Aceitando sugestões aqui, vou insistir um pouco em Eurocopa. Até porque, como já disse, estou muito mais no clima do Europeu de seleções do que de Jogos Olímpicos. Assim, aproveito para dizer que estou abertamente torcendo para Portugal ganhar o torneio. Aliás, já foi assim na Copa de 2002, mesmo sabendo que, naquela época, era algo meio masoquista.
Agora, que fique claro que não torço pelos tugas por causa do Deco, do Felipão ou do Luciano do Valle. O Deco ainda não cumpriu sua promessa de jogar no profissional do Corinthians (Copa SP de juniores não vale). Então, não tenho porque nutrir uma simpatia especial por ele. O Felipão cansou de vencer meu time e, portanto, sempre ficou entalado na garganta. E o Luciano do Valle continua sem decorar as escalações e a torcer descaradamente para Portugal, o que me irrita tanto quanto o ufanismo do Galvão Bueno em jogo do Brasil.
Quero que os portugueses vençam essa competição porque:
1) Não sei quando terão outra oportunidade
A Holanda já ganhou uma vez. Até seria legal se a Grécia vencesse, mas, sinceramente, não acredito. Espero que mantenham o ritmo e tenham lugar na Copa de 2006. Já estaria ótimo. E a República Tcheca... bem, não tenho nada contra a República Tcheca. Mas antes Portugal ou República Tcheca do que Inglaterra, Itália, Alemanha e outras seleções batidas.
2) Tenho um pé lá
Apesar de as pessoas me identificarem mais pelo lado japonês, meu sobrenome não mente: tenho um pezinho em Portugal. Como já conheci o país, gostei muito e tenho amigos lá, fica uma simpatia. Aliás, esse é um diferencial, pois nunca estive em Grécia, República Tcheca e Holanda. Espero conhecer esses lugares, mas ainda não deu tempo (leia-se $$$).
3) Não me importo em torcer por times medianos ou pequenos
Eu não tenho aquela vontade incontrolável de só torcer para quem é campeão. É interessante acompanhar equipes medianas, que comemoram cada passo adiante como algo histórico e inédito.
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Apesar disso, meu palpite sincero é que o título fica com a República Tcheca. E tenho seriíssimas dúvidas se os tugas ganham dos laranjas.
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Pitaco olímpico. Ridículo o Carl Lewis dizer que o canadense que preside a Wada (Associação Mundial Antidoping) persegue os velocistas norte-americanos (principalmente o recordista Tim Montgomery) porque quer se vingar da medalha tomada de Ben Johnson em 1988. Não posso generalizar, mas é ingenuidade da grossa achar que todos os superatletas dos Estados Unidos surgem apenas de treinamento intensivo. É só ver a (falta de) controle antidoping nas principais ligas profissionais de lá (NBA, NFL e MLB) para perceber que o discurso nobre do esporte norte-americano é tão hipócrita quanto o de qualquer outro país.
Outro dia, eu escrevi aqui que não via a utilidade prática do Orkut. Cinco dias depois, me toquei que há uma, sim. Ele nos lembra dos aniversários dos conhecidos. Como eu tenho boa memória para essas coisas, não faz tanta diferença. Mas já é um avanço.
De qualquer forma, há pessoas que se viraram melhor com isso. Quem fuçar um pouco (não precisa ser muito) verá que uma quantidade enorme de comunidades tem um tal de “Astronauta Roger” inscrito. Para ser preciso, até a tarde de hoje ele estava em 5.027 comunidades e tinha 1.268 “amigos” (entre aspas porque ninguém tem tantos amigos sem aspas). É tanta coisa que não são poucos os que acham que o tal Roger Jones nem exista e é o resultado de uma brincadeira de um grupo.
Com essa quase onipresença no Orkut, ele se tornou uma “personalidade” do site. Criou-se comunidades com tema em Roger Jones (ele mudou a identificação recentemente), como “eu odeio o Roger Jones”, “quem é Roger Jones?” e até “eu conheço Roger Jones sim!”. Claro, o Astronauta Roger está inscrito em todas elas (a menos que tenha sido expulso depois, o que já ocorreu bastante, hehehe).
O que me intriga é a motivação de um sujeito para ficar horas na Internet só se inscrevendo em comunidades virtuais, sem ler o que os demais escreveram para realmente entrar na conversa. São horas da vida dele jogadas pela janela, só para usar as comunidades alheias, se tornar uma celebridade virtual e provocar discussões em seu nome. Claro, quer chamar a atenção, tanto que nunca tenta falar nada de útil. Talvez faça isso porque não se satisfaça com o que lhe resta. Mas isso já é elucubração minha.
Bem, ao escrever esse texto, eu sei que estou ajudando o cara a aparecer ainda mais. É pouco, porque esse blog tem raros leitores e nem faz muita questão de mudar essa condição. E, se o tal Roger realmente existir, talvez seja um cara legal pessoalmente. Só escolheu uma forma pentelha para aparecer.
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Muita gente pediu jogos Olímpicos. Como o Dárcio já colocou em um comentário aqui, estou de férias desse assunto por um tempo. Daqui a pouco passa. Até porque, como o Olavo falou em outro comentário, eu estou mais ligado na Eurocopa nesses dias.
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De qualquer forma, não custa falar um negócio rapidinho sobre a passagem da tocha olímpica no Rio de Janeiro. Sobre isso, vão algumas observações: 1) se uma cidade sul-americana tinha de ser escolhida, realmente a melhor (pelo apelo turístico) é o Rio de Janeiro. Talvez Buenos Aires, mas essa escolha foi justa; 2) falar em espírito olímpico e essas coisas é meio distorcido. Muita gente – entre condutores da tocha e espectadores – realmente se envolveu emocionalmente com o evento, mas não tem como ignorar o aspecto comercial disso (e não é só no Brasil, mas no mundo todo. Os norte-americanos que inventaram o loteamento da condução para arrecadar um dinheiro antes dos Jogos de 1984). Pô, os caras passavam com a tocha tendo de desviar das bandeiras da Samsung e da Coca-Cola que insistiam em ficar na frente da câmera. Isso é ridículo; 3) o Nuzman é muito chato! Ficar batendo na tecla de “o mundo quer as Olimpíadas no Rio de Janeiro” não dá! Baseado em que ele fala isso? No máximo, poderia falar que o carioca apóia incondicionalmente os Jogos Olímpicos na cidade. Seria leviano do mesmo jeito, mas ele teria algo para justificar a declaração; 4) seria legal se apenas atletas ou ex-atletas conduzissem a tocha. Mas, tudo bem, admito que “civis” o façam, desde que sejam pessoas que acrescentaram algo útil à sociedade brasileira ou carioca. Por isso, para mim, o pior de tudo foi ver que, entre os brasileiros que participaram desse evento estavam, por exemplo, Xuxa e Toