julho 30, 2004

O que não saiu na Revista 10

A segunda edição da Revista 10 saiu com uma matéria minha sobre os preparativos para a Série C do Campeonato Brasileiro. Não farei muitas considerações sobre ela porque seria ridículo. Quem quiser, pode ir à banca e ver a revista.

Bem, mas por falta de espaço, nem tudo pôde ser publicado. Uma coisa muito normal no jornalismo. As melhores partes foram publicadas, mas, para as outras não morrerem em um arquivo esquecido da pasta “Meus documentos” do meu computador, vou colocar aqui. Pelo menos, uma parte do que ficou de fora.

Então, abaixo segue o box não publicado sobre os preparativos de Gurupi, um dos representantes do Tocantins no torneio. O tempo verbal e outras formatações do texto são os utilizados para uma revista. Talvez não faça sentido para um leitor de blog. Talvez faça. Na verdade, nem me preocupei em conferir isso.

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Gurupi.jpg

Sobrevivência com convênios e atletas “adotados”

Com o vice-campeonato tocantinense de 2003, o Gurupi, da cidade homônima, garantiu um lugar na Série C de 2004 como principal representante do Estado. E é apenas por causa dessa condição, que permitiu o recebimento de subsídios da CBF, que o “Camaleão do Sul” (referência ao verde-amarelo do uniforme e ao fato de o município de Gurupi se localizar na região sul do Estado) participará do torneio.

Financeiramente, o clube buscou captar recursos de diversas formas. Por exemplo, assinou um convênio com a Unirg (Universidade de Gurupi), que fornece estrutura e pessoal para a administração do clube. Inclusive, o diretor-geral da instituição de ensino, Valnir de Souza Soares, é o presidente em exercício do clube. A prefeitura também destina uma verba para o time que, assim, consegue se manter em atividade e obter alguns resultados relativamente significativos, como o bicampeonato estadual em 1996 e 97.

Mesmo assim, não seria suficiente para custear a participação em uma competição nacional. “Nossa despesa com folha de pagamento não pode passar de R$ 15 mil e o custo de uma Série C, sem a ajuda da CBF, ficaria entre R$ 35 mil e 40 mil”, diz Soares. Para montar o elenco, o Gurupi busca jogadores da região, principalmente os que ficarão ociosos por atuarem em equipes do Estado que não participarão de nenhuma competição no segundo semestre.

Para viabilizar as contratações, a diretoria tenta arrecadar recursos em empresários locais, que “adotariam um atleta”, financiando sua vinda em troca de espaço publicitário no estádio Gilberto Resende Rocha. Entre os que já estão confirmados, o principal destaque é o meia-esquerda Daniel Gibi.

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Falei do “na-nã-nã-nã”, mas faço menção desonrosa a outras propagandas pavorosas que me fazem pensar se a publicidade brasileira está em um período sabático de criatividade: Colgate Tripla Ação (o jingle mais irritante da TV), lentes Acuvue (duas marmanjonas agindo como adolescentes afetadas), Guaraná Dolly (Kléber Bam-Bam e o filho do Fernando Vanucci juntos é o cúmulo do trash!!!) e Embratel (aquela mini-Arosio não consegue falar uma frase!). Isso foi o que me lembrei rápido.

Posted by Furnari at 01:40 AM | Comments (10)

julho 16, 2004

Propaganda

No colegial, quando as pessoas começam a pensar no que vão fazer “quando crescerem”, a opção pelo jornalismo sempre ficou mais ou menos clara para mim. Nada ligado ao “romantismo” (aliás, ponha a quantidade de aspas que achar necessária aqui) de uma redação, mas, sei lá, eu gostava de juntar informações e escrever.

O curioso é que, por afinidade pessoal e vocação dos amigos, desenvolvi uma curiosidade grande pelo meio publicitário. Tanto que muitos trabalhos de colégio eram ligados a essa áreas e cheguei a considerar em alguns momentos seguir essa carreira. Porém, minha falta de talento para vender coisas (idéias, produtos, serviços, marcas, conceitos etc.) sempre foi gigantesca e me desestimulou. Em alguns momentos, até acho que sou persuasivo e convenço pessoas a fazerem o que eu quero que façam. Mas sou péssimo em colocar valor nas coisas, o que destrói qualquer esperança em ser publicitário.

Aliás, nem tenho aquele preconceito comum no jornalismo de que publicidade é algo menor e podre. Acho que as duas áreas devem ficar separadas em um veículo de comunicação por conflitos de interesses, mas as duas têm seu valor e seu lado podre. A publicidade muitas vezes mente, mas o jornalismo também. A diferença é que nem todo jornalista percebe isso, se escondendo atrás de uma suposta isenção da imprensa. O que, em alguns casos, é até pior do que mentir na cara-dura. E não se pode esquecer que, ao mesmo tempo que vende cigarro, a publicidade vende campanhas antiviolência doméstica, antiarmamentos, antipoluição, anti-Bush, entre outras coisas. Ou seja, o problema não é da publicidade como “ciência”, mas do que é feito com ela. Da mesma forma que ocorre com o jornalismo, com a física, com a química, com a engenharia e com qualquer coisa.

