of e materiais inéditos de artistas como Pitty, Dead Fish, Cachorro Grande, Nação Zumbi, Matanza, Strike, Vitor Araújo e Grupo Revelação, entre outros, estão disponíveis gratuitamente para visualização. O canal está disponível para o mundo inteiro no Joost, sistema de TV americano pela internet (www.joost.com), com link no site da gravadora: www.deckdisc.com. Para assistir é só baixar o player deles.

Oquei, Deck, recado dado e parabéns pelos dez anos!

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ALÔ, RINGO!

Uma pesquisa sueca demonstrou recentemente que ritmo e inteligência andam juntos - quanto maior a capacidade de compreensão e cognição, mais fácil para o corpo manter o ritmo musical. Bateristas do mundo, univos. O próximo que vier de piadinha, vocês mostram isso aqui, ó...

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NERDS TAMBÉM DANÇAM

Seguindo o assunto "música e inteligência", você se acha um nerd cool porque ia a uma Lan Party? Entrou na moda da twittequila com streaming para outras cidades? Pois saiba que a ultimate nerd party aconteceu em abril, na NASA.

A Yuri's Night teve os sons do Scientific Beats (que, assim como a Trackers, logo ali, de São Paulo, faz a música e dá o curso explicando como fez) e do The Cassetes. E aposto que o Man... or Astroman? teria tocado se estivesse em atividade.

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Quem esteve no show ANTOLÓGICO (e duplo!) do Man... or Astroman? com o Sala Especial em 1998 (o tempo passa e eu tou ficando velha) no... no... céus! Esqueci o nome do lugar. Alguém lembra???

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Voltando à festinha da NASA, The ultimate disco ball nada mais é do que uma réplica enorme da Terra. Ai, uma festinha dessas no Planetário... demorou pra alguém fazer, hein?

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Grande perda, o Man... or Astroman? voltar para Grid Sector sem nos deixar os outros milhares de discos gravados daqui a alguns anos. A humanidade definitivamente não estava preparada para o som deles... mas eu adorava assim mesmo.

maio 24, 2008

Clipe novo do Weezer - ou 'aula de como gerar buzz pelo youtube'

Weezer tem a fama de "banda de nerd" desde o clipe de 'Buddy Holly' - aquele em que o sujeito diz que se parece com Buddy Holly, o que já é atestado de nerd suficiente. Não satisfeitos, Rivers Cuomo e sua patota ainda tiveram a pachorra de lançar o supracitado vídeo num sistema operacional, mais precisamente o - você se lembra dele? - Windows 95.
De lá pra cá, foi letra falando de RPG, paixão por garotas japonesas, clipe com os Muppets e, aparentemente, nenhum envolvimento com drogas, nenhuma briga bizarra... e agora os caras se superaram.
Porque a nerdice, vocês sabem, é fortemente associada a skills como inteligência (+10), raciocínio lógico (+10) e constituição física (+3), e de quem quer que tenha sido a brilhante conclusão de que o público do Weezer passa mais tempo na internet do que na televisão, nada mais sagaz do que um clipe feito à base de clássicos do Youtube, ou "memes em vídeo", se você preferir.
Veja o teaser (são poucos segundos, clica aí) antes de ler o resto do post:

Pois foi isso o que aconteceu: o vídeo de 'Pork and Beans' não apenas faz referência a vários vídeos famosos no Youtube como conta com a participação dos protagonistas. A proto-drag que pede 'Leave Britney alone', o Star Wars Guy (não está no vídeo, mas a miss Carolina do Sul empunha um sabre laser), o moleque que canta 'Chocolate Rain', todos eles estão lá, lipsyncing 'Pork and Beans', e se você acha que o vídeo foi feito num esquema "cada um manda o seu e a gente edita", veja que no final do clipe todos interagem no mesmo estúdio.

Se cada um desses popstars da novíssima geração postar um vídeozinho de 10 segundos sobre o clipe do Weezer... olha o buzz!! E, além do mais, nada mais interativo do que geral discutindo e tentando descobrir as referências... mandaram bem, Weezer...

...mas nada disso seria possível se a música não fosse boa e o Rivers Cuomo não estivesse cultivando um bigodão de respeito.

Então chega de blá-blá-blá: a música é bacana, o vídeo idem. Assista!

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Neste fórum, além da lista dos memes citados (com os vídeos originais!, incluindo o Porquinho da Índia Dramático dentro do contexto original! que, claro, é coisa de japonês, e Kevin Federline tocando 'Popozao', assim mesmo, funk tosco com sotaque americano), alguns tópicos me chamaram a atenção:

- A ausência de Mahir e Yatta!
- Um link para outros vídeos do Rivers Cuomo (sim, ele está cultivando o bigode!!)
- E a brilhante frase de um usuário:
"I'm alarmed that I recognized so many. I'm wasting my life."

É, me assustei também.

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Pra quem não viu ainda, sacanagem do McDonalds com o Devo. Mas eu bem que queria um bonequinho desses...
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Sim, temos comentários, mas tem que esperar um pouquinho e se cadastrar. Quem não quiser nem um nem outro, sempre teremos o Twitter e o e-mail. Porque a gente se enrola com o Movabletype mas quer interagir contigo assim mesmo. Você importa. Sabia?

maio 15, 2008

Lixo tóxico

crush_orkut Imagina que você mora sozinho. Solo. Quando você cozinha para um batalhão, você tende a comprar comida em quantidade, faz feira e tals. Sozinho, não sai tão caro comprar a cenoura que já vem ralada no Hortifruti, a embalagem de meia dúzia de ovos, e por aí vai. Imagina que você trabalha em casa - logo, almoça em casa. E janta. Latinhas de milho e molho de tomate, saquinhos de miojo. E lê jornal. E toma remédios, iogurtes, usa xampu, sabonete, pasta de dentes, toma chá, compra revistas, etc etc etc. Pois você já experimentou separar o lixo de comida do lixo de embalagens? Na lixeira de comida, cascas e sementes de frutas, saquinhos de chá, talos de espinafre. Na lixeira de embalagens... gente, você tem noção de quantas embalagens a gente joga fora por semana?

É assustador.

Reciclar não resolve o problema, mas ajuda.

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O Pop Culture Will Eat Itself sempre me surpreende: qual das duas versões de ’Toxic’ você prefere?


Bluegrass?


Ou no ukulele?

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Vou repetir: temos comentários novamente! Comente aqui, aqui, ou na parte do texto que você selecionar. Tá notando um sublinhadinho de leve aí? Demora um pouquinho, mas aparece. Mais o Twitter e o e-mail e pronto: de falta de comunicação a gente não padece.

maio 12, 2008

A Nuth não é mais aquela, olha a programação dela!


Retirado do Lindy Rio:
Amanhã, dia 13 de maio, a Nuth abriga o repertório de jazz do Austerlitz. Do be-bop aos standards da swing era, a banda sacode o tradicional antro de... bem, deixapralá.

Aos que estiverem na Barra da Tijuca, ou que procuram uma oportunidade de dançar lindy hop, o projeto Oi Novo Som começa às 20h30. Outros excelentes motivos pra freqüentar a Nuth às terças feiras de maio, você encontrará em breve no meu outro blog. ;)

* * *

Os outros excelentes motivos são:

Ordinário Groove (uma espécie de 'Binário Redux'), EletroSamba e Fino Coletivo. Moinho eu não conheço, mas pelo line-up do projeto Oi Novo Som, que ainda contou com o Zambê (Donatinho no som, Jodele Larcher nos vídeos) no dia 6, que ninguém duvide que este projeto é excelente, e que ninguém reclame de falta do que fazer às terças-feiras.

A partir das 20h30.

www.nuth.com.br

* * *

E você? Qual costuma ser sua programação nas noites de terça-feira? O que você recomendaria, se fosse o responsável por um projeto chamado 'novo som' (só vale coisas da tua cidade)? Links, sugestões e MySpaces do teu novo som para nosso e-mail ou no Twitter (@liaamancio). Tou curiosa aqui pra saber.

abril 29, 2008

Lay-ee-odl-lay-ee-odl-lay-hee-hoo!!!

Dona Lia Amancio está sem computador em casa, sabe-se lá por quanto tempo.

O tempo on-line, então, deve ser aproveitado única e exclusivamente para trabalho (e depois do expediente, em vez de bundear na internet, vou ler um livro, fazer um sudoku ou arrumar a casa). No feriado, poderei andar de bicicleta sem medo, já que maio não tem 'r'.

Tentarei dar notícias pelo twitter ou pelo tumblr (links ali do ladinho), que são mais simples de atualizar, até do cyber ali perto de casa eu poderei fazer isso.

Orem pelo meu computador (não foi HD, pelo menos, todos os discos de hillbilly roots estão lá) e voltem aqui de vez em quando pra saber se atualizei - ou assinem os feeds!

- O feed de Lounge

- O feed do meu tumblr

- O feed do Lindy Rio

- O feed do Mulheres no Salão

- Meu twitter.

Obviamente, essa onipresença na internet é sempre muito bem cuidada. São poucas as pessoas que sabem o que fiz ou o que vou fazer, para onde fui ou irei amanhã, acompanhada de quem - e quem sabe é porque avisei por telefone, msn ou encontrei pessoalmente.

Por outro lado, acho que todo mundo aqui sabe das coisas que gosto e com o que me divirto. Então... mais diversão para vocês. Saca aquele híbrido entre caipiras e austríacos e suíços dos alpes? Saca as músicas? Isso tem um nome, é yodel, e cá está um curso de Yodel na internet, fartamente recheado de mp3 e partituras, para você aprender a cantar como um autêntico camponês de filme, ou como a Shakira.

Muito útil para... para... muito útil, enfim.

Assim que meu micro voltar tinindo do técnico, aprenderei. Dançar que nem a Shakira eu já tou aprendendo, ó.

Beijos, bom feriado, amo vocês.
L.

abril 16, 2008

A gêmea boazinha da Winehouse

Sabe a Amy Winehouse? Sabe, né? A branquela com vozeirão de negona que fez muita gente acreditar que os bons tempos da Motown estavam de volta. Pois imagina a Amy winehouse loira. Loira e bonitinha. Loira, bonitinha e boa-moça.

Esta é Duffy:

Duffy já é hit em sua Escócia natal. Aparentemente, será lançada nos EUA em maio deste ano - e do jeito que canta, a moça, e que suas músicas são gostosas de ouvir, tem tudo pra ser hit no resto do mundo.

Enquanto todo mundo ainda não tá falando da Duffy, saiba mais sobre a moça no MySpace e no site oficial. Soube pelo Rodrigo e não consigo mais parar de ouvir. Sua vez agora.

* * *

E a sua aposta, quem seria? Twitter e e-mail estão aí pra isso, ou até uma boa alma me ajudar com o MovableType e recuperar os comentários aqui do blog.

abril 14, 2008

Café e misses, misses e café

Emiliano pegou o espírito da coisa. Tio Chuck era dispensável, mas como sou uma alma chique e, ao mesmo tempo, venenosa, lembro da piada da moça que realiza um fellatio ao mesmo tempo em que canta, e tudo fica certo. Que o diga meu amigo Gustavo, que ouviu as maiores atrocidades ontem enquanto assistíamos, cada um em sua casa e unidos por uma linha telefônica, ao concurso de Miss Brasil 2008 - uma espécie de show de drag queens e símbolo máximo da decadência do Glamour.

Salva-se Adalgisa Colombo, que esticou tudo até parecer uma volcana, e não é que ficou bom? Em vez de tentar parecer trinta anos a menos, realçou o que tinha de bonito e deu certo. De longe, não é mais a mesma Adalgisa miss 58. E senhora é a vovozinha.

Acompanhei até onde me mantive acordada - o suficiente pra ver os apresentadores dizendo que a próxima finalista é de um estado conhecido por sua moqueca (mas, afinal, O QUE MAIS tem no Espírito Santo??) e vocês podem conferir algum veneno neste link. Não todo. Todo o veneno, só o Gustavo entenderia.

* * *

Emiliano só não pegou o espírito da coisa no descafeinado. Aproveita que não abriu ainda e devolve! Devolve que é macumba.

* * *

Pois com a ajuda de Sandro Menezes e Liv Brandão, em homenagem ao Dia Internacional do Café, em que passei à base de xícaras do puro arábica do cerrado baiano (não tão doce quanto o mineiro trazido pelo Grande, pelas diferenças de solo e umidade, mas igualmente encorpado - taí. o Grande é como o café do cerrado mineiro, doce, forte e encorpado) chegamos ao Top 10 Coffee Songs. Preparados? Então vamos lá:

9. Cupid Come - My Bloody Valentine
Confesso, nunca gostei de My Bloody Valentine. Muita guitarrinha blén-blén, muita sinceridade e emoção no cantar (pouca afinação, voz muito nasal pro meu gosto), mas uma música que representa um sujeito evocando o amor de uma caneca de café e esperando que sua indie amada saia dali merece um lugar na lista, ao menos na lista aqui do blog. Obrigada, Sandro!

10. Ojalá que llueva café - Café Tacuba
Cafeína em dose dupla sugerida pela Liv: no nome da música (título auto-explicativo) e no nome da banda, para fechar com chave de ouro nosso Top 10. Fiel à versão original, de Juan Luis Guerra, a canção reza para que chova café, arroz, trigo, mel, queijos e demais grãos e laticínios, para que haja felicidade no campo, nas cidadezinhas pobres da República Dominicana. Bonito, né? Mais graciosa ainda é a música, que dá vontade de fazer una fiesta latina aqui, agora. Mais sobre a música, e obrigada, Liv!!, aqui.

* * *

E você? Não vai dizer nada? Twitter e e-mail estão aí pra isso. Ou tu me ajuda com o MovableType e os comentários, quem sabe, voltem.

abril 11, 2008

Chiquinho Scarpa, Miele, um padre e o Tio Chuck

emi_play%28133x122%29.jpg"Pior foi a mãe dele, que saiu pelada num baralho de boteco".

A condessa, a respeito da mãe de CHIQUINHO SCARPA.

Chiquinho é muito bacana. Adoro ele desde que o vi no programa do Silvio Santos posando de dândi, cabelo engomado com Biodop bem penteado pra trás, ao lado dum Cadillac. Um carro fino, cheio das manivelas de ouro, do tempo em que a minha avó bebia leite em garrafa de vidro.

Conheci-o na mesma época em que apareceu o HOMEM DE DUAS CABEÇAS no "Isto é Incrível". Te dizer, rapaz, que fiquei apavorado durante anos. Assombrado mermo. Na época vovó, sempre parceira, ligou para a produção do SBT e passou-lhe a reprimenda por exibir a bizarrice.

Eram outros tempos. Casos como o do "Menino Leandro", cuja cabeça era defromada, mostrado anos mais tarde no programa do Ratinho, ainda não eram exibidos no horário nobre.

A TV não havia regredido ainda a um picadeiro cicense.

Máxima da transgressão estava a cargo de Miele. Pintava os canecos, por coicidência, no SBT. Bombava à meia noite com o sugestivo Cocktail. Tutti frutti pra cá, limãozinho prá lá, melancia acolá. Um monte de peitinhos de pêra que cabia na taça de champagne. Silicone? Existia não, irmão. Tudo natural, dos que cabiam na mão em concha.

Aliás, o Miele faz o que mermo?

Sempre o conheci como dono de bar. Cachaceiro ilustre. Barba escrota, voz idem.

Voltando ao Chiquinho Scarpa. Punhado de anos depois, o conde me aparece no Gugu, num quadro peseudo-jornalístico, contando a respeito da sua nova plástica: fios d'ouro implantados sobre a pele, no vinco entre a bochecha e a lateral do nariz (não sei o nome disso. Lia, me ajuda!).

Exibia rosto imaculado de vela de macumba. Batom rosa nos lábios e rouge no rosto pra dar um brilho. Helena Rubstein, falou?!

E o Gugu como, né?! Passando malllll do lado dele.

Bacana era quando Chiquinho ria. A covinha redondinha no cando do rosto. Vontade de carcar o dedo.

Magrão, à época manda-chuva do Domingo Legal, brincando no zoom na bochecha de Chiquinho, mané. Big close-up, como o seu amigo que faz cinema na Estácio gosta de dizer.

Enquanto isso, sua santidade Padre Marcelo Rossi boladão no meio do palco. O môço segurava como podia a batina enfeitada de dourado, girando em torno da jacuzzi. O playback rolando frenético com seu único hit. Um trilhão de cópias vendidas. Disco de césio!

Gugu amarradão, uma roda melada na cueca.

O Padre cercado de cachorras por todos os lados. Aí já havia silicone na jogada. No peito e na bunda. Mulherada morena, côr de não-sei-o-quê, a marca branca do biquini regaçado lá em cima, pernas cobertas de pêlos dourados, mingau de blondor bombando. Um comichão sinistro, mané. Dança do Créu é pinto.

Chiquinho lá atrás, dois dedos em pinça ajeitando a abotoadura de madrepérola.

* * *

Tô ligadão de café, fui escrever as aspas do início do texto e entrei nesse parafuso aí. Falar em café, comprei o Melita descafeinado esses dias. Ainda não abri, mas tou vizânu adotar.

* * *
Contribuindo para a lista da Lia, sobre músicas relacionadas à negra bebida, segue minha contribuição: Café Tacuba. Tá. É uma banda.

* * *

Falando em batom, já assitiram ao novo "Amaury Jr. Show?" Rola aos sábados. É Amaury Jr. versão auditório, sacou? Finesse. A gordinha do Passatempo volta e meia pinta lá pra fazer um merchan. Tem a Maria João Abujamra também. Essa é interessante, pego muito. Sobre o batom? Ah, repara na boca do Amaury que você vai entender. Amanhã tem.

* * *

HBO em casa? Tá rolando o doc The devil and Daniel Johnston. Daniel era um dos compositores favoritos de Kurt Cobain e de 90% da cena alternativa nos anos 90. Emburacou nos ácidos, psicotrópicos, foi internado diversas vezes em manicômios. Sofre de transtorno bipolar e outras demências. Há quem o compare a Brian Wilson. Mas se você ainda não ligou o nome à pessoa, ele foi o autor da estampa da famosa camisa de Kurt Cobain. Mito. Doc fantástico!

* * *
Agora vou lá. Tem coisa pra dedéu pra vocês se divertirem no final de semana.

Ah! E dêem um alô pro TIO CHUCK.

abril 10, 2008

A moça que nunca beija na primeira noite

Como bem definiu Fernando, o Americano em Paris e muso-mor desta que vos escreve, Silvia Machete deu novo significado à palavra prendada. E olha que Silvia apresenta Nina Becker como a moça prendada que cozinha e costura. E ainda canta. Mas o que Silvia faz, duvido que você faça também. Eu já descobri que não levo jeito para enrolar um cigarro, acendê-lo, dispensar o beck, tomar uns drinks, fazer muitas bolhas de sabão com a boca e ainda rodar um bambolê ao mesmo tempo. Começa que eu não sei rodar bambolê, embora tenha um em casa e nunca tenha desistido de completar a façanha.

E Silvia Machete, aquela que rima com chiclete, que rima com chacrete e rima com a imaginação dos homens, que faz 'música safada para corações românticos', ainda canta pra caramba. Voz bonita, doce e forte, sem afetação, agradável, um repertório cheio de bolerinhos e letras mais safadas do que românticas. E sua banda de apoio é uma espécie de Do Amor sem o Benjão, com o Fabiano Krieger. Eu não vou explicar quem ou o que é
Do Amor, veja você mesmo a formação, cate você mesmo no Google quem é quem, por onde andaram, e entenda por que o som dos caras é tão bom. E xô, encosto de Pepeu Gomes!

Mas a Silvia Machete, né?

Segue pra vocês um vídeo bem representativo dos dotes da moça. O bambolê é um clássico, mas aqui vocês também podem conferir que ela canta, e canta bem, e a letra, algo entre o romântico e o bem-humorado (ah, vá, dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo), é uma constante. Não se contentem apenas com as performances e levem o cd para casa. Descubra como no site da artista

Abaixo, a prova cabal de que toda bêbada canta:

Se eu já gostava, depois de ver o show ontem virei mais fã ainda. Já tou aplicando Fernando na fina arte de Silvia Machete. E, em breve, vou aplicar vocês na fina arte do café gelado com iogurte do Café do bom, cachaça da boa. Stay tuned for more rock'n'roll.

* * *

E aí? Não vai dizer nada? Twitter e e-mail estão aí pra isso :)

abril 8, 2008

Boa música, boa comida


Anyswing.com era um blog chamado Big Bad Music que virou um fórum de discussão sobre tudo dedicado a swing, e se você me conhece um mínimo, sabe que estou falando de swing música. Monotemática, sim, sei. Mas se tenho o espaço aqui, não custa divulgar o que a vida tem de bom.

E daí que se você se registrar no Anyswing.com, acha nos tópicos de músicas preciosidades como "Listen to the Banned", um disco de músicas censuradas (ou 'banidas') dos anos 20 e 30 - por que falavam de sexo e temas 'polêmicos' como 'vamos todos virar fadas'.

20 Banned Risque Songs 0f 20s & 30s (cover).jpg

Fuçando mais um pouco, você acha a coletânea 'Swingbillies - Hillbilly and western swing 1947-52'. Bill Woods, Jimmie Dolan, Joe Bean, Homer Clemons e mais uma caipirada que a gente nunca ouviu falar, mas dá pra sentir o nível na capa:

Swingbillies - Hillbilly And Western Swing 1947-52 - front.jpg Jamboreeeeee!

