Da arte de pagar mico voluntário: eu já tinha cantado a bola aqui e aqui e ninguém deu crédito: o novo grande lance da internet são as dancinhas toscas e caseiras no youtube. Alô trendspotters do mundo - mais três grandes provas de que a nova moda é fazer coreografias caseiras pra músicas improváveis:
- O Dancinhas mil, que eu descobri lá no site da Kamille, que é um blog (provavelmente iniciado em alguma festinha em casa, e que tem o dedo do Pedro Hamdam, que é um pusta ilustrador)-repositório de dancinhas caseiras;
- O Temporada de Dança, que é um site de uma promoção de uma empresa de calçados e que, pela época do cadastro no youtube (para a postagem de AULAS de passinhos, isso mesmo, aulas!), já aposta nessa tendência deste fevereiro deste ano - e que pelos vídeos cadastrados, você tem certeza de que são mesmo as usuárias que mandam, que não tem 'post pago pra bombar a promoção', porque só mesmo muita ingenuidade pra alguém cadastrar uma coreografia para a música "Aui Mauê" (!!!!!!!).
("Aui mauê, aui mauê, aui mauê, aui mauê", entendeu?)
- Por fim, os 7 Segredos Para um Post Básico, item 4, "People are dumb", que eu não vou traduzir aqui para não criar inimizades com quem tem coragem de disponibilizar esse tipo de vídeo (até porque eu terei em breve!), mas basicamente tem a ver com o sucesso que pessoas pagando mico fazem na internet, e pessoas falando em conferências não fazem. O artigo é bacana e tem uma das melhores frases de efeito que li recentemente: "Que bom que Anaïs Nin não tinha um blog, senão ao invés de histórias sobre o despertar sexual e o fervor criativo, saberíamos que se ela fosse uma tartaruga ninja, seria Raphael".
Last, but not least, e como tá fraco de acessos nos meus blogs paralelos, queria dizer que eu tenho um lado dançarina FORTE, e um bom nerd sempre leva suas obsessões às últimas conseqüências. Lindy Rio é meu blog sobre lindy hop, aquela dança bacana dos anos 30 e 40, recheado de vídeos e links de época, de programação de swing (a música) e jazz no Rio de Janeiro, e a intenção deste blog é mostrar pras pessoas que dançar a dois é bonito, é legal, tem sua magia, e por que não começar por um ritmo que você pode dançar ao som de Frank Sinatra e Nina Simone? Já o Mulheres no salão existe, basicamente, para divulgar o workshop homônimo do Mauro Lima e da Adriana Aguiar, mas no fim das contas acabou virando uma espécie de diário sobre as minhas experiências em bailes que descubro agora que danço, que tipo de maquiagem ou roupa funciona melhor, ou como enganar bem se você não é nenhuma Sheila Aquino.
E isso porque eu nunca escrevi aqui sobre minhas experiências com o sapateado, o flamenco e a hula.
É, a hula.
Pronto, falei. Imaginem o que quiserem pelos próximos dias, mahalo nui loa, aloha ahiahi procês.