julho 20, 2008

Domingo criativo em Lounge

Oi, mãe! Tou no Jam Session de novo! O tema desse deu margem a umas artes BEM legais, vê lá!

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Então meu amigo me passa o link do portal SENAI Design, lançado há pouco tempo, mas parece que pouca gente conhece. Claro, existem milhares de sites internacionais de design com idéias mirabolantes, desenhos de chorar de desgosto por não ser tão bom quanto esses caras e links externos que te levam a cada vez mais sites de design, arte e ilustração, mas a idéia do portal do SENAI é diferente: tem um forte foco na excelente produção nacional e, claro, no que se pode fazer com a know how adquirido nos cursos de lá (oi, te falei que tou há eras pra começar um no CETIQT pra poder dar uma aplicação PRÁTICA aos meus desenhos e ilustrações? Pois é. O portal veio bem a calhar).

E tem a mina de ouro. O Easter Egg. O Catálogo de Fornecedores.

Você que, como eu, é chegado num Do it yourself e num projeto de arte: de botões a acrílicos, de aviamentos a estamparias, coloca o portal de design do Senai nos seus bookmarks.

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2 gerações de ETs

À direita, duas gerações de ETs nos bastidores do ensaio fotográfico pro JamSession

Mas se teu negócio é mesmo ver portfólios, exposições virtuais e arte de tudo o que é tipo, de ilustrações na canetinha ao 3D, de cinema a selos antigos, de fotografia a pranchas de filmes de animação reconhecidamente geniais, PixelCreation é pra você (c'est aussi bon pour entraîner ton français!).

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Seda no caderno

Criatividade rolando solta! E ainda aprendi a dar utilidade não-fumante (é que eu não fumo nada, mesmo) praqueles papéis de seda fininhos de enrolar baseado tabaco: POST-IT! Com a vantagem da transparência, o que te permite fazer desenhos bem legais baseados em fotos de revistas... ADORO!

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Pleno sábado e eu correndo de uma reunião pra fechar a programação visual de uma produtora de filmes, pra outra pra fechar a programação visual de um evento de dança.Tou perdoada por ter ignorado solenemente o Dia da Blogagem Política? Sabe como é, tem dia que você precisa cuidar da sua própria vida, e pensar na coletividade depois, com calma.

De qualquer forma, os últimos dias têm sido mais ativistas do que o comum. É só dar um scroll amigo aí pra baixo. Mas se eu fosse você, só colocava esses links no bookmark e saía pra curtir o domingão, que tá bonito...

julho 17, 2008

Deus me livre!

emi_play%28133x122%29.jpgFalar o que sobre esse projeto de lei que tramita num vai-e-vem pelo cerrado? Em menino, costumava a me estressar com essas questões. Perdi a mocidade e ganhei um vinco na testa de tensão. Gostaria de um mundo livre de fato. Mas como Utopia é só com Thomas More, ficaria contente se apenas me fosse dada a liberdade plena de viver a vida que, por um capricho maravilhoso, me foi concedida por Deus.

Mas Estado laico é aquele lance, né? Cada macaco no seu galho.

E ainda me vem um Dostoiévski com os cornos cheios de vodca e mata o Todo Poderoso.

"Se Deus está morto, tudo é permitido", pôs a frase na boca de Ivan Karamazov.

Certo.

Agora tome-lhe o pastor Silas Malafaia se esgoelando para desfazer a cagada.

Pior? Só o barbudinho que senta ao seu lado na faculdade, coleção "Os Pensadores" COMPLETINHA no colo, TEORIZANDO a frase pinçada de "Os irmãos Karamazov" à luz de NIETZSCHE enquanto enrola os cachinhos dreadlocks no côco.

Mal-estarrrrrrrrrrrrrrr!

Já te disse que perdi a mocidade? Pois.

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Vejam: falei de Nietzsche, Dostoiévski e Silas Malafaia. Lounge vai bombar na palavra-chave no google, mané. Nem vou precisar falar que a Playboy da Natália BBB é uma boa chepa, tampouco dizer que já saiu o TERCEIRO filme de sacanage da Ronaldinha para que chovam acessos. Lia, tu me deve uma. o lobby pro portal é um bom começo. ;)

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Certo que em Lounge somos mais rockabilly. Todavia, proponho que ouçam esse som. Né billy, não. Mas tem o baixo acústico mais GOSTOSO do seu mês. Duvido tu achar algo mais adocicado, inda por cima combinado com essa voz de "açúcar candy" feito aqueles da Kopenhagem que a sua avó costumava trazer na volta do cardiologista. Nem o sorvete de groselha que você vai tomar comigo em Maricá é igual, morena. Uma DELÍCIA.

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Beach Boys, The Cure, Björk, Nirvana e muitos outros para CRIANÇAS DE BERÇO? Falei sobre isso aqui.

julho 15, 2008

C'est si bon...

Das coisas bonitas que acontecem pra quem repara nelas...

Enquanto a banda de jazz tocava, um ou outro casal se arriscava na pista de dança. Um casalzinho de crianças tentava emular os passos, Maria Antonieta tirava alguém pra dançar (sem muito sucesso), e umas cem ou cento e dez pessoas olhavam sentadas. Na que seria a última música, um blues tão gostoso, o improvável aconteceu - e um a um, ou dois a dois, as figuras foram subindo ao tablado para nos fazer companhia (é, eu era uma das que se arriscavam na pista de dança). Um mímico que dançava como rapper. Uma dançarina de can-can. Uma família inteira de lenço na cabeça. Senhoras francesas maquiadas de verde e amarelo. Bernard Finnes desceu do palco e se juntou aos franceses, brasileiros (et un québécois!), e a gente não sabia mais quem vinha de onde. Os olhos do meu partner (que há tempos não socializava com seus conterrâneos) brilhavam. De alguma forma, era como se Jean-Pierre Jeunet dirigisse a cena, à maneira de Emir Kusturica. Só estando lá para a entender a beleza daquele momento tão incomum.

A dança é onde duas pessoas de línguas diferentes se entendem - se um guia e o outro se deixa guiar, nem importa muito que você não saiba dançar este ou aquele ritmo.

A música une.

Aux armes, citoyens Forte de Copacabana Um casal dança


E quem comemorou a queda da Bastilha hoje, 14 juillet, au Fort de Copacabana, a tout compris.

julho 14, 2008

Senado garante que compartilhar arquivos não é crime...

...e que violar a lei de Direitos Autorais também não é (!!!).
Com as novas emendas no polêêêêmico projeto de lei, que já deu o que tinha que dar em blogs e afins (mais pela superexposição do assunto em tão pouco tempo do que por sua relevância, embora seja certamente mais relevante do que a nova ação da [_insiramarcaaqui_]), fica claro que o objetivo não é punir o usuário comum, mas se safar de e-grampos e afins. Direto da agência Senado, emendas e esclarecimentos para os parágrafos polêmicos (via idgNow!). Pelo que entendi, trocar arquivos pode, o que não pode é invadir computador de político e divulgar e-mails e fotos que comprometam sua integridade. Oquei.