Tá tudo lá, separadinho por tópicos: neo-swing, rockabilly, bluegrass, big bands, psychobilly e todas as vertentes relacionadas. Nem te conto, claro, que tem um tópico só para dançarinos e outros só para "comportamento retrô" (sites, pin-ups, publicidade antiga e tudo o mais).

Sua cultura musical agradece. A minha ajoelha todos os dias diante da página inicial do fórum, juro.

* * *

Restaurante Wasabi

Estando no Rio de Janeiro, mais precisamente na Barra da Tijuca, dê uma passadinha ali no Barra Point (o shopping que não tem loja pra homem) e almoce no Wasabi sushi que, apesar do nome, o melhor não é o sushi, são os pratos variados que dificilmente você achará em restaurantes comuns, como o sensacional atum grelhado com gergelim, o couscous marroquino, a lula espetacular, as saladinhas com ingredientes que não faço a menor idéia de quais sejam, mas todos gostosíssimos. E dá-lhe curry e shoyu. E uma vista maravilhosa.

* * *

Boa música, boa comida... não vou estragar isso aqui com o Para-para não. Quem quiser, procure na Wikipédia ou no Youtube, ou aguarde que ainda vou falar disso aqui...

* * *

Você não perguntou, mas a apresentação de shim-sham no sábado foi um barato. Você não tá acompanhando o Twitter e tá usando pouco o e-mail. Depois não reclama que esse site não é democracia por que não tem comentários...

abril 4, 2008

No, no, no?

O Last.Fm é meu pastor e nada me faltará.

Espero que também não me faltem reais pra ver Amy Winehouse na Marina da Glória, que ela esteja viva até lá e que ela cante 'Monkeyman'.

winehouse.jpg

Abaixo, 'Monkeyman'. Eu não tou indo por causa de 'Rehab', de 'Back to Black' ou porque essa mulher já tá no bico do corvo e eu perdi Kurt Cobain, não vou dar esse mole de novo. Eu tou indo por causa de 'Monkeyman'. Aye aye aye!

abril 2, 2008

Top 8 Coffee Songs, e à procura do cappuccino perfeito

Marcos Faria, um dos meus quatro leitores assíduos, manda adições para o Top 5 Café, aumentando a lista para um honroso Top 8:

Cyro Monteiro cantando "Samba do café", de Vinícius e Baden ("Para fazer um bom café, meu bem, como se faz lá no Brasil, precisa pôr tudo a ferver, meu bem). Apesar de eu não gostar de café doce.

Poxa. Poxa. Essa entra com louvor.

Vale café com leite? Noel, "Conversa de botequim" ("Seu garçom, faça o favor de me trazer depressa uma boa média que não seja requentada..."), dele mesmo e Vadico.

Café com leite vale, como vale o cappuccino do Canastra - e o cappuccino true, como todo mundo devia saber, é simplesmente café com duas camadas de leite. E como fazer camadas de leite? Simples (he he), com leite integral numa temperatura entre gelado e frio e um vaporizador ou uma cremeira.

Enquanto você prepara o café, o creme vai se desfazendo de leve, deixando duas 'consistências' diferentes na pitcher: o creme fica em cima (apesar de mais espesso, você sabe que ele está misturado com ar, não sabe?) e leite puro embaixo. Uma misturadinha para derramar sobre o café, e ele mesmo dá conta do recado: o leite mistura no café, o creme fica em cima, grosso, espesso e pronto para os famigerados desenhinhos (baristas, não tentem fazer um smiley!).

O leite integral já é meio doce, o bom café idem. Açúcar só entra em cappuccino ruim.

Ou seja, café com leite Vale, mas essa não entra, já que a média é mera coadjuvante pro papo, e some ao longo da música. O café, Marcos, é nossa estrela.

Irakere, "Siete tazas de café", do maestro Chucho Valdés.

Entra. E deve deixar ligadão.

Tem "Cotidiano", do Chico, mas ali o café entra só de figurante, não conta. E "Café da manhã", do Roberto, pelamordedeus, não.

Isso aí, Marcos, pegaste o espírito da coisa.

Recapitulando:

6. Samba do café - Cyro Monteiro

7. Siete tazas de café - Irakere

E ninguém aí teve a decência de me lembrar do Grande Clássico da Cafeína Estilosa, Sexy e Retrô, 'Java Jive', aqui na versão das King Sisters, mas também tem na versão das Puppini Sisters, minha nova-velha obsessão dos últimos dias.

Prestenção na cara de pinguça da King Sister da direita da tela, pedindo 'a cup, a cup, a cup, a cup, a cup' pela primeira vez:

Então, 8. Java Jive com qualquer grupo de Sisters safadas que passar na sua frente.

A explicação, pra quem não entendeu apenas pelo vídeo, segue na letra abaixo:

I love coffee, I love tea
I love the java jive and it loves me
Coffee and tea and the java and me
A cup, a cup, a cup, a cup, a cup (boy!)

I love java, sweet and hot
Whoops Mr. Moto, I'm a coffee pot
Shoot me the pot and pour me a shot
A cup, a cup, a cup, a cup, a cup

Oh slip me a slug from the wonderful mug
And Ill cut a rug just snug in a jug
A sliced up onion and a raw one
Draw one - Waiter, waiter, percolator

Boston bean (soy beans)
Green bean (cabbage and greens)
I'm not keen about a bean
Unless it is a chili chili bean (boy!)

Slip me a slug of the wonderful mug
an Ill cut a rug just as snug in a jug
Drop a nickel in the pot joe
Takin it slow Waiter, waiter, percolator

I love coffee, I love tea
I love the java jive and it loves me
Coffee and tea and the java and me
A cup, a cup, a cup, a cup, boy!

Atenção para a expressão em negrito, "I'm a coffee pot". Agora imagina a loirinha da direita "I'm a coffee pot". Pensa que depois de três canecas de café qualquer um vira um gremlin depois do lanchinho da meia-noite, o Spud depois de umas balas, o Cornholio. Isso. Depois de umas três canecas de café, qualquer um vira o Cornholio:

* * *

Eu, pelo menos, chego perto disso.

* * *

Tem o sujeito que, na onda dos documentários em primeira pessoa, onde nego come tudo o que é porcaria para documentar os efeitos, resolveu visitar todos os Starbucks de Manhattan em apenas um dia, e tomar ao menos um café em cada um.

Só que existem mais de 170 Starbucks em Manhattan.

O resultado dessa experiência bizarra você vê aqui, no site do 171 Starbucks.

E depois, a freak sou eu.

* * *

E você? Como é sua relação com café? Qual a SUA música de café preferida? Qual a minha música de café preferida que acabei esquecendo? O Marcos já mandou as dele, e você? Pode até mandar a música por e-mail. Ou me twitta @liaamancio. Enquanto isso, vou ali encher a cara de cafeína e já volto. Té já.

abril 1, 2008

Top 5 Músicas sobre Café

Monotemática? Eu? Nah. Um fantástico híbrido entre viciada hardcore e apreciadora do melhor e mais requintado. Como música também é uma grande paixão, segue a trilha sonora ideal, onde café da manhã não entra, e o 'Mario's Cafe' do Saint Etienne também não. Aqui só entra café preto, forte, 100% arábica. Vamos lá:

1. Black Coffee - Julie London
Tem com Ella, com Sarah, com Peggy Lee, mas Julie London tem a voz mais sexy do universo inteiro. Então, enquanto espera o homem amado com o umbigo no fogão, a junkie enche a cara... de café preto. E vira a noite, e fuma demais, e bebe mais café enquanto frita de um lado para o outro pensando no gato. Chega a dar uma deprezinha. Daqui a pouco ela está cantando 'All by myself'. Mas 'All by myself' é pra encher a cara de vodka, e esse não é exatamente meu perfil. Chá verde com leite de soja, serve?

2. Coffee & TV - Blur
Café, aqui, é secundário. "So give me coffee and tv", sou um alienado, e bla bla bla. Sabemos que café não faz isso com ninguém, café é uma bebida glamourosa, café é bom e faz bem pro cérebro, enquanto você vira a noite pensando no gato jogando sudoku. Mas quem precisa de coerência lírica com um videoclipe desses, meu deus?


eu sempre choro no final!!

3. Meu cappuccino - Canastra
"Ao mesmo tempo em que remete o ouvinte ao dixieland, ao country, ao swing-jazz, ao rockabilly e à surf music norte-americanos, o som produzido pelo sexteto carioca não poderia ter nascido em outro lugar que não o Rio de Janeiro – nem tanto pelo sotaque, certamente menos carregado de maneirismos locais do que o de bandas conterrâneas, mas porque mesmo fazendo referência a toda a história do rock, há algo ali que também lembra Mário Reis, Almirante e Assis Valente. Numa época em que é só sacudir uma árvore que caem dúzias de bandinhas fazendo o som da moda, o Canastra consegue real e genuinamente soar como uma boa novidade."
Tudo bem, fui eu que escrevi isso mesmo. E meu cappuccino, meu melhor amigo, é meu bem estar e tem o gosto dos carinhos que meu amor não quer mais me da-ar.

4. Café preto - Otto
Pode dizer que o Otto é maluco, é chato, é prolixo, mas o cara tem a moral de dar uns pegas na Alessandra Negrini e você não. Então vamos reconhecer o mérito musical do cara, que fez um dos melhores álbuns da série unplugged de que se tem notícia nos últimos tempos, com uma percussão desconcertante (afinal, Otto tem a moral de ter sido percussionista do Mundo Livre - goste você ou não, e eu nem gosto, é moral sim) e um repertório escolhido a dedo pra proposta de disco acústico do Otto. 'Café preto' ficou de fora. Aqui no meu Top 5 Café ele entra.

5. The Coffee Song - Frank Sinatra
A introdução é assustadora - imagina aquelas misturas loucas de samba com rumba e cha cha cha, tocadas por big bands de trilha sonora de filme de Hollywood... pra dizer que no Brasil se mistura café no ketchup, no picles, e que as pessoas são multadas por beber água, já que no Brasil tem café - e não bananas - pra dar e vender.
É por causa dessa política de boa vizinhança e de exportação bizarra que nossos melhores cafés vão pra fora - e aqui se toma café tosco misturado com serragem, e ainda chamam de café. Ora, vamos... Tio Frank, você já foi mais informativo! Mas eu te amo mesmo assim.

Bônus: Caffeine - Faith No More
Não é exatamente uma das minhas músicas preferidas, mas cumpre o que propõe: cafeína na veia.

* * *

Qual a SUA música de café preferida? Qual a minha música de café preferida que acabei esquecendo? Me fala. Me twitta @liaamancio. Enquanto isso, vou ali fazer que nem a Julie London e já volto.

março 23, 2008

Música, ritmo e chocolates!

Zente, tem texto meu aqui. Mais especificamente, aqui.

* * *

E feliz Páscoa, gente:

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Lembrando sempre que domingo é dia de Bailinho.

Repetindo o mantra: domingo é dia de Bailinho. Mais uma vez pra quem não entendeu: domingo é dia de Bailinho. Ou quer que desenhe?

Beijonocoração e bom domingo procês.

março 12, 2008

ABBA Gold

Então que agora que eu conheço pessoalmente um sueco, e ainda comemorei meu aniversário junto com ele, posso pensar em conhecer o Museu do ABBA sem medo de ser feliz.

Os festejos da inauguração serão de 3 a 7 de junho de 2009. Até lá, dá tempo de planejar a viagem. Só acho pouco provável ir na abertura, já que os ingressos JÁ ESTÃO SENDO VENDIDOS, mas conhecer o museu depois... quem sabe...

* * *

Os rumores são velhos, mas não custa repetir aqui pra ver se atrai: Abba e Robbie Williams, Robbie Williams e ABBA. Ah, mas eu PRECISO ouvir isso. PRE-CI-SO.

* * *

E você? Que música do ABBA você adora mas tem vergonha de admitir em público? Conta só pra mim, conta.

fevereiro 28, 2008

Paris é aqui

Em Paris, o primeiro dia do verão - sabe-se lá se é por que é o primeiro dia do verão, solstício de alguma coisa, ou apenas alguém queria comemorar no dia 21 de junho - é também o dia da Festa da Música: em cada esquina, alguém toca alguma coisa. Uns em palcos, uns só com sua rabequinha, uns em casas e cafés, quem sabe tocar, toca. De graça. E você escolhe o que quer ouvir.

Os festejos já viraram tradição e já se espalharam por outros países europeus, e por outras cidades francesas afastadas da capital. O Ministério da Cultura do país organiza e incentiva a brincadeira, o clima é sempre pacífico, a vida é boa, music makes the world go round.

* * *

Numa escala muito menor, mas numa iniciativa não menos interessante e com uma programação bacanérrima, Ipanema e Leblon serão tomados por música, hoje, às 19h30.

rua.jpg

Escolha o que você quer ouvir e divirta-se! :)

fevereiro 18, 2008

Festinha Privê no Apê

Depois do sucesso 'Festa no Apê', Latino agora lança o - quem sabe, talvez, também - sucesso (depende de quando pagarem pela execução da pérola) 'Festinha Privê'.

Se você não assistiu ao Programa Raul Gil de anteontem, confira aqui. E tenha muito, mas muito medo.

* * *
Scarlett Johansson gostou mesmo desse negócio de soltar a voz. Depois de cantar 'Just Like Honey' do Jesus & Mary Chain e mais umas musiquetas por aí, a moça resolveu arriscar um disco inteiro de covers de Tom Waits (!!!). Em parceria com o cara do TV On The Radio, a moça conseguiu até a participação luxuosa de David Bowie em duas faixas.

Pra quem pode. Claro.

fevereiro 16, 2008

A little bit of mambo!

Eu?

Fazia o Lou Bega fácil. Mas só se ele cantasse pra mim:

Acha que é só isso? Tem mais!!!

E ainda tem 'Just a Gigolo', 'Conchita'... o cara é o melhor.

E você? Ouvindo o quê?

* * *

Vamos no Cais Cultural hoje?

* * *

Me conta, me recomenda ou manda uma música pra dançar muito. Manda por por e-mail ou, agora, por Twitter. Por que a gente não tem comentários, mas quer conhecer coisas legais.

janeiro 30, 2008

Som e visão; e dixie-swing-surf-rock romeno no RJ

É impressionante como música tem o poder de melhorar o humor do ser humano. De fazer alguém chorar no terceiro compasso. De nos remeter a pessoas, cheiros e situações que, às vezes, nem tiveram trilha sonora. Ouvir uma determinada música pela manhã pode definir como será teu dia.

Tinha uma época em que eu não saía de casa sem antes ouvir Los Straitjackets tocando 'Chica Alborotada', versão de uma música do grupo Los Locos del Ritmo, que por sua vez é versão da clássica 'Talahassee Lassie'. Já tive época de não conseguir dormir sem ouvir a música-tema da série 'Os Monstros'. Choro ouvindo 'Drume Negrita' do Caetano e as últimas faixas dos lados B da 'Arca de Noé' 1 e 2 - mas não é de tristeza, e tenho síncopes de riso ouvindo os Chipmunks. Ouvir Pixies aos 14 anos marcou minha tardia passagem para a adolescência, 'Under Pressure' do Queen me deixa arrepiada e não consigo não cantar alto, Teenage Fanclub me deixa com 17 anos novamente, mesmo às vésperas de completar trinta - mas o que anda PEGANDO esses dias é isso aqui, ó:

Nessa versão cover mesmo. Mesmo sabendo que com David Bowie não se brinca.

* * *

ENCONTRO ANTOLÓGICO

Quem viu, viu: Brasov e Canastra dividindo o palco e o setlist.

Obrigada, Bruno Levinson, por colocar as duas bandas que ainda me tiram de casa (porque fogem do rock básico, óbvio) no mesmo palco, na mesma noite, no meu coração.

Não preciso mais ir a shows este ano. Heh. Heh.

* * *

E você? O que me recomenda? Que música te emociona? Que bandas te tiram de casa?

Por e-mail ou, agora, por Twitter. E a modernidade pairou sobre nós.

dezembro 29, 2007

Uma história indie; Beck; vinil; e comidas suspeitas

Puxei fundo da memória pra lembrar como é que eu conheci aquele cara que na época trabalhava naquele canal a cabo sobre música, tinha um fanzine e discotecava numas festinhas bacanas, mas não consigo. Talvez Liana tenha algo a ver com isso. Pela internet é que não foi, já que eu nem tinha internet na época.

Lembro que, seguramente há pouco mais de dez anos, fomos passear nos jardins do MAM - o que aquele casal de amigos dele estava fazendo por lá também? Não lembro.

Hum, será que tinha a ver com aquele FreeJazz em que eu e o Rafa tentamos desesperadamente conseguir credencial para o show da Björk?

Sei que acabei trocando umas bitocas com o rapaz, e acabamos engatando um namorico de pouquíssimos meses - mas que foram decisivos em muitas coisas.

Uma delas, recém chegada da França e residente de Niterói, comecei a sair pelo Rio de Janeiro, freqüentar as festinhas do lado de cá da Baía de Guanabara, e o que ficou daí vocês já conhecem. Outra coisa é que me aventurei pelo fantástico mundo dos fanzines (opa! Será que conheci o rapaz no ZineMutante, aquele evento no CCBB em 97?), dos zines em xerox pro blog, do blog pra revista, e o resto da história vocês conhecem bem. Os amigos que vieram junto estão aqui até hoje.

(mais alguém aí freqüentou o ZineMutante?)

Opa. Peraí. A véia está lembrando: fui parar no ZineMutante pelo cartaz no centro cultural onde eu tinha aulas de Quadrinhos, acabei produzindo umas edições de um projeto de bandas novas por lá e... bingo! Uma das bandas era do selo dele.

Na época, eu era aspira. O mundo (e minha vida profissional) deu voltas e passei de aspira a caveira - atualmente, tou num dos fronts mais movimentados do meio - não em música, mas em produção. A música continua uma das grandes paixões, incentivar bandas novas e muito boas continuou como trabalho, pesquisar sons, ritmos e movimentos virou diferencial. Sem dúvida, esse início de carreira foi deveras motivador - e me impressiona demais como é que um namorinho rápido como aquele me educou tanto em termos pessoais, profissionais e, até pela natureza dos envolvidos, musicais. Por exemplo, naquela época descobri o 'Odelay', do Beck, e esse disco me acompanha até hoje.

Tudo isso pra dizer que 'Odelay' será relançado com um disco inteiro só de lados B e remixes, e graças a deus estamos em 2007 2008 e não vou precisar comprar o disco novamente só por causa dos extras - tal qual há dez anos atrás, quando copiávamos fitinhas dos nossos amigos, copiarei as faixas de algum HD para o meu.

* * *

Por falar em Mp3, fitas e afins, textinho no site da Rollingstone gringa sobre as diferenças sonoras entre vinil e cd; já enalteci o vinil na RS brazuca, agora eles me endossam. E a Polysom, única fábrica de discos de vinil em atividade no país atualmente, que está há tempos num fecha-não-fecha? Rumores são de que a fábrica fecharia definitivamente, apesar da liminar do Ministério da Cultura que estava para ser concedida. Outros rumores, escutados em setembro numa sala de espera de estúdio de gravação e ensaio, são de que um grupo de apaixonados por vinil (e que lançam compactos periodicamente) estariam determinados a manter a Polysom viva e ativa.

Acho melhor perguntar direto para os guerreiros. ;)

Mais notícias sobre o assunto, só em 2008 (felizmente, 2008 está logo ali).

* * *
Comprovadíssimo

Dor-de-cotovelo dá dor-de-cabeça.

* * *

Coisas estranhas que as pessoas comem

Eeeeeewwww!

* * *

Escreva para gardenal.org.lounge@gmail.com. Como você já deve ter percebido, o sistema de comentários ainda está esquisitão - mas tia Lia continua lendo (hã? hã? Lia / lendo, hã? hã?).

E um feliz 2008 com tudo de bom pra vocês.

dezembro 9, 2007

Chá com Brian Ferry

Acho que o lance com o chá verde é que, além de diurético, DÁ SEDE. Duas canecas da bebida e começo a beber água como um camelo. Pelas propriedades do chá, não retenho essa água: e aí sim limpa tudo, desintoxica e acaba, de um jeito ou de outro, fazendo bem.

* * *

Foram necessários quase trinta anos para que finalmente eu descobrisse que Brian Ferry é o máximo:


Esse bigodinho... ah, esse bigodinho!!

novembro 13, 2007

Devo, óculos, lenço: SP é pura alegria!

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Pois é. Fui no DEVO.
Sem condições de falar sobre o show.
Show dos anos.
E só.

Dito isso, vamos àquilo.

Te contar que jamais pensei que falaria isso, mas gostei dessa moda paulista de óculos de grau de brechó, desses de armações estilo tiazonas, grandes e cafonas que só.

Sabendo usar, fica uma graça. E havia muitas graças usando. Notei que tá em alta o estilo. Deve chegar no Rio em 2014, junto com a Copa.

O lencinho no pescoço também me agradou bastante. Gosto de lencinho desde que eram usados pelas pin ups. Agora começam a ser usados sem medo pelas moças da metrópole moderna. Aqui não chega, acredito. Se chegar, será o paraíso entre balas perdias.

