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   <title>Dos filmes vistos, parte 2</title>
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   <published>2008-09-05T04:48:27Z</published>
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   <summary>Nossa! Quanto tempo longe do meu bloguinho do coração! Mas é tanta coisa, são tantas reflexões sobre Deleuze, sobre memória, sobre folksonomia, Foucault... questões práticas do dia-a-dia como &quot;arrumar uma API que me dê o que quero para automatizar um...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Nossa! Quanto tempo longe do meu bloguinho do coração! Mas é tanta coisa, são tantas reflexões sobre Deleuze, sobre memória, sobre folksonomia, Foucault... questões práticas do dia-a-dia como "arrumar uma API que me dê o que quero para automatizar um processo que, se for manual, vai levar semanas", ou "existe algum ótimo site <i>japonês</i> na linha do <a href="http://www.gamespot.com" target="blank">Gamespot.com</a>?". 

Mas uma mulher precavida sempre tem um plano: um post escrito antecipadamente, post-calhau, pros dias em que assunto não falta, mas tempo para desenvolvê-los é escasso. Continuemos, pois, a saga dos <a href="http://www.gardenal.org/lounge/2008/08/vida_de_freelahome_office_esta.html" target="blank">filmes não vistos</a>, ou filmes recentemente vistos. Agora fico devendo 'Cada um com seu cinema', que parece que vai render um livro, tantas foram as reflexões suscitadas pelos filmes de curtíssima-metragem, metalinguagem no último. Por enquanto fiquem com...

<b>Kung Fu Panda</b>
Tal qual 'Babe, o porquinho atrapalhado' (lembra? Era um porco que queria ser pastor de ovelhas!), é uma história de superação animal - mas com cenas eletrizantes de kung fu, cenas emocionantes envolvendo tartarugas (desde 'Procurando Nemo' que esses animais me fazem chorar! Sério!! Saudades da Claudinha!) e em nenhum momento a paternidade de um panda por um pato é questionada, o que faz o filme ser GENIAL DE VERDADE. Via torrent. Recomendo muito.

<b>Ó paí, ó!</b>
Já estava na casa do meu pai mesmo, embutida do espírito baiano (papai trouxe umas músicas <i>locais</i> de sua viagem recente), e em dia dos pais não se nega programa sugerido pelo velho, né? E tome Lázaro Ramos cantando, num semi-musical (só mesmo vendo o filme pra entender o 'semi') com jeito de propaganda da secretaria de turismo de Salvador, que ainda tem a) uma tragédia previsível e b) um personagem barra-pesada (Wagner Moura não convence) sem conclusão (mas que serve para mostrar como as pessoas no Pelourinho preferem o amor e a arte ao uso de drogas! Uau!).
Se vale a pena? Vixe mainha! Vale sim, meu rei. Fotografia bonita e, apesar do clima irritante de musical incompleto, a trilha é bacana e os personagens têm carisma. Com destaque pra evangélica dona Joana, interpretada por Luciana Souza. Lázaro Ramos é o protagonista, mas interpretar Roque é fácil, quero ver fazer todas as nuances de Dona Joana. Assista. Por ela.

E tem a sessão Curta Universitário, né?

Pode torcer o nariz, dizer que não gosta de curta, que acha curta universitário o fim da picada porque os caras AINDA não sabem fazer cinema, pode falar o que quiser, mas 'Kaiju Eiga' é um clássico absoluto na categoria: 

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/MEdgKFE52So&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/MEdgKFE52So&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

* * *
Prometo nunca mais deixar vocês sem notícias por tanto tempo, oquei?

Com muito amor no coração,
Lia]]>
      
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   <title>Grátis, nesse blog, algumas boas memórias</title>
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   <published>2008-08-30T03:35:02Z</published>
   <updated>2008-08-30T03:45:10Z</updated>
   
   <summary>Chris Anderson costuma ser digno do meu respeito e admiração - não bastasse editar a Wired, a revista que eu quero ser quando crescer, Anderson apareceu com o genial &apos;A Cauda Longa&apos;, uma excelente análise do mercado de nicho, e...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Chris Anderson costuma ser digno do meu respeito e admiração - não bastasse editar a <a href="http://www.wired.com" target="blank">Wired</a>, a revista que eu quero ser quando crescer, Anderson apareceu com o genial 'A Cauda Longa', uma excelente análise do mercado de nicho, e escreveu o ótimo artigo <a href="http://www.wired.com/techbiz/it/magazine/16-03/ff_free">'Free! Why $0.00 is the future of business'</a>, um <i>teaser</i> de seu próximo livro. Neste artigo, Chris Anderson mostra que, às vezes, o melhor caminho para alavancar um negócio pode ser <i>dar coisas de graça</i>.

Dar brindes e amostras, por exemplo, não é apenas um ato de bondade de um fabricante, mas a plena confiança em que o consumidor vai gostar do produto e vai comprar. Dar músicas inteiras, principalmente nos casos em que o artista não ia conseguir lucrar muito com a venda, é ótimo para divulgar um trabalho - e garantir, por exemplo, um show lotado de fãs. Dar um artigo ou livro pode transformar o autor referência bibliográfica, trazendo reconhecimento e abrindo outras possibilidades - convites para conferências, palestras, pessoas interessadas nos seus outros trabalhos, que podem até ser vendidos. É mais do que gentileza. É outra forma de fazer negócios. Há ainda que perceber o duplo sentido da palavra "Free", que pode ser 'grátis' ou 'livre'. Pensemos o presente como 'livre', então: ele se espalha, viraliza, as pessoas comentam, pegam uns dos outros em redes, fazem propaganda, fazem com que seu trabalho seja conhecido na China, com que seu produto atinja lugares que você jamais imaginou. Controlar, pra quê? Ganha mais quem consegue usar o descontrole a seu favor, transformando essa característica do 'livre' em seu aliado.

(claro, cada caso é um caso. mas há casos. você sabe.)

