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O estranho mundo das tags

Antigamente, a produção intelectual e artística acontecia para, só então, ser organizada, arquivada e catalogada. É curioso pensar que, hoje em dia, quadros, esculturas e demais obras que requerem suporte físico ainda são catalogadas pelo modelo 'clássico', mas textos nascidos direto no computador, assim como fotos e filmes gravados em suportes digitais, todos já nascem em suas respectivas pastas, nomeadas de acordo com a data, com o título do projeto, organizadas em subpastas por volumes.

Mais estranho ainda é perceber que essa mesma produção intelectual costuma já ser catalogada no próprio ato de sua publicação, antes mesmo de um profissional analisar qual o setor mais adequado para a armazenagem. Assim, os critérios subjetivos do próprio autor (de suas suas convicções artísticas ao interesse em pageviews, vai saber os motivos!) se sobrepõem ao que seu trabalho realmente é, onde ele realmente deveria ser armazenado e que tags deveriam realmente ser usadas para maior relevância de pesquisa em mecanismos de buscas - o importante é o pageview ou o tempo que o leitor fica no teu site e a taxa de rejeição, afinal?

Será que todo portal de compartilhamento de produção intelectual não deveria ter uma espécie de conselho editorial para ajudar os autores a não aloprar nas tags ou na classificação equivocada? Os próprios usuários da comunidade não poderiam ajudar? A liberdade de publicação precisa mesmo ser tão irrestrita? É anarquia ou marketing mal feito? E será que é mal feito mesmo? Até onde é importante o armazenamento correto de uma obra intelectual/informação, ou simplesmente estar lá importa mais? Sei que existem portais e sites com formas diferentes de lidar com esse assunto, ahem, delicado. Sei que ainda estou tentando entender se isso é bom ou ruim, e em que isso implicará num futuro onde boa parte da produção intelectual estará hospedada e compartilhada na web.

Mas e você? O que me diz?

(ah, eu tinha cansado de ser inteligente, queria ser só bonita e gostosa, mas não consigo! não consigo! o cérebro teima em trabalhar a mil por hora...)

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