Abaixo, dois pontos do meu interesse pessoal:

Segundo o parágrafo 8, artigo 266, é crime "interromper ou perturbar serviço telegráfico, radiotelegráfico, telefônico, telemático, informático, de dispositivo de comunicação, de rede de computadores, de sistema informatizado ou de telecomunicação, assim como impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento". Entendeu, Virtua? Banda COMPLETA enquanto o uTorrent estiver ligado.

O parágrafo 9, art. 297 trata da falsificação de dados eletrônicos ou documentos públicos, e o parágrafo seguinte trata dos particulares. Fica a dica para o departamento jurídico da TV Globo: consigam logo uma liminar antes que o DCG inteiro vá para a cadeia. Ou uma emenda, dizendo que 'cenográfico pode'. Ou, roteiristas, jamais incluam certidões, documentos e contas para os personagens em cena!

De qualquer forma, hackear aquele seu aparelho que chegou do estrangeiro pra poder utilizar no Brasil continua sendo crime. Na verdade, ele quer poupar você, que mandou vir o aparelho do estrangeiro, do constrangimento de ser visto pela gata como mais um desses malas que gostam de exibir um celular último modelo (o equivalente ao carro último modelo dos dias de hoje).

Ainda sobre o assunto, Gravataí Merengue discute a lei, parágrafo a parágrafo, responde os comentários um a um... e quase convence de que, apesar de dar margem a diversas interpretações, até que depois das emendas a coisa não ficou tão terrível assim.

(eu disse quase porque só dei aquela escaneada, não consegui ler tudo com atenção ainda. então não tou convencida de nada...)

julho 13, 2008

Turning japanese

Demorou um bom tempo, mas aos 45 do segundo tempo consegui ver a fantástica exposição de cultura japonesa no CCBB (super movimentado, já que era o primeiro sábado de Anima Mundi). Em breve, fotos no Flickr. Por ora, inspirada pela expo, pela escalação do Fuji Rock Festival e com o bucho cheio e devidamente orientalizado, fica aqui a recomendação que é diversão garantida ou... ou... aqui não rola esse lance de dinheiro não, então é apenas a diversão garantida: Shin Tanaka, ilustrador e toy art maker... já que ninguém aguenta mais ouvir falar em toy art, mas esse é arte de brinquedo MESMO, Shin Tanaka faz bonecos de papel pra cortar e montar - ou seja, você vai brincar. Mesmo. Não vai só decorar sua mesa. E, melhor ainda: mandando um e-mail pra ele, ele te manda o template em branco, e você pode customizar o seu boneco. Chegade blá blá blá e segue o ouro: o site do gênio é esse aqui.

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RECEITA DO DIA: VIETNAMESE SPRING ROLL

É um rolinho primavera não-frito - hidrate o papel de arroz e recheie com o que bem desejar.

springrolls
eu que fiz!

Para hidratar o Papel de Arroz

Num prato largo, coloque água fervendo (ou bem quente). Mergulhe o papel de arroz até ele ficar maleável. Coloque-o aberto em outro prato, e recheie como panqueca (mas fechando as laterais para o recheio não cair).

Os meus, recheei com:

Bifum com legumes

Cenoura ralada, brócolis, repolho, vagem (aqueles da bandeja do hortifruti), meia cebola grande picada, 100 gramas de presunto picado, 100 gramas de queijo prato também picado (a última coisa, pra não derreter demais) refogados com pimenta de cheiro, um pouquinho de curry, um pouquinho de shoyou, sal.

Enquanto você cozinha os legumes, prepare o bifum: em meio litro de água fervendo (sal e pimenta de cheiro a gosto), você deixa o bifum por três minutos e não mais.

Misture tudo.

Frango quase agridoce

300 gramas de peito de frango (vai sobrar muito pra comer com macarrão durante a semana) picado, temperados com sal e alecrim. Na panela, cozinhe com shoyou e molho agridoce. Passas. Pimenta moída na hora. A outra metade da cebola. Fica bom, gente, muito bom.

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Atenção para as 'panquequinhas': o papel de arroz é frágil, e o bifum é um recheio leve - mas o frango não é. Poucos pedaços, sem molho, ou, se puder, use frango desfiado. Coma com as mãos. E divirta-se.

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Dia de JPop que começou com uma lata do suco de uva com pedaços de uva tem que terminar assim: Primeira parte da apresentação dos Cosplayers no Descolagem, Segunda parte da apresentação dos Cosplayers no Descolagem. Porque uma ação judicial TÃO surreal só podia mesmo ser lida assim.

Cosplayers (e o Ronaldo aqui no canto)

(Pedro avisa: bastidores em breve!)

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Recebi um e-mail FODA do Marcos Faria, sobre a questão do momento dos 'ciberativistas' (dentre os quais NÃO me incluo, apesar do post anterior). um comentário de extrema lucidez sobre essa questão, e dá de mil a zero em todos os blogs onde li sobre o assunto. Incluindo este blog que você lê agora.

Pois é. Onde a gente estava quando o projeto estava aberto a emendas?

Mas isso é assunto para o meio da semana...

julho 10, 2008

Mundo digital: uma péssima notícia, e uma luz no fim do túnel

Ontem de madrugada, enquanto você dormia, eu começava a formatar um projeto, outros falavam do jogo, alguns insanos assistiam à TV Senado para acompanhar a votação do projeto de lei do senador Azeredo, que foi aprovado (independente dos milhares de assinaturas da petição online para que este absurdo não fosse nem considerado) e agora segue para a câmara.

Este projeto transforma você, que tem um iPhone hackeado, num criminoso.

Você, que baixa músicas na internet, é um criminoso.

Bem, pela legislação atual, você já era um criminoso mesmo, mas ninguém tinha subsídios legais para registrar sua ação criminosa e manter logs de todas as suas transferências de arquivos, bem como dos arquivos que você mantém na sua máquina.

Agora tem, ou melhor, está em vias de ter, porque o projeto está indo para a câmara. Pois é.

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Eu era uma criança muito bonitinha. Tenho várias fotos minhas como vim ao mundo, com menos de 5 anos de idade, que minha mãe não botava na internet por motivos óbvios (internet? que internet?). Mais de vinte anos depois, eu mesma fiz esse serviço: aquela criança não existe mais, as fotos não têm conotação sexual nenhuma, sou eu ali e faço dessas fotos o que eu quiser. Mas tenho certeza de que, tivesse eu orkut e fotolog aos 8 anos, minha mãe me orientaria a não colocar fotos minhas. Que ela não me deixaria sozinha na companhia de pessoas 'suspeitas'. E que o abuso sexual de crianças e adolescentes não passa necessariamente pela internet, mas pela família e pessoas próximas. Logo, a idéia de um projeto de lei para inibir a pedofilia na internet pode até funcionar, mas não vai alterar em na-da a vida de pessoas disfuncionais que sentem tesão em crianças e vão às vias de fato.