Essa é a conversa do dia, mas a prática é antiga, antiga! Vamos tentar rastrear o fenômeno? Sei que em 1968, a MAD começou a distribuir compactos encartados na revista. Sei porque 'It's a gas' é uma daquelas músicas toscas que adoro, e você pode ouvi-la <a href="http://www.wfmu.org/MACrec/mad.html" target="blank">aqui</a>. Aposto que nos anos 50 existiam discos promocionais com artistas diferentes de uma mesma gravadora. Aposto que as primeiras vendas por catálogo dos primeiros anos do século XX tinham alguma espécie de promoção (aposto, não: eu TENHO um catálogo da Sears de 1907!). A própria Wired... lembra da edição de fins de 2004, que vinha com um cd recheado de artistas do porte dos Beastie Boys, David Byrne, Le Tigre, The Rapture, Cornelius, Dj Dolores e até Gilberto Gil, que participou do projeto como músico e dando uma entrevista que mostrava - como Ministro da Cultura que o Brasil estava por dentro das questões relativas a cultura digital? Guardo a revista até hoje. As faixas estavam liberadas também pra remix, olha que beleza! Pela primeira vez, ouvi falar do <a href="http://creativecommons.org/wired/" target="blank">Creative Commons</a>, e se você pensa que vou entrar nesse assunto aqui, está enganado: o que lembro mesmo foi da maneira como Gil conduzia um assunto tão interessante no Brasil, a Wired deu o maior destaque e aqui mesmo a coisa demorou a engrenar. Mas eu lembro. Aquela edição da Wired foi um marco. 

O que quero é ativar sua memória afetiva relacionada a esses presentes inesperados que vieram junto com o produto 'principal'. Aquela banda pela qual você se apaixonou porque ganhou um disco encartado num jornal (a NME era mestra em fazer isso!!! E como era difícil achar aqui!). Eu sei que você lembra disso.

Ou daquele conto que veio encartado naquela revista em 1994 e, anos antes de você saber da existência de um homem chamado Marshall McLuhan, você sabia de ciborgues e de um homem chamado William Gibson - e se você leu <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Johnny_Mnemonic" target="blank">Johnny Mnemonic</a> a tempo de se apaixonar pelo conto e achar o filme meia-bomba, você não achou a menor graça na trilogia 'Matrix', que conseguiu desonrar tanto a cibercultura como as filosofias orientais.

Ou ainda - chegamos exatamente onde eu queria, toda essa conversa de 'nova economia' só pra te fazer lembrar <i>disso</i>! Ha, ha! - a mesma revista já operava com essa política e, em 1994, te deu <i>aquela</i> fita que, quase 15 anos depois, serve de amostragem do teu gosto musical ainda hoje. Foi em 1994 que você viu o clipe espetacular de 'Sabotage', dos Beastie Boys. 

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/H4PN7Xbexq4&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/H4PN7Xbexq4&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Que você pirou no primeiro grande sucesso do Blur, muito antes da rixa com o Oasis atravessar o Atlântico. Que você, que já gostava de Pixies, botou a Kim Deal no seu top 10 baixistas, mesmo ela fazendo umas linhas meio bebelol e nem se comparando ao <a href="http://www.primusville.com/home/home.html" target="blank">Les Claypool</a> ou ao <a href="http://www.fnm.com/" target="blank">Billy Gould</a>, seus top 10 baixistas na época.

Se em 1994 a fitinha da General não saía do teu walkman e você agradece a <i>free culture</i> - seja no sentido de cultura livre ou no sentido de 'cultura do grátis' - até hoje por isso, por expandir seus horizontes musicais, bem-vindo ao clube.

<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2810384876/" title="Fita da General por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3223/2810384876_a9a77d2d13_m.jpg" width="240" height="240" alt="Fita da General" /></a><br><i>Que foi? A arte é minha também.</i></p>

Aproveite que você está em pleno ano de 2008 e refaça esta seleção musical. A playlist tá aí em cima. Faça-se esse favor.

* * *

E você? Onde foi que a cultura do <i>grátis</i> acertou em cheio contigo? 

* * *

Eu também quero ser a General, não a patente militar, mas a revista, quando crescer.]]>
      
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   <title>Com amor, muito carinho</title>
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   <published>2008-08-27T19:42:54Z</published>
   <updated>2008-08-27T19:56:46Z</updated>
   
   <summary>Customer care não é só o atendimento ao cliente: é o carinho. Umas coisas simples, mas que fazem uma diferença danada. Um exemplo? Por onde olho, lá está Fábio Seixas falando do Camiseteria: seja em revista, em site, em evento,...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px"><i>Customer care</i> não é só o atendimento ao cliente: é o <i>carinho</i>. Umas coisas simples, mas que fazem uma diferença danada. Um exemplo?

Por onde olho, lá está Fábio Seixas falando do Camiseteria: seja em revista, em site, em evento, o <a href="http://www.camiseteria.com/" target="blank">Camiseteria</a> está lá fazendo o maior sucesso. Por algumas vezes, cogitei caprichar nas ilustrações e mandar pra lá também, mas a promoção 'compre uma camiseta (por sinal, todas em promoção) e concorra a um Wii Fit' me pareceu bonita, e as chances de ganhar triplicam se você gravar um vídeo re-bo-lan-do, de camisa da griffe, e mandar pra lá.

Não gravei o vídeo, até porque eu sei que rebolo <i>mermo</i> - mas reeditei o Charleston agora em versão <i>vintage</i>, olha só:
<p align="center"><object width='320' height='240'><param name='movie' value='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=360661&amp;relacionados=S&amp;default=N&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=320&amp;height=240'></param><embed  align='middle' allowFullScreen='true' type='application/x-shockwave-flash' quality='high' src='http://www.videolog.tv/ajax/codigoPlayer.php?id_video=360661&amp;relacionados=S&amp;default=N&amp;cor_fundo=000000&amp;swf=1&amp;width=320&amp;height=240' width='320' height='240'></embed></object></p>
Esse vídeo não é pro Camiseteria, óbvio. Não tou rebolando e nem usando a griffe. Aliás, acho que a <a href="http://twitter.com/thaisaragao" target="blank">Thaís Aragão</a> vai reconhecer a camiseta: sim, eu ainda visto a banda da Thaís no peito. Ah, bons tempos aqueles, de fanzineira!

Voltando ao assunto, como eu já tinha me apaixonado por um modelo, vamos lá. Vamos conferir. Vamos ver o hype de perto.

Então você descobre que a camisa vem rápido, muito rápido. Que a malha é ótima, nem precisa passar. Que a embalagem é personalizada. Que vem balinhas Camiseteria dentro. Que o Fabio é um cara super acessível. Isso além do fato do site ter exatamente o produto que as pessoas querem, porque elas que produzem e escolhem e bla bla bla web 2.0 bla bla bla user-generated content bla bla bla mídias sociais e comunidades. Claro que isso determina o sucesso do site - mas o produto que parece que foi feito sob medida pra você (e foi mesmo, mas você tem a <i>sensação</i>. porque às vezes o produto é feito sob medida e você nem repara)... isso é genial.

<i>ISSO</i>, amigos, é <i>customer care</i>. O resto é tapinha nas costas.