Pô, mas estou enrolando demais! Eu só quero dizer que fiquei com o costume de acompanhar propagandas e tentar ver de forma crítica, mais do que é saudável a alguém. E essa propaganda do “na-nã-nã-nã” da Brahma é uma das coisas mais medíocres que já vi. Irrita, não passa mensagem alguma, não é carismática e não diz nada com nada. Ou alguém acha que a tiração de sarro do siri foi um pretexto válido para criar um chavãozinho bobo e fácil de memorizar?

Acho que as cervejarias gastam todo o dinheiro em marketing no verão, contratando modelos para mostrar as bundas ou o corpo sarado na praia (outra “política” cretina, pois em fazer cerveja boa e divulgar isso, ninguém se preocupa). No inverno, parecem desovar as idéias mais imbecis que ficaram na gaveta no início do ano. E olha que deve ser difícil uma idéia ser mais imbecil que as utilizadas nas propagandas de cerveja do verão. Então, já dá para imaginar o nível.

Nesse aspecto, o repetitivo “experimenta” da Schincariol ainda tinha uma vantagem. Pelo menos, o chavão estava ligado a uma situação concreta, tinha razão de existir. Por isso deu certo. E teria mais sucesso se a Nova Schin fosse melhor. Aliás, se fosse muuuuuito melhor. Agora, o que é “na-nã-nã-nã”? É um deboche, isso deu para entender. Mas um deboche ao quê? Espero que seja esquecido como o “tsssssssss” (outra idéia “genial” da Brahma). E espero também que não tenha efeito mercadológico direto. Porque, se o “na-nã-nã-nã” aumentar as vendas da Brahma, teremos uma invasão de propagandas idiotas na TV. Mais do que já temos. Afinal, a agência até pode querer fazer algo mais elaborado. Mas há cliente que tem como única intenção aumentar as vendas do produto. E é esse o dono da grana...

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Aliás, já que estou falando de propaganda... É impressão minha ou as agências de publicidade voltaram a valorizar os jingles, com muitas propagandas que se sustentam sobre uma musiquinha? E é impressão minha ou os jingles atuais são muito piores e menos carismáticos que o de décadas atrás?

Posted by Furnari at 01:12 PM | Comments (27)

julho 05, 2004

Yoda

Yoda.jpg

Para mim, Mestre Yoda não apenas foi o jedis treinador de reduzido verticalmente no clássico “O Império Contra-Ataca” e dos clássicos não tão “Episódio I” e “Clones Ataque dos”. O símbolo Yoda é de sábio e discreto alguém, que os ensinamentos baseia em simples frases e no certo momento colocadas e que jedis forma. O sábio melhor é o que do Yoda as características tem. Um comum substantivo é quase.

Exemplo um dos Magos Mestre, na Caverna do Dragão, é. Dessa significação mostra particular, a usar comecei o “Yoda” termo como apelido de características essas algumas pessoas com.

A primeira pessoa acho que a chamada ser de Yoda por mim Luís Carlos Ramos foi, de Introdução ao Jornalismo professor na PUC. Na verdade, deu quem apelido esse a ele uns amigos foram, porque até não tinha aula eu com ele. Mas, realmente, conversas nas que LC Ramos tive com, o Yoda ele parecia. Calmo e paciente, disposto estava a tentar sempre ensinar vez uma mais, inglória que a tarefa por mais parecesse.

No trabalho, o entrevistado de Yoda chamo às vezes que uma referência considerado é no assunto tratado. Que seja mesmo para as fontes outras da matéria o sujeito desmistificarem. Afinal, teve Yoda um só.

Isso posto, um absurdo notícia essa acho (em inglês link está). Rejeitado foi Yoda Mestre. Como essas coisas acontecer não podem. Sacrilégio é. Reclamando a mulher do que está? De luz sabre vem até Yoda com. Pensar melhor mulher deveria. Guerra nas Estrelas fã o valor desse prêmio sabe.

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Com a veracidade notícia dessa não preocupado estou. Pelo menos brincadeiras gerar para dá.

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Nesse fim-de-semana, Portugal ganhou duas vezes a Grécia na Liga Mundial de vôlei (duplo 3x2 no Porto). Agora, quando era para ganhar de verdade, no futebol... Parabéns para a Grécia. Eu não acreditava porque o time é tecnicamente fraco, mas mereceu. Ganhou sem roubar nem apelar. Defendeu de forma tão aplicada e eficiente que chegou a ser bonito de ver. Sem hipocrisia (adoro ver uma defesa bem montada e raçuda).

Posted by Furnari at 12:28 AM | Comments (15)