PENSEM NISSO.

Enquanto isso, quem paga o pato por esse projeto sou eu, é você. Que não gostamos de crianças (gostamos, mas não pra isso), mas queremos ter acesso a músicas, livros e demais bens que podemos guardar em nossos computadores, muitos deles que não foram e não serão lançados no Brasil, e agradecemos todos os dias pela existência da internet.

Chega de me alongar. O Pedro Doria, claro, falou muito melhor do que eu. O FZer0 dá o caminho para uma mobilização (espero!) eficiente, para chegar às caixas postais de deputados. A Cris pergunta cadê os blogs 'influentes', que falam sobre Coca-Cola, campanhas de culinária, promoção de filme e sandália (adendos meus), mas que não se manifestam sobre o assunto.

Se meus trinta leitores diários fizerem alguma coisa em seus blogs, em suas faculdades, em seus escritórios, eu já fico feliz. Se UM deles conhecer alguém que conhece a Flora Gil, que é casada com nosso excelentíssimo (de excelente mesmo, há eras não vejo uma gestão cultural no Governo como essa) Ministro da Cultura Gilberto Gil, podemos contar com o veto presidencial, em última instância.

Mas o objetivo, agora, é não deixar chegar lá. Vamo?

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De qualquer forma, o mundo digital ainda nos presenteia com boas idéias: o Last.fm, que já se paga com anúncios e assinaturas, vai começar a remunerar as bandas independentes pelos downloads e streamings grátis. Nada mais justo do que remunerar seus produtores de conteúdo,certo? Ainda há controvérsias a respeito dos termos, mas é uma opção. Se der certo... Way to go, indústria da música! Comemoremos.

Dez anos

Em janeiro de... ok, tou entregando a idade aqui. Em janeiro de 98, alguém tropeçou nas teclas da palavra "Alô", e "Lao" virou piada interna de uma lista de discussão de interessados em cultura (pop ou não) e do-it-yourself: então o grupo virtual de então fanzineiros e proto-radialistas (hoje, dez anos depois, estamos devidamente espalhados em jornais, revistas, rádio, tv, gravadoras, livros, escolas, universidades, etc) se uniu pra criar uma Revista on-Line.

Durou uma edição. Meia, se levarmos em conta que a empreitada ainda está incompleta e cheia de links quebrados. Quando o máximo do webdesign era separar o conteúdo em FRAMES. Na época em que nem sonhávamos com Gmail, mas comemorávamos a hospedagem gratuita e organizada por 'ruas' e 'bairros' do Geocities.

Tweet! Tweet! - dez anos depois...

liaamancio Jesus! Meu e-mail pra contato era da AGENTEL!!!!! Algum niteroiense old-school no Twitter? @tatianarocha? Alguém? 2 minutos ago from web

liaamancio Claro, tá na seção de comportamento, e é sobre nerdices. Reivindico o posto de Musa Nerd, categoria Tia Velha, já. 5 minutos ago from web

liaamancio Tou sépia: meu primeiro texto prum site co-la-bo-ra-ti-vo tem DEZ ANOS. DEZ. http://www.geocities.com/SoHo/Cafe/9195/ 7 minutos ago from web

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Lia na Lua

Agora saio assobiando, pisando fininho e deixando espaço pra notícia REALMENTE relevante do dia: sim, existe água na Lua. Congelada, mas existe. A Tatiana já está na fila pra colonizar. Eu já imaginei uma cena meio "Era uma vez no Espaço", um mix de Sergio Leone (e ferrovias sendo construídas onde a água era descoberta) com 'O Planeta Proibido', o que resulta numa coisa meio steampunk. Mas se a colonização da Lua for mesmo steampunk, eu fico na terra: só pego nave se for nesse clima (com quatro garotões canastrões pra cada Lia, saca?).

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Verdades universais:
a) tou ficando velha;
b) posso me considerar sênior nesse negócio de produção de conteúdo (tudo bem, era tosco, mas, oi? Dez anos também de Conga Conga Conga On-line, textos+html+imagem all by myself...);
c) esses grandes portais de entretenimento estão dando é muito mole de me deixar solta por aí.

julho 8, 2008

Vídeo da semana

É oficial: cansei de ser inteligente, já que isso não está me levando a lugar nenhum, e resolvi não apenas assumir que sou um rostinho bonito, como aproveitar a lua em leão para dar o start num projeto que já pede para ser realizado há alguns meses (com a bênção dos mais do que queridos Miranda e Haroldinho - porque eu sou uma mulher bem-relacionada pra dedéu).

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Enquando o projeto não vem, o Flashmob Pré-Histórico (e não-intencional) no Verbeat me inspira a me fantasiar de dinossauro e esconder meu rostinho bonito, mostrando apenas meu talento para... para... para varrer a casa?

Graurrrr!

Mas não é que depois do post do Tiagón, o tema do JamSession foi Dinossauro?

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She can't help it...

Essa música tem um cheiro bem distante de girl-group dos anos 60. O clipe é lindo. Mas quando seu earworm do dia diz "clumsy 'cause I'm falling in love" em loop e ainda por cima tem a FERGIE cantando... eu tenho medo de procurar saber os motivos...

julho 4, 2008

I know, you know!

Ando meio ausente daqui por causa do Descolagem. É amanhã (sabadão) e vida de produtora não é moleza - mas quem for (ou acompanhar pela WebTV - e eu garanto: o serviço de streaming é firmeza!!!) não vai se arrepender nem um pouco. Depoimentos em vídeo, live P.A. do conterrâneo Nepal, Marco Gomes, Fábio Seixas, os muito queridos Lúcio Abbondati e Ronaldo Lemos (o cara que curte anime e Marcelo Birck), participação à distância do estimado Silvio Meira... quero todo mundo lá! Para saber como ir, mande um e-mail e ligue sua impressora.

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Enquanto isso, Emiliano tem feito os ânimos se agitarem aqui em Lounge. Se alguém aqui escreve bem e sabe entreter com as palavras, é ele.