* * *

Outros exemplos em breve. Aqui. Em Lounge. Porque sim, eles existem - e te tratam feito rainha (ou rei, questão de gênero).

* * *

<b>DA SÉRIE 'SPAMS BIZARROS QUE RECEBO':</b>

<i>"Lia Amancio, você foi alvo de uma macumba online. A macumba foi feita com o intuito de trazer a pessoa amada. Se esta é uma macumba indesejada, e você deseja desfazer essa macumba, entre no site MacumbaOnline.com</i>

Como não tinha executável no link e, se tiver qualquer coisinha suspeita, o site não abre aqui, fui lá na curiosidade, ver qual era. Dá pra fazer macumba pra tudo. Texto engraçadinho. Muito fofo, mas não merece o link aqui não - baita cara de 'site para coletar e-mails para fazer mailings alheios'.

Enfim.

Trabalho on-line por trabalho on-line, acho <a href="http://www.pinstruck.com/" target="blank">mais bonitinho</a> - mas confesso que nunca tentei.

Vudu é pra jacu.

* * *

Claro, você sabe de onde o título deste post <a href="http://whiplash.net/materias/demos/001962-graforreiaxilarmonica.html" target="blank">veio</a>, não sabe?

Com amor, muito carinho,
L.]]>
      
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   <title>O estranho mundo das tags</title>
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   <published>2008-08-22T18:21:53Z</published>
   <updated>2008-08-22T18:30:50Z</updated>
   
   <summary>Antigamente, a produção intelectual e artística acontecia para, só então, ser organizada, arquivada e catalogada. É curioso pensar que, hoje em dia, quadros, esculturas e demais obras que requerem suporte físico ainda são catalogadas pelo modelo &apos;clássico&apos;, mas textos nascidos...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Antigamente, a produção intelectual e artística acontecia para, só então, ser organizada, arquivada e catalogada. É curioso pensar que, hoje em dia, quadros, esculturas e demais obras que requerem suporte físico ainda são catalogadas pelo modelo 'clássico', mas textos nascidos direto no computador, assim como fotos e filmes gravados em suportes digitais, todos já nascem em suas respectivas pastas, nomeadas de acordo com a data, com o título do projeto, organizadas em subpastas por volumes.

Mais estranho ainda é perceber que essa mesma produção intelectual costuma já ser catalogada no próprio ato de sua publicação, antes mesmo de um profissional analisar qual o setor mais adequado para a armazenagem. Assim, os critérios subjetivos do próprio autor (de suas suas convicções artísticas ao interesse em pageviews, vai saber os motivos!) se sobrepõem ao que seu trabalho <i>realmente</i> é, onde ele realmente deveria ser armazenado e que tags deveriam realmente ser usadas para maior relevância de pesquisa em mecanismos de buscas - o importante é o pageview ou o tempo que o leitor fica no teu site e a taxa de rejeição, afinal?

Será que todo portal de compartilhamento de produção intelectual não deveria ter uma espécie de conselho editorial para ajudar os autores a não aloprar nas tags ou na classificação equivocada? Os próprios usuários da comunidade não poderiam ajudar? A liberdade de publicação <i>precisa mesmo</i> ser tão irrestrita? É anarquia ou marketing mal feito? E será que é mal feito mesmo? Até onde é importante o armazenamento correto de uma obra intelectual/informação, ou simplesmente <i>estar lá</i> importa mais? Sei que existem portais e sites com formas diferentes de lidar com esse assunto, ahem, delicado. Sei que ainda estou tentando entender se isso é bom ou ruim, e em que isso implicará num futuro onde boa parte da produção intelectual estará hospedada e compartilhada na web.

Mas e você? O que me diz?

<i>(ah, eu tinha cansado de ser inteligente, queria ser só bonita e gostosa, mas não consigo! não consigo! o cérebro teima em trabalhar a mil por hora...)</i>]]>
      
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   <title>Conteúdo de qualidade, cinema de qualidade</title>
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   <published>2008-08-21T15:00:42Z</published>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Várias pessoas já falaram do <a href="http://www.yahooposts.com/" target="blank">Yahoo!Posts</a>, mas acho que ninguém tocou num ponto muito importante: não é apenas uma questão de 'o portal seleciona os melhores textos de uma penca de blogs e publica os melhores'. Até porque, veja bem, eu tou lá também e ainda não fui publicada (re, re, re). Mas acho que esse tipo de iniciativa ajuda a <i>melhorar</i> a qualidade do que é escrito por aí. 

Tou errada? Mas, partindo do princípio que o teu texto vai ganhar chamada na home do Yahoo com a mesma importância de texto de site de notícias, você vai ficar publicando "querido diário, hoje eu assisti 'A Encarnação do Demônio', novo filme do Zé do Caixão, e estou até agora de cara com o filmaço" ou vai se puxar para escrever textos com alguma relevância de conteúdo, sabendo que assim terá seu texto indicado e cair novamente na home do portal?

Se você for inteligente, você vai na segunda opção.

Se você for Lia Amancio...

* * *

<b>A ENCARNAÇÃO DO DEMÔNIO</b>
<i>(contém um ou outro spoiler, mas não compromete. juro)</i>

O texto que segue é tão imparcial como o de alguém que, embora respeite a história do artista e do personagem, já tenha visto alguns filmes e encarado como 'ok, tive minha cota de filme cult', não exatamente <i>adora</i> Zé do Caixão. E, no entanto, passei o filme inteiro com um estranho sorriso de satisfação, e saí do Arteplex com a sensação de que não preciso entrar numa sala de cinema tão cedo. Pra você ver...

<a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2783573611/" title="Josefel Zanatas por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3096/2783573611_3930b9b960_m.jpg" width="207" height="240" alt="Josefel Zanatas" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 10px 10px 0px"/></a>

Josefel Zanatas passou décadas de sua vida procurando a mulher perfeita para gerar o filho perfeito. Depois de 40 anos encarcerado, Zanatas sai pelas ruas de São Paulo disposto a levar a cabo sua procura, iniciada nos anos 60 - mas o mundo está <i>praticamieeennnnte</i> mudado: a polícia consegue ser mais truculenta e sem noção do que ele; as pessoas estão claramente mais perdidas e paranóicas com estranhos do que há 40 anos atrás. Você, eu não sei - mas eu senti <i>pena</i> do coveiro tentando se adaptar ao cruel e bizarro ano de 2008 (2007, vá lá, o filme foi produzido ano passado). Felizmente, ele consegue. Mas é preocupante ver um homem que um dia já foi tão impiedoso, chorando de medo de pesadelos e alucinações do passado.