Põe uma pilha aí, Lia, pras cariocas douradas lançarem essa. Diz que tá se uzanu. Você tem o respaldo. Eu sou um caipira que vive no mato. Tenho moral nenhuma.
* * * *
Momento mea culpa

Ao que parece, inda não fui posto pra fora de casa. A fechadura de Lounge não foi trocada, ao menos. A chave inda funfa.

Ando sumido, de fato. Tanto daqui quanto do Around. Não queira pôr um jornal novo na praça dum mês pro outro, meu chapa. Não queira mermo. Uma correria ingrata que um dia te explico. De todo modo, dezembro ele sai das rotativas e, quem sabe, sorteamos uns exemplares aqui no Lounge. É só pedir à patroa ;)

Em tempo, atualizei lá também.

novembro 11, 2007

Candyman

Acontece nas melhores famílias...

Fato é que mais cedo ou mais tarde eu iria admitir que a Christina Aguilera é o máximo. Pronto, falei.

...mas tem como não curtir um vídeo como esse, uma música como essa?

E ó, olha que site lindo.


valeu, Clube do Mickey!

outubro 23, 2007

Café com Banana

No último disco dos caras eu era muito nova pra ir a shows, ainda mais no Rio de Janeiro (eu morava em Niterói) - mas a verdade é que, mesmo que apenas à distância, fui educada com os discos do João Penca e Seus Miquinhos Amestrados. Não apenas meu humor foi lapidado, como também meus ideais românticos ("O par", "Perdidos no espaço", isso sim são canções de amor inesquecíveis!).

O tempo passou, algumas coisas mudaram e outras não. Eles, felizmente, não se renderam às voltas constrangedoras de bandas dos anos 80. Já eu, bem, virei amiga, funcionária, produtora, figurinista, e agora comemoro a... bem, não é uma volta da banda. São só dois shows de amigos que não deixaram de tocar juntos, chamando outros que deixaram adormecer a música que tinha dentro deles.

Segue uma palhinha de um dos ensaios:

(sim, eu fui!)

E a tal não-volta?

Esta sexta e este sábado no Cinemathèque Jam Club.

BORA LÁ.

* * *

O Café do Bom Cachaça da Boa é meu lugarzinho ali no Centro. Descobri por acaso, passando na frente, ali na rua da Carioca, e não resisti à decoração toda retrô e ao chai em garrafa da Monin. Uma semana depois, já estava lá degustando o chá - servido com leite vaporizado - o café espresso e o cappuccino perfeito. Na mesma hora, eu ligava pro Angelo - "Angelo, tu que é do ramo, como eu faço pra fazer esse leite cremoso?" "Pergunta pro Yansel, o barista daí".

Nessa, descobri que o melhor cappuccino da cidade estava longe de ser um cappuccino perfeito, doce mesmo sem adoçar, com o leite em creme em vez da espuma servida no Cafeína e em outros cafés hype da Zona Sul. Descobri umas broinhas espetaculares, com cheiro de cozinha de avó. Descobri também o tal curso de barista em casa, onde tu aprende não apenas a fazer um café perfeito com o que você tem (cafeteira, coador) como também aprende a mexer em máquina de espresso, a diferenciar os blends, torras e tipos de grãos. Tu vira o chato do café, que nem eu. Descobri também o bom papo do Yansel e o prazer de ficar meia hora cheirando um pau de canela. E pros amantes da cachaça, o café traz as melhores, em todas as suas variações - inclusive a gelatina de cachaça da Vale Verde, que eu só achava em Minas Gerais!

O paraíso fica na Rua da Carioca, 10, quase do lado do Ponto Frio. As inscrições pro curso de Barista vão até 6a feira. O café abre até as 20h, mas na real só fecha umas dez e tanto (sábados de 10h às 14h). O telefone é 2509-1018. Liga. Aparece. Pede um canelinha ou um chocolate europeu.

Eu SUPER recomendo o local, um dos mais agradáveis do Rio de Janeiro, preços honestos e um café espetacular. Vai lá, vai. E me chama.

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* * *
Já configurei, já reconfigurei, mas não adianta: os comentários têm que ser por e-mail. Agora vou fazer mais bonito ainda: copiar o conteúdo dos e-mails aqui, abertos para geral, como os comentários eram - e comentar cada um. Então, amigo, pode escrever que funciona: gardenal.org.lounge@gmail.com. E boa semana procês!

outubro 8, 2007

Devo confirmado. E fim de papo!

emi_play%28133x122%29.jpg Agora é sério. Não tem boataria. Tudo confirmado na fonte, como manda o figurino (e o professor da PUC que tem "consciência social").

Segue na íntegra pro leitor amigo de Lounge:

New DEVO Show Announced!

Sau Paulo, Brazil - NOVEMBER 10th - Planeta Terra Festival - Galpoes Savoy (venue), Av. Das Nacoes Unidas, Sau Paulo, Brasil 20003

2pm Doors --- DEVO on at Approx. 9pm w/ Kasabian, The Rapture, Lilly Allen, CSS and Datarock + others.

Tá no site oficial, pra geral - inclusive pra sua tia que vende Avon.

Tá no e-mail de quem é fã também, naturalmente.

E o Lúcio Ribeiro achando que é malandro da móóóóca.

Parei.

setembro 18, 2007

Bamba na Lapa

emi_play%28133x122%29.jpgO Centro Cultural Fundição Progresso abrigará,a partir desta terça-feira, uma grande roda de samba. Desta vez, cavaquinhos e pandeiros descansam. Os microfones mantêm-se. Em torno da mesa, bambas como o historiador e jornalista Sérgio Cabral, o escritor Ruy Castro e o poeta Chacal debaterão a respeito da maior festa popular do mundo. O encontro faz parte do projeto "Carnaval do Brasil", apoiado pelo Ministério da Cultura, e vai até sexta-feira, dia 21. Ao todo serão cinco temas em debate, divididos ao longo da semana. Em outubro, haverá uma edição em Salvador.

O tema do primeiro encontro é: "Imagens do Carnaval: Registro de um imaginário".

Debatedores:

Rogério Reis - Fotógrafo.
Marcos Vinícius Faustini - Diretor teatral e Documentarista.
Chacal - Poeta.
Ruy Castro - Escritor.
Sergio Cabral - Historiador e Jornalista.
Fred Góes - Compositor, Professor e Pesquisador em Música Popular / UFRJ e CNPq.

Os encontros acontecem das 19h30 às 21h30
O Centro Cultural da Fundição Progresso fica na Rua dos Arcos, 24, Lapa, Rio.

Grátis.

A programação completa você confere aqui.
* * * *

Lembrando que já estão abertas as inscrições para o 3º Concurso de Marchinhas da Fundição.

setembro 14, 2007

Pedro e Karmen

Pois é, foi a notícia triste do ano.

E eu podia fazer um enorme tributo ao Pedro de Lara - e material não falta! - mas prefiro deixar meu abraço forte pra Cris e pra Mag. Fiquei triste mesmo. De verdade. Mas a vida é assim mesmo, ah, se é.

* * *

Alguém aí soube que Goran Bregovic fez uma versão de Carmen - pelas mãos dele, uma ópera realmente cigana, e não francesa tirando onda de espanhola - e com final feliz?

Pois é, 'Karmen'.

Tou baixando a trilha. Já ouvi a 'Uvertira', que é a abertura, e é a habanera de Carmen com aquele arranjo característico do Bregovic e sua banda: música folclórica dos bálcãns, com aquele naipe de metais histérico e aquele batidão de despertar a cigana que existe em você. O disco promete, embora eu não entenda UMA palavra.

E você, ouvindo o que?

* * *
Os comentários aqui do site continuam não funfando. Quer falar com a gente? Escreva para gardenal.org.lounge (arroba) gmail.com. É garantido. E bom fim de semana pra vocês!

setembro 8, 2007

Drucaticted

emi_play%28133x122%29.jpgNão satisfeito em aplicar heroína na delícia da Kate Moss, Pete Doherty leva outra gata às drogas. Desta vez foi o seu animal de estimação, um felis silvestris catus; isto é: UM GATO DE VERDADE!

O líder do Babyshambles forçou o bichano a fumar crack através de um cachimbo (pipe, no jargão dos drogaditos) improvisado, feito especialmente pra levar a fumaça da droga até o nariz do animal. Segundo amigos de Pete, após o uso INVOLUNTÁRIO do crack, o gato caiu duro, com as patas pro ar, desmaiado.

A história, na íntegra, está no The Sun.

setembro 5, 2007

Dá-lhe Steve Jobs

emi_play%28133x122%29.jpgTirando ondinha com o diminuto iPod nano de tela colorida? Botando banca no baile com seu novíssimo iPod vídeo? Pufff... Taca no lixo! Tu anda por fora, rapaz. Vem aí o iPod touch. Além de fazer tudo o que o seu faz, o novo brinquedo apresentado por Jobs nesta quarta-feira tem acesso wi-fi à internet e tela widescreen de 3.5 polegadas sensivel ao toque, como no iPhone. Em outras palavras: é praticamente um computador de bolso. Se bobear, muito melhor do que o seu atravancado PC.

A maior modificação estética, no entanto, ficou por conta da virtualização do clássico scroll wheel que acompanha o aparelho desde o seu lançamento, em 2001.

Unha entre os dentes? Assim vai acabar no cotoco. Guenta aí que a previsão de lançamento é para o final do mês. Na gringa, na gringa.

E não adianta pedir pro seu primo que está na Disney correr pra fila. Mesmo que ele desista do café da manhã com o Mickey, é bobagem pensar que roubará o primeiro lugar de Greg Packer, o onipresente.

Aqui, um vídeo com uma pequena prévia. Cortesia do Gizmodo..

UPDATE: vídeo-apresentação OFICIAL do novo iPod, com todos os detalhes da próxima geração.

setembro 4, 2007

Companheiro é companheiro, fiadaputa é fiadaputa

Internacionalmente conhecidos pelo estrondoso sucesso da singela canção que dizia "Puta que pariu, pisa no freio, Zé", César e Paulinho estão de hit novo: "Companheiro é companheiro é um 'must listen'. Mas evite olhar pro César e Paulinho de camisa preta, dá um certo medo essa sobrancelha semi-feita, dá não?

* * *

O problema de ser crítico, exigente e de estudar a fundo suas paixões é não saber curtir qualquer coisa. Cheguei a um ponto que não consigo mais curtir um bom café... porque nenhum café é suficientemente bom, e meu parâmetro de comparação se tornou alto demais! Tome como exemplo o delicioso capuccino da cafeteria tal: quando você toma um capuccino bem tirado, com creme de verdade e feito com café de qualidade, ele não precisa de açúcar, chocolate, canela nem nada - ele se basta. Quando você descobre que o capuccino delicioso da cafeteria tal só é delicioso porque você adoçou, é menos um prazer na vida. Idem o espresso da lanchonete tal - era bom até você conhecer aquele espresso bem tirado feito com café especial. Você volta na lanchonete e fica numa frustração gigante com aquele espresso meia-bomba, que nem espresso é (a máquina não faz pressão alguma, o café desce como café de cafeteira, eeewww!).

Pelo mesmo motivo, a garota não tem namorado. É tudo (ou quase) uma questão de parâmetros de comparação...

setembro 1, 2007

Cansei de amar Miami

Desde o início, eu dizia: Cansei de Ser Sexy é uma espécie de I Love Miami formado por jovens gatinhas e que, por isso, deu certo. Na real, não muita gente se lembra do I Love Miami.

Do site da Dynamite:
"O I Love Miami foi um grupo de rock para lá de alternativo, non sense, formado, nos anos 90, pelos, então freqüentadores, do Hell's Club: Adriano Cintra, Ida Feldman, Luma Assis, Raquel Uendi, K-Sandra, Adriano Costa, Charlotte Maluf, Focka e Amanda. A banda, inativa por algum tempo, resolveu se apresentar especialmente no Mix Music para homenagear a designer de jóias e ícone de underground Charlotte Maluf, falecida recentemente. Durante essa apresentação, será exibido o vídeo "Charlotte" de Ida Feldman."
Mas nunca tinha ouvido/lido ninguém apontar pontos ('apontar pontos' ficou estranho, mas vá lá) em comum entre as duas bandas, além da fabulosa presença do mestre Adriano Cintra, como se ILM e CSS não tivessem nenhuma relação.
Com a palavra, Carlos Eduardo Miranda: "O Cansei surgiu num show do I Love Miami. As meninas foram falar com o Adriano que queriam montar uma banda..."
Não lembro exatamente das outras palavras de Miranda sobre o assunto, mas a declaração acima é nuff said.
* * *
Miranda mostrou Squirrel Nut Zippers para Acabou La Tequila, e hoje não apenas o Canastra existe como a Lia dança feliz.
Pra você ver como uma simples fitinha gravada no final dos anos 90 tinha a capacidade de decidir rumos de vidas por aí.
* * *
Bar no Leblon. Garotão com pinta de artista chega acompanhado de mocinha grávida e um violão.
- Aí, eu fiz uma aposta e agora vou pagar. Eu vim aqui pra declarar todo o meu amor por essa mulher!
Mocinha olha pra ele apaixonadíssima e constrangidésima, ao mesmo tempo. O cara fala sobre o amor, sobre o filhote dos dois que vai nascer, sobe num banquinho, pega o violão e canta um trecho de 'Fogo e Paixão', do Wando. A mocinha quase tem um treco, e o bar inteiro entra na do casal, bate palmas durante e depois da música e torce para os dois.
- E pra provar que meu amor é de verdade, vou fazer uma proposta. Pede, pode pedir o que você quiser, que eu te dou.
O bar inteiro se empolga. "Uma rodada de chopp pra galera!" "Toca Raul!" - e a mocinha se manifesta:

- Um apartamento!
...
Foi a primeira vez que vi panfletos distribuídos para um estabelecimento inteiro, e todo mundo parou pra ler e se interessou pelas condições de pagamento. Aliás, foi a primeira vez que fui realmente convencida pelas artes cênicas. E, hum, há muito tempo não via publicidade criativa assim.
* * *
Os comentários aqui do site continuam suspeitíssimos. Quer falar com a gente? Escreva para gardenal.org.lounge (arroba) gmail.com. É garantido. E bom fim de semana pra vocês!

agosto 26, 2007

Juro que ouvi - e preferia não ter ouvido...

A pequena Lia, lépida, fagueira e saltitante, se encaminhava, em plena manhã de domingo, para um cursinho no Centro da bela cidade do Rio de Janeiro.

Encantada com a beleza do bairro, Lia curtia o visual dos prédios antigos. Um chafariz desativado, a antiga Cinelândia, o Theatro Municipal, o caminho até a Rua da Carioca, enfim livre de passantes.

No radinho de uma vendedora ambulante, uma melodia conhecida - nananananananã-nanã-nanã... mas Lia tinha certeza de que nunca ouvira aquela canção antes, até que...

...alguém aí viu 'Letra e Música'?

O personagem do Hugh Grant, ex-integrante de uma banda de sucesso dos anos 80, é 'desenterrado' por uma cantora pop, que lhe encomenda uma música. Em crise de criatividade, o bonecão ganha a ajuda inesperada da mocinha que vai cuidar de suas plantas - e, obviamente, isso dá em romance.

Pois é. Uma cantora desconhecida desenterra uma banda de sucesso dos anos 80. Ouça, se tiver coragem, 'De volta para o amor', versão em português da graciosa 'Way back into love', da trilha sonora do filme, feita pela 'nunca ouvi falar' Olivia Heringer, acompanhada do Yahoo.

É, Yahoo.

Isso mesmo: Yahoo.

Provavelmente isso já está rolando nas rádios há um tempinho, mas como só ouvi agora, só estou passada agora. Perdoem-me. Perdoem-me e sintam o drama vocês também:

agosto 6, 2007

Mal das pautas

emi_play%28133x122%29.jpgJô Soares já deu sinais de que anda caçando pautas nas páginas da revista piauí, de João Moreira Salles. Há umas semanas, por exemplo, recebeu em seu programa Heber Trinta Filho. Bem antes, porém, a fantástica história do dono do crachá número um da Biblioteca Nacional havia sido contada por Roberto Kaz, na edição de abril da revista.

Situando um pouco ao leitor amigo que não teve oportunidade de pôr as mãos na referida piauí, Heber Trinta é um senhor de 65 anos de idade, solteiro, autodidata e cujo divertimento maior é freqüentar a Academia Brasileira de Letras, por onde circula com desenvoltura há três décadas. Tem na ponta da língua as cadeiras e os patronos de todos os Imortais, desde a fundação da instituição. Incansável, bate ponto ainda no Museu Nacional de Belas-Artes e nos diversos recitais e vernissages espalhados pelo Rio. Uma vez por semana, comparece às reuniões dos Alcoólicos Anônimos: "É uma lição de vida. Já vi gente chegar em cadeira de rodas e sair andando. Esse lugar faz milagres", afirmou à revista. Ele não bebe. A única embriaguez a que se submete é cultural. Heber é dono de uma história fascinante. A produção do Jô foi rápida em convidá-lo. Seria um belo programa se não fosse pelo gordo, que, com freqüência, arruína as entrevistas e os convidados por tabela.

Ontem foi a vez do Fantástico. Bem mais interessante no passado, o dominical parece cada vez mais à deriva. Há quem credite a decadência das pautas a Zeca Camargo, que hoje é editor-chefe do programa em São Paulo. Certamente são os mesmos gaiatos que fazem questão de lembrar que o jornalista é um exímio dançarino do ventre (ou seria "exímia dançarina", já que se trata de uma dança exclusivamente feminina?).

Enfim.
Falávamos da pauta chupada da piauí, né?
Pois.

Se você ainda insiste no Fantástico, viu domingo a matéria com o violonista e maestro Bernardo Bessler fazendo-se passar por um artista ordinário de rua, a fim de testar a reciprocidade do passante popular carioca. A idéia é genial. O mérito não é do programa, no entanto. Foi vampirizada de uma matéria que saiu na piauí de julho. Certo que, desta feita, a pauta não fora desenvolvida pela revista, mas pela The Washington Post Magazine, através da pena da jornalista Gene Weingarten. A idéia era fazer uma experiência para avaliar a capacidade do ser humano de reação ao belo. Então o Post colocou um virtuose para tocar numa movimentada estação de metrô de Washington, onde ele deveria fazer dançar o arco sobre seu violino dando som a sofisticadíssimas peças clássicas. Era ninguém menos que Joshua Bell, um gênio inconteste. E o violino, um genuíno Stradivarius de 1713, avaliado em 3,5 milhões de dólares. A excelente matéria foi publicada pela revista do Washington Post no dia 8 de abril e reproduzida com exclusividade pela piauí.

O Fantástico, ao produzir uma versão capenga da matéria, deixou a incômoda sensação de que a Globo anda mal das pautas. Será?

agosto 5, 2007

The 6ths e aulas de dança on-line

Singeleza do dia: cansou de roquenrou? Dançou Tarantella até o amanhecer? Se acabou no klezmer noite adentro? Agora relaxe os ouvidos com o som do The 6ths.

Conheci a banda procurando por Katharine Whalen, a vocalista fodona do Squirrel Nut Zippers. Achei 'You you you you you', uma das músicas mais lindas que já ouvi (a beleza de algumas coisas está não apenas em sua simplicidade, como no momento. Às vezes uma letra de música ou um filme ou um livro batem exatamente com tua vida naquela hora, e aí ferrou: ele vira um favorito para sempre).

Então é isso, The 6ths é doce, é singelo, é bonito, é simples, e vale a pena ser ouvido. Só aí, quando você se cansar de tanta calma, caia dentro da música folclórica dos bálcans novamente.

* * *

Estou botando uns vídeos instrucionais de lindy hop no Youtube. E aí você se pergunta: tá, mas em que sentido isso terá uma aplicação prática na minha vida?

Então vamos lá:

- Nos shows do Canastra, Móveis Coloniais de Acaju e congêneres;
- No festival de jazz que haverá este mês em vários estados (no RJ será dias 13, 14 e 15), com apresentação da Duke Ellington Orchestra, tap dancers e muito mais;
- para tirar uma onda em festas de casamento;
- substituir a academia por treinos de Balboa - exercita, emagrece e você ainda fica coladinho na gata;
e muito mais.
swingers-blog.jpg

Oh, sim, esse desenho ai fui eu que fiz. Agora estou numas de ilustrar o blog, vê se pode...

Os vídeos estão aqui. Como diz minha mãe, "Lia, você descansa carregando pedra". É, eu devia aproveitar o fim de semana pra dormir, mas há tanto a fazer...

* * *
Mas diz aí, gostou? Tem muito mais lindy hop aqui. Quer aprender? Me escreve que te passo os contatos!

* * *
Os comentários aqui do site ainda estão muito suspeitos. Quer falar com a gente? Escreva para gardenal.org.lounge (arroba) gmail.com. É garantido.

julho 27, 2007

Godard, músicas pra fazer biquinho e duas lindas mulheres

emi_play%28133x122%29.jpgJá que os festejos fancófonos continuam a toda, é natural que eu dê a minha contribuição. Afinal, a patroa é quem manda. E melhor momento não há para pôr aqui esta entrevista do velho Godard, que dormia há tempos nos meus favoritos. No vídeo, o cineasta fala sobre o filme "Le Mépris" (O desprezo), estrelado por uma Brigitte Bardot estonteante. A madrinha de Búzios divide a tela ainda com Jack Palance, Michel Piccoli e o mestre Fritz Lang em pessoa. Rodado em Capri, na Itália, é desnecessário dizer que o filme é uma obra-prima.