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O Rio de Janeiro, ao mesmo tempo em que me encanta, me deixa levemente deprê: no dia em que a NAVE foi inaugurada - uma escola pública que não poupa recursos para que o aprendizado dos alunos acompanhe a 'linha não-linear' de pensamento do Século XXI - ouvi um papo entre guris de rua que me deixou triste: do mesmo jeito que você e seus coleguinhas se xingavam de brincadeira ("seu perna-de-pau!", "seu rolha-de-poço"), se é que brincadeira de criança está isenta de crueldade (nunca está), um dos meninos chamava o outro de mamador. Fundo de verdade? O outro respondeu "é, mamo sim, mas é por dinheiro e..." e aí continuei andando, mas isso foi em maio e ainda não esqueci. O sangue ferveu pensando em quem é o ignóbil que, por mais que um moleque desses precise de dinheiro, paga para uma criança de não mais de doze anos fazer isso. Enquanto isso, a gente estuda, faz estágio, arruma trabalho 'decente', e não faz absolutamente nada para que uma criança não precise mamar ninguém.

Vale lembrar que mesmo as escolas públicas exigem documentos e a assinatura dos pais. Vale lembrar que muitos desses garotos querem estudar mas não podem, e muitos outros não querem, porque estudar não paga (e vender bala, sim).

E eu, aqui, sem saber como fazer para retribuir a gentileza que o mundo tem me concedido (ontem, na forma de um moreno lindo com os olhos castanhos mais castanhos que já vi, e o sorriso mais inocente para um rapaz de trinta e poucos anos de que já tive notícia). Doar roupas faz bem pra alma, mas sei que ainda não é o caminho.

Só ainda não achei qual.

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Numa homenagem meio torta ao blog do Emiliano, em vez de Rezillos a gente (que é new wave!) coloca os Revillos aqui. 'Scuba scuba' pra alegrar o fim-de-semana de vocês!

Tá bom. Não resisto: Rezillos, com 'Destination Venus'. O Man... or Astroman? já fez cover dessa música, e Man... or Astroman? é assunto recorrente aqui.

Mas o que tem me feito acordar saltitando são os Friendly Indians! I know, you know!

junho 30, 2008

Um programa, duas receitas

emi_play%28133x122%29.jpg"Larga numa sala cheia de fogões que elas ficam loucas!", dizia um professor de marketing, a quem chamávamos carinhosamente (sem ironia, acredite) de Patife. Referia-se às pesquisas de produto com a participação direta das consumidoras. Segundo ele, fera no ramo, as moças entram em êxtase diante de eletrodomésticos, sobretudo fogões de aço escovado. Nas pesquisas com a participação feminina é um "Deus nos acuda". E a produtividade ao final é batata - com e sem trocadilho.

Patife, que tinha a voz de Agildo Ribeiro, contava essa história sempre seguida de uma gargalhada genuína vinda do exôfago. Aula de pesquisa era uma cena.

Cozinha é fogo mermo. Cozinhar, então! Deixo na mão da criada, não levo jeito.

Mas antes que a moça fique nervosa doutro lado da tela e prepare a mão para encher na minha cara, ouça: aprendi a escrever vendo, entre outras coisas, receitas do programa da finada Ofélia.

A maneira com que os ingredientes são exibidos pelos programas de culinária é incrivelmente didática, feito curso de idiomas da TVE.

Sou tragédia na cozinha, de modo que a sua mãe não gostaria de me ter como genro. Ocorre que tenho uma queda inexplicável por programas de receitas. Te dizer que o som da colher passando o refogado, a cebola picadinha estalando na frigideira me dá um bem-estar que você não acredita.

Os programas de hoje estão debaixo de vaia. Ana Maria Braga, na Record, talvez tenha sido o último suspiro dos bons programas de culinária, daqueles que apresentavam receitas simples, caseiras, sem afetação. Velhos tempos em que Salgadinho (Paulo Salgado, merchandete e ex-apresentador do Tok Jovem, da Record) vendia a clássica "fábrica de coxinhas" ao lado de Aracy Wolf, a Aracy da iogurteira Top Therm. Ambos continuam na batalha, dizem que Salgadinho anda tirando 20 mil por mês como merchandete vendendo as modernas TekPix. Os programas mudaram bastante.

Receita Minuto é diferente. O programa apresentado por Daniel Bork é sensacional, com várias receitas simples e criativas que não guardam mistério na preparação. Bork, espécie de "dono de casa" por conta das circunstâncias (como fora Ronnie Von), é fera e objetivo na cozinha. Quando parte para uma receita, parece adivinhar o que estamos querendo comer - por mais que nunca tenhamos experimentado tal prato. Esses dias ensinou a fazer um gratinado de aipim com charque coberto de queijo de dar água na boca (e olha que eu não como carne vermelha, hein!). Teve também um creme de tomate moleza de fazer.

Quem assiste ao programa é minha sobrinha de sete anos. E é ela quem anota as receitas, como eu fazia quando moleque. Resultado: estamos eu e ela no aguardo de alguém prepará-las para a gente, posto que a criada aqui de casa acha esse papo de receitas uma tremenda besteira (aqui a criada é confiada que só, rapaz). Alguém se habilita?

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Frase do mês: "Escolhi o Carlos BAZUCA porque ele era o mais MEIGO de todos" - Leila Lopes, em noite de lançamento do seu pornô rodrigueano "Pecados & Tentações". Leila disse também que entra na Globo sem precisar bater na porta.

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O filme já caiu na net. Não ponho o link aqui porque é casa de família, naturalmente. Pronto! Debandada geral de Lounge em direção ao google. A pequena é fraca, já adianto pro amigo tarado.

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O festival de Parintins é realmente de cair o queixo. Ponto pacífico. Mas daí a ter de aguentar os comentários ufanistas do tresloucado Datena é SACANAGE, cumpadi. Isso. Eu não fiz nada no final de semana.

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Bom. Chega de lero-lero. Andas com o iPod (ou o Foston boladão da Uruguaiana) sem grandes emoções, cansado das mesmas músicas? Então dá um pulo no Around que eu tenho algo para você.

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Por fim: você enlouquece diante de fogões de aço escovado? Conhece alguma "receita minuto" boa de fazer e melhor de comer? Não pode ser a Leila Lopes, hein! Então manda brasa ali embaixo nos comentários.

junho 29, 2008

Quando VOCÊ é o objeto em que as pessoas reparam...

Tá que ultimamente tenho tido mais motivos pra sorrir do que pra chorar. Tá que o Emiliano já havia cantado a bola, aqui mesmo, da gravidade da situação. Tá que nem sempre os assuntos me interessam, mas é fato que nunca li um texto mal escrito na Piauí - mesmo um assunto aparentemente desinteressante fica bom de ler por lá.

Acontece que segurei tanto as emoções enquanto lia a brilhante matéria sobre o cd recém-lançado do empresário Roberto Justus, que uma hora elas explodiram numa sonora gargalhada, com direito a lágrimas e pessoas assustadas me olhando no vagão do metrô. Tentei reparar ("mas é que essa matéria está genial", tentei dizer para o casalzinho que riu do meu desespero, piorando minha situação: gargalhar e falar ao mesmo tempo produz resultados desastrosos), sem sucesso, dando graças a deus que a Cardeal Arcoverde era a próxima.