<b>"EU IMAGINEI QUE FOSSE VOLTAR PARA O RAMO FUNERÁRIO, MAS NÃO DESTE JEITO"</b>

O que, para o espectador, é ótimo: as cenas de flashback e as referências aos filmes anteriores são na medida certa para não serem a principal tônica deste filme e, ainda assim, situar quem está chegando agora. Além do mais, se 2007 é cruel com <a href="http://www2.uol.com.br/zedocaixao/" target="blank">Zé do Caixão</a>, 2007 permite a Mojica não poupar recursos para filmar todas as bizarrices que queria e mais um pouco: só mesmo nos dias de hoje para você <i>costurar a boca</i> de alguém ou <i>suspender</i> pessoas com ganchos de açougue sem precisar ao menos abusar de maquiagem e caracterização.

<b>"UMA CARTOLA, UMA CAPA, E UMAS P*** UNHAS DESSE TAMANHO. ANOTA AÍ: UNHAS DESSE TAMANHO!"</b>

Aliás, 'A Encarnação do Demônio' é primoroso neste sentido: um filme de baixo orçamento (o crédito do edital da Ancine entrega) que em nenhum momento é <i>tosco</i>. Porque hoje a gente vê os filmes de 40 anos atrás e acha toscos, verdade, mas é a época, gente. Sim, haja sangue neste filme, splatter de primeira linha, mas nada soa falso, exagerado, inverossímil. Hoje, José Mojica Marins é tão querido e respeitado como lenda viva que todo mundo que participou de seu filme o fez sabendo que faria algo <i>importante</i>. Quem melhor para vestir os escravos de Zé do Caixão, hoje em dia, do que Alexandre Herchcovich? Quem melhor para criar a ambientação sonora de uma São Paulo caótica do que André Abujamra? Zé Celso está - e eu tenho birra com certas 'gentes de teatro' - perfeito, o cenário 'intra-uterino' é perfeito, a fotografia no parque de diversões é perfeita, Milhem Cortaz está excelente, Jece Valadão (em seu último filme) está ótimo, a direção de arte arrebenta (palavra de produtora de arte! Alguém sacou as moedas nos olhos das tias, o que significa dentro da simbologia das personagens? Hã? Hã?), o roteiro de Dennison Ramalho é bem amarrado e, sim, surpreende.

Surpreende mas não te assusta, não te assusta mas te faz sentir - não medo, mas desconforto por aquele senhor de setenta e poucos anos não se encaixar na sociedade, não se encaixar nas crenças tão diversificadas deste país, não se encaixar com as autoridades, não se encaixar no céu, no inferno e nem no purgatório; por esse mesmo senhor, tratado como um <i>outsider</i> em seu próprio mundo, achar conforto, devoção e lealdade na noite, entre os <i>freaks</i>, e pensar que isso é a vida real (a metáfora do culto ao personagem terá sido intencional?); por esse mesmo senhor, o único que ainda <i>teatraliza</i> sua interpretação, mesmo entre Luis Melo e Zé Celso Martinez Corrêa (que parecem suaves como Meg Ryan), ter o dobro da idade dessa galera e ainda ser capaz de <i>barbarizar</i> - seja com as torturas impostas pelo personagem, seja também na vida real, com o filme elegantemente (juro!) nojento. E por mais gratuitamente sádico que Zé do Caixão seja, por mais surreal que seja sua missão, quando <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL640823-7086,00.html" target="blank">Mojica diz que a saga chegou ao fim</a>, você fica triste porque simpatizou com o tiozinho das unhas enormes, que só queria fazer um filho perfeito para dar continuidade à linhagem.

Se ele conseguiu?

Se Woody Allen ou Renato Aragão... bem, <i>veja o filme</i>. Se não pra ver aquele senhor tocando o terror, barbarizando geral e pegando as mulheres mais gostosas de São Paulo, pra ter uma aula de como se faz cinema de verdade (ouviu, né, Christopher Nolan? Sentiu quem é o verdadeiro Dark Knight? Toma!).

* * *
<p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2784423196/" title="A Encarnação do Demônio... por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3026/2784423196_9bfe8946d0_m.jpg" width="178" height="240" alt="A Encarnação do Demônio..." /></a><br><i>Diz aí que papai não<br>era os córnios do<br>jovem Mojica, diz</i></p>]]>
      
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   <title>Dos filmes vistos e não vistos</title>
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   <published>2008-08-19T16:28:07Z</published>
   <updated>2008-08-19T16:38:48Z</updated>
   
   <summary>Vida de freela/home office está longe de ser desregrada, mas é fato que existem regras próprias a seguir - e ai de você se não respeitar alguma delas: o risco de furar os limites do que é casa e do...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Vida de freela/home office está longe de ser desregrada, mas é fato que existem regras próprias a seguir - e ai de você se não respeitar alguma delas: o risco de furar os limites do que é casa e do que é trabalho é enorme. No entanto, você esbarra com alguns problemas:

- VOCÊ faz seus horários, desde que cumpra todas as metas. FATO. Quem quiser tua disponibilidade de 9h às 18h, que assine tua carteira e te dê vale-refeição. Porque...
-...porque você trabalha de casa; almoçando na rua, se sua intenção é se alimentar decentemente, você vai gastar pelo menos R$10 por dia, ou R$220 reais por mês. É uma opção, mas se R$220 é mais de um décimo do que você ganha, não pode. Então você almoça em casa, o que requer ir ao mercado ou à feira, fazer almoço, o que já come pelo menos três horas e meia do seu dia (supondo que sua alimentação não consista de miojo). De 10h às 19h, teu expediente já foi pro saco.
- Para ganhar um pouco mais, você pode ter mais uns dois clientes, mas a tal disponibilidade para o cliente 'principal' fica comprometida. SFA. Ou você, ou ele.

* * *

Com três trabalhos diferentes, sendo que um te exige disponibilidade em horário comercial, a que horas você vai ao cinema?

Então ou você se cadastra no <a href="http://www.moviemobz.com/" target="blank">MovieMobz</a> e vê uns filmes alternativos em horários alternativos, ou apela para os torrents (no meu caso, apelei para a minha mãe, já que nerdice está no sangue e ela já baixou tudo).