Abaixo, quatro filmes do Godard para serem assistidos com o coração. Nada de mão no queixo coçando a barbicha feito cinéfilo enjoado, hein. É perfeitamente possível assistir a um Godard com o peito aberto, sem os manuais acadêmicos a tira-colo.

O desprezo (Le mépris, 1963)
Acossado (À bout de souffle, 1960)
Alphaville (Alphaville, 1965)
Uma mulher é uma mulher (Une femme est une femme, 1961)


Tomou nota? Chamou os trailers no play?
Então vamos em frente.


Ping pong e Miss modular, duas canções do Stereolab pra alegrar o finde.

Briggite Bardot, enrolada na bandeira francesa, faz caras e bocas na abertura do musical "Special Bardot", de 1964.

Por fim, não poderia deixar de fora a linda Jean Seberg. Apesar de não ser francesa (era americana, de Iowa, terra de John Wayne e do etanol), a atriz ganhou notoriedade graças ao papel da papergirl Patricia Franchini, do Herald Tribune, em "Acossado". Além do mais, só o fato de ter sido enterrada no Cemitério de Montparnasse, numa cerimônia que contou com as presenças de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir, já garantiria o destaque em Lounge. E é claro que se você quiser me dar algo neste natal, pode deixar na minha porta, embrulhada em fitas vermelhas de cetim, uma pequena como a Jean Seberg. Assim mermo, de cabelinho curtíssimo e tudo. Quero com a roupa listrada e os óculos impenetráveis também, como em "Acossado", naturalmente.
* * * *

Há dois franceses aqui em casa. Um de Borgonha e outro de Paris (Belleville). Boa gente. Ambos AMAM música brasileira. Então o post de lá vai em homenagem aos gringos, que, diga-se, já chegaram aqui dando baixa no meu Danone.

julho 23, 2007

Para uma vida saudável, bonita e com música boa

Frutas frescas são baratas e saudáveis. Coma frutas. Coma frutas e beba chá.
* * *

Sua dose diária de fofura

Da série "quero tudo, e se não der pra comprar, farei: Decoccinelle, lojinha online de objetos de decoração estilosos e enquadrados na categoria must-have.

* * *
Alguém aí já viu a nova embalagem dos flocos de milho da Kellogg's, reproduzindo um anúncio de mil novecentos e vovó mocinha? Não resisti! Dureza vai ser comer sucrilhos sem açúcar todo santo dia...

* * *

Dis lui oui

Dando continuidade aos festejos francófonos que ainda não acabaram aqui em Lounge, fiquem com essa: Bénabar é um GA-TO, quem me apresentou foi minha amiga e mentora espiritual Simone do Vale.

Pois Bénabar é, ainda, dotado de um senso de humor incomum. 'Dis lui oui' é uma espécie de 'Ô, Bárbara, não maltrate meu amigo' - no caso do francês, o amigo rejeitado pela mulher, aqui não Bárbara mas Muriel, após a separação foi viver com o pobre eu-lírico de Bénabar - e enche o saco do sujeito falando da mulher o tempo todo. "Diga-lhe sim / Desde que você o deixou, ele mora comigo / não posso mais suportar / Muriel, ajude-me!".

Gênio e gato. Assim deve ser fácil.

julho 17, 2007

Singeleza do dia: Museu do Sorriso; + o café mais estáile do mundo

O Musée du Sourire é um espaço virtual para obras dedicadas à saudável prática da sorridência. Fotografia, ilustração, vale qualquer forma de expressão artística visual que retrate sorrisos. Pra já começar bem o dia, sabe como é.


é esse o tipo de coisa que você encontra lá

* * *

Pimp my coffee!!

O outro achado genial do dia foi este post da Pingmag.jp (arô, a Pingmag.jp é o paraíso de tudo relacionado a design+Japão) a respeito do Afro Coffee. E aí, depois de ser introduzido ao fabuloso mundo do Afro Coffee, vale a pena a visita ao site oficial do café (a bebida e o lugar) mais estiloso do mundo.

* * *

E a Bastilha caiu!
JP Nataf elogiou meu francês, autografou meus cds do Les Innocents, deu uma de Nick Drake no palco e ainda cantou 'Un Homme Extraordinaire'. Na volta, dei a sorte de encontrar Magali Penélope, Xaxu e mais uma convidada fazendo seu número de encerramento no tradicional show de drags em Copacabana (a surpresa foi por conta do dia, um sábado). Um sábado perfeito que terminou cedo, na medida para o domingo dançante e intrigante que viria por aí...

* * *

Toda mulher que se preza...
...precisa de uma (ou mais) amiga de infância há mais de vinte anos (ainda que a tenha conhecido há apenas dez), e também de um (ou mais) melhor amigo gay. A vida fica muito melhor assim.

julho 14, 2007

50 ans de tubes

Em homenagem às festividades de 14 juillet, segue o achado da semana: http://chansons.ina.fr/, uma espécie de YouTube só com música francesa.

Obviamente, o próprio Youtube tem um acervo muito maior do que o Chansons. Mas os mecanismos de busca e de montagem de playlist são bem interessantes. Vale a visita, o cadastro e, principalmente, escutar.

* * *

Update do evento de hoje: custa 7 pilas e Jipé Nataf (do Les Innocents) tocará às 21h. Bora?

julho 8, 2007

Diversão de domingo: at the hop

55 vídeos ensinando a dançar swing (não confundir com troca de casais, seu pervertido!).

Se ainda assim você não ficar satisfeito, os vídeos estão hospedados no youtube: comece a fuçar os vídeos relacionados - muitas aulas de dança e performances de swingers e lindy hoppers do mundo todo.


é assim que tenho me divertido ultimamente,
e pra bom entendedor, meia explanação é suficiente

O bom disso tudo é que você perde seu tempo vendo os vídeos, faz a alegria dos vizinhos que vão rir de você dançando sozinho na sala - mas define LEGAL a cintura, faz a energia circular e, bem, já viu um ritmo onde não existe música ruim? Onde você passa uma aula inteira ouvindo Squirrel Nut Zippers? Pois é...

* * *

E assim a gente mantém a sanidade mental e a saúde em forma - sanidade mental e saúde física são aquelas coisas que a gente perde quando fica na internet lendo sobre os processos cognitivos de peixinhos guppy que, como a gente, alternam os lados direito e esquerdo do cérebro, dependendo da função executada.

Ah, vá, é interessante.

* * *
Saudades...

...da Les Inrocks. Et je ferme la bouche parce que j'ai déjà trop parlé!! Mas aí a gente junta uma coisa com a outra e tem Sanseverino. Você já ouviu Sanseverino? É bom demais, gente. De-mais.

julho 5, 2007

Beatallica, YEAH!

emi_play%28133x122%29.jpg O grupo não é novo. Na estrada desde 2001, quando foi criado pelos amigos Michael Tierney e Jeff Salzman, já tem seis anos, a idade dos Strokes. Digo Strokes porque é uma espécie de baliza da indústria, né? Por algum motivo que seu vizinho
indie deve saber, convencionou-se classificar as bandas em antes e depois dos Strokes. Ambas são contemporâneas, portanto. Diferentes, contudo. Bem diferentes. Beatallica, como o nome sugere, faz um som que mescla BEATLES ao METALLICA. É, grosso modo, Beatles versão heavy metal. Mas não só.

Formado para a edição de 2001 do "Spoof Fest" ("Festival da Paródia") de Milwaukee, não demorou até que o grupo caisse nas graças do público americano. O sucesso veio com o EP "A Garage Dayz Nite", gravado especialmente para o evento. O modesto compacto, cujo título fazia uma rereferência explicita ao clássico "A Hard Day's Nite", dos Beatles, e Garage Inc., do Metallica, tornou-se disputadíssimo no meio. Dono de uma das cópias do disquinho, David Dixon, entusiasta da banda, criou por conta própria uma página na internet para disponibilizar o material gratuitamente na rede.

Dos EUA para o mundo foi um click. A piada cresceu, o banda virou cult e em 2004 lançou o EP "Beatallica", um mix entre o "álbum branco" dos Beatles com o "álbum preto" do Metallica. "Tudo o que esses caras tocam vira ouro (ou pelo menos metal). O talento e a execução musical do grupo é absolutamente genial! Eu adoraria ser o seu Jimmy Nico (baterista que substituiu Ringo Starr durante a turnê dos Beatles em 1964)", confidenciou Mike Portnoy, baterista do Dream Theater, grupo venerado pela turma do metal e pro qual o Beatallica abriu os shows de 2004. James Hetfield e os demais membros do Metallica, apesar da posição que têm em relação à pirataria e à circulação livre da música pela internet, não só aprovam como são fãs da banda. E todos são unânimes em apontar que o Beatallica não está para brincadeira.

Para o próximo dia 10, os quatro rapazes de Milwaukee preparam o lançamento de "Sgt. Hetfield's Motorbreath Pub Band" (Universal/Fontana). O disco, recheado por 13 canções, é o primeiro álbum oficial da banda liderada por Michael Tierney, conhecido no palco pela alcunha de Jaymz Lennfield, numa clara alusão aos músicos James Hetfield e John Lennon, do Metallica e Beatles respectivamente.

Veja a apresentação de I Wanna Choke Your Band .

Site oficial

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Já que o assunto é paródia, já viu o que fizeram com insuportável Linkin Park? Hehe.

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Por fim, mas não menos importante: você lembra do Documento Especial? Então se liga aqui.

julho 2, 2007

Canastra, Lasciva Lula, Quarteto Fantástico, Rocky Horror show e rumores de DEVO no Brasil...

Há um tempinho atrás, tinha visto o trailer do novo filme do Quarteto Fantástico e ficado bolada: o primeiro filme nem era tão bom - mas talvez a edição ou a aparição de um dos personagens mais carismáticos de todos os tempos tenha me deixado na secura de ver O Surfista Prateado em ação.

E fomos. Combinei com Pedro e Pedro, encontrei o Egidio, o Romullo, o amigo do Flavio e, ao som de 'Blue Monday', entramos. Mas o Anderson não chegava. Aos 45 do segundo tempo, lá estava o mancebo, de mochila, ao meu lado, comentando sobre o gadget mais desejado do filme. Re re. Também quero um desses. Re re.

Doom filmou o encontro no Ártico em película, Jessica Alba passa o filme inteiro precisando de um retoque de raiz, mas Chris Evans bancando o foguento, Norin 'barriga de tanquinho' Radd e Galactus (pronto, contei!) valem o filme, que é legal, entretém e diverte.

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Lasciva Lula + Canastra no Canecão 3a Feira

Maiores informações, aqui.

Pra botar em prática a aula de lindy hop que me deixou quebrada ontem à tarde...


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EM CARTAZ: ROCKY HORROR SHOW

A montagem em cartaz no teatro da Associação Médica Fluminense é demi-tosca, mas não é de todo ruim - segue a linha do filme, afinal. Galerinha xovem niteroiense, muitos personagens e figurantes não explicados - e criados especialmente pra empregar a companhia toda. Aparentemente rola uma fidelidade ao texto original - como na cena em que o cérebro do Eddie é usado na transfusão para o cérebro do Rocky. Não lembro de ter visto isso no filme.

Brad, Janet e Rocky estão ótimos. Dr. Frank N Furter tem uma boca impressionantemente parecida com a de Tim Curry.

As adaptações das músicas, no entanto, dão MEDO de tão ruins: falta rima e sobram referências contemporâneas a Big Brother, Xuxa e outros lances muito errados. E o lipsync dos atores (eles dublam as músicas, tocadas ao vivo por uma banda) parece lipsync de show de travesti em Copacabana.

Vale a meia-entrada, que meu irmão pagou. A minha foi inteira e fiquei um pouco, hãããã, não digo decepcionada... mas podia ter ido ver Shrek 3.

A boa notícia é que o teatro está lotando e a temporada se estenderá a todas as 3as de julho.

Em tempo: tirando eu, meu irmão e o David, NINGUÉM na platéia sabia dançar Time Warp. NIN-GUÉM. Tsc.

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Gabriel 'Lollypop' Perez lança rumores de Devo no Brasil em novembro... rumores lançados pelos Mothersbaugh/Casale em pessoa!

Agora é cruzar os dedinhos, aguardar e orar, irmãos!!!

junho 28, 2007

Britpop, britrock, brit-ney...

Spice up your life!

Os rumores já estavam rondando a internet há um tempão. Agora, finalmente, as cinco inglesas mais charmosas do pop anunciaram de vez a volta das Spice Girls - Nesse meio tempo, Posh Spice casou com David Beckham, Ginger Spice largou mão de ser ruiva e ganhou uma anorexia brabeira, Sporty Spice e Baby Spice - que ganhou trinta anos em dez, percebam a pinta de Pamela Anderson da moça (thanks, Liv!) - naufragaram em suas carreiras solo (aliás, as cinco! Ê, carma ruim!) e Scary Spice, vejam vocês, acaba de anunciar que o pai de seu filho é Eddie Murphy. Então tá, né?

O vídeo com o anúncio do ano e a história completa, amores, vocês podem ver aqui.

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A nata do Britpop

É briga, é?

Primeiro, The Good, The Bad and the Queen, uma banda com Damon Albarn, do Blur, e Paul Simonon, do The Clash. ÍCONES da BOA MÚSICA, você sabe.

Eis que Graham Coxon, O CARA do Blur + Paul Weller + Zak Starkey (ele mesmo, o filho do Ringo, que já tocou com o Oasis) anunciam a gravação de uma música, 'This Old Town', que será lançada via internet, para download, dia 2 de julho.

Se a banda fará shows e outras músicas, só o tempo dirá. Se a música é boa? Não sei, mas com essas credenciais, difícil não esperar *o* hit de 2007.

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Em época de venda de cds em declínio, só o vinil salva

Essa não é da Inglaterra, mas tá dentro do assunto: The White Stripes têm o vinil mais vendido da história, diz o Terra. "O diretor da XL Recordings, Richard Russell, disse que a iniciativa 'dá aos consumidores algo fora do comum e, ao mesmo tempo, que tem a marca dos White
Stripes'."

Ora essa. Não é essa bola a respeito do vinil x pirataria x vendas de discos que eu tou cantando há eras...?

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Tá bom, 'brit-ney' no título foi apelação. Só pra não perder a piada.

junho 24, 2007

Como ser LEGAL?

Resolvi fazer uma experiência: abri o site iMusica e quis comprar uma faixa do Blue Man Group - não sem antes ouvir um preview da faixa, claro.
Clicando no ícone 'play', fui redirecionada para uma página que dizia:

Você já tem o Windows Media Player mas está usando um browser diferente do Internet Explorer é possível que você tenha problemas para comprar músicas ou ouvir os previews do site. Recomendamos que você compre músicas usando o Internet Explorer.

Bem, eu quero comprar a música, mas quero ouvir antes - e o site não me permite fazer isso. Resolvi consultar o tópico de ajuda - tudo isso, veja você, pra ser LEGAL.

Infelizmente os sistemas Linux e Mac-OS não oferecem suporte a utilização de músicas protegidas por DRM (Digital Right Management), que é a tecnologia responsável pelo gerenciamento e controle dos direitos autorais das músicas que você adquire em nosso site e em outros serviços na internet.

O mesmo problema se aplica à outros browsers como Mozilla, Firefox, Opera, entre outros.

O problema é do navegador e do sistema operacional ou do site que não desenvolveu a tecnologia compatível? IMusica, vocês deviam investir mais em pesquisa, sério - estão perdendo um mercadão. E, se vale a dica, invistam também em revisão de texto: a crase antes da utilização foi parar antes dos outros browsers. Eu hein.

Mas vamos lá, queria resolver meu problema e, em vez de instalar outro navegador (mudar de sistema operacional não era o caso), abri o Soulseek e em dois cliques baixei a música pro meu computador - e muito provavelmente não comprarei novamente a faixa, mas posso querer comprar o disco. Como eu sou LEGAL e não tenho carteira de estudante falsificada, devo ir ao show no Rio de Janeiro se os preços forem compatíveis com meu orçamento, que atualmente só computa saídas de dinheiro, e nada de entradas.

Mas não desisti. Entrei no site da Warner e quis comprar 'Hey You', da Madonna, já que a versão que baixei de graça eu não consegui ouvir três dias depois de baixar. É. A tal DRM fez com que o arquivo perdesse a validade. Como assim, meu povo? Mas enfim, como eu sou legal, resolvi pagar pelo arquivo. Quem sabe assim eu possa ouvir quando bem entender?

De cara, a loja on-line da WarnerMusic me mostrou o layout similar à do iMusica - então eles usam a mesma tecnologia. Ótimo. Tentei ouvir o preview (que meu download LEGAL da música LIBERADA para os fãs não havia deixado eu ouvir, só porque ouvi alguns dias depois de baixar) e, novamente, o mesmo aviso.

Já o soulseek me deu a faixa com apenas dois cliques - oh, ainda bem que não comprei sem ouvir, achei demi-fraca.

* * *

A Trama de vez em quando dá umas musiquinhas pra galera sem DRM e sem burocracia - é só clicar e baixar. Querendo o disco, eles te redirecionam para a página da loja onde você pode comprar o cd, mesmo, com encarte e tudo o mais, geralmente por um preço muito mais em conta do que um disco inteiro em que CADA FAIXA custa 1,99. Tudo bem que Cansei de Ser Sexy não é Madonna. Mas esses caras, sim, sabem vender música.

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Comprar música pelo celular também deve ser interessante: a operadora tem meu cadastro, o valor podia vir direto na conta ser debitado nos créditos. Mas a minha operadora nem permite que eu navegue por wap e baixe um arquivo que eu mesma criei - você acha que eles vão facilitar a transferência de dados do meu aparelho para um computador?
Pffff...

* * *

A primeira moral da história é que o download legal ainda tem que engatinhar MUITO até virar realidade aqui em Bananalândia. A segunda moral da história é que o download ilegal é realidade para um nicho de mercado que tem eu, você e outras pessoas digitalmente incluídas, alfabetizadas e usuários hardcore - mas desses 1/3 de brasileiros que usam a internet, se você fizer as contas direitinho vai descobrir que a maioria não tem banda larga ou computador em casa - é cyber café, é ponto de inclusão digital, é a internet do trabalho e não dá pra baixar música compulsivamente. Pra essa maioria, o que cabe no orçamento é o piratão de 5 a 10 reais - e só o tempo dirá se o smd é mesmo uma solução. Porque entre o tal cdzero com metade das músicas do oficial e o cd completo pelo mesmo preço, ali na Uruguaiana, posso apostar que...

junho 22, 2007

Sobre o Tim Festival 2007

emi_play%28133x122%29.jpgEra de se esperar que o Arctic Monkeys e o Killers finalmente viessem tocar este ano no festival, que acontecerá entre os dias 25 e 31 de outubro. A escalação, até o momento, tem atendido à demanda dos indies mais afoitos. Por enquanto, nenhuma surpresa de fato. Ainda não surgiu a excitação desmedida para assistir a algum show, embora eu queira ir ao Arctic Monkeys.

Há também o velho papo de que o Cure venha tocar este ano no Brasil, entre outubro e novembro, data do TimFest. Björk parece que anda conversando com a produção também. Bom, se realmente o Cure vier, estarei feliz da vida lá na frente, como em 1996, no finado Hollywood Rock. Se a Björk der as caras mais uma vez, vai depender da grana, posto que já fui a dois shows da esquimó. Mas se ela viesse com os Sugarcubes, eu venderia a mãe e o pai!

Correndo por fora está a Juliette and The Licks, da atriz e cada vez mais cantora Juliette Lewis. Apesar do preconceito que existe por ela ser uma cria de Hollywood, acredito que o show pode surpreender os desavisados, já que a Juliette não economiza fôlego nem mis-en-scene em cima do palco, lembrando uma espécie de Iggy Pop de saias. E ela não é boba, já fez backing vocal pro Motörhead e abriu os shows do Foo Fighters, convidada por Dave Grohl em pessoa. Musicalmente pode até não ser grandes coisas, mas é impossível passar incólume às "Purgatory Blues" e "Killer". Uma coisa é certa: Juliette e as lambidas é rrrrock, e diverte pra dedéu.


Mas eu ficaria bastante feliz mesmo se este Tim Festival trouxesse os Squirrel Nut Zippers, que voltaram à estrada após um hiato de 6 anos causado por desavenças internas. O palco é perfeito para a banda, e a acústica realçaria ainda mais a bela voz da Katharine Whalen. Os Squirrel são a cara do festival desde a época do Free Jazz, mas nunca foram sondados pelos organizadores. Quem sabe desta vez os curadores lembrem da banda. Um bandão, no sentido literal e figurado da palavra. Aí você vai entender da onde a Canastra e a Móveis Coloniais de Acaju tiram grande parte das suas influências.