Fica a dica.

Comprem a Piauí, a da zebra colorida na capa.

junho 27, 2008

It's a kind of magic

Peoplewatching, sei lá, não acho a menor graça em apenas observar - se não é para escrever, desenhar ou fotografar. Bom mesmo é perceber o potencial de beleza das pessoas com quem você esbarra, das coisas que aparecem no caminho - onde a beleza física é algo que, se existe, você nem nota: como notar algo além da música que a vendedora de marionetes canta, da ode à Lapa entoada pelo taxista, da simpatia do gringo em Copacabana, da educação do tiozinho que se diz 'bacharel em direito, mas eu sou é povão', do dvd do Queen rolando no pátio da escola (campanha pelo uso efetivo de Queen na formação de caráter!!), o cheiro do café (diferente a cada cafeteria, diferente na narina esquerda e na narina direita), da vendedora que te ofereceu um livro de ilustração de capas de livros infantis sem saber que você havia rascunhado pelo menos três capas de livros infantis naquele dia (oi, eu tenho carimbo de quem se mete com literatura pra criança na testa?), do Lessa, que te reconheceu depois de dois anos (provavelmente pelo cheesecake que você fez naquela festa de aniversário), do elogio sincero do amigo ao seu sorriso, que muito provavelmente era um sorriso de quem esbarrou com tantas coisas e pessoas interessantes, curiosas e belas à sua maneira em tão pouco tempo, que era impossível conter os dentes dentro da boca.

E quando você vê o mundo com leveza e tira horas suficientes para dormir, as coisas fluem mais facilmente. Não é que eu tou conseguindo?

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FYI, ontem revi amigos, dancei com amigos, ouvi amigos tocando - o ano era 1962. O networking? Não apareceu por lá.

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Gentileza gera gentileza, ainda que meio forçada

A cada estação de metrô, ouvimos Deus ex machina lembrar de dar lugar aos mais velhos, portadores de necessidades especiais ou pessoas com crianças de colo. Se você não levanta, as pessoas olham torto - e eu acho isso o máximo: por mais que tenha sido induzida, a gentileza acaba virando hábito - e agora vejo pessoas se oferecendo para ajudar a subir a cadeira de rodas ou o carrinho de bebê pelas escadas não-rolantes, além de um alto índice de 'pessoas cedendo seus lugares'.

É um adestramento, né? Mas a educação pode começar assim, por que não?.

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Gentileza gera gentileza, mas tem limite

Mais ou menos ilustrando este post, fica a dica do Bluebus, que por sua vez é dica do Adfreak: filminho publicitário ligeiramente inverossímil, do sujeito que atende o celular e passa sorrindo pelos outros - e conforme ele vai andando, as pessoas sorriem de volta. Isso não acontece. Isso definitivamente não acontece. Mas, num nível mais pessoal, as pessoas reparam quando você anda na rua com cara de apaixonado, sim. O trocador pode não ter a mínima vontade de responder teu bom-dia naquele dia, mas experimente pedir uma informação ou um favor com um sorriso para ver se a recíproca não será simpática. Um sorriso sincero, que pode ser gerado por um - ou um conjunto - dos motivos para sorrir que enumerei no primeiro parágrafo (e eu sei, porque aconteceu comigo).

Bem, chega de bla-bla-blá e segue o vídeo:

It's a kind of magic. Quanto mais humano, o ser humano ainda me interessa.

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Tá mandando suas fotos de Emília?? Esquece não! :)

junho 25, 2008

O mal-estar na pós-modernidade

Interessante. Isso é em Portugal: uma marca de chás prontos promove uns encontros de jazz ao ar livre. Excelente associação: chá, bem-estar, jazz, ar livre. Como sempre, tive idéias. Mas, diferentemente de outrora, nestes últimos meses tenho arrancado força do útero para ficar acordada em horários alternativos só para executar essas idéias.

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O mal-estar na pós-modernidade

Tenho trinta anos, trabalho, pago minhas contas. Boa parte dos meus amigos o são porque temos afinidades - trabalhamos em áreas correlatas, temos mais ou menos os mesmos interesses. Mais cedo ou mais tarde, "como está teu trabalho?" acaba virando assunto, e invariavelmente o que era apenas amizade vira networking - é um procurando trabalho, o outro precisa de ajuda em um projeto, "oi, posso te pedir um favor?", e o trabalho vira pretexto para almoçar com os amigos. Nossa, chega de networking. Amizade, isso sim, devia ser pretexto pra almoçar com os amigos, tomar umas cervejas, tomar um café. Como fugir do networking em tempos de... networking? Eu quero meus amigos - apenas amigos - de volta!

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O culto à urgência

"Computador", na França, teve seu nome mudado para "Ordinateur" - não por alguma espécie de purismo lingüístico dos franceses, mas porque 'con' e 'pute' não são exatamente palavras delicadas de se dizer. O melhor termo que eles encontraram, donc, foi o do ordenador, máquina que serve para botar ordem, organizar. Eu achava que computador servia para isso, mas consigo achar muitos outros usos - um deles é aumentar o gap entre as classes (mesmo que as classes sejam ligeiramente parecidas, como a minha e a da minha network dos meus amigos). Um exemplo? Sou considerada um et porque não estou on-line no meio da rua. Porque meu celular apenas fala - no máximo, toca música, tira fotos e faz pequenos filmes, mas esse não é o mesmo que fala. Porque, bem, não posso arcar com os custos de um aparelho (e um plano de operadora) para me deixar on-line o tempo inteiro. Então, em vez de entrar numa technoia sem limites, me adapto à minha própria realidade: meu caderno de desenho é meu pastor, e se há uma caneta no recinto, nada me faltará (muitas vezes, passo para o ordenador e dou um segundo tratamento à arte ou ao texto, é verdade). Meu caderno é meu dispositivo móvel, e ai de quem falar da derrubada de árvores versus a intangibilidade dos arquivos digitais: cadernos se reciclam. Baterias de lítio... também, mas aí é mais complexo.

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A Ordem do Discurso

O lado bom da pós-modernidade, se me permitem, é a síndrome do Grande Irmão. Minha mãe pode me ler, meu pai pode me ler, o namorado (que, quando existe, fuça tudo mesmo!) pode me ler, o chefe pode me ler, para não falar de quando você precisa muito fazer um comentário ácido e sarcástico sobre alguma coisa/pessoa que viu no dia anterior... e pode se indispor se teu comentário for achado por aí. Você pode ser até processado - e retirar a página do ar não adianta muito, com o cache do google ali, pra te lembrar até o fim dos tempos que você escreveu, sim, sobre aquilo.