O MovieMobz eu tou descobrindo agora. A idéia é genial: o grande lance das salas de projeção com sistema digital é que você não precisa ter o ROLO de fita, ali, e alguém operando. Fica muito mais fácil <i>passar</i> filmes. Do outro lado, existem uns horários ingratos em que as salas ficam vazias. O <a href="http://www.moviemobz.com/" target="blank">MovieMobz</a> junta o cadastro das salas e dos cinéfilos dispostos a encarar algum filme em horários alternativos, um sistema em que você vota no que quer ver na sala e o ingresso beeeeem mais barato (afinal, o custo de projeção é baixo e aquele horário estaria vazio mesmo!). Tem tudo para bombar. Acabei de fazer meu cadastro. Vai lá dar uma olhada, vai.

* * *

Só que o MovieMobz é feito de cinéfilo para cinéfilo (leia-se "filmes cult, filmes brasileiros, filmes europeus, filmes clássicos, filmes restaurados, etc"), então tem uns filmes que só procurando de maneiras <i>alternativas</i>. Apelei pro uTorrent, pra mediateca da mamãe, pra videoteca de papai e até mesmo pra sala de cinema (duas semanas depois da estréia, claro). O que rolou nas últimas semanas foi o seguinte:

<b>Vestida para Casar</b>

Depois de ver Patrick 'namorada de aluguel' Dempsey pagar de dama de honra em 'O melhor amigo da noiva' no cinema (eu estava passando na frente da sala e tinha exatamente duas horas livres antes da aula! Não fazia sentido ir pra casa! Juro!), de ver 'O casamento do meu melhor amigo' numa sessão da tarde do Universal Channel e de comprar o dvd de 'Casamento Grego' (tava baratinho, locadora já tinha fechado, me identifiquei com o plot da balzaca solteirona com uma família curiosa), eu estou pronta para acreditar novamente no amor. Infelizmente, a história da obcecada por casamentos que perde o 'homem perfeito' para a irmã mais nova meio retardada e acaba se envolvendo com o colunista de casamentos de quem é leitora voraz me fez acreditar na violência e na psicopatia novamente.

Então consegui <i>mobilizar a diretoria</i> e, entrona no meio dum monte de feras, ocupamos uma fileira do Arteplex para...

<b>Batman, o Cavaleiro das Trevas</b>

Até hoje peço desculpas ao Miranda, ao Kassin, ao Flu e ao Muzak por ter pilhado o povo de ir ao cinema ver aquela bomba.

Claro, não é uma bomba completa - salva-se Heath Ledger e seu Coringa espetacular (se é que ele se salvou de alguma coisa), salva-se o irreconhecível Gary Oldman na pele de Gordon (muito parecido com o capitão Stottlemeyer, da série 'Monk'), Michael Caine e Morgan Freeman estão excelentes, a trama em torno de Harvey Dent é muito bem construída, então qual é o problema? O problema é que o <i>nome</i> do filme é 'O Cavaleiro das Trevas', e toda vez que o personagem-título aparece e abre a boca pra falar, é impossível segurar o riso. Não acredito
que seja um problema do Christian Bale, mas da direção - então não dá pra respeitar um diretor que faz o personagem-título se sujeitar a isso. E antes fosse só isso: uma desnecessária viagem a Hong Kong e <i>monólogos finais</i> (desde quando vilões têm <i>tempo</i> de se explicar diante de um personagem que é claramente um psicopata que veste uma capa e orelhas de morcego pra dar porrada em geral porque nunca superou o trauma da perda dos pais? E Gordon olhando pro horizonte e dizendo "Ele... é... um cavaleiro das trevas!"). 

Christopher Nolan devia voltar para a faculdade de cinema. Ah, ele estudou Letras? Ótimo. Que tal, agora, aprender cinema?

* * *

Breve, muito breve, aqui mesmo:

- Licença para casar
- Kung Fu Panda
- Ó paí, ó!
- 2 Dias em Paris
- Clone Wars
- Encarnação do Demônio

* * *
Fiquem com essa linda <i>refilmagem</i> de Batman e Coringa na cena do interrogatório e entendam o que eu quis dizer...

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/kyMMQJ9tzWY&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/kyMMQJ9tzWY&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>]]>
      
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   <title>Quando a nerdice e a música se encontram para um bem comum</title>
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   <published>2008-08-15T19:56:26Z</published>
   <updated>2008-08-16T01:00:39Z</updated>
   
   <summary>Em recente matéria sobre biocombustível na CNN, Robert del Bueno, comerciante de biocombustível em Atlanta, nos EUA, fala sobre a importância de um simples galão de combustível. Neste vídeo, Bueno aparece reciclando gordura para fazer diesel. Simples, fácil, e ainda...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Em <a href="http://www.cnn.com/2008/TECH/07/25/roadtrips.biofuel.kickoff/index.html" target="blank">recente matéria sobre biocombustível na CNN</a>, Robert del Bueno, comerciante de biocombustível em Atlanta, nos EUA, fala sobre a importância de um simples galão de combustível. <a href="http://www.archive.org/details/Biodiesel" target="blank">Neste vídeo</a>, Bueno aparece reciclando gordura para fazer diesel.

Simples, fácil, e ainda outro dia descobri lá na Lucia Freitas um <a href="http://www.ladybugbrazil.com/2008/07/25/coleta-de-oleo-no-rio-de-janeiro/" target="blank">serviço de coleta de óleo velho</a> aqui mesmo, no Rio de Janeiro, que tem exatamente esse fim: a reciclagem de gordura não aproveitada para a produção de biocombustível - sem poluir esgotos, sem precisar retirar óleo de novas fontes.

Soa interessante?

Bem, o que soa mais interessante é que Robert del Bueno era conhecido aqui em casa como Coco The Electronic Monkey Wizard <i>(gracias, Speedy!)</i>, baixista do <a href="http://www.astroman.com/" target="blank">Man... or Astroman?</a>, banda de surf music com temática de filmes B, que tirava uma onda de 'homens que vieram do espaço e, na verdade, <a href="http://www.touchandgorecords.com/bands/band.php?id=53" target="blank">já tem 3000 discos lançados</a> - mas como a humanidade não está preparada, vamos lançando um a um'.

<span class="mt-enclosure mt-enclosure-image"><img alt="Coco the Electronic Monkey" src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/coco1.jpg" width="250" height="200" class="mt-image-center" style="float: center; margin: 0 0 20px 20px;"/></span>

A humanidade ainda não estava preparada para tantas inovações (como <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Man_or_Astro-man%3F" target="blank">os projetos de clonagem</a>), e a banda se retirou. Mas Coco está aí, preparando a humanidade para algo <i>maior</i>.