E você, quem gostaria que viesse tocar?

junho 8, 2007

Mais do mesmo

emi_play%28133x122%29.jpgO MTV+ sobre Björk, exibido essa semana, foi todo retirado do documentário "Inside Björk", produzido em 2003, cujo link postei lá no Around ano passado. Nego não se deu o trabalho de pesquisar em outras fontes. Fizeram um programa todo em cima de trechos de um documentário de QUATRO ANOS atrás. E em se tratando de Björk, quatro anos é uma geração. Como se não bastasse decupar o documentário e transformá-lo num pseudo-programa, ainda rechearam a atração de texos ridiculamente patéticos vomitados por Leo Madeira, VJ que emula o Cazé, que por sua vez mama em Thunderbird.

Uma piada, principalmente quando o programa é exibido por uma emissora especializada em música.

Quando você acha que a MTV não tem mais pra onde piorar, eis que ela se supera.

junho 3, 2007

It was 40 years ago today


It was FORTY years ago today Sgt. Pepper taught the band to play. They've been going in and out of style but they're guaranteed to raise a smile.
So may I introduce to you the act you've known for all these years: Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band.
* * *
Tá tudo bem, nem sinal de tiroteio nas redondezas, e em setembro tem Cowparade no Rio de Janeiro.
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Agora todo sucesso cinematográfico ganha uma adaptação musical para o teatro. Vocês já ouviram falar de Shrek, o musical? Não? Pois é.
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I'm From Barcelona, Architecture of Helsinki, Of Montreal, Boards of Canada, Jets to Brazil... e pensar que Presidents of the USA, lá nos anos 90, era um nome de banda criativo!!

junho 1, 2007

Tiroteio continua, Leme bombando; e uma música boa pra acalmar os ânimos!

O que eu falei pro meu porteiro e pra Aline, que ouviu tudo ali do Lido? Não há notícia de mortos nem de feridos, o que quer dizer que o trabalho - dos traficantes de fora que vão ao Chapéu Mangueira tomar o ponto de volta, dos donos do Chapéu Mangueira defendendo a área e da polícia, para tentar impedir que um ou outro vença - não terminou: 18:30 e o tiroteio voltou.

Não com a força total da madrugada, pelo visto. 18:36 e o barulho acabou. Mas, por não ser de madrugada, tou com as janelas abertas - e daqui, Leme, perto do buxixo porém protegida pela muralha de prédios, deu pra sentir o cheiro de pólvora. Creepy!

E eu fico lembrando do Giglio quando o Vidigal estava sitiado... se pra gente, que não mora no morro, já é assustador, imagina quem tá lá em cima?

* * *

Não entendo essa ação policial, não entendo. As armas do tráfico são muito melhores, os traficantes são locais e sabem aonde se esconder... polícia no meio só piora. Além do mais, a briga é entre eles: deixa sobrar um, e vai atrás desse um, ora. Com mais uma equipe atirando, sobra pra quem tá perto.

Bem, espero que eles saibam o que estão fazendo. Embora eu esteja cada dia mais reclusa e caseira, gosto de ter a opção de sair de casa. Por via das dúvidas, minhas provisões de sopinha de pacote e macarrão são suficientes para uma semana...

* * *

Bagdá é aqui, galera.

* * *
PARA AMENIZAR...

Num momento 'RJ TV', em que toda sorte de desgraça é mostrada para, no final, as cenas de velhinhas felizes, bebês nascendo ou vencedor da Mega-Sena feliz tirarem do espectador a sensação de que o mundo é ruim e o encaminharem direto para a novela, trago pra vocês o grande sucesso de Viajante e Caminheiro, 'Cortou o telefone'; a letra, ge-ni-al, fala "cortou o telefone, bem feito / cortou o telefone, bem feito / não vou mandar ligar pra ela não conversar mais com aquele sujeito". Que sujeito? O cara do 'aham'.
Se todas as músicas fossem assim, não existiria indústria fonográfica em crise. Ha ha.

maio 30, 2007

Música e cinema. No cinema. No imaginário coletivo. No youtube.

O portal musical da Aol fez uma lista dos 77 melhores momentos musicais no cinema: de Caco, o sapo, cantando 'The Rainbow Connection' na introdução do filme dos Muppets, à clássica cena do jantar ao som de 'Day-O', de Harry Belafonte, em 'Os Fantasmas se divertem, passando por Dolly Parton em '9 to 5', 'The eye of the tiger', do Survivor, em Rocky III - todas devidamente acompanhadas de seus respectivos vídeos no Youtube.

Para o Speedy, que de vez em quando brota por aqui, segue um destes melhores momentos: Mr. Blonde (Michael Madsen) primeiro conta que 'Stuck in the middle with you', do Steelers Wheel, é um de seus clássicos prediletos. 'Pop-bubblegum, gravado em abril de 1974', explica - e então começa a dançar ao som da música. E a cantarolar junto.

Seus interlocutores, no entanto, não parecem estar em condições de apreciar a música... confira:

Tenho algo em comum com Mr. Blonde - e não é a doçura. É apenas o gosto musical.

* * *

Obviamente, muita coisa boa ficou de fora, mas eles não se fizeram de rogados: a cada página, algumas trivias, como os 19 melhores momentos musicais de cartoons (claro, isso inclui Jessica Rabbit cantando 'Why don't you do right', e 'Under the sea', de 'A Pequena Sereia') e as Bandas que gostaríamos que fossem reais (como Stillwater, Os Commitments, spinal Tap, The Wyrd Sisters - a banda sensacional que toca em 'Harry Potter e o cálice de ouro' e que tem ninguém menos do que Jarvis Cocker, do Pulp, nos vocais... e pode ser vista aqui -, Pop, essa mesma, do grande clássico anos 80 Pop! Goes my heart, e o Ming Tea. Você LEMBRA do Ming Tea, pelo amor de Peter Sellers!).

(agora te vira pra assistir a tudo!)

* * *

Já que falamos de Caco, o sapo, e recentemente falamos da Debbie Harry, vamos lá: Debbie Harry nos Muppets.

Porque tem coisas que só Lounge faz pra você.

(a original com o Caco está aqui, vi isso no cinema quando era bem pequena - atestado de velha, eu sei - e tou aqui em lágrimas na frente do micro. que saudável. pfff!)

maio 28, 2007

ElectroQwerty

"No caso específico da prática musical, talvez uma das situações mais interessantes (e perturbadoras) geradas pela presença maciça de meios eletrônicos e computadorizados seja a relativização das distinções entre compositor-executante-ouvinte (bem como uma expansão das possíveis interações entre estes). Tal relativização está diretamente ligada ao surgimento do registro fonográfico, como podemos exemplificar a partir de uma concepção do compositor norte-americano Jonathan Kramer. Para este autor, um equipamento de reprodução (enquanto uma tecnologia que proporciona ao usuário um controle considerável sobre o contínuo sonoro) não difere significativamente de ferramentas composicionais eletrônicas. Ao contrário da partitura tradicional (um meio com base na visualidade), o registro fonográfico faculta aos compositores criar suas obras diretamente sobre um suporte definitivo, o que vem estimulando a interdisciplinaridade e permitindo que leigos desempenhem um papel que vai além da condição de ouvinte.

(...) Em acordo com tais idéias, o projeto ElectroQwerty funciona como um laboratório com a proposta de criar obras que atuem como um recurso de sondagem do ambiente, contribuindo no processo de criação de novos referenciais e na observação de suas conseqüências. (...) O processo inclui áudio-games, instrumentos virtuais, algoritmos, remixes, colaboração à distância, licenciamento alternativo e interação com outras artes."

Tens cadastro no Overmundo? Então vota lá!

maio 27, 2007

Carbona, Érika Martins e Trëmula

Taí.
Pode não ser o que tu curte, mas isso é um informativo BONITO.

infotoca.jpg

Ele inteiro é mais bacana, a rolagem na horizontal é diferente. E legível, né? Porque aqui eu diminuí a imagem pra caber.

Se quiser receber no conforto do lar, manda um e-mail para o selo, que daqui a pouco já rola o número 2...

maio 24, 2007

Lilly Allen e Debbie Harry fazem dueto

Da NME: Depois da cover de 'Heart of Glass', do Blondie, que a fofa Lilly Allen tem cantado sistematicamente em apresentações por aí, a gracinha parece ter caído nas graças de Debbie Harry: a mesma 'Heart Of Glass' será, agora, regravada - com um dueto das duas cantoras, para o programa de tv 'The Today Show'.

No mesmo programa, teremos Blondie, agora uma banda de tiozinhos, tocando 'Call me'.

O-BA. Mal posso esperar para isso cair na rede.

Sim, porque algumas versões de Lilly Allen cantando 'Heart of Glass' ao vivo, CLARO, já caíram.

maio 14, 2007

Esta semana no Cinemathèque; e uma mistura de Jordy com Calypso

Lucas Santtana é um cara bom. Já conhecia de nome, mas nunca tinha ouvido a música - até descobrir, durante uma palestra de Ronaldo Lemos, o site Diginois, onde o músico não apenas disponibiliza sua obra para o público, como mantém um blog interessantíssimo sobre cultura, música, arte, tecnologia (ou tudo isso ao mesmo tempo) e afins. O cara é bom.

E, por coincidência, esta 5a feira, 17 de maio, ele toca no Cinemathèque Jam Club, comemorando um ano do Diginóis. Por coincidência, estava falando no Ricardo Dias Gomes, que toca com ele (e no Brasov, e com Caetano Veloso, e tava nuns projetos com Marcelo Birck) esses dias. E por coincidência, passei essa semana inteira em função de um evento que vai rolar no Cinemathèque Jam Club no sábado, dois dias depois.

Ou seja, não pode ser apenas coincidência. É um sinal. Todo mundo no Lucas Santtana & Seleção Natural na 5a feira então, hein?

* * *
E DIA 19 DE MAIO...

Entendeu ou quer que embrulhe?

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JORDY. ALISSON.

Cleopatra Stratán, filha do músico Pavel Stratán, já vendeu mais de 250 mil cópias de seu álbum de estréia. Esses dias, Cleopatra saiu da premiação da MTV Romena com três estatuetas debaixo do braço: Melhor Música, Melhor Disco e Artista Revelação.

Mentira. Ela só saiu com uma estatueta. As outras duas, quem recebeu foi seu pai, já que Cleopatra tinha que dormir: a popstar só tem 4 anos.

A menina arrastando a mala maior do que ela é de uma fofura ímpar! Já a música, diz pra mim se não é uma mistura de JORDY com BANDA CALYPSO. Me pergunta a Liv se ela é uma daquelas mini-adultas de 'Pequena Miss Sunshine'. Não, não, Cleopatra é criança com cara de criança e voz de criança.E os romenos, pelo visto, se amarram - vejam vocês.

* * *

Já o dueto da pequena com papai é menos Calypso, mas não menos Jordy:

Note que papai Pavel começou num andamento e deu uma ralentadinha de leve para a guria poder acompanhar.

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Bem que o Inagaki falou que música não tem idade... nunca duvidei disso, mas tem coisa que é demais!


maio 11, 2007

Em vinil, cedê e cassete - Canastra, fitas-demo e itens na wishlist

CHEGA DE FALSAS PROMESSAS

Saiu um dos melhores lançamentos do ano, senão o melhor até agora: o novo disco do Canastra, 'Chega de falsas promessas', está na revista OutraCoisa deste mês, numa banca perto de você.

Nossa equipe esteve em peso conferindo o show ESPETACULAR de lançamento do cd, num Estrela da Lapa lotado em plena terça-feira. Renato Martins, Edu Vilamaior, Fernando Oliveira, Marcelo Callado, Marcelo Magdaleno e Marco Serragrande fizeram uma apresentação memorável para uma platéia animadíssima.

Se o Canastra passar pela sua cidade, VÁ VER - e sacudir o esqueleto como nunca. E compre esta edição da OutraCoisa, faça-se este favor. Você precisa ter este disco em sua coleção.

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FIN DE SIÈCLE

Gabriel contou essa há meses - mas a discrição havia me impedido de dar o furo. De qualquer forma, agora já é público, notório, e está aí para quem quiser ouvir: a coletânea 'Fim de século'.

Parceria de Gabriel com o selo Midsummer Madness, a coletânea tem nomes conhecidos, como Pato Fu, Raimundos e Maskavo Roots, nomes mais ou menos conhecidos, como Graforréia Xilarmônica, Acabou La Tequila, Devotos de N. Sra. Aparecida e Dead Billies, e umas bandas 'que eu nunca ouvi falar'. Em comum, o fato de todas as faixas escolhidas nunca terem saído em cd - não NESSAS versões: as versões das fitas-demo.

E esse é o charme da coletânea: você pode baixar todas as faixas no site da Midsummer Madness (onde você tem uma breve história da importância das fitas-demo no rock nacional e um delicioso faixa-a-faixa, onde Gabriel fala sobre cada uma das músicas escolhidas) e/ou comprar a coletânea EM CASSETE.

Isso mesmo. O chefe reativou o deck de cassete para transformar esta coletânea em realidade. Lounge apóia - você precisa ter esta fita em sua coleção.

* * *

As fitinhas de cromo ainda têm seu charme - o achado saiu no Bluebus e eu reproduzo aqui pra quem não viu: a WorldWideFred fez essa bolsinha BÁSICA que agora é um de meus sonhos de consumo...

bolsa bacana


O outro, confesso é este fabuloso fone PARA CELULAR:

fone.jpg


Que, com uma bolsinha dessas, espaço para carregar é o que não falta...

O passeio pela loja vale - e muito - as horas do dia perdidas em futilidade...

abril 30, 2007

R.I.P. Bobby Pickett

Lounge lamenta a passagem de Bobby 'Boris' Pickett.

Para quem não associou o nome à pessoa, Bobby 'Monster Mash' Pickett.

O Youtube, claro, sempre disposto a nos proporcionar as melhores homenagens:

abril 28, 2007

Chicletes, ácidos e pirulitos

Mascadores de chiclete of the world unite: bem-vindos ao fabuloso mundo do BUBBLEGUM.

Nada a ver com o punk-rock alegrinho mascador de chiclete e calçando all-star, mas com palminhas. Corinhos. A-a-a, uou uou uou. Bandas de um sucesso só, anos 60 (e 70 e 80 e, quem sabe, 90?). Algo muito mais pop, com uma sonoridade que, sem erro, agradaria sua mãe também. Aliás, sua mãe pode já ter te apresentado a algum destes sons.

Para um MEGA-PANORAMA do que estou tentando dizer, tente a Bubblegum Machine - que, com uma média de dois arquivos por semana, salvo quando dá alguma espécie de erro, disponibiliza quase 300 sucessos bubblegum de todos os tempos. Da psicodelia inocente (sim, inocente) dos anos 60, seriados e animações de cachorros, gatos e chimpanzés com bandas tocando em cenários lisérgicos, yé yé girls francesas, bandinhas com nome de doce... isto é bubblegum!

Tenho o Bubblegum Machine nos meus bookmarks e ainda não terminei de baixar tudo - cada canção vem acompanhada de uma explicação. Dilissa.

Numa dessas, descobri o 1910 Fruitgum Company:

Palminhas, órgão, cabelos redondinhos, felicidade pura.

E tem os Grass Roots, né? Alguns momentos sub-Beatles aqui ou acolá, mas os responsáveis por 'Midnight Confessions' (você ouviu isso na trilha de 'Jackie Brown') são, definitivamente, os reis do bubblegum. E, reza a lenda, a Evolution Revolution, banda de apoio de Lancelot Link, o chimpanzé secreto.

(o cenário, minha gente. atenção ao cenário)

E os Archies, minha gente, e os Archies?

Todo mundo conhece 'Sugar Sugar', mas o que dizer de (na ordem em que aparecem no youtube) 'Truck Driver', 'You little angel you', 'Love light', 'Here comes the sun', 'My singin' guitar', 'Candy kisses' e tantas outras.

Mais sobre o assunto, aqui.

* * *

Para não fugir do tema, tentei achar 'Bubblegum', na voz de Brigitte Bardot (tenho em cd, alguém quer? peça!) - mas só encontrei (como se fosse pouco!) 'Comic Strip', um dueto canastríssimo com Serge Gainsbourg, e a sensacional 'L'appareil a sous'. Yé yé no último.

* * *

Chicletes, pirulitos...

Dá série 'Yé yé' de duplo sentido / Gainsbourg é Rei: não percam France Gall cantando 'Les Sucettes' sobre uma garota que gosta de, hããã, PIRULITOS.

Ah, os ingênuos anos 60...!

abril 24, 2007

Sei lá, mil coisas...

Paredão do Big Brother. Arquivo confidencial do Domingão do Faustão homenageando ex-big brother. Law & Order - Special Victims Unit. Grey's anatomy. O casamento do meu melhor amigo. CHOREI EM TODOS ELES, a pessoa está ficando sensível. Deve ser a proximidade dos 30 anos, a gente perde algumas travas.
* * *
Toma, Lia: assiste a algumas cenas GROTEX de zumbis pra ver se tu CURA dessa sensibilidade toda.
* * *
Lembra do Hill Valleys? Lembra, claro que lembra, a banda do Melvin e do Lins que gravou, em sua primeira demo, o hit 'Spring 99' - falando como seria bom ver o Episódio 1 de Star Wars... lembra? Huh?

A expectativa foi grande, o filme foi bem abaixo da média, mas a música ficou. Eis que uma banda completamente desconhecida por essas bandas aqui (alguém aqui já ouviu o GuyzNite, afinal?) adere à moda e homenageia... Duro de Matar. Isso mesmo. A semelhança não é apenas temática - o rockinho feliz é bem parecido. Vale a assistida:

O GuyzNite, ao que parece, se deu um pouco melhor do que o Hill Valleys: há rumores de que a Fox Films tenha, digamos, incentivado os rapazes a fazerem a divulgação do novo filme da série 'Duro de Matar' - cujo trailer já está nos cinemas (vi antes de '300', no Cinemark do Pátio, em BH). Síndrome de Sagatiba ou não, a música é bacaninha.

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Piada pronta (e ruim)

diabloazul.jpg

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Obituário

Faleceu Boris Yeltsin. A melhor cobertura, claro, está no vizinho de Gardenal.org Ressaca Moral.

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Novo blog na área

EcoChic. Porque chique MESMO é se preocupar com o planeta (e fazer algo por ele!) que você vai deixar pros seus filhos.

abril 4, 2007

O mais querido

emi_play%28133x122%29.jpgOs taxistas que me conhecem, sabem: não gosto de futebol. Cansados de ouvir que torço para a “seleção canarinho”, e somente em Copa do Mundo, não me perguntam mais sobre as rodadas do estadual. Em vez disso, começam com o calor que tem feito no Rio de Janeiro para, em seguida, maldizer a cidade por conta da violência. Só assim o papo rende. O mesmo acontece com os amigos, mas com estes a conversa é mais agradável: falamos sobre mulher, a segunda paixão nacional.

Adoro música, contudo. E ouvir o Samba Rubro-Negro (O mais querido), de Wilson Batista e Jorge de Castro - regravado por João Nogueira no disco Clube do Samba, em 1969 -, faz qualquer um sentir-se Mengo desde criancinha. Sob o batuque dos couros e das cordas, ao redor da mesa, as desavenças futebolísticas cedem lugar ao regozijo proporcionado por Nogueira e seu “samba-de-calçada”, cheio da energia das ruas, como ele próprio o definia. E todos vestem a mesma camisa.

No vídeo, João Nogueira canta acompanhado dos músicos Raphael Rabello, Manuel do Cavaco e Wilson das Neves. O povo, como gostava Nogueira, participa ativamente da apresentação.

Nelson Rodrigues que me perdôe, mas não há como ficar indiferente aos versos:

“Flamengo joga amanhã
Eu vou pra lá
Vai haver mais um baile
No Maracanã
O mais querido
Tem Zico, Adílio e Adão
Eu já rezei pra São Jorge
Pro Mengo ser campeão”

De lambuja, o download do disco "Wilson Batista: O samba foi sua Glória" (Joyce, Roberto Silva, Aracy de Almeida e Wilson Batsita), 1985.

* * * *
Minhas considerações sobre o Big Brother eu deixei no Around. Seria indelicado fazê-las em Lounge ;)

março 27, 2007

Dia Internacional da Música Boa

A dica é do Vinicius Vogel, a música é um barato e o clipe idem.

Plaster - "Would you..."

* * *

Daddy-O Grande está chegando ao Brasil!
E você? Já tem idéia de onde vai passar a Semana Santa?

março 20, 2007

Letra e Música, e as sinceras desculpas esfarrapadas de sempre

Nossa, eu podia escrever sobre discos que tenho ouvido e filmes que tenho visto; não adianta perguntar, não tenho os dados da votação, mas com base no que aprendi na oficina de roteiro pra novela *e* trabalhando na novela, posso apostar que Analy sai da casa - e podia dissertar com gosto sobre o assunto (ainda farei isso!!); pude, finalmente, papear com meu editor; o cd de Érika Martins & Telecats está em fase de mixagem e sai ainda neste semestre pelo selo Toca Discos; por essas e outras, esses dias têm sido especialmente ATAREFADOS.

De qualquer forma, o fato de ter amigas convivendo no dia-a-dia que compartilham do gosto por cantarolar refrões grudentos nas horas mais improváveis ajuda a manter não apenas as músicas rodando em loop na cabeça, como a sanidade mental (seriamente prejudicada por cenas como esta).

