Gente, não esperava essa penca de elogios pro post passado. Pois é. Desenhar é bom, é terapêutico e às vezes... às vezes serve até pra aprender. Sempre fui ótima aluna na escola, e graças a ter estudado em escola experimental (sim, minha mãe faz mapa astral legal e eu sou free, free, free, freelancer, pode cantar aquela música do Sempre Livre pra mim),
meus hábitos que podiam ser considerados dispersão numa escola convencional eram entendidos como um artifício pra visualizar melhor o que o professor ensinava: era a minha interpretação imediata do que era dito na aula, e era assim que eu compreendia (e fixava) as coisas.
Ninguém nunca me reprimiu por passar a aula inteira desenhando e, até hoje, essa é minha forma de prestar atenção em reuniões, palestras e afins. E ai de quem pensar que isso é falta de educação. Juro que não é.
Então as chances de você encontrar uma caixa de lápis de cor na minha bolsa são grandes. As chances de ter canetinhas nanquim com pontas de diversas espessuras são de quase 100%. As chances de um guardanapo não sobreviver em branco do meu lado, idem.
Esse assunto (coisas bonitas) me faz brilhar os olhos (Turn around, bright eyes!). Mais do que o telefone-computador da moda.
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Mas quem desenha mesmo é o Vinicius. É a Beta. A Aline. O Felipe Guga. A Bel. O mundo tão cheio de gente talentosa, e vocês acreditando em mim...
Eu danço.
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Aardman, cadeirantes e publicitários
O Anima Mundi se foi, não consegui ver nada, mas nunca é demais dar notícias de uma das produtoras mais legais dos últimos tempos: eis que, depois do Creature Comforts, a Aardman ataca com o politicamente correto Creature Discomforts, onde coelhinhos, cachorros e sapos portadores de deficiência falam sobre como é ser 'diferente'. Fofo, muito fofo. E útil, né? Causa nobre por causa nobre, cota de empregos pra PPD em empresas de grande porte não resolve um problemão, que é a gente, que tem dois braços, duas pernas (que todo mundo evita ao máximo usar) e um cérebro funcionando perfeitamente (embora façamos um baita esforço pra atrofiar o cérebro também! estamos virando ciborgues atrofiados e substituindo os dedos por teclas, socorro!), bem, a gente olha diferente, e eu sei que tu acha esquisito aquela menina linda namorando cadeirante, e eu sei que pelo menos eu acho muito esquisito que alguém peça esmola no ônibus porque não pode andar e, sem andar, não arruma emprego - podendo digitar perfeitamente ou ir pra um serviço de call center, mas esse cara provavelmente não sabe que PODE, ou que PODERIA se muitas empresas tivessem uma rampa de acesso ou um elevador.
Deficiente é a gente, que nasceu com tudo em riba e se esforça pra perder a eficiência (ah, a memória do computador, essa precisa sempre aumentar!). Que venham outros filmes como esse da Aardman, então. É publicidade, mas, ei, pra que olhar torto pra publicidade também? O link do portal do SENAI era publicidade e você nem notou...