* * *

A humanidade também não estava preparada para a genialidade musical de Neusinha Brizola.
Infelizmente.]]>
      
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   <title>Buñuel obscuro no Cineclube Sala Escura</title>
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   <published>2008-08-13T18:49:51Z</published>
   <updated>2008-08-13T18:50:56Z</updated>
   
   <summary>O Cineclube Sala Escura, que rola em algumas 5ªs feiras aleatórias no MAM (RJ), é de graça e sempre passa uns filmes latinos obscuros pra galera. O de amanhã, dia 14, é &apos;La Hija Del Engano&apos;, um Buñuel bem desconhecido....</summary>
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   <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.gardenal.org/lounge/">
      <![CDATA[O Cineclube Sala Escura, que rola em algumas 5ªs feiras aleatórias no MAM (RJ), é de graça e sempre passa uns filmes latinos obscuros pra galera. O de amanhã, dia 14, é <a href="http://www.imdb.com/title/tt0043639/" target="blank">'La Hija Del Engano'</a>, um Buñuel bem desconhecido.

<a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2760672396/" title="hijaenganonet por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3280/2760672396_00d3dc3281_m.jpg" width="240" height="180" alt="hijaenganonet" /></a>

O serviço completo <a href="http://www.carioquissimo.com.br/2008/08/13/cineclube-sala-escura/" target="blank">está aqui</a>.]]>
      
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   <title>Brinks! tô vivão</title>
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   <published>2008-08-12T04:46:22Z</published>
   <updated>2008-08-12T05:00:17Z</updated>
   
   <summary>Não posso nem dizer que &apos;é isso o que faço nas horas vagas&apos; porque é por essas e outras que &apos;horas vagas&apos; tem sido um conceito deveras abstrato. E por &quot;é isso o que faço&quot;, quero dizer, &quot;sim, eu danço&quot;,...</summary>
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   <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.gardenal.org/lounge/">
      <![CDATA[Não posso nem dizer que 'é isso o que faço nas horas vagas' porque é por essas e outras que 'horas vagas' tem sido um conceito deveras abstrato.

<a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2756087674/" title="SWING IT!! YEAH! por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3281/2756087674_1db1942990.jpg" width="500" height="343" alt="SWING IT!! YEAH!" /></a>

E por "é isso o que faço", quero dizer, "sim, eu danço", mas também "sim, oi, eu que fiz esse cartaz, incluindo as ilustrações" (dá um desconto, teve que agradar os clientes também - a primeira versão era bem mais elegante, juro! - mas até que gostei, viu?).

Faltam algumas informações ainda (telefone pra contato, logos do pessoal que tá apoiando, revisar nomes e sobrenomes), mas se tu quiser mesmo ir, me dá um toque.

* * *
BEM mais perto, quero dizer, amanhã, quarta-feira, tem <a href="http://www.orquestraimperial.com.br/" target="blank">Orquestra Imperial</a> no <a href="http://circovoador.com.br/" target="blank">Circo Voador</a>. Até aí, nada de mais, eles sempre tocam lá, beleza. Mas além das participações de Aldo Sena e La Pupuña, o Pará estará presente na voz, no corpo, no TUDO de Gabi Amarantos, <i>frontwoman</i> da banda TecnoShow e rainha do Tecnobrega.

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/3Haz41mXNvM&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/3Haz41mXNvM&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Se isso não é imperdível, não sei mais o que é.

Reza a lenda que Carlos Eduardo Miranda, o Miranda, estará presente e também dará uma canja no show - mas não sei, tu não sabe, tudo é muito imprevisível e, meu, é a GABI AMARANTOS. Vão. R$20 na lista amiga, com carteirinha ou com flyer. VÃO.]]>
      
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   <title>Traumas imaginários de infância</title>
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   <published>2008-08-08T01:45:39Z</published>
   <updated>2008-08-08T02:35:28Z</updated>
   
   <summary>Jordy já dizia que é duro ser bebê. Concordo. O primeiro ano e meio da vida do ser humano deve ser muito traumático, a gente é que não lembra muito bem - mas observe os bebês alheios para comprovar o...</summary>
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      <category term="didi mocó" scheme="http://www.sixapart.com/ns/types#category" />
   
   
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Jordy já dizia que é duro ser bebê. Concordo. O primeiro ano e meio da vida do ser humano deve ser muito traumático, a gente é que não lembra muito bem - mas observe os bebês alheios para comprovar o que quero dizer.

Você está lá, com dor de barriga, entediado, morrendo de calor, sendo levado por seus pais pra algum programa chatíssimo, nada que você possa manusear para descobrir sons (você ainda não conhece certos sons, e é muito divertido descobrir como eles são gerados!), nada muito colorido que você possa pegar e enfiar na boca, então você pergunta educadamente para sua mãe:

- Mãe, quando poderemos parar para que eu possa fazer cocô?

Claro, você não quer fazer cocô na frente de tanta gente, ainda que eles não façam a menor idéia do que acontece por baixo das fraldas. Sua mãe dá um sorrisinho e não dá a mínima para sua pergunta, porque provavelmente o que ela entendeu foi:

- Agadoi ogogogo nhããããã pababa! ah!

Só que você não sabe disso. Pra você, é inadmissível que aquela santa que te levou na barriga por nove meses, até hoje te alimenta todos os dias e com quem você terá que conviver por pelo menos mais vinte anos, não te entenda. Assim não dá. Se a comunicação já começa truncada, imagina como será na adolescência? Você cobra que ela faça um esforço para te entender, mas a cara que ela faz é como se você tivesse dito:

- Eeehh gogogogo! Ababrrrrrl!! Nhããããã!

Ela continua com cara de paisagem, achando bonitinho, mas ignorando o que você diz. Assim não vai ser possível! Se ela quiser fazer cocô, ela vai sozinha - você, não! Você depende dela pra sair do meio daquele monte de gente, e ela não dá a mínima para seus sentimentos. Chegou a hora daquela tática infalível para chamar atenção:

- UAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH!!!!!! Iiiiiiiiihhhh!!!

"Pronto. Todo mundo olhando, vaca. Você não tem desculpa pra fingir que não me ouviu. Agora a gente vai ter um diálogo de mulher pra mulher", você pensa. Diálogo, que nada! Ela solta um "Ai, ai, ai!" tão ríspido que você fica até com medo. E berra mais ainda, de medo. Só que quanto mais você berra, mais ela parece irritada, e quanto mais irritada, mais ela te ignora. Cacete! Então você olha para a senhora sentada do seu lado (você está no colo) e percebe o olhar de compaixão da mulher. Sim, ela vai tomar partido! É agora que o bicho vai pegar! Mas a senhora abre a boca e diz:

-<i> Ti foi? Bebê tá solando, é? Bububububu!</i>

Esse mundo é muito estranho mesmo. Qual é o problema dessas pessoas, elas acham que só porque você não consegue se fazer entender, elas precisam falar feito idiotas?