Como uma melodia, sozinha, pode falar mais do que mil palavras, imagine letras e melodias, juntas. Agora imagine letras, melodias e imagens em movimento, tudo isso combinado: trilhas e músicas-tema de filmes. Agora imagina que você não consegue parar de cantarolar isso por aí.

Cena 01:


Cena 02:


Cena 03:


E enquanto digito essas linhazinhas pra não deixar isso aqui parado, recebo a melhor notícia do mundo - ou pelo menos a melhor que eu poderia receber neste momento.

Obrigada. Não sei a quem, mas... obrigada. De montão. Espero retribuir à altura.

Hipersônica Rio 2007

Hipersônica Rio 2007, no Museu de Arte Moderna - RJ.

Eu sei, é sexta dia 23, mesmo dia de Lafa & os Tremendões no Circo, com a participação de Jerry Adriani. Mas QUANDO mais você vai poder ver isso? -- a programação segue abaixo:

08 pm Wolfgang Dorninger [AUT]
09 pm Esquadrão Atari [BRA]
10 pm La Borg [BRA]
11 pm RAY_XXXX [CAN]
12 am Scanner [UK]
01 am Kode9 [UK]
02 am Daedelus [USA]
03 am Flu [BRA]


Performances:

João Penoni [BRA]
NAUTC.0 [BRA]
Otávio Donasci [BRA]
Núcleo In-Táctil [BRA]

Conheço o Esquadrão Atari, Flu e Núcleo In-Táctil - e posso atestar que é imperdível. MESMO. TEM QUE IR.

Segundo informações do site, a entrada é gratuita - retire os convites no Centro Cultural Oi Futuro a partir do dia 20 de Março, dia de abertura do FILE (Festival Internacional de Linguagem Eletrônica).

Centro Cultural Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo Tel 3131-3060

fevereiro 25, 2007

Sabe QUEM voltou? ou "Aquela mulita acabó con mi bida"

Fiz um post enorme contando como aquele alemão safado desgraçou minha vida me apresentando à obra de PETER SELLERS. Na falta do galego para me fazer companhia - a melhor companhia do mundo, diga-se de passagem -, Sellers está sempre do meu lado, seja de turbante, seja de sobretudo e chapéu, seja personificado por Geoffrey Rush.
Saudades master do lôro. Já de Peter Sellers, matarei neste exato momento, assistindo a 'Dr. Strangelove', também conhecido como Dr. Fantástico. Kubrick fazendo comédia. Vamos ver.
* * *
Pois o post enorme foi devidamente mandado para o limbo num ato falho: o botão POWER fica acima do Print Screen. Desliguei o micro e perdi o relato de minha mais nova história de amor. Eu e Sellers, Sellers e eu.
* * *
Fica aqui a boa nova, que enche os corações de esperança: sabe quem está de volta? Os Squirrel Nut Zippers. It's good enough for granddad, it's good enough for me! Sabe o que isso significa, né? Os Pixies tocaram no Brasil, lembra? Pensa nisso.
* * *
Ah, então você não conhece os Squirrel Nut Zippers, e no site não tem nenhum som para ouvir, né?
Então vamos lá:
O videoclipe de 'The Ghost of Stephen Foster':

Aqui tem eles ao vivo:

Pra você sentir toda a FORÇA do SWING.

Aqui, um videozim da gravação do 'Perennial Favorites', disco sensacional (ora, todos são) da banda:

Por último, um documentário de 24 minutos, feito por ocasião da gravação do 'Hot', primeiro álbum:

Isso TEM QUE ser suficiente pra você virar fã. TEM QUE.
* * *
Aquela mulita acabó con mi bida!
Daddy-O Grande em BH na Semana Santa - que começa dia 04/04. E você sabe o que termina dia 03, né? POIS É. Orem por minh'alma, irmãos, por favor.
* * *
De resto, tudo nos conformes. Amo vocês. Beijo no coração.

fevereiro 10, 2007

Lembra?

Lembra da dica sobre música cigana do leste europeu?
Lembra da minha frustração por não conhecer ninguém que compartilhe essa paixão?
Pois meus problemas acabaram. De vez.
Porque dançar 'Kalasjnikov' e 'Dorogoi' AO VIVO num autêntico baile dançante onde rola de gretchen a Banda Black Rio e o suingado tema do 'C.H.I.P.S.' é uma parada que não tem preço.
Se o Brasov tocar na sua cidade, VÁ.

fevereiro 2, 2007

Era uma vez na América

emi_play%28133x122%29.jpgO The New York Times abriu a semana dedicando três páginas ao fabuloso Ennio Morricone. Aqui na colônia, com dias de atraso, foi a vez do jornal O Globo homenageá-lo com uma capa no Segundo Caderno. Ennio dispensa apresentações. Dono de vasta e personalíssima obra musical, tem sua história confundida com a história do cinema, sobretudo o Italiano.

Hoje o compositor faz apresentação de gala na sede da ONU, em Nova Iorque. Amanhã será a vez de ocupar o tradicional Radio City Music Hall. Dia 25 receberá o Oscar especial pela sua "magnífica e multifacetada contribuição à arte da música e dos filmes". As homenagens não param. O Ano parece ser de Morricone.

E como somos fãs do maestro do spaghetti, nossa homenagem vai em forma do disco "Per un Pugno di Samba", álbum raro gravado por Chico Buarque durante o exílio na Itália, arranjado por ninguém menos que o próprio Ennio Morricone. Papa-fina!

Clique para baixar.

janeiro 29, 2007

Vazou na net

emi_play%28133x122%29.jpgO que posto lá não posto cá - e vice-versa, salvo raríssimas exceções. Por isso peço licença à Lia, e aos leitores de Lounge, para deixar a dica do novo post. É porque o "Bonde das Marchinhas" merece REALMENTE o download. Seria injustiça disponibilizar apenas para os leitores do Around. Tenho carinho por ambos.

;-)

janeiro 27, 2007

Lacuna Inc. da vida real, e concerto de música experimental pago pela Unimed

Deu no jornal Zero Hora: A descoberta de mecanismo que permite apagar ou reforçar lembranças, feita no Estado, oferece novo horizonte para a ciência, mas levanta polêmica sobre até que ponto mexer nas recordações interfere na identidade de cada um.
A matéria de Sílvia Lisboa entrega: Em dois estudos, uma equipe de pesquisadores do Rio Grande do Sul, liderados pelo neurocientista Iván Izquierdo, demonstrou pela primeira vez o que ocorre quando o cérebro registra uma lembrança e descortinou para a ciência um novo horizonte atemorizante e promissor: o de oferecer a cada ser humano a possibilidade de decidir o que lembrar e o que esquecer.
* * *
Impossível não lembrar das operações da Lacuna Inc., empresa especializada em apagar memórias, do lindo, doce, agoniante e algo triste Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. Impossível, também, ao lembrar do filme e dos motivos pelos quais os personagens de Jim Carrey e Kate Winslet procuram a empresa, não pensar em se candidatar a cobaia dos pesquisadores gaúchos.
* * *
Pro povo que se amarra em música experimental minimalista, ruídos e sons bizarros, e também em aparelhos sonoros vintage: peguem a carteirinha do plano de saúde. Visitem o otorrinolaringologista. Saiam de lá com uma requisição de audiometria tonal e vocal. Have fun - chiado na esquerda, apito na direita. Agora o apito cada vez mais baixo. Agora o apito em outro tom. Agora participação da platéia. John Cage perde.

janeiro 15, 2007

O grande irmão está olhando

Sabe, acho MUITO importante você se apaixonar por teu trabalho - é onde você passa a maior parte do dia, é de onde você tira teu sustento, são as pessoas com quem você convive. Se você tem tesão no que faz, se aprimorar sempre e estudar aquilo é um prazer, e você fatalmente vai ser bem-sucedido no que fizer, o que quer que você faça.
Se você não sente isso no que faz, talvez valha mais a pena repensar a validade de continuar onde você está. Essa é uma das lições do livro de auto-ajuda que estou lendo (outra hora explico): uma hora você precisa assumir suas paixões, correr atrás do que REALMENTE quer. "Eu quero ganhar dinheiro", ótimo, mas pra quê, exatamente? Porque existem outras maneiras de ter mais tempo livre, comprar uma casa na serra ou de poder viajar para todos os cantos do mundo (se você cria coragem pra largar teu emprego de merda, você pode, inclusive, mudar de carreira, trabalhar em navio e viajar pelo mundo ganhando pra isso. pensa nisso).
* * *
Pois eu tou me superando na arte de VIVER trabalho, RESPIRAR trabalho e ME APAIXONAR pelo que tou fazendo. O que é ótimo, no sentido de que estou virando gente grande, andando com gente grande e indo a lugares de gente grande.
Complicado, ainda, é gerenciar seis tarefas distintas na esperança de que eu não me torne uma pessoa monotemática, que só sabe falar sobre um único assunto.
Especialmente complicado é quando o assunto em questão é quem pegou quem na casa>.
* * *
Dica do dia
O iugoslavo Emir Kusturica, diretor de cinema, tem uma banda, a No Smoking Orchestra, cujo som pode tranqüilamente ser definido como música cigana do leste europeu sob medida para trilhas de filmes. Se eu fosse você, ouviria. E assistiria. É diferente de tudo o que você ouviu (a menos que você já GOSTE de música cigana do leste europeu muito antes de eu te falar, e aí me pergunto por que tu não me disse isso ainda, e eu aqui achando que meus amigos não me entendem e deprimidíssima que o máximo de compatibilidade musical alcançado com alguém no last.fm foi um medium que já caiu pra low).

underground_10.jpg
cena de "Underground", filmaço


Pois se você gostar, vale ALTOS a pena visitar a página do site do diretor que indica outros grupos de música cigana. Sério. Vai na fé que a dica é boa.

janeiro 2, 2007

Eu que fiz!!!

Que ele é fo-da, não canso de dizer - Marcelo Birck é gênio e não se fala mais nisso, senão eu fico monotemática aqui no blog.
Mas não, ser gênio não basta. Tem que ter pé no chão, ser extremamente meticuloso e detalhista e saber o que quer - e assim surgiu "Tricicloscópio", o clipe: Marcelo fez as animações direto na película limpa de um filme super-8, telecinou, e editamos aqui em casa para o show do Tim Festival. Daí a fazer um videoclipe para alguma de suas músicas foi um pulo. Muitas transferências e reuniões via msn e gtalk, surge nossa primeira pérola, que você pode assistir aqui:

- http://www.youtube.com/watch?v=DtafDyBZi00

(primeiro de uma série, pode apostar)

Aproveitando o momento jabá, o Rafa Nacif, amigo meu, bota som no The Copa durante o mês de janeiro, na festa iPop. Confio no gosto musical do garoto, mas confio ainda mais na edição do vídeoconvite da festa. É. Obrigada. Eu que fiz também, e você confere aqui:

- http://www.youtube.com/watch?v=GD57C9WjDHU

...e não é só isso!!

De bônus, você leva o fa-bu-lo-so vídeo "vergonha alheia" de 'Daydream Believer', este sim uma produção autoral desta que vos escreve. Relutei em tornar isso público, mas no final das contas não resisti - é portfólio, afinal. Sente o drama:
Voz: Lia Amancio. Edição: Lia Amancio. Fotos do final (você vai entender): Lia Amancio.

Se você tiver coragem, clica no link abaixo:

- http://www.youtube.com/watch?v=zSw1_TzEQJY

* * *

Sim, eu tenho um canal no Youtube - e, embora não seja a autora, sou também a pessoa autorizada a subir o material do Mu Chebabi. Chega lá e assina, porque logo logo vem mais material por aí.

* * *
Eu que fiz, agora na cozinha

Fiz no Natal e ficou excelente. Fiz no ano-novo e ficou melhor ainda, uma vez que troquei a geléia-padrão de supermercado por uma geléia caseira, de uma lojinha de artigos (comidinhas e bebidas) importados de Minas Gerais, que fica em pleno coração de Copacabana.

A geléia parece realmente feita com damascos puros, não-engrossada com gelatina incolor (como as outras geléias por aí).

Chega de falar, segue a receita:

receita_manjar.jpg

Nem engorda tanto: é uma lata de leite condensado pro manjar INTEIRO, pensa bem. E fica uma delícia, melhor ainda se feito em forma de pudim, daquelas maleáveis - você coloca a geléia primeiro, no fundo, e depois coloca o 'mingau' - que funde com a geléia que é uma beleza. Fez sucesso.

* * *

Aproveitando o tema...

vanish.jpg


Vanish Tira Manchas tira manchas MESMO! Impressionante, pode usar que é garantido.

dezembro 24, 2006

Eu faço vídeo; cell phone concerto; e feliz Natal!

Então você abre aquele programa que não usava há tempos e dá de cara com a dica do dia:

tip_premiere_01.jpg

Claro, tinha esquecido desse detalhe. Claro, até esqueci do calor monstro que está fazendo, e rachei o bico de rir.

* * *
Já o disco novo do Lasciva Lula, a sair em janeiro, é de chorar de tanta boniteza.

* * *

Da noite: Casseta Popular e Planeta Diário com "Eu faço vídeo"; e Marcelo Birck com "Tricicloscópio". Ambas, EM BREVE, no YouTube.

* * *
Que a arte, hoje em dia, anda terrivelmente careta, não é novidade pra ninguém. Milhares de objetos, novas tecnologias (e nem falo de gadgets e softwares, mas de tecidos, luzes, aerodinâmica dos corpos, tintas e quetais) desenvolvidas e tudo muito subaproveitado em arte.

Então quando rolou a notícia do concerto para aparelhos celulares, tratei de repassar aos chegados - as possibilidades ainda não foram totalmente exploradas, mas um maestro reger um concerto usando os aparelhos da platéia (o que resulta em algo meio randômico, já que você não sabe quais são os toques de cada um) já é um bom começo - porque, no final das contas, os aparelhos podem não apenas tocar música como até servir de instrumento para composição - acessível para qualquer amador que tenha lido o manual de instruções.

Dia desses esbarrei com a notícia da Wired novamente e resolvi procurar saber como foi. Aqui:

- Matéria do NY Times;

- O que parece ser o site oficial do projeto, com pencas de fotos, mp3 pra baixar e um diagrama bacaninha de como a coisa funciona;

- E aqui, o site do Ars Electronica, espécie de museu e centro de pesquisa que promove projetos interessantíssimos em várias áreas da artes. Pro bookmark já!

* * *
E, em tempo:

natal_2006_blog.jpg

:)

* * *
Promessa pra 2007: "de hoje em diante, vou modificar o meu modo de vida". Completa aí quem sabe. E pode rir da minha cara, já que prometo isso todo ano e... bem... cê tá vendo, né? Pois.

dezembro 20, 2006

Verão... verão... vocês verão!

Fui novamente ao show do Línox (e, de quebra, levei mas não pude ficar pra ver Os Britos). Saí, novamente, na maior leveza. O biquíni já está a postos pra tomar um solzinho na hora do almoço.
* * *
Começa amanhã, mas aqui na minha terra o sol já está a pino e queimando TUDO há dias.
Então, pra celebrar o verão e tentar tirar o lado bom desse calor de derreter os miolos, seguem alguns videozinhos inspiradores:

- In the summertime, Mungo Jerry.

- Summer Babe, do Pavement, ao vivo.

- E, sim, me senti tentada a botar algo dos Beach Boys aqui. Mas preferi botar os Muppets: segue aí uma dose de Kokomo pra galera.

* * *
E MUITA ÁGUA, gente. MUITA ÁGUA, enquanto ainda existe - mas água pra beber, não pra desperdiçar, oquei? O-quei.
* * *
Eu protésto
Olha, já disseram por aí que o tal aumento de quase 91% dos salários dos parlamentares é inconstitucional e que, mal aê, o governo não vai liberar a verba.
Não sei. Nunca se sabe. De qualquer forma - e se vai adiantar alguma coisa, não sei, mas assinar não custa - coloca teu nome no abaixo-assinado online pra que essa bizarrice não seja aprovada. São quase 80 mil assinaturas, algum efeito isso precisa ter.

dezembro 18, 2006

Pede a paz e tem conceito!

Olha, ninguém tá me pagando por essa não (he he). O cara é meu contato de Orkut, mas também não dá pra dizer que é meu amigo. Tou falando aqui porque o show é bom, de verdade: você já ouviu o Línox?

Já tinha visto um clipe dele, dirigido por um amigo meu (o melhor diretor de clipes dessa cidade, pode anotar). Por muito pouco, aliás, não trabalhei com esse meu amigo no outro clipe. E fiquei encantada com o som - 'Sossegado' é um rockinho tão boa-praça, tão 'cantarolável', tão gostosinho que não resisti: quando encontrei o cara no lançamento do 'Love', fui lá falar com ele, que foi uma simpatia. "Entra em contato pelo site que a gente troca umas idéias".

Corta pra terça passada. Estive na Melt a trabalho, a convite do empresário para trocarmos umas figurinhas. A impressão que tive foi que Línox não lembrava da minha fuça - e, ainda assim, não deixou de me cumprimentar - e cumprimentar pessoalmente TODOS os presentes no show. "Nossa, que péla-saco!", você deve estar pensando. Não, não - fica pra ver o show inteiro e você percebe que essa atitude simpática é inacreditavelmente genuína.

Linox
sério, o cara é MUITO do bem

Flávio, o empresário, me explicava que esse formato de show (trio, banquinho e violões) era novo pra eles. Deu certo, Flávio, deu certo - lugar bacana, com mesinhas, e até serve cappuccino. Iluminação agradável, e as luminárias no palco não apenas fizeram um efeito bem interessante com o vidro atrás, como combinaram 100% com o clima de luau do som - você está curioso pra saber? Tem um quê daqueles 'surfs' australianos; uma pitada daqueles reggaes de churrasco de turma de segundo grau em 1992; um rockinho leve com jeito de Jack Johnson. E todas as músicas, TODAS, sem exceção, versando sobre os temas: sossego, no stress, paz, felicidade, sorriso, calma, e por aí vai.

Te desafio a não entrar no clima - saí de lá com um sorriso de orelha a orelha, a despreocupação e o bom humor do cara contagiam. Motivos pra rviver deprimido existem aos montes, as pessoas estão surtando, violência, aquecimento global - e você? Vai surtar junto, mesmo sabendo que só piora as coisas? Vai reclamar, vai ficar de mau-humor? Ou vai fazer a sua parte e tentar manter um mínimo de serenidade e equilíbrio pra viver numa boa, apesar do caos que está aí?

A parte dele, ele tá fazendo: fazendo sua música pra falar de coisas bonitas e confiando em seu talento, sem... bem, o cara é bem nascido e bem casado, mas tá aí, correndo atrás que nem eu, que nem você (piadinha do show: "Agora vamos tocar nosso hit!" "Pô, a música tocou SEIS vezes no rádio e já é hit?" - artista independente é isso aí) - ele PODIA, sabe? Mas o cara é bom, é músico desde cedinho, tem talento, não precisa disso - e tem fé, e eu também tenho, de que ainda vai bombar.

Já a minha parte, reciclar lixo, doar roupas, passar menos tempo com torneiras abertas, comer menos bicho e divulgar gente que passa mensagens LEGAIS (enquanto não consigo passar as minhas), eu também tou fazendo.

E a tua?

Bem, você pode começar indo ao show - amanhã (3a feira, dia 19), na Melt, no Leblon. O horário, 20h, é de gente que dorme cedo e acorda cedo. O preço, 10 reais, é mais do que justo - quanto custa mesmo uma caixa de antidepressivo ou um fim de semana desestressante num spa?

* * *

Em outra linha, também pedindo a paz, mas em forma de PROTESTO, tem o Tony da Gatorra, que tocou aqui no Rio de Janeiro no fim de semana e... bem... inacreditável, eu te digo.

Tony tem, certamente, menos motivos para sorrir do que Línox. Me senti tentada a contar sua história aqui, mas o Bruno Ramos fez muito melhor. Recomendo o texto dele - e só assim pra entender. Daí a gostar, achar bom, é outra história - mas se você não se ativer às letras das 'faixas' (como Tony diz) ou à maneira, digamos sincera dele cantar, e prestar atenção no instrumento, na engenhosidade da gatorra - uma espécie de bateria eletrônica em forma de guitarra-, no trabalho artesanal e em como o som tirado dali é do cacete (eram três gatorras no show, formação de banda mesmo, com arranjos e tudo - e o Barrela e o Sergio têm a manha de explorar todas as possibilidades sonoras do instrumento), dá pra entender a genialidade fora da casinha do homem.

paz_tony.jpg
Mestre e fãs, contra essa pelegada insana e corrupta!
Na mão de Marcio, a gatorra do Franz Ferdinand

Tony da Gatorra veio por conta do Rio SESC Experimental, grata surpresa que tomou o teatro do Espaço SESC, em Copacabana, nas duas últimas semanas. Também teve OTTO (que não pude ver), Flu (num showzaço com Allan Sieber desenhando ao vivo, que em breve estará na Cucaracha, a loja mais bong da cidade), Marcos Lobo e seus instrumentos curiosos, e a música-para-coquetéis d'Os Ritmistas.

* * *

Apesar de tudo, o Rio de Janeiro continua, sim, lindo.

* * *

Botei mais uns links ali do lado, uns jornais, informativos online e coisas interessantes. Depois dá uma olhada.

novembro 22, 2006

You say you want a revolutio-o-on, we-e-ell, you know...

