Depois de uma semana DAQUELAS (em apenas dois dias, perdi meu computador e pelo menos oito horas em função da Net - que, diga-se de passagem, não resolveu meu problema até agora), trabalhando e reinstalando tudo (alô, Brasil: tendo a oportunidade, não instale o Pacote Office. Instale o Open Office, gratuito, com todas as funções do original e mais algumas, e totalmente compatível com os formatos .doc, .pps e .xls) , aceitei de bate-pronto o convite do Theddy para passar a tarde de sábado no Pinball Clube RJ. Por uma módica taxa de 15 reais, o lazer é COMPLETO: quase uma centena de máquinas ligadas e liberadas toda a tarde para a galera.
Sentiu o drama?
O clube fica na rua Uranos, no afastado (para mim) bairro de Ramos, no Rio de Janeiro. Perdidos no caminho, nos restou (a mim e ao Sergio, que agora volta a ser Selvagem Big Abreu) fazer os piores trocadilhos com o nome do logradouro.
TOMMY, CAN YOU HEAR ME?
Cheguei a cometer o disparate da inscrição no campeonato (faltava quórum na categoria 'Mulheres e Crianças Primeiro'). Iniciante e já meio grandinha, amarguei um sei-lá-qual-lugar - mas me diverti como há muito tempo não fazia. Conheci a Clarice, campeã da categoria, amiga de amigos queridos e a prova que o mundo é um grande Orkut.
SEE ME, FEEL ME, TOUCH ME, HEAL ME
Depois de aproximadamente 4 horas jogando compulsivamente, completamente hipnotizada pelas luzes e pelas bolinhas prateadas (drogas? Pra quê?), percebi o cansaço do tempo em pé e do movimento contínuo. O troço é hipnotizante, e você não percebe que usa loucamente os braços e as pernas para jogar.
Lembrei, claro, do sujeito que perdeu 4,5kg jogando Nintendo Wii por 45 dias. Da próxima vez que sua mãe te mandar fazer esportes ao invés de ficar em casa jogando videogame, mostre isso para ela. Ou vá jogar pinball.
DID YOU EVER SEEN THE FACES OF THE CHILDREN, THEY GET SO EXCITED
Como mulher solteira na faixa dos vinte-e-muitos anos (com um pezinho nos trinta, é verdade), atesto e dou fé: ainda é um dos poucos lugares interessantes nesta cidade onde a proporção homem x mulher encontra tal disparidade que você sente a vibe da testosterona - também conhecida como nhaca de macho suado - a kilômetros de distância. Mas que a mulherada não se anime mesmo com esse aspecto, digamos, selvagem do pinball: todos estão hipnotizados pela tal bolinha prateada que sobe, desce, bate e volta, fica entalada... é melhor se animar em jogar. Sim. Jogue como o vento, garota, porque é divertido!
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O fim de semana de lazer atípico e, sempre, muito trabalho, culminou com a Marcha da Maconha, na tarde de domingo em Ipanema.
Minhas opiniões sobre o assunto são formadas sem muita base. Defendo a descriminalização do usuário e do cara que planta em casa (e não dá dinheiro para o tráfico), acho que a legalização, se feita, deve ser bem feita - se a venda legal vem com milhares de taxas embutidas, pode ter certeza de que o tráfico vai continuar (do mesmo jeito que as pessoas não compram cds por preços abusivos, preferem pagar por uma versão tosca no camelô da esquina...), e acho, sim, que álcool é ainda mais nocivo à sociedade - pessoas chapadas no trânsito são um perigo de qualquer jeito, mas o álcool tem o agravante de potencializar comportamentos agressivos em indivíduos de natureza imbecil que a cannabis definitivamente não tem. Logicamente, não participei da marcha. Mas já que a prática diária de esportes faz parte da minha rotina, fiz questão de tirar a bicicleta na hora certa para pegar alguns takes interessantes:
O público diversifcado deu a tônica do evento: playboys e patricinhas maconheiros provavelmente mais interessados em gritar 'Legalize!!!' do que em se empenhar seriamente para que isso aconteça eram maioria - mas havia, sim, pessoas com o dobro da idade da moçadinha bronzeada carioca, punks de coturno, famílias inteiras engaNjadas no movimento (desculpem, não resisti ao trocadilho). Alguns falaram em 'apenas 250 pessoas'. Eu achei que foi gente pra caramba, todos muito bem organizados e, como era de se esperar, recrutando adeptos pelo caminho.
Valeu a pedalada.
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Quem quiser saber mais sobre o evento, suas versões anteriores e até leis e discussões sérias sobre o assunto, saiba aqui.
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LAST, BUT NOT LEAST
Já coloquei no comentário do post anterior, mas não custa avisar aqui:
- Emiliano, eu almocei com Bruno Chateaubriand!
Não há registros fotográficos, mas há testemunhas. JU-RO.
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Oh, sim. Por essas e outras, eu amo o Rio de Janeiro assim mesmo, todo erradinho, como ele é.




Comments (6)
Ô!
Posted by Lia | maio 10, 2007 7:44 PM
Posted on maio 10, 2007 19:44
Eu só acredito pq vc me falou pessoalmente e, olhos nos olhos, eu não costumo duvidar das pessoas. Que inveja! Mas a pequena mereceu um puxão de orelha, e dos bons. Como assim não tirou foto COM o príncipe do Chopin??
Da marcha: vamos e venhamos, a essa altura do campeonato, punks de coturno é uma embriaguez de sucesso, né? hehe
Posted by Emiliano | maio 9, 2007 11:20 PM
Posted on maio 9, 2007 23:20
Meu reino pela mesa de pinball do Lethal Weapon 3 (ou South Park) na minha casa.
Posted by Giglio | maio 9, 2007 12:36 AM
Posted on maio 9, 2007 00:36
Bah, fiquei extasiado com as máquinas de pinball e esqueci do Selvagem Big Abreu!
Lia querida, me consegue um autógrafo do moço?
Posted by EGS | maio 8, 2007 4:14 PM
Posted on maio 8, 2007 16:14
Bruno Chateaubriand, minha nega???? Como assim???
(como assim 2: selvagem big abreu eh aquele mesmo? vc foi jogar pinball com ele? que universo paralelo eh esse que vc habita?)
Posted by Baxt | maio 8, 2007 2:57 PM
Posted on maio 8, 2007 14:57
Como assim no afastado bairro de Ramos, Lia?
Saiba que já morei lá e sacudi o meu esqueleto em inesqucíveis domingueiras do Social Ramos Clube, nos anos 80!
Carioca que se preze tem que conhecer o subúrbio, fia!;-)))
bjs
Posted by Flávio | maio 8, 2007 1:11 PM
Posted on maio 8, 2007 13:11