Assim não vai ser possível...

* * *

Tudo isso porque hoje fiquei um tempo observando uma criança no ônibus, e as reações de seus pais e das pessoas em volta. Se você tem filhos ou pretende ter um dia, pense na sensação agoniante que é sonhar que grita e ninguém consegue ouvir sua voz. Estar num país estrangeiro de língua completamente diferente da tua, com outro alfabeto até, não conta - você faz mímica, desenha e se faz entender. A criança muito pequena não tem essa manha ainda. Sem nenhum tipo de comparação, isso também se aplica aos seus animais de estimação, que uivam, latem, sentem dores quando ficam velhos e a maioria das pessoas fica brava quando o bicho late freneticamente, sem tentar entender o motivo de tanto barulho. É mais ou menos por aí, até mesmo com adultos que falam a mesma língua: se esforçar pra entender, antes que o ruído aumente...

* * *
<a href="http://www.pbs.org/parents/special/summer.html" target="blank">PBS Parents</a> é um site onde você pode aprender a lidar com seus filhos feito gente, não como se eles tivessem algum problema sério de comunicação com o mundo.

<a href="http://www.yogabbagabba.com/" target="blank">Yo Gabba Gabba!</a> é um programa de televisão para crianças pequenas, com classe. <p align="center"><a href="http://www.flickr.com/photos/liaamancio/2742295493/" title="Morou? por liaamancio, no Flickr"><img src="http://farm4.static.flickr.com/3018/2742295493_18054981f0_m.jpg" width="152" height="240" alt="Morou?" /></a><br><i>Lia Amancio. Comunicando<br>desde 1978.</i></p>]]>
      
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   <title>Perca O Jogo</title>
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   <published>2008-08-05T15:49:20Z</published>
   <updated>2008-08-05T15:51:04Z</updated>
   
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      <![CDATA[<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/YtPBBuQNIMY&hl=en&fs=1&color1=0x234900&color2=0x4e9e00"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/YtPBBuQNIMY&hl=en&fs=1&color1=0x234900&color2=0x4e9e00" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

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   <title>Mina de Família</title>
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   <published>2008-08-03T23:47:10Z</published>
   <updated>2008-08-04T00:17:02Z</updated>
   
   <summary>Mariana, você me paga. Agora tou vendo esse vídeo em loop. Na boa, Fulerô o Esquema é genial ou o quê? Mas o mais surreal e que entrega meu lado gay (releia o post da Piggy pra entender) é reparar...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px"><a href="http://aipenseialto.blogspot.com/" target="blank">Mariana</a>, você me paga. Agora tou vendo esse vídeo em loop. Na boa, Fulerô o Esquema é genial ou o quê?

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/GU10ZdS-Yxg&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/GU10ZdS-Yxg&hl=en&fs=1&color1=0xe1600f&color2=0xfebd01" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Mas o mais surreal e que entrega meu lado gay (releia o <a href="http://www.gardenal.org/lounge/2008/07/o_video_mais_gay_da_historia_d.html" target="blank">post da Piggy</a> pra entender) é reparar "Puxa, não é a Cláudia Wonder passeando na feira?" e confirmar: sim, era ela. Mariana, você me paga... :)]]>
      
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   <title>Je danse, donc je suis</title>
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   <published>2008-08-02T23:55:01Z</published>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">Minha vida social andava meio mortinha. Entrei num casulo causado por dois anos de análise, comecei a meditar, o cara com quem eu acordava todo fim-de-semana morreu pouco depois de me deixar em casa, acordar cedo no sábado pra pedalar me fazia muito bem, e ainda dava tempo de fazer almoço, faxina e ler jornal... festas que começam à meia-noite e, pra aproveitar, você precisa chegar em casa às 4... bem, isso tudo pra mim não fazia muito sentido.

Além do mais, o rock sofre de um fenômeno desagradável: a interação homem-mulher só existe com segundas intenções. Comecei a ficar incomodada, porque ia para os lugares,  música boa tocando, e ninguém se dignava a chegar perto da garota pra 'tirar pra dançar'. Que mundo é esse em que vivemos em que homens não chegam perto de mulheres, meu deus? <i>Desaprovo</i>.

E eu não conhecia outro universo. Quer dizer, logo ali do outro lado da Dutra, as festas rockabilly são bem animadas nesse sentido; mas aqui essas festas começaram recentemente, começam tarde e meus amigos que têm namorada não vão dançar comigo, mesmo sabendo que eu não represento o menor perigo (vê lá se eu quero saber de homem comprometido na minha vida? Sai pra lá!).

Então, já que o universo que me era familiar não era pra mim, fiquei no meu casulo e só saía dele pra situações que eu não conhecia muito bem (já que as situações que eu já conhecia andavam um pé no saco). Conheci o <a href="http://www.muchebabi.com.br" target="blank">Mu e sua 'Bicicleta de Paraíba'</a>, um show de MPB aqui, outro ali, trabalho lá no fim do mundo, cansaço e mais reclusão voluntária. Curtir a casa me fazia muito melhor. Sumi mesmo da <i>náite</i>, com orgulho. Eu não precisava dela. Mas precisava de vida social e de dançar, e quando digo dançar era dançar, não apenas ficar no cantinho do palco batendo o pé e a cabeça.

Eis que ano passado descobri um workshop de dança, grátis, em Copa, aos fins de semana, Sabe aquele swing jazz das grandes orquestras dos anos 30 e 40? Era isso. Fui e fiquei. Se depender de ter swing jazz tocando no Rio de Janeiro, vou ficar mais reclusa do que já era - mas acontece que dançar a dois me levou pro universo da <i>dança de salão</i>. Eu já dançava flamenco, hula, sapateado... mas a dança a dois é um caminho sem volta. Você interage. Você não dança para uma apresentação no final do ano, mas pra poder interagir com outros seres humanos a qualquer dia da semana. E qualquer dia mesmo: escolha uma data, tem um baile acontecendo!

A bem da verdade, achava que dança de salão era um reduto de senhoras e adoradores de Emílio Santiago. Mordi a língua. Claro, bailes em clubes tradicionais de Copacabana serão assim mesmo, mas no geral tem muita gente da minha e da sua faixa etária. Muita música pop (pra dançar soltinho). Os sambas que tocam nos bailes costumam ser bons, porque as pessoas investem muito no samba aqui no RJ. Fiz amigos. Minha postura melhorou em 800%. Você não precisa ter parceiro, as pessoas dançam entre si, dão dicas, te ajudam a melhorar.