O assunto está bem em voga, e Lounge não poderia ficar de fora; material para reflexão não falta. No entanto, a dama aqui (e aposto que o moço ali) têm ocupações que impedem que pequenas dissertações sejam escritas - por aqui, inclusive, as responsabilidades andam tão grandes quanto os prazos e orçamentos andam curtos, o que exige um baita jogo de cintura e a criatividade aflorando para dar conta de tudo.
Ainda assim, eu queria lançar a bola pra vocês cortarem nos comentários.
Começou quando, pouco tempo depois de Marcelo narrar um cenário animador a partir do que rolou nos debates que rolaram na FGV sobre o assunto (com a participação luxuosa de Alexandre Matias), recebi este artigo pelo informativo da MultiRio - "A inadequação da lei autoral", de Sérgio Vieira Branco Júnior, por sinal também da FGV.
Destaco os seguintes trechos:
"Assim, a lei é clara em permitir tão-somente a cópia de pequenos trechos e não da íntegra da obra. Considerando-se que cada música é uma obra autônoma, não se permite a cópia de música – licitamente – de nenhuma mídia existente para outra. Isso significa, na prática, que se você compra um CD legitimamente em uma loja, não poderá legalmente copiar o conteúdo do CD para seu iPod, o que configura limitação indevida aos direitos do consumidor.
No entanto, nem sempre foi assim. A lei que tratava de direitos autorais no Brasil e que vigorou até o ano de 1998 - quando entrou em vigor a lei atual e a internet já dava seus primeiros passos, previa a possibilidade de reprodução integral da obra, para uso privado, contanto que não se destinasse à utilização com intuito de lucro."

e

"O que o Brasil precisa não é de processos judiciais. Considerando nosso judiciário abarrotado de causas (isso sem falar na deficiência de infra-estrutura e insuficiência de pessoal) e nosso povo carente de acesso a fontes culturais, o processo judicial é, no mínimo, um erro duplo. O Brasil precisa, na verdade, da criação de novos modelos de exploração de direitos autorais que efetivamente remunerem o autor a partir do pagamento de valores acessíveis aos consumidores. Precisa, também, de uma lei que esteja em conformidade com a vida contemporânea e com as novas tecnologias.".

O artigo na íntegra você lê aqui - recomendo fortemente.
E aí, o que vocês acham?
* * *
Sobre o Seminário da FGV, você pode ler o que rolou no blog. Surfando por ali, encontrei algumas linhas sobre o debate que aconteceu durante o Festival do Rio sobre proteção de obras audiovisuais. Acho importante que vocês leiam isso também. Afinal, produção digital não é só música.
* * *
Pergunta (quem souber, responda, porque não tou podendo dispersar agora na pesquisa):
E sobre os direitos de imagem e texto? Alguém sabe? Alguém tem um link interessante?
* * *
Ê, mundão grande sem portêra!
Se você AINDA não conhece o Overmundo, é um portal colaborativo sobre cultura e afins. Não apenas os textos e arquivos que entram são os que passaram pelo crivo dos leitores, como, uma vez no ar, o povo comenta. E as discussões acaloradas acontecem aí, nos fóruns. Se você não freqüenta, tá dando um certo mole.
Lá você acha textos BEM interessantes, como esse da Oona Castro sobre Cultura livre, negócios abertos" e esse do Bruno Maia sobre o que está acontecendo com a indústria fonográfica". Ainda do Bruno Maia, em seu site o cara conta como foi o tal seminário sobre música, e nos dá de presente uma bela entrevista com Ronaldo Lemos, também do centro de Tecnologia e Sociedade da FGV.
* * *
Pra fechar a conversa, baixe digrátis o livro Cultura Livre: como a grande mídia usa a tecnologia e a lei para bloquear a cultura e controlar a criatividade, de Lawrence Lessig, lá no site da Trama.
* * *
Ontem, obituário
Allan Sieber falou pouco e falou bonito: valeu, Robert Altman, por tudo. Até por "Popeye".
* * *
HOJE no Rio de Janeiro
Dúvida MUITO, MUITO cruel: Lafayette & os Tremendões no Estrela da Lapa ou Bombando no Espaço Maurice Valansi, em Botafogo?
Ambos a 15 mangos, ambos os lugares aceitam Visa Electron.
E ainda, a 12 pilas, Netunos (preciso falar ainda, preciso?), As Doidivinas (se você não viu show das meninas ainda, hoje é sua chance! lindas, charmosas e, fundamental, talentosas!), Os Letícios (não são os caras que rimam "Fabrício" com "I miss you"? gênios!) e Sonora no Jirau Bar (r. São José, 8, Centro), a partir das 19h.
Eu me conheço.
Na dúvida, acabo ficando em casa, pra não ir a um e furar com outro, he he.
Mas você TEM OPÇÕES. Excelentes. O próximo que reclamar que não tem espaço pra show nessa cidade e que não existem mais bandas boas atualmente, vai levar um pescotapa.
* * *
All you need is LOVE
Last but not least, pusta experiência sensorial. Mas ainda não sei se falo por aqui ou por .

outubro 17, 2006

Há certas coisas que prefiro nem saber...

Sabe, "Por Um Rock And Roll Mais Alcoólatra E Inconseqüente" é um título TÃO, mas TÃO genial, que prefiro nem ouvir o Rock Rocket pra não correr o risco de achar ruim, mais ou menos ou, pior, "legalzinha".
* * *
Aliás, essa caretice do rock (e da arte, em geral) é algo que eu gosto e que, ao mesmo tempo, me incomoda. Mas isso mereceria um post à parte, que certamente não será feito agora, por excesso do que fazer.
* * *
Se excesso do que fazer não for o seu caso no momento, leia sobre "Smiley Smile", o disco dos Beach Boys que saiu no lugar de "Smile", o sucessor de "Pet Sounds". Acredite, a história é boa.

outubro 12, 2006

Fruits and vegetables

Um jabá básico: está - finalmente - no ar o site novo do Mu Chebabi. Dá um chego lá, dá?
* * *
Outra propaganda básica: o patrão enlouqueceu e botou tudo na promoção. Então, assim, bateu o tédio? Vai lá ler o ruivo, vai.
* * *
Repetindo, agora com imagens pra você entender melhor:


Imperdível.
* * *
Como é que pode uma coisa dessas? "Feira da Fruta" do grupo Capote, tocando em loop, grudou e NÃO SAI mais desde ontem à noite. Nada ajuda. Rien. Niente. Já tentei "Eu também quero mocotó" (na versão original, claro), "Perfidia", "Walk Don't run" na versão das garotinhas cantando em alemão, já tentei Gary Glitter ("I'm the leader of the band, I am"), e nada. E agora?

Agora, amigo, leia aqui como funciona isso de uma música grudar e não sair mais. Aqui, neste artigo (em inglês), algumas pistas do que torna uma música realmente grudenta (muito útil pra você, amigo músico, que quer ser lembrado para a posteridade como um verdadeiro hitmaker). Aqui, pra quem ainda não entendeu, nas versões desenho e vídeo. E, como complemento, mais uns links aqui no Cognews.

Infelizmente, explicação de como fazer pra música sair, que é bom, não tem.

outubro 6, 2006

Ó o auê aí, ó!

Presto atenção no Mu Chebabi não é de hoje: há quase 15 anos atrás, o loirinho narigudo roubava a cena no espetáculo musical de humor 'A noite dos Leopoldos', cantando 'Surfista', numa piada que até hoje rende risadas (dá uma bisoiada no post do Reinaldo de ontem, 5/10 - coincidência das coincidências -, tem a faixa lá pra você ouvir). O que pouca gente viu foi o então jovem Chebabi (he he) cantando, há quase vinte anos atrás, no outro espetáculo musical de humor 'Eu vou tirar você deste lugar' - o que não é um problema, tamos passando a VHS pra DVD - que foi, se não me engano, a primeira joint-venture dos conglomerados de mídia Casseta Popular e Planeta Diário.
A única coisa de que só não me arrependo porque realmente não tive como fazer diferente foi de só ter descoberto a existência da carreira solo do Mu (sem o Casseta) no ano passado, na antológica turnê Desplugged, no Teatro do Jockey, onde o pequeno até fez humor, sim, mas também desfiou seu repertório de "música-sei-lá-o-que-brasileira", algo que só dá pra explicar com a ajuda do Vídeo Release (aqui, com o último minuto cortado, já que o youtube só permite até dez minutos de filme). Acompanhado de uma banda do carajo, seu até o presente momento único disco solo tem uma pusta percussão, músicas gostosinhas de se ouvir e, ah, a voz do Mu, né? O cara é bom.
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(lembrando bem, peraí, não descobri ano passado não: vi o clipe de 'Bicicleta de Paraíba' no Animamundi de 2002, se não me engano)
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Sabe aquela música do Lenine? É de Mu Chebabi. Sabe aquela música da abertura daquele programa que passou no final do ano passado naquela emissora de tevê? É de Mu Chebabi. Sabe 'Bicicleta de Paraíba'? Não? Dá mole, tem que saber. É de Mu Chebabi também. Sabe quem é o cara que canta bem nos discos do Casseta? Adivinha.
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Release novo, mp3 e tudo o mais, só se o ISM for um provedor legal e parar de miguelar a senha pra que esta que vos escreve possa subir o site novo pra lá. Mas pros vídeos, o YouTube já quebra um galho...
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E não é só isso!
Esse papo todo sobre o Mu é por que nesta madrugada, finalmente, foi ao ar a sensacional performance de Mu Chebabi, enfim, tocando tímpano em Carmina Burana, de Carl Orff, editada e legendada por Lizanne Paulo, e eu tô aqui fazendo meu trabalho. Um jabá básico. Vê lá.
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E o auê aí, ô?
Vinicius Vogel mandou o link, o vizinho Bruno Natal também deu a nota, então vamos lá: não sei se vocês sabem, mas a Sony Pictures agora TAMBÉM está investindo em animação 3D - uma concorrente FORTE para a tradicional Disney/Pixar, que acertou a mão aqui e ali algumas vezes (como em 'Robôs') mas ainda não conseguiu produzir nenhum grande clássico em 3D depois de 'Toy Story' (técnica não falta - falta é roteiro bom) e para a Dreamworks, que já começa a se apresentar com a frase 'A great animated film starts with a great story', começou timidamente com o cult 'Formiguinhaz' (Woody Allen no papel de uma formiga, estão lembrados?), entrou RASGANDO no mercado com 'Shrek', fez bonito em 'Madagascar' e 'Shrek 2', se ajuntou com a Aardman em 'Wallace & Gromit' e agora PROMETE com o terceiro filme do ogro Shrek, a continuação do fofo 'Madagascar' e algo que eu tou muito de olho, 'Kung Fu Panda'.
(adendo: o Paulo me apitou aqui que 'Robôs' é da Fox. Então fica a pergunta: onde a Disney acertou a mão no 3D, se comparada à concorrência, depois de Toy Story?)
Então, quando eu estava saindo do cinema (tinha ido ver 'Seus Problemas Acabaram', vejam vocês como tudo sempre leva ao mesmo lugar!), a Aline (ok, já consegui mencionar dois dos meus ilustradores favoritos do meu grupo de amigos, que tal linkar a Beta nesse post também?) me chamou a atenção pro cartaz de MAIS UM filme de animais na floresta - oh, não! Tudo bem criar um núcleo de animação, SEMPRE é bom, SEMPRE é bom pro mercado, mas OUTRO filme de animais na floresta? Tá faltando assunto, pelo visto? (ah, eles são silvestres, não selvagens - mas ainda assim...)
Eis que a Sony me surpreende (positivamente) com o trailer de Surf's up.
Depois de chorar baldes vendo as tartarugas surfistas de 'Procurando Nemo'tão bonitinho!), comemoro ao saber do tema deste longa.
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Aí... coééé...
Só pra não fugir do tema, tomaí o link pra matéria sobre a coletânea recém-lançada da Reverb-Brasil, com o fino da surf music brasileira (na coleta e na matéria).
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Não entendi... me dá uma pista!
É, pelo visto a rodada de Lorena Velásquez pra galera vai ter que ficar pra próxima. Mas, ó, toma, Surfista aí pra vocês!

setembro 28, 2006

Isso já está virando obsessão!!

Em algum ponto da minha vida, optei por TRABALHAR com tv/video e com educação, quebrando a cabeça como fazer para unir as duas coisas - e um dos meu preceitos básicos manda não tratar crianças como imbecis. Não é por que uma criança não articula verbalmente pensamentos complexos (na verdade, conheço muitos adultos que também não!) que você precisa falar tatibitate com ela. Aliás, ela também não deve entender o que aquelas pessoas estão dizendo com aquele monte de titititi-bubububu-brrrl!
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Não sei de quem foi a idéia de que produtos para crianças precisam ser bobões como o Barney ou os Teletubbies. Elas gostariam de um dinossauro roxo mesmo que ele tivesse uma bandinha, como...
Como os Banana Splits (foi o Marcelo que me atentou para o fato de que 'I'm gonna find a cave for me and you' é um verso muito, hããã... lascivo para um programa infantil. Porque as músicas são TÃO altos róques do final dos anos 60 e eu TÃO não era nascida que consegui desassociar por completo e curtir apenas o som. Altos róques).
Como a Evolution Revolution, formada por chimpanzés.
Como os Netunos (achei isso, isso, isso e isso pra vocês sentirem, nhac, nhac, nhac!), as Gatinhas, os Sundance Kids, os Archies, os Beagles (em áudio e em vídeo), a turma da Gatolândia, os Ghoulies e, mais recentemente, Jem e as Hologramas e até as Meninas Superpoderosas (no, talvez, melhor episódio de toda a história das garotinhas). Pra não falar das bandas 'de verdade' que foram desenhadas, como as fofoletes Puffy Ami Yumi ou - eu não sabia até recentemente, os Beatles. Ou, ainda, os Gorillaz. Ou até os Chipmunks, desenho bem infantilzinho, mas com versões sensacionais para clássicos como 'Wooly Bully' ou 'Witch Doctor', que é uma das músicas mais fodonas da história do rock - e já foi gravada pelo Devo, que é a banda do Mark Mothersbaugh, que fazia a trilha de Rugrats que... por que será que todos os papos-cabeça neste site terminam em Devo? Por quê?
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Os bonecos podem, ainda, fazer apologia velada a drogas - como o Pufnstuf e sua - aham! - flauta mágica! Ou como no desenho do Scooby Doo. E, provavelmente, nesse desenho superestáile que estão fazendo do Pufnstuf. Claro, isso tá na cabeça dos adultos pervos que assistem ao desenho, que é bem pureza...
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Basta ser um dinossauro roxo e ter uma cara legal, que a criança vai gostar, mesmo que tenha as habilidades verbais de uma ameba - o que ele faz não é problema meu, mas eu gostaria que meus filhos assistissem a bichões inteligentes, que falam feito gente e que ouvem música boa. Porque, no final das contas, reza a lenda que criança aprende vendo e fazendo igual - e eu não quero ter que dar uma bronca no meu filho por falar gugu-dadá aos 5 anos, quando eu já lia e escrevia. Eu quero que ele veja programas legais, cujos personagens podem até ter um emprego, como o pessoal da TV Colosso tinha, ou como os caras do 31 Minutos - mundo corporativo for kids, saca só: sobrinha pedindo emprego, demissões aleatórias, reportagens ecológicas altamente escrotas, celebridades que se acham estrelas, matérias sacaneando advogados e, extreme cool, um programa que fala sobre os bastidores da televisão (o que eu acho LEGAL, mesmo, pra desmitificar várias coisas na cabeça da petizada desde cedo, ainda mais quando não é exatamente the real thing, mas uma versão altamente sarcástica da realidade).
Você trabalha o dia todo e não consegue ver, não é?

Então vamos lá, Youtube é a alegria da galera - 31 Minutos, em três atos, pra vocês.

Primeiro, a abertura:

Depois, o número musical! BOING! BOING! BOING! Nós amamos Tio Horácio!!!

E agora, fiquem com mais uma reportagem ecológica de Juan Carlos Bodoque:

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Badtrip são as propagandas que rolam nos intervalos: Hot Wheels Serpentes (eu DESERDO o parente que der um troço desse prum moleque na MINHA casa, eu DESERDO!), Barbies que vêm com cachorrinhos que fazem cocô DE VERDADE (njrhgkrgffff, ele vem com uma lixeirinha e um ASPIRADOR para ensinar a garotinha a limpar o cocô do seu bichinho! Audácia da Filombeta! não sei até quando isso vai ficar disponível, mas até o presente momento você pode ver o vídeo no site oficial da Barbie) e, meu jesus cristo sapateador, Amazing Ananda, que se não tem um nome muito suspeito, não podia ser pior: sente só que boneca assustadora.
* * *
Tudo isso, na verdade, foi preparação de terreno para falar de Kure Kure Takora, um dos programas infantis MAIS bizarros de que já tive notícia - mas você AINDA não teve tempo de ler isso tudo nem de ver TODOS os vídeos linkados. Tens uma semana pra digerir, que quinta-feira que vem EU VOLTO.
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Oração do dia: Papai do céu, fazei com que algo ACONTEÇA, porque eu já tou desistindo.

setembro 20, 2006

Gostosinha e cheia de charme...

...é essa música da abertura de Ultraman Jack, que também passou aqui (quando eu não era nascida, que fique bem entendido) com o nome 'O Retorno de Ultraman'.
Ouve .

(Lia faz uma pequena pausa para o leitor de Lounge curtir a canção)
...
...
...

E aí? Sentiu a maior vontade de fazer uma festinha regada a drinks exóticos com sakê e decoração anos 60? Então, olha que massa: com apenas uns cabos saindo da sua placa de vídeo direto para seu aparelho televisor, você pode fazer um autêntico karaokê japa na sala de sua casa, com o auxílio luxuoso de Lounge e do Youtube, que tal?

O karaokê a gente providencia, os cabos são por sua conta!

singalong, amiguinhos!
Cante conosco, amigão!

Ah, claro, você não sabe ler kanji? Nem eu. Tudo bem, colhéga!
Acompanhe aqui a letra no nosso gracioso Roman-ji, e faça a festa!

KAETTE KITA URUTORAMAN (Chirou Dan, Misuzu Children Choir)

Kimi nimo mieru urutora no hoshi
Tohku hanarete chikyuh ni hitori
Kaijuh taiji ni shimei o kakete
Moeru machi ni ato wazuka
Todoroku sakebi o mimi ni shite
Kaettekitazo kaettekitazo
Urutoraman!!

Jyuhji o kunde neratta teki wa
Hissatsu waza no okuri mono
Daichi o tonde ryuhsei panchi
Chikaku ni tatte urutora choppu
Kyoh'aku kaijuh taosu tame
Kaettekitazo kaettekitazo
Urutoraman!!

Honoh no nakani kuzureru kaijuh
Tatakai sunde asa ga kuru
Haruka kanata ni kagayaku hoshi wa
Are ga are ga furusato da
Seigi to heiwa o mamoru tame
Kaettekitazo kaettekitazo
Urutoraman!!

(letra copiada - muuuito agradecida, ainda vou cantar vários hits desses no banheiro - daqui)

* * *
Em homenagem à goleada do Grêmio em cima do Botafogo domingo passado...
...quem é que ganha? Quem é que perde...?
isso.
Há, também, isso.
E, pra fechar a semana, isso (thanx, Liv, pela dica! Dona Greta 'Leave me alone' Garbo aqui jamais saberia).
Agora só falta o Marcelo lembrar de mandar *A Cuia* pro quadro ficar completo.
...
Também, dane-se, não torço pro Botafogo mesmo!
* * *
Mas hoje...
Hoje tem três anos de Urbe! Vamulá!

setembro 15, 2006

Give it up to da Spirit of Truth, yo!

emi_play%28133x122%29.jpg À primeira vista parece um louco sanguinário, um bandidão daqueles que nem Truman Capote se aventuraria chegar perto. Quando abre a boca você jura estar diante de Ol' Dirty Bastard, rapper do Wu Tang Clan que canta a mulher americana com a "delicadeza" de um Jobim do gueto. O sotaque é o mesmo, lapidado com esmero na masmorra de alguma penitenciária perdida nos cafundós dos EUA. Mas basta um olhar atento para perceber que se trata um homem de bem. Só não lhe pergunte onde foi parar o incisivo central superior esquerdo que ele perde as estribeiras. Dente é coisa séria.

A internet ainda engatinhava quando o Reverendo X apresentava um programa religioso no canal comunitário de TV de Los Angeles. A produção do "The Spirit Of Truth" (ou "One Man Show") era de uma precariedade lamentável. O cenário trazia uma reprodução desbotada em chroma-key das cataratas de Yosemite, enquanto a única câmera do estúdio trabalhava freneticamente para enquadrar o apresentador. Zooms nervosos eram regra, assim como o balanço intermitente da solitária câmera. Quem assistia à atração por muito tempo vomitava bile feito o último boêmio vestido de pirata na quarta-feira de cinzas. Se não fosse pela potência vocal de Don Vincent (nome de batismo do reverendo) seria impossível escutar as suas preces. O som da atração era ruim pra dedéu. Entender já eram outros quinhentos. Sua maneira de falar, recheada de gírias e palavrões de fazer corar Dercy Gonçalves, carregada no black english, era de causar otite em tuberculoso e não ajudava muito.

Are you laughin' Beyotch?! You find it funny?! You find it funny?! Huh?!

