Nossa! Quanto tempo longe do meu bloguinho do coração! Mas é tanta coisa, são tantas reflexões sobre Deleuze, sobre memória, sobre folksonomia, Foucault... questões práticas do dia-a-dia como "arrumar uma API que me dê o que quero para automatizar um processo que, se for manual, vai levar semanas", ou "existe algum ótimo site japonês na linha do Gamespot.com?".
Mas uma mulher precavida sempre tem um plano: um post escrito antecipadamente, post-calhau, pros dias em que assunto não falta, mas tempo para desenvolvê-los é escasso. Continuemos, pois, a saga dos filmes não vistos, ou filmes recentemente vistos. Agora fico devendo 'Cada um com seu cinema', que parece que vai render um livro, tantas foram as reflexões suscitadas pelos filmes de curtíssima-metragem, metalinguagem no último. Por enquanto fiquem com...
Kung Fu Panda
Tal qual 'Babe, o porquinho atrapalhado' (lembra? Era um porco que queria ser pastor de ovelhas!), é uma história de superação animal - mas com cenas eletrizantes de kung fu, cenas emocionantes envolvendo tartarugas (desde 'Procurando Nemo' que esses animais me fazem chorar! Sério!! Saudades da Claudinha!) e em nenhum momento a paternidade de um panda por um pato é questionada, o que faz o filme ser GENIAL DE VERDADE. Via torrent. Recomendo muito.
Ó paí, ó!
Já estava na casa do meu pai mesmo, embutida do espírito baiano (papai trouxe umas músicas locais de sua viagem recente), e em dia dos pais não se nega programa sugerido pelo velho, né? E tome Lázaro Ramos cantando, num semi-musical (só mesmo vendo o filme pra entender o 'semi') com jeito de propaganda da secretaria de turismo de Salvador, que ainda tem a) uma tragédia previsível e b) um personagem barra-pesada (Wagner Moura não convence) sem conclusão (mas que serve para mostrar como as pessoas no Pelourinho preferem o amor e a arte ao uso de drogas! Uau!).
Se vale a pena? Vixe mainha! Vale sim, meu rei. Fotografia bonita e, apesar do clima irritante de musical incompleto, a trilha é bacana e os personagens têm carisma. Com destaque pra evangélica dona Joana, interpretada por Luciana Souza. Lázaro Ramos é o protagonista, mas interpretar Roque é fácil, quero ver fazer todas as nuances de Dona Joana. Assista. Por ela.
E tem a sessão Curta Universitário, né?
Pode torcer o nariz, dizer que não gosta de curta, que acha curta universitário o fim da picada porque os caras AINDA não sabem fazer cinema, pode falar o que quiser, mas 'Kaiju Eiga' é um clássico absoluto na categoria:
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Prometo nunca mais deixar vocês sem notícias por tanto tempo, oquei?
Com muito amor no coração,
Lia