Não arrumei só amigos, claro. Não preciso entrar em detalhes, a única coisa que importa é que uma situação estranha puxou uma fagulha de orgulho, de "vou te mostrar como posso dançar pra caramba e ser uma parceira à altura". Mas não foi só orgulho. Realmente tomei gosto pela coisa. Como pode ter a moça ter feito UMA aula de forró e ter seu forró elogiado por dançarinos de verdade? 

Foi a Bicicleta de Paraíba.

Um ano depois de ter começado, já não consigo mais me imaginar sem isso. A música já estava aqui dentro. Finalmente consegui arrumar uma maneira de botar pra fora.

* * *

Claro, continuo uma nerd irredutível. Porque o lance é ir a fundo, pesquisar e fazer a <i>difusão da informação</i>, né?

Então se liga: Tenho uma coluna no site <a href="http://www.danceadois.com.br/portal/de-cara-com-a-danca/index.php" target="blank">Dance a Dois</a>, mantenho um blog só sobre <a href="http://lindyrio.blogspot.com" target="blank">Lindy Hop</a> (a tal dança pra dançar com swing jazz, que eu AMO!) e o <a href="http://mulheresnosalao.blogspot.com" target="blank">Mulheres no Salão</a>, pra divulgar o workshop de mesmo nome, mas que não passa de uma ótima desculpa pra um papo-mulherzinha sobre dança, sobre cavalheiros, sobre o Patrick Swayze... e recomendo a dança a dois. Mesmo que você não tenha paciência pra fazer aulas, com um pouco de ritmo e muita cara-de-pau, você dança, sim, que eu sei.

Vai na fé. Depois vem aqui e me conta.]]>
      
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   <title>Tweet-o-rama #001</title>
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   <published>2008-07-28T19:57:07Z</published>
   <updated>2008-07-28T20:03:33Z</updated>
   
   <summary>- A Rita Cadillac original era yé yé girl nos anos 60, na França: http://www.retrojeunesse60.com/rita.cadillac.html - Masato Shimon - o Raul Seixas japonês: http://tinyurl.com/68xarn - &apos;The Spirit&apos; já tem trailer. Chorei. Aguardo ansiosa pelo filme. http://tinyurl.com/5b4d36 - Adeus e obrigado...</summary>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">- A Rita Cadillac original era yé yé girl nos anos 60, na França: <a href="http://www.retrojeunesse60.com/rita.cadillac.html" target="blank">http://www.retrojeunesse60.com/rita.cadillac.html</a>

- Masato Shimon - o Raul Seixas japonês: <a href="http://tinyurl.com/68xarn" target="blank">http://tinyurl.com/68xarn</a>

- 'The Spirit' já tem trailer. Chorei. Aguardo ansiosa pelo filme. <a href="http://tinyurl.com/5b4d36" target="blank">http://tinyurl.com/5b4d36</a>

- Adeus e obrigado por todo aquele peixe (aconteceu na vida real): <a href="http://tinyurl.com/6qph5r" target="blank">http://tinyurl.com/6qph5r</a> - CLARO que eu lembrei de HG2G, e você? (segundo <a href="http://twitter.com/cadusimoes" target="blank">@cadusimoes</a>, é hora de abandonar o planeta!!</a>)

- 1.21 gigawatts? Great Scott!!! <a href="http://tinyurl.com/5qcwla" target="blank">http://tinyurl.com/5qcwla</a>

- Backstreet's back, alright!!! <a href="http://tinyurl.com/5sx35y" target="blank">http://tinyurl.com/5sx35y</a> (mas, confesso, tenho medo de ouvir) 

- #RHPS Mtv planeja remake de Rocky Horror Picture Show? Alguém confirma? <a href="http://tinyurl.com/6xo6hl" target="blank">http://tinyurl.com/6xo6hl</a>


- palitinhos - sabre laser pra comer sushi! HA!! Eu quero! <a href="http://flickr.com/photos/starwarsblog/2699293584/" target="blank">http://flickr.com/photos/starwarsblog/2699293584/</a> (via <a href="http://twitter.com/bonniegrrl">@bonniegrrl</a>)

* * *

Gostou? <a href="http://twitter.com/liaamancio" target="blank">FOLLOW ME</a> <small>(I've got my spine, I've got my Orange Crush)</small>.]]>
      
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   <title>O vídeo mais gay da história dos vídeos gays</title>
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   <published>2008-07-28T17:27:09Z</published>
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      <![CDATA[<img src="http://www.gardenal.org/lounge/imagens/crush_orkut.jpg" height="124" width="100" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px">As pessoas confundem <i>gay</i> com <i>homossexual</i>. São duas coisas diferentes que, claro, se confundem também - mas <i>não necessariamente</i>. Há décadas atrás, o termo <i>gay</i> era associado a alegria, assim como adjetivo francês <i>gai</i>, oriundo do substantivo <i>gaieté</i>, que quer dizer (justamente!) <i>alegria</i> - mas, por algum motivo, homossexuais tendem a ser mais gays que heteros convictos, e daí a associação  - embora existam homos sem-graça, sem appeal, sem glamour, infelizes e reprimidos - isso não é ser gay. Gay sou eu, que assumo publicamente minha heterossexualidade e confesso: não troco um rapaz decididamente hetero, que me olhe nos olhos e me trate feito princesa, por nada neste mundo. Minto. Posso trocar por um bom livro, por uma tarde com as amigas de infância ou por um amigo gay.

No entanto, espero que o rapaz decididamente hetero em questão tenha o espírito suficientemente gay pra curtir o vídeo mais gay da história dos vídeos gays - que, surpresa, saiu de um programa infantil. Nada de Teletubbies, nada de Pernalonga vestido de mulher, estamos falando dela. 

A Diva. 

A Deusa. 

A Poderosa, vitaminada e piramidal SENHORITA PIGGY, interpretando o clássico 'I Will Survive' com uma VONTADE que realmente te convence de que a suína mais coquete da tv, estrogênio e látex puros, ah, ela VAI sobreviver:

<object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/b7HYYKEbfLk&hl=en&fs=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/b7HYYKEbfLk&hl=en&fs=1" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object>

Nem Cher ou Dalida chegam a esse ponto (embora cheguem perto, muito perto). De Diva pra Diva (independente do seu primeiro sapatinho ter sido rosa ou azul). Boa segunda-feira. Você VAAAAI sobreviver.]]>
      
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