Pois quando bate aquela vontade de dissecar toda a minha acidez sem fim no Twitter ou no blog... os amigos, né? Nada, nada, nada - nada no mundo, mesmo - substitui os amigos (e não apenas pra isso). Sobra pra Simone, pra Tatiana, pro Marcelo...

...ou pro meu sempre infalível caderno de papel.

(Foucault não fala sobre os dispositivos de controle do discurso, que uma destas formas de controle é selecionar quem fala? Pois eu seleciono quem ouve. Porque cortar do orkut, do twitter ou impedir alguém de ler os feeds pode não ser muito bom para o networking a amizade - mas o exercício da discrição, esse sim, é o controle absoluto. selecionar quem pode saber de tudo, de quase tudo ou de nada faz bem. ô...)

(bicho, eu já ia escrever discours. mulher fina é outra coisa...)

junho 21, 2008

R.I.P. Visconde: Emílias of the world unite!

Mãe, tou de novo no JamSession!

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Faleceu André Valli, o Visconde de Sabugosa (*O* Visconde de Sabugosa).

A Aline botou uma foto tão fofa no messenger, e eu resolvi escanear as minhas também.

Então recrutamos todas as mulheres (que já foram meninas) que já se vestiram de Emília, para uma singela homenagem. update: A Maffalda e a Laila já mandaram as delas, agora somos quatro. Quem também tiver fotos, favor enviar:

- Aline

- Lia

- Heloisa (@maffalda)

- Laila (a história completa está nos comentários).

E você? Tem fotos de Emília pra compartilhar? Mande a foto (ou o link) para gardenal.org.lounge@gmail.com; e se eu não te conheço pessoalmente ainda, uma foto sua atual pra gente saber o quanto você mudou também vai ser divertido (a Aline, gente, a Aline não mudou nadinha! E a Laila? Meu deus! IGUAL!)!

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E, sim, quem tem amigos não precisa de mais nada. NA-DA.

junho 16, 2008

Matheus, o garoto matemática

emi_play%28133x122%29.jpg Nunca fui muito de TV, posto que você não encontrará um aparelho cá no meu quarto. Mas tive a minha fase televisão, durante a qual era viciado em Simpsons, Barrados no Baile (na minha época a gente ainda falava português no Brasil) e até Sailor Moon. Durou o tempo que meu aparelho funcionou: menos do que a garantia dada pela marca. Menos de uma temporada. Breve, como este período gramatical.

Não vou te contar que também era assíduo nas novelas/minisséries da extinta Rede Manchete porque aí vou ter de confessar que, durante uma época, as assistia no "mudo", sem som. É que os hormônios bombavam, e não tenho culpa de meus pais terem feito um filho homem na hora da sacanagem. Acho até que queriam uma mulher, como a anterior; tanto que, seis anos depois de eu ter nascido, tentaram mais uma vez e foram premiados. Aí pararam. Enfim, os hormônios bombavam, e as novelas da Manchete eram um convite ao pecado para qualquer moleque de buço liso que lhe manchava de cinza o rosto casto.

A questão da TV, de que falei, é menos ideológica do que prática. É que realmente sempre me faltou paciência para ficar muito tempo em frente ao aparelho. Minha relação com a TV sempre foi através dos poucos programas de que eu gostava. E sempre gostei dos pioress.

TV a cabo? chegou aqui no agreste há poucos anos, de você contar nos dedos da mão esquerda do Lula.

Fico com a abetra. E tenho um aparelho Philips na sala.

Não queiram conversar comigo, moças criadas correndo, cabelos derretidos feito calda de caramelo ao vento, soltas pelos átrios do Santo Inácio, Franco Brasileiro, Americano da Gávea e até o São Bento (note o verso picareta pra forçar a erudição). Meu papo é ruim que só. É analógio, de cores borradas e de pouca definição. Papo com bombril na ponta, pra não sair do ar. Saltei da van na TVA de 15 canais, pacote básico, box convencional forrado com paninho de crochê.

Mas se você insistir em perder seu tempo, vai logo descobrir que sou daqueles que assiste ao "Tudo é Possível", programa cura-ressaca apresentado aos domingos pela boneca Eliana, na Record. E se me oferecer um café, vai ter a infelicidade dupla de me ouvir falar, com entusiasmo, do quadro "Ciência em Show".

Trevas pouco?

Você é masoquista, tem um mau gosto pra homem que só chinelada de havaianas na cara pra curar, e resolve me chamar pra tomar um sorvete. Yogoberry, como sugere a Lia.

Moça criada à creme de kiwi com champanhota, tu iria ter de agüentar a me ouvir falar impressionado, com a carótida latejando, sobre o pequeno Matheus. O convidado recorrente do "Tudo é Possível" com quem ando bolado é um moleque de oito anos de idade, gênio, professor de matemática.

E se ainda assim você continuasse com os olhos de swarovski fixados em mim, o sorriso leve no cantinho da boca, eu largava tudo e fugia contigo pra Maricá - porque pra Búzios não tenho dinheiro.

Então, pra você que é atrevida e já pensa em me dar o golpe do baú: MATHEUS, O GAROTO MATEMÁTICA!

(aqui para a parte 2)

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Quero só registrar que acho aquele orgânico, plantado e colhido à sombra em Pernambuco, do Armazém do Café, uma tremenda galinhagem. Mas quem anda tomando Canaã (porque o Pilão tá os olhos da cara) pode opinar?

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Esse vai para a Lili e os demais fãs.

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Oh, Lia, como assim o Lucianodotremdalegria merece respeito? Outro dia tava na Luciana Gimenez chorando as mágoas, reclamando do ostracismo, fazendo um drama danado, música fúnebre de tremer o menisco. Ora, pode faltar emprego no Brasil, mas TRABALHO tem. Meu jardim tá cheio de grama pra cortar, por exemplo. Hehe.

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E falando no Brasil, eita paizinho da piada pronta. E nego ainda vem reclar que Charles De Gaulle disse que isso não era um país sério.

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Ah, eu não poderia deixar passar de forma alguma: viva Eike Batista, o petróleo é dele!

junho 14, 2008

Você é o que você assiste. Ou o café que você toma.

Uma vez ouvi falar que os produtos que menos têm reclamação de clientes são esses aparelhos de exercícios que você pode comprar por telefone. Não que eles realmente funcionem e façam todos aqueles efeitos mostrados naquelas computações gráficas dos informerciais - é até provável que funcionem mesmo, mas a verdade é que ninguém nunca vai saber, porque as pessoas nunca usam o produto na freqüência recomendada, pelo tempo mínimo recomendado, e não têm o direito de reclamar. A esteira e o ab-shaper viram cabide antes de você ficar com o abdômem definido - e aí babau.

