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It's a kind of magic

Peoplewatching, sei lá, não acho a menor graça em apenas observar - se não é para escrever, desenhar ou fotografar. Bom mesmo é perceber o potencial de beleza das pessoas com quem você esbarra, das coisas que aparecem no caminho - onde a beleza física é algo que, se existe, você nem nota: como notar algo além da música que a vendedora de marionetes canta, da ode à Lapa entoada pelo taxista, da simpatia do gringo em Copacabana, da educação do tiozinho que se diz 'bacharel em direito, mas eu sou é povão', do dvd do Queen rolando no pátio da escola (campanha pelo uso efetivo de Queen na formação de caráter!!), o cheiro do café (diferente a cada cafeteria, diferente na narina esquerda e na narina direita), da vendedora que te ofereceu um livro de ilustração de capas de livros infantis sem saber que você havia rascunhado pelo menos três capas de livros infantis naquele dia (oi, eu tenho carimbo de quem se mete com literatura pra criança na testa?), do Lessa, que te reconheceu depois de dois anos (provavelmente pelo cheesecake que você fez naquela festa de aniversário), do elogio sincero do amigo ao seu sorriso, que muito provavelmente era um sorriso de quem esbarrou com tantas coisas e pessoas interessantes, curiosas e belas à sua maneira em tão pouco tempo, que era impossível conter os dentes dentro da boca.

E quando você vê o mundo com leveza e tira horas suficientes para dormir, as coisas fluem mais facilmente. Não é que eu tou conseguindo?

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FYI, ontem revi amigos, dancei com amigos, ouvi amigos tocando - o ano era 1962. O networking? Não apareceu por lá.

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Gentileza gera gentileza, ainda que meio forçada

A cada estação de metrô, ouvimos Deus ex machina lembrar de dar lugar aos mais velhos, portadores de necessidades especiais ou pessoas com crianças de colo. Se você não levanta, as pessoas olham torto - e eu acho isso o máximo: por mais que tenha sido induzida, a gentileza acaba virando hábito - e agora vejo pessoas se oferecendo para ajudar a subir a cadeira de rodas ou o carrinho de bebê pelas escadas não-rolantes, além de um alto índice de 'pessoas cedendo seus lugares'.

É um adestramento, né? Mas a educação pode começar assim, por que não?.

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Gentileza gera gentileza, mas tem limite

Mais ou menos ilustrando este post, fica a dica do Bluebus, que por sua vez é dica do Adfreak: filminho publicitário ligeiramente inverossímil, do sujeito que atende o celular e passa sorrindo pelos outros - e conforme ele vai andando, as pessoas sorriem de volta. Isso não acontece. Isso definitivamente não acontece. Mas, num nível mais pessoal, as pessoas reparam quando você anda na rua com cara de apaixonado, sim. O trocador pode não ter a mínima vontade de responder teu bom-dia naquele dia, mas experimente pedir uma informação ou um favor com um sorriso para ver se a recíproca não será simpática. Um sorriso sincero, que pode ser gerado por um - ou um conjunto - dos motivos para sorrir que enumerei no primeiro parágrafo (e eu sei, porque aconteceu comigo).

Bem, chega de bla-bla-blá e segue o vídeo:

It's a kind of magic. Quanto mais humano, o ser humano ainda me interessa.

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Tá mandando suas fotos de Emília?? Esquece não! :)

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