"Pior foi a mãe dele, que saiu pelada num baralho de boteco".
A condessa, a respeito da mãe de CHIQUINHO SCARPA.
Chiquinho é muito bacana. Adoro ele desde que o vi no programa do Silvio Santos posando de dândi, cabelo engomado com Biodop bem penteado pra trás, ao lado dum Cadillac. Um carro fino, cheio das manivelas de ouro, do tempo em que a minha avó bebia leite em garrafa de vidro.
Conheci-o na mesma época em que apareceu o HOMEM DE DUAS CABEÇAS no "Isto é Incrível". Te dizer, rapaz, que fiquei apavorado durante anos. Assombrado mermo. Na época vovó, sempre parceira, ligou para a produção do SBT e passou-lhe a reprimenda por exibir a bizarrice.
Eram outros tempos. Casos como o do "Menino Leandro", cuja cabeça era defromada, mostrado anos mais tarde no programa do Ratinho, ainda não eram exibidos no horário nobre.
A TV não havia regredido ainda a um picadeiro cicense.
Máxima da transgressão estava a cargo de Miele. Pintava os canecos, por coicidência, no SBT. Bombava à meia noite com o sugestivo Cocktail. Tutti frutti pra cá, limãozinho prá lá, melancia acolá. Um monte de peitinhos de pêra que cabia na taça de champagne. Silicone? Existia não, irmão. Tudo natural, dos que cabiam na mão em concha.
Aliás, o Miele faz o que mermo?
Sempre o conheci como dono de bar. Cachaceiro ilustre. Barba escrota, voz idem.
Voltando ao Chiquinho Scarpa. Punhado de anos depois, o conde me aparece no Gugu, num quadro peseudo-jornalístico, contando a respeito da sua nova plástica: fios d'ouro implantados sobre a pele, no vinco entre a bochecha e a lateral do nariz (não sei o nome disso. Lia, me ajuda!).
Exibia rosto imaculado de vela de macumba. Batom rosa nos lábios e rouge no rosto pra dar um brilho. Helena Rubstein, falou?!
E o Gugu como, né?! Passando malllll do lado dele.
Bacana era quando Chiquinho ria. A covinha redondinha no cando do rosto. Vontade de carcar o dedo.
Magrão, à época manda-chuva do Domingo Legal, brincando no zoom na bochecha de Chiquinho, mané. Big close-up, como o seu amigo que faz cinema na Estácio gosta de dizer.
Enquanto isso, sua santidade Padre Marcelo Rossi boladão no meio do palco. O môço segurava como podia a batina enfeitada de dourado, girando em torno da jacuzzi. O playback rolando frenético com seu único hit. Um trilhão de cópias vendidas. Disco de césio!
Gugu amarradão, uma roda melada na cueca.
O Padre cercado de cachorras por todos os lados. Aí já havia silicone na jogada. No peito e na bunda. Mulherada morena, côr de não-sei-o-quê, a marca branca do biquini regaçado lá em cima, pernas cobertas de pêlos dourados, mingau de blondor bombando. Um comichão sinistro, mané. Dança do Créu é pinto.
Chiquinho lá atrás, dois dedos em pinça ajeitando a abotoadura de madrepérola.
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Tô ligadão de café, fui escrever as aspas do início do texto e entrei nesse parafuso aí. Falar em café, comprei o Melita descafeinado esses dias. Ainda não abri, mas tou vizânu adotar.
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Contribuindo para a lista da Lia, sobre músicas relacionadas à negra bebida, segue minha contribuição: Café Tacuba. Tá. É uma banda.
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Falando em batom, já assitiram ao novo "Amaury Jr. Show?" Rola aos sábados. É Amaury Jr. versão auditório, sacou? Finesse. A gordinha do Passatempo volta e meia pinta lá pra fazer um merchan. Tem a Maria João Abujamra também. Essa é interessante, pego muito. Sobre o batom? Ah, repara na boca do Amaury que você vai entender. Amanhã tem.
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HBO em casa? Tá rolando o doc The devil and Daniel Johnston. Daniel era um dos compositores favoritos de Kurt Cobain e de 90% da cena alternativa nos anos 90. Emburacou nos ácidos, psicotrópicos, foi internado diversas vezes em manicômios. Sofre de transtorno bipolar e outras demências. Há quem o compare a Brian Wilson. Mas se você ainda não ligou o nome à pessoa, ele foi o autor da estampa da famosa camisa de Kurt Cobain. Mito. Doc fantástico!
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Agora vou lá. Tem coisa pra dedéu pra vocês se divertirem no final de semana.
Ah! E dêem um alô pro TIO CHUCK.