você acha mesmo que o discurso antipirataria das indústrias produtoras e distribuidoras de filmes, discos, videogames, softwares e tudo o que pode ser copiado sem a perda de qualidade da matriz para as gerações é recente?
No finzinho dos anos 80, a reprodução não-autorizada de outra mídia digital preocupava a indústria norte-americana: os disquetes piratas com programas e jogos. Dê uma olhada no anúncio sério sobre a venda informal de cópia não-autorizada. Até então, as pessoas compravam os programas (num disquete, gente, num disquete! você lembra disso?).
Pouco tempo depois, em 1992, qualquer um podia gravar um disquete em casa - o Windows 3.0 foi lançado em 1990, tornando muito mais fácil copiar dados da mídia para o computador e daí para a mídia de novo do que pelo DOS. O tom sério da possibilidade de uma indústria de disquetes piratas puxada pelo comércio daquele pedacinho de plástico foi substituído por uma propaganda direcionada ao usuário comum, o moleque com um drive e o Sistema Operacional do Demo instalado - assista ao inacreditável "Don't copy that floppy", um rap bem 1992 com uma estética bem 1992 (lembra da Mtv aberta em UHF? Lembra das antenas UHF?).
O que deu nesses caras pra fazer uma propaganda de mais de nove minutos, eu não faço idéia. Mas dá pra fazer idéia da dor-de-cabeça que deve ter sido quando alguém descobriu que dava pra fazer cópias idênticas de disquetes - até que algum gênio descobriu que a solução para o problema era não ligar para o conteúdo dos disquetes... e ao invés de lucrar com o conteúdo dos disquetes, passaram a VENDER disquetes: no final dos anos 80, o negócio da Verbatim (lembra da Verbatim??) que, a essa altura, já pertencia à Eastman-Kodak, representava uma movimentação de 4 bilhões de dólares.
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O resto, meu amigo, é a história rodando em loop - como foi antes com as fitas cassete, como foi logo depois com o advento do cd-r.
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Esse papo te deixou nostálgico? Então confira a história dos computadores Amiga e tenha uma ótima semana!