Como bem definiu Fernando, o Americano em Paris e muso-mor desta que vos escreve, Silvia Machete deu novo significado à palavra prendada. E olha que Silvia apresenta Nina Becker como a moça prendada que cozinha e costura. E ainda canta. Mas o que Silvia faz, duvido que você faça também. Eu já descobri que não levo jeito para enrolar um cigarro, acendê-lo, dispensar o beck, tomar uns drinks, fazer muitas bolhas de sabão com a boca e ainda rodar um bambolê ao mesmo tempo. Começa que eu não sei rodar bambolê, embora tenha um em casa e nunca tenha desistido de completar a façanha.
E Silvia Machete, aquela que rima com chiclete, que rima com chacrete e rima com a imaginação dos homens, que faz 'música safada para corações românticos', ainda canta pra caramba. Voz bonita, doce e forte, sem afetação, agradável, um repertório cheio de bolerinhos e letras mais safadas do que românticas. E sua banda de apoio é uma espécie de Do Amor sem o Benjão, com o Fabiano Krieger. Eu não vou explicar quem ou o que é
Do Amor, veja você mesmo a formação, cate você mesmo no Google quem é quem, por onde andaram, e entenda por que o som dos caras é tão bom. E xô, encosto de Pepeu Gomes!
Mas a Silvia Machete, né?
Segue pra vocês um vídeo bem representativo dos dotes da moça. O bambolê é um clássico, mas aqui vocês também podem conferir que ela canta, e canta bem, e a letra, algo entre o romântico e o bem-humorado (ah, vá, dá pra ser as duas coisas ao mesmo tempo), é uma constante. Não se contentem apenas com as performances e levem o cd para casa. Descubra como no site da artista
Abaixo, a prova cabal de que toda bêbada canta:
Se eu já gostava, depois de ver o show ontem virei mais fã ainda. Já tou aplicando Fernando na fina arte de Silvia Machete. E, em breve, vou aplicar vocês na fina arte do café gelado com iogurte do Café do bom, cachaça da boa. Stay tuned for more rock'n'roll.
* * *
E aí? Não vai dizer nada? Twitter e e-mail estão aí pra isso :)