Tudo isso pra explicar que minha experiência com o hidratante SoftGlow da J&J estava dando certo até eu esquecer por alguns dias consecutivos. De fato, ele diminui o 'bronzeado escritório' e a aparência de doente, dando um tom saudável à pele. De fato, hidrata mesmo. Mas não consegui até agora tirar uma onda de carioca (outro dia ouvi de um alemão que eu podia ser alemã - mereço?) porque dois dias depois de esquecer de usar o produto, ele já tinha ido embora na bucha. Assim complica. Mas se você tiver disciplina, leitor ou leitora, recomendo.

Assim como recomendo o Jasmim Manga, em Santa Teresa, o café turco do Arab, na praia de Copacabana, e a leitura diária do Carioquíssimo, site cheio de dicas e notícias sobre a Cidade Maravilhosa (que tem mais charme do que tiroteio, mas charme não vende manchete em jornal).

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C.a.f.f.e.i.n.e.

Não, peraí, o café turco não pode ser consumido diariamente. Tomei à noite e, por Tutatis, como é forte! O gosto delicado te leva a tomar as 4 xícaras como se fosse chá, e as 4 xícaras me levaram a uma taquicardia até as cinco da manhã, enquanto fritava na cama de um lado para o outro, sem conseguir dormir. Sinistro. Mas vamo que vamo, o troço é bom.

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A prova é que fiz esse teste dois dias depois:

The Caffeine Click Test - How Caffeinated Are You?
Created by OnePlusYou

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Bungholio mandou lembranças.

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Ainda sobre café, sempre a bebida dos deuses, se é mesmo estilo vietnamita (mr. Huyhn, confirma?), não sei - de qualquer forma, aprenda aqui a fazer um picolé de café pra ninguém botar defeito.

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Turma da Mônica adolescente e com traço estilo mangá? MUITO MEDO DISSO, muito mesmo.

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Santo Antônio explica

Last, but not least, "Sex & the City - o filme" tem lá seus motivos para chacota e desgosto, mas diverte. Principalmente quando, a cada sacola de compras com uma logo famosa, você se lembra do seu ex-chefe na Emissora de Tevê e de como produção de arte também é isso. Ou quando você se liga que o roteiro do filme foi pensado inteiro para sacanear as atrizes principais. Ou quando você pensa que abriu uma exceção para 'Homem de Ferro', 'Indiana Jones' e 'Sonho de Cassandra', mas fez questão também de ver 'O Melhor Amigo da Noiva', pra tirar o atraso de tantos anos ignorando a existência das comédias românticas com final feliz - filmes preferidos das suas amigas que hoje estão todas casadas, o que deve ter uma lógica tipo 'lei da atração' ou 'você é o que você assiste' por trás, porque você fazia questão de ver David Lynch, Almodóvar, Allen e todos aqueles filmes com pessoas neuróticas e disfuncionais (tanto quando Carrie e Sua Patota, verdade, mas com um foco diferente) e hoje precisa conseguir se desvencilhar desse, hã, foco.

Porque essa história de anões que aparecem em sonhos, namorados muito mais velhos e cheios de problemas ou fazer a hispânica... sei não.

E você? Você assiste porque gosta ou gosta porque se identifica?

junho 13, 2008

O passatempo da sua viagem: paperdolls!

Então que eu fico falando essas coisas, assim, sem papas na língua, e acabo prestando consultoria de graça - pra músicos, bandas e selos - sobre como promover seus negócios na internet. Pasme: esses dias, ensinei até professor universitário a usar em proveito próprio as ferramentas que ele ensina a usar - mas parece não ter enxergado ainda todas as possibilidades que elas oferecem.

Aí lembrei que, na verdade, tenho o espaço para fornecer minha expertise mas fico sonegando informação. Que se eu não falo por aqui, ninguém vai saber que eu entendo dos assuntos que entendo. Que dar algo de graça é uma maneira realmente eficiente de fazer as pessoas conhecerem o que você tem para vender (especialmente se as pessoas puderem exibir a marca, ou se o last.fm e o youtube reconhecerem as tags e recomendarem como música - ou vídeo - similar. E quanto mais você dá (opa!!), maior a popularidade do arquivo (o que gera links, pageviews e mais e mais recomendações) ou da tua marca. Que um blog pode ser, sim, uma vitrine.

Só que, leitores, estou na crise dos trinta. De que adianta ser inteligente se, aos trinta anos, não prestei nem pra casar, quanto mais para liderar a divisão de novos negócios de... bem, você entendeu.

Então hoje eu não quero ser inteligente. Hoje quero ser legal e fazer média. Então vou dar um presente pra vocês.


pode falar que parece boneca inflável... ainda não tou com minha impressora pra passar os retratos pro papel e copiar os traços certinhos, ainda tou desenhando de cabeça!

Se você não tem familiaridade com o flickr, eu explickr (ai!!): clicando em cada página, você tem uma lente de aumento em cima da imagem, com a legenda "todos os tamanhos". Vai ali e clica em 'Fazer download do tamanho original', que é o tamanho da folha A4, e seja feliz.

No Kadikê, a gente frisava a importância da criança usar a internet para pesquisa e diversão, mas também de sair da frente do computador e estimular a criatividade e o controle motor, recortando, colando e colorindo. Pois eu estou entulhada de trabalho e acho importante pros meus amigos ter a minha carinha ali do lado, cada dia com uma roupinha diferente. Acho importante que você estimule seu controle motor. E acho que o Zander vai se amarrar na Lia pelada (ou quase).

Divirta-se. Imprima a Lia colorida, se estiver com preguiça de descer ali rapidinho e comprar uma caixa de lápis de cor. Mas eu recomendo ter uma na mochila, junto de um bloco sem pauta, para casos de emergência. Lápis de cor não acaba o toner, não dá bug, não depende de energia nem de servidores... sacou?

Essa pode a primeira de uma série. Que pode ser baseada em celebridades, em sub-celebridades, em ninguém em especial, em amigos e amigas. Tudo depende do quociente de tempo livre (ou de horas de sono perdidas pra compensar), do meu bom-humor ou se estou me sentindo especialmente criativa.

Se prefiro ser inteligente ou ser legal. Ou, quem sabe, os dois.

junho 11, 2008

Tá demitido!

emi_play%28133x122%29.jpg Vocês, criados à Warner Channel, não sabem de nada. DE NADA! TV aberta vale mais do que o "Oi Conta Total" do seu vizinho. Vai por mim, meu 10. Onde mais você pode assistir ao Roberto Justus, camisa de cafajeste ROSA aberta no peito depilado, CANTANDO "Can't Take My Eyes Off You", imortalizada por Sinatra, acompanhado por AFONSO NIGRO, aquele que era o CHEFE do grupo DOMINÓ?

Só na HEBE. E aqui no Lounge mermo. ;)

Melhor que a voz de Justus, é sua mãozinha tratada à Vasenol fazendo a interpretação da canção.