Alegando ser o próprio enviado do Senhor à Terra, o reverendo parecia se divertir quando pregava para os fiés. A ladainha, que mais parecia uma sessão de freestyle, rolava sempre ao som de Funkadelic e muito rap. Em um dos programas, por exemplo, era possível ouvir como trilha de fundo nada menos que "Bop Gun (One Nation)", com Ice Cube e o mestre George Clinton (baixe aqui). Noutro, ele não se conteve e pôs-se a dançar "U Can't Touch This", do MC Hammer, imitando a coreografia do rapper. A inspiração divina para as palavras edificantes era tirada de uma espécie de Páginas Amarelas, que ele trazia sempre à mão, como uma Bíblia à tira colo. O formato do programa era democrático, uma vez que o apresentador atendia a ligações telefônicas e dava conselhos no ar. Quando uma carola mais exaltada surgia na linha esbravejando contra as blasfêmias proferidas, ele lascava na lata: "I don’t give a fuck what you think bitch! Your thoughts… your thoughts… your thoughts ain’t my thoughts. Bitch, I’m flowing straight from the survivor scrolls! Cut that bitch off!" (dispensa tradução)

"The Spirit of Truth" alcançou relativo sucesso na TV comunitária, principalmente junto à comunidade negra de Los Angeles nos anos 90. Mas a atração não foi além e o programa foi cancelado. Porém o tempo passou, a internet foi parar no bolso das pessoas e, em maio deste ano, o Reverendo X voltou a ser notícia. O ponta pé inicial foi dado graças aos antigos fãs, que passaram a disponibilizar seus vídeos no You Tube. Em seguida foi a vez do canal de TV VH1 exibir um dos "shows da fé" no programa "Web Junk 20", especializado em tosqueiras que circulam pela web. Daí para o Howard Stern foi um pulo. O polêmico radialista, ao entrevistá-lo em julho, demonstrou inclusive interesse em contratá-lo para apresentar um programa próprio na Sirius, rádio via satélite americana. O programa ainda é apenas uma idéia, mas o culto ao Reverendo X é o talk of the town do momento. Longe da TV, ele é hoje um dos maiores objetos de adoração da internet. Então, se você ainda não o conhece, perca seu tempo assistindo aos sensacionais cultos AGORA beyooootch!

E não esqueça: "Read the fuckin' Bible mothafucka!"

setembro 11, 2006

O grande desenho da Warner que é a vida real, e sua trilha sonora composta por caras estranhos

Deu no Globo online: armário cai na cabeça de pedestre em Botafogo.
Isso me faz lembrar que quero uma morte glamourosa: apenas aceito morrer com um piano ou uma bigorna na cabeça, nada menos do que isso. Com "Powerhouse", do Raymond Scott, tocando ao fundo.
* * *
Raymond Scott compôs, tocou e arranjou diversas músicas que você certamente já ouviu em desenhos do Pernalonga, Gaguinho e Patolino. "Tá maluca, Lia, música de desenho animado?".
Sim. Altos jazz. Ouça só.
É isso aí. Eu, você e a petizada agora adulta-gente-boa que cresceu vendo o Coiote Coió sendo explodido com dinamites Acme pelo Papa-Léguas, já nascemos - independente do gosto musical dos nossos pais na época - ouvindo jazz e música clássica e nem sabíamos.
Não crê? Então saca o Carl Stalling. Teu inglês está afiado? Lê isso aqui, então. Música clássica, sim. Ou você não lembra do Coelho de Sevilha?
* * *
Feche os olhos e sinta...
Faça essa experiência: abra o vídeo e deixe APENAS o áudio rolando.
E esse outro desenho do Pernalonga? Vamos lá, por favor, faça a mesma coisa - é difícil, eu sei, não ver a animação maravilhosa - afinal, trata-se de um legítimo Chuck Jones, meu deus do céu! Mas insista, resista, controle-se, desligue o monitor e ouça apenas o áudio pra entender.
E essa paródia de Buck Rogers com o Patolino? Seja forte, NÃO VEJA. Apenas ouça.
Pois hoje está mais fácil entender os comentários de 'onde foi que eu errei?' do meu pai quando eu insistia em ouvir Vanilla Ice no começo da adolescência. Fui criada pra ter um gosto musical refinadíssimo. E, claro, pra dinamitar pedreiras, correr atrás de ratos, sacanear caçadores e pintar túneis falsos em muros para enganar os outros. Ei. Peraí. De certa forma, este último item eu até faço.
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Voltemos a Raymond Scott e sua 'Powerhouse', que até hoje é uma espécie de hino do Cartoon Network. Graças ao advento da internet, descobrimos que ele trabalhava no próprio laboratório do Dexter!

Powerhouse!
(peguei daqui, ó)


Raymond Scott tinha um quinteto com seis integrantes; não era exatamente apreciado pela comunidade 'jazz', já que era tão perfeccionista em suas execuções que não dava margem aos improvisos. Tão perfeccionista com sua carreira que limou empresários, equipe, e cuidava de tudo. Lá pelas tantas, limou também os músicos e foi fazer música com computador. Olha essa HQ que termina com Raymond Scott todo tiozão, de cama, fazendo música com um PCzão nos anos 80. Olha o estúdio que ele construiu. Na boa, olha isso, de 1946. E você aí, Klein, querendo começar a fazer essas coisas. Vai, vai fundo, dou a maior força. Juro.
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Nerd pride
Olha a Circle Machine, a Videola (criada pra compor enquanto assistia aos filmes - como a vida hoje é FÁCIL, não? e a gente aqui reclamando que falta placa de vídeo, falta grana...), o Clavivox e o Electronium.
Tem uns arquivos de áudio na página do Electronium pra ouvir, vejam lá. E como não podia impressionar mais, o design da engenhoca é lindão.
* * *
Eu podia passar horas aqui dissertando, também, sobre Bruce Haack, e como ele também era um gênio excêntrico que fazia trocinhos eletrônicos com som e ainda por cima fazia discos infantis e experiências lúdicas com crianças, que se divertiam, experimentavam, construíam e treinavam noções de musicalidade com paradinhas eletrônicas. Mas não apenas as imagens falam por si mesmas como eu ainda não tô ganhando bolsa pra isso.
* * *
Song for a future generation
Se vale como curiosidade, tá lá na página que o Electronium agora pertence a Mark Mothersbaugh, ídolo supremo que, como se não bastasse ser do Devo e dos Wipeouters, ainda planeja restaurar o equipamento.
Felizmente, curiosamente e incrivelmente respeitavelmente, Mark Mothersbaugh também trabalha com trilha sonora de desenho animado (leia o que ele tem a dizer sobre isso aqui), e foi o responsável por colocar uma cover de BLONDIE no filme dos Rugrats...

setembro 7, 2006

Isso é entretenimento!

Feriadim... aproveite para ler na versão online da RockPress - que, aliás, completa dez anos de serviços prestados aos amantes do rock'n'roll - a matéria do Carlos Lopes sobre Mod, e a matéria do querido Fabio Seidl sobre The Clash.
Aí você entende porque a Rock Press é tão foda: há PAIXÃO nesses - e em vários outros - textos, há tesão pelo que se ouve, pelo que se escreve, pelo que se faz.
E sem ser ou estar apaixonado por algo ou por alguém, poucas coisas valem a pena. A Rock Press vale a pena, trabalhar com o que você ama vale a pena, correr atrás de algo vale a pena, esperar vale a pena...
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You're the one for me, fatty.
Our Frank.
Suedehead.
Everyday is like sunday.
A versão de That's entertainment.
Hold on to your friends.
The Last Of The Famous International Playboys.
Pregnant for the last time, caramba!! Pregnant for the last time!
Não sou grande fã da diva não, mas esse best of é irresistível. Dá pra não se emocionar e pra não cantar alto todas as músicas? Dá não, gente. Dá não.
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That's entertainment
Saiba mais sobre 'That's Entertainment' aqui. Deixa eu até repetir: saiba mais sobre 'That's Entertainment' aqui.

setembro 3, 2006

Ié ié ié do Oiapoque ao Chuí

Veja que fofo: Grandes momentos do rock representados por coelhinhos de marshmallow; só mesmo no site da Rhino!
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Para botar no bookmark, na pastinha "história do rock": Sun Studio e o Rockabilly Hall of Fame. E, aqui, vários selos.
Selos?
É. Selos. Não apenas os lindos layouts dos selos que adornavam os compactos 7" lançado na época em que - mal aí - não havia rock ruim, como toda a discografia dos selos: Sun Records, Del Fi, Etiquette Records (que lançou os Sonics, sentiu a responsa?), a Cobra Records e vários outros.
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E se você não conhece a Del-fi Records, perca seu tempo para conhecer. Por aqui, tivemos uma época muito boa de relançamentos em cd pela Abril Music (lembra?) - coletâneas de hot rod, cocktail music, músicas bizarras, surf e instrumental até o ouvido fazer bico, por uns preços que, se me lembro bem, eram deveras atraentes.
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Mas eu só vou ler? Não vou OUVIR as músicas?
Vai ouvir sim.
Mp3 de rockabilly digrátis, Surf/instro brasileiro, clicando ali em Media (e indo aos sites das bandas, você sempre pode se surpreender - como eu me surpreendi com os Pazuzus, daqui do Rio, que são excelentes ao cubo e mais um pouco, e eu não conhecia). E pode seguir os links lá na Reverb-Brasil, que os Dead Rocks, os Surfmotherfuckers, o Estrume'n'tal, todo mundo tem mp3 pra baixar...
* * *
E eu chorei
Quantos anos VOCÊ tem?
Se você clicar aqui e, daí, seguir a barra azul da lateral direita, quinta figurinha de cima pra baixo, pode se emocionar um bocado também.
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11 graus no Rio de Janeiro, em setembro. Depois eu digo que o planeta Terra foi estragado pelos humanos e ninguém acredita.
* * *
O título deste post se refere, claro, ao Gaúcho - que aporta por essas bandas no finzinho de outubro, e se você quiser me encontrar em algum lugar sem ser a trabalho ou honrando compromissos familiares, é na Marina da Glória, dia 29/10...

setembro 1, 2006

Cantinho do Leitor #001; ragtime e bluegrass de mocinha; e morre Gene Simmons

Já que o Domingos reclama que eu não dou feedback, vamos lá; nosso leitor Marcelo terá seu comentário reproduzido na íntegra como post. É sempre um conforto saber que existe gente com a lixeirinha mais entupida do que a minha.
* * *
Falaê, Marcelo:
sim, cada lugar tinha os seus bozos.
no rio eram charles miara [ que fazia o tv pow e atuou num clipe do dr. silvana ]

- Atuou num clipe do Dr. Silvana. Por favor, atentem para o currículo do sujeito.
e o nanni de souza [ que faz o palhaço topetão hoje em dia e já teve banda de sertanejo, pagode e rock anos 80 ].
- Peraí, o Topetão já foi Bozo? O Topetão é um gênio: se transformou numa franquia, que faz shows por aí - o Topetão original é o cara maquiado, e o Topetão-franquia é uma fantasia tipo um boneco. Já tive a oportunidade de ver um espetáculo de Natal do Topetão e... deveras constrangedor.
no último dia do programa no rio, o charles miara surtou e começou a tirar as fantasias dos personagens e falar o nome dos atores, inclusive dizendo que podia levar uma justa causa por isso.
- Isso FOI ao ar?!?
um dos atores depois virou o dengue da xuxa, no bozo ele era o muriçoca.
- Marcelo, pára. Tou ficando assustada.
aí o programa de sp começou a passar pro brasil inteiro.
lá eram 3 bozos: wandeco pipoca, arlindo ribeiro [ o cheirador ] e o luis ricardo.

- Desses eu lembro BEM. Aliás, gostaria de não lembrar.
eu cheguei a ver também o bozo de bh, era um cara escurinho [!] e magrelo.
às vezes ter boa memória é uma merda...

- Bicho, SEM GOOGLE? É, amigo, você está numa situação de risco.
* * *
R.I.P. Gene Simmons
Não, não é o cara do Kiss, seus farofeiros. É o cantor de rockabilly, que faleceu terça-feira, aos 69 anos.
Gene Simmons já abriu shows para Elvis Presley, já trabalhou para Sam Phillips na Sun Records, já foi regravado por Brian Setzer ("Peroxide Blonde in a Hopped Up Model Ford") e, se sei lá quem quiser, terá um bom descanso. Fique em paz.
* * *
Ragtime e bluegrass de mocinha
Janet Klein poderia ser mais uma nessa onda de 'bandas e artistas recentes fazendo música com jeito de retrô', mas ela vai muito além: não apenas cronologicamente falando, já que performance, figurinos, maquiagens remetem aos anos 10 e 20, como - musicalmente - o grosso é mesmo o tipo de música americana dessas décadas - mas, sem virar uma espécie de pastiche do gênero, a moça não se atém 100% à época e nos agracia com canções como 'Yiddish Hula Boy', uma mistura deliciosa de surf music com música judaica, 'Cedisque vous dira', um cajun instrumental gostosíssimo, e 'Montmartre', que poderia tranqüilamente estar na trilha de 'Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain' se Janet Klein não fosse uma autêntica californiana que ainda por cima, toca Ukulele!

iu-huuu!
Olha que bonitinha. Você resistiria?


Pra completar, a biografia da moça atesta e eu dou fé: nada de voz de Betty Boop nem 'quero ser cantora de jazz quando crescer' (do que reclamam alguns fiéis-pero-no-mucho dos Squirrel Nut Zippers, uma das minhas bandas preferidas e que segue uma linha parecida). Sua voz doce, fofa e sem trejeitos teatrais é uma delícia de se ouvir.
Então vai lá, ligue o som e veja o site de Janet Klein de cabo a rabo, os cartazes, capas de disco e tudo o mais, encomende ou baixe seus cds e tenha uma vida mais feliz.
(campanha Lounge Por uma vida mais graciosa)

agosto 29, 2006

Feira da Rua do Lavradio, CocoRosie e cinema francês no RJ

por isso colo meu ouvido no radinho de pilha, pra te sintonizar sozinha numa ilhaaa

A feira Rio Antigo, que acontece todo primeiro sábado do mês na Rua do Lavradio (entre a Visconde do Rio Branco e a Av. Mem de Sá), vai das 10h às 20h.
Na parte da tarde, rolam shows de música no palco da Rua do Lavradio, esquina com a Rua do Senado. A programação deste sábado, dia 02 de setembro, é:
13:00 às 14:00 - Grupo Musical Rio de Choro
14:30 às 16:00 - Cancioneiros do IPUB
16:00 às 17:30 - Os Pequenos Mozart
18:00 às 19:00 - Grupo de Dança Tango en Rio.
* * *
Depois disso tudo, é ALTAMENTE RECOMENDÁVEL a ida ao Circo Voador, que é ali pertinho: CocoRosie, com abertura da fofolete Adriana Calcanhoto, que vem devidamente acompanhada de Moreno Veloso e Domenico Lancelotti.
Cool é pouco.
E o Rio de Janeiro continua lindo.
* * *
E hoje?
Hoje inaugura a mostra Agnès Varda, mais um presente cinematográfico da Embaixada da França para nossa cidade.
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Liberté, Egalité, Fraternité et Cinéma
Oh, sim: quer saber de TODOS os filmes franceses em cartaz no Rio, São Paulo, Recife, Campinas, Curitiba, Brasília e Foz do Iguaçu? Faça como eu: bata ponto aqui.

agosto 27, 2006

Sunny afternoon

Faltou dizer que a trilha sonora que embalava a caminhada pela feirinha era Sunny Afternoon, dos Kinks, emanada de um dos aparelhos de som toscos ligados no local.
E depois dizem que no Rio só tem funkeiro e sambista. Puta preconceito. He he.
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Toma. Sunny Afternoon pra vocês. Bem a cara do dia de hoje, não? Como é que tá aí na tua cidade?
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E como hoje é domingo, fiquem também com Lazy Sunday, dos Small Faces. Porque Lounge é recanto de coisa boa, oquei? Oquei. Sempre oquei.

agosto 26, 2006

What the world needs now is love, sweet love...

Saiu a escalação completa do Tim Festival.
Ôu, yeah.
Daft Punk, Beastie Boys, Patti Smith e The Yeah Yeah Yeahs valem a pena. Devendra Banhart é legal, TV On The Radio desconheço completamente (mas, pelas comparações que vejo por aí, é um showzinho que promete). Mas o grande lance, mesmo, vai ser o Tim Lab de domingo. Eu tava achando que ia só ver Marcelo Birck, o único sujeito do mundo por quem, certa feita, pasme, corei e gaguejei - e só por isso merecia o título de Master Fodão Of The Universe, mas como o homem tem o currículo e o know-how, o título sobe para Post-Doctor Fodão Of The Universe e quem perder tá manezando.
Uma vez na Marina da Glória, relaxa e goza e aproveita o que tem de bônus: resolvi me inteirar do que rola no mesmo palco e, meu deus, o que é The Bad Plus e suas versões piano de ‘Velouria’, ‘Smells Like Teen Spirit’ e ‘Iron Man’? O tipo de coisa que eu perderia solenemente por não saber do que se trata – ainda bem que corri atrás, ainda bem.
E se der tempo pra ver Herbie Hancock, melhor ainda!
* * *
Quando o ser humano deixa de ir a shows de rock (ou, ainda, ‘shows de música eletrônica bombadaços e cheios de gente’) para ler livros, ver seriados antigos, ir a casamentos ou, ainda, ver shows, sim, mas de sons pouco convencionais (o último que vi foi o do Duplexx, e antes desse, d’Os Copacabanas), é porque algo estranho está acontecendo. Talvez o peso dos cabelos brancos, ou dos anos e anos dedicados a sair do Garage, pegar ônibus no terminal e voltar pra Niterói, ou do 996 na saída da Guetto ou da Casa da Matriz quando ainda era na Rua da Matriz, ou da Maldita quando era no Bukowski, ou ainda voltar de manhã da 1910, da Bunker quando abriu – tudo isso fode com a coluna, ainda mais quando você precisa sair de salto pra compensar o fato de que ou trabalha de sapatinho baixo correndo de um estúdio pro outro, ou em casa, de pijama.
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CocoRosie no Circo Voador semana que vem também vai ser gracioso.
Taí. O mundo não precisa de mais fúria, de mais energia. Precisa mesmo é de coisas graciosas, de doçura, singeleza e amor no coração. Com uma dosezinha de sarcasmo, claro, porque ninguém é de ferro. Só Tony Stark.
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Graciosa como uma vaca voadora!
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A Social de Sábado
Feira de Antiguidades da Praça XV é o lugar para encontrar as pessoas fofas às dez da manhã e oxigenar as idéias, ver coisas bonitas, fotos antigas, trocar idéia com mendigo (na parte ali debaixo do viaduto) comprar latas de biscoito dos anos 70 por dois reais, fazer contatos de trabalho e tudo o mais – pra não falar de gatinhos nerds colecionadores de bizarrices que circulam pela região - mas esses eu tô dispensando. Vocês pensam que mulher solteira em idade fértil vive à caça de homem, não pensam? Se enganaram redondamente: pessoas obsessivas têm metas e não desviam delas por nada nesse mundo.
* * *
Ou quase nada:
- Moço, você sabe onde encontro rádio, assim, daqueles antigos?
- Ah, ali pra baixo, você vira à esquerda e...
- Ah, mas eles estão funcionando e são pretos, cinzas, essas coisas. Eu queria algo que nem funcionasse, e fosse de plástico colorido... pra compor um cenário, sabe como é...
- Você é produtora?
- Sou, mas nem é pra produção. Até é, mas é caseira... é... bem... olha, vou bater a real pro senhor...
* * *
Praticamente ganhei o rádio. Nada como uma história verídica envolvendo Ronnie Von, Fábio Jr. e... ééé... bem... coisas belas. É isso. Coisas belas. Como se Ronnie Von e Fábio Jr. não fossem belos o suficiente.

agosto 19, 2006

ABBA encontra Grease no espaço

Meu deus, Oswaldo.
Meu deus.
Meu deus.
Por quê? Como assim?!?

agosto 17, 2006

63 horas e 14 minutos de Louie Louie sem sair de cima

Adoro essa história.
Em 1983, Stretch Riedle e Phil Dirt, que trabalhavam na rádio KFJC, resolveram tocar 30 versões diferentes de "Louie Louie", na seqüência. Atenção: não apenas covers, mas versões. Músicas com aquela mesma seqüenciazinha safada - e, se você pensar bem, existem várias. Ao mesmo tempo, após uma pesquisa na universidade da California apontar "Louie Louie" como a canção preferida dos ouvintes, a rádio local tocou 50 versões deste sucesso.
50 versões.
Então a KFJC fez a maratona "Maximum Louie Louie", que só terminou 63 HORAS e 14 MINUTOS depois, totalizando 823 versões de Louie Louie. Non-stop.
* * *
A história completa você lê aqui e a playlist completa, você confere aqui. E para você saber TUDO sobre 'Louie Louie', a música, basta clicar aqui.
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Mais de 20 anos depois, Phil Dirt é autoridade máxima em surf music (mas esses meninos estão quase lá).

Inacreditável

Música, figurinos, coreografia, tudo, tudo!!

Aaaaa-gaaaaa-do! do! do! Push pineapple shake the tree...

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