Saca aquela apresentação do Composto de Marketing Integrado que você fazia na faculdade, rebentando no Power Point, terninho e os cacete, achando que aquilo ia servir para alguma coisa na sua vida?

Igual.

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Aproveita que tem post novo lá no Around também. Ranjei um tempo, que anda escasso pra dedéu. É que hoje nao vou jantar.

junho 10, 2008

mp3 x vinil - você leu aqui. e se não leu, deveria.

E lá fomos eu e Jack hoje tomar um café e falar sobre papos acadêmicos, web 2.0, design, cauda longa e todos esses assuntos que nos interessam - ele como profissional de TI e eu como pesquisadora de comunicação e cultura (por mais que esteja produtora no momento, não nego as origens e a paixão).
Caímos, invariavelmente, no papo da distribuição de música em arquivos digitais x distribuição de música em suporte físico (eu só sei falar sobre isso mesmo, e sobre dança, mais dança e café). O cd não vai acabar, vide os MILHÕES de cds que ainda são vendidos no esquema "autopirataria": qualquer um pode montar uma fábrica de discos mais ou menos caseira e vender seu produto sem uma gravadora como intermediário. E isso é bom se você fizer isso com a sua própria música, e não com a música alheia. Isso é bom se seu público não está em massa na internet, e sim indo aos shows. É só ligar naqueles programas de forró que passam sábado de manhã na tevê aberta e ver fulano, o príncipe do [teclado/acordeão/reco-reco], que você nunca ouviu falar mas todo mundo no [insira localidade remota] conhece, recebendo disco de platina pelo primeiro milhão de discos vendidos. Enquanto isso, um tantão assim de músicos e gravadoras com acesso total a todas as ferramentas de difusão de multimídia on-line chorando as pitangas porque "o mercado fonográfico acabou". Se pensarmos 'fonográfico' as in 'fonógrafo', acabou mesmo - mas um novo mercado está aí, só começando.

* * *

De qualquer forma, se a indústria quisesse mesmo acabar com a pirataria e a distribuição não-autorizada de mp3 (por que não autorizar, aproveitar o potencial de 'espalhamento' de um arquivo e usar isso a favor, para fins de divulgação, hein?) - o que acredito ser uma má idéia, senão o que seria da indústria de cds e dvds virgens sem os filmes e mp3 pra gravar? Ou alguém enche um dvd inteiro só com arquivos .txt? -, investiria na produção dos impirateáveis (afinal, quem vai ter uma prensa de LPs na garagem??) discos de vinil - que só porque a Rolling Stone gringa escreveu e O Globo traduziu está todo mundo falando, mas que a Rolling Stone BR deu primeiro, e fui eu que escrevi - tá ligado que as Rolling Stones traduzem e/ou adaptam as matérias pro mercado local, né?
(e obrigada, mil vezes obrigada, Pablo, por ter me dado ouvidos e encarado a pauta - posso tirar uma onda de trendwatcher agora?)

:)

junho 8, 2008

Tempos muito modernos

Neste fim-de-semana, precisei assistir a 21 filmes e decupá-los atrás de objetos específicos. Acho que o mais complicado desta tarefa, na verdade, foi não poder ver alguns inteiros, como 'De Volta para o Futuro 3', 'Brazil, o filme', 'Kagemusha' (Kurosawa aloprando na direção de arte bizarra e nos utensílios de cozinha anos 70 no meio do Japão medieval) ou 'Tempos Modernos', um desses casos de filme que não achei a menor graça quando vi na adolescência, e dessa vez simplesmente rachei o bico sozinha em casa na cena em que Carlitos, para não perder o emprego, precisa cantar (essa realmente não deu pra passar no fast-forward). O problema é que a 'cola' da letra cai, e ele acaba improvisando - e não faz o menor sentido todo mundo rindo daquele jeito na cena...

...que não é tão engraçada assim. Mas aí você resolve tentar entender o que raios ele estava cantando, vai pros extras e abre a versão Karaokê, com a letra da música. Que não faz o menor sentido. Daí você entende qual é a graça (veja o vídeo novamente, acompanhando a cena):

Se bella giu satore
Je notre so cafore
Je notre si cavore
Je la tu la ti la twah

La spinash o la bouchon
Cigaretto Portabello
Si rakish spaghaletto
Ti la tu la ti la twah

Senora pilasina
Voulez-vous le taximeter?
Le zionta su la seata
Tu la tu la tu la wa

Sa montia si n’amora
La sontia so gravora
La zontcha con sora
Je la possa ti la twah

Je notre so lamina
Je notre so cosina
Je le se tro savita
Je la tossa vi la twah

Se motra so la sonta
Chi vossa l’otra volta
Li zoscha si catonta
Tra la la la la la la

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Difícil mesmo, nessa maratona, foi respeitar 'The Matrix', que eu já não respeitava muito mesmo, ao assistir essa bomba quase dez anos depois.
Que os efeitos especiais do filme eram espetaculares para a época, não tenha dúvidas. E só. Todos os efeitos servem pra embalar um compêndio de situações que, em tese, remetem à idéia milenar da Maya, só que em sua versão "jornal esotérico" ("Você pode alterar a realidade", "Você pode voar, é só acreditar!", "Qual a diferença entre realidade e sonho?").
Obviamente, da primeira vez que você vê, dá até pra ficar entretido com a história. Mas se você assiste ao filme prestando atenção nos objetos de cena, você não apenas percebe que toda a tecnologia do filme é datadíssima do final dos anos 90 (custava 'inventar' alguma coisa pra não mostrar aquele celular tijolão?) como tem - eu, pelo menos, tive - embrulhos com referências do tipo "o livro que Thomas Anderson usa para esconder objetos é 'Simulacro e Simulação', de Jean Baudrillard" ou ao quarto 101 de '1984', além de 'Alice no País das Maravilhas'. Tá bom, já entendi a mensagem vendo o filme, precisava encher o saco com referências a cada dez minutos? Isso é ofender a inteligência do espectador. A menos que o público-alvo seja mesmo meio... bem... tu entendeu.

* * *

"Não sei a diferença entre isso e a realidade" por "não sei a diferença entre isso e a realidade", fico mil vezes com 'Waking Life':

Cuja animação, desculpaê, matrixmaníacos, dá de mil a zero no Neo voador tão "bem modelado" que parece borracha, dos 'Matrix' seguintes.

* * *
E "Você pode alterar a realidade" por "você pode alterar a realidade", "Quem somos nós?" é auto-ajuda assumido e não se disfarça de ficção na hora de propagar as idéias esotéricas 'embasadas pela ciência'. Acho mais honesto.

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E você? Bora falar mal de 'Matrix' também ou você acha que é chutar cachorro morto? Ti la tu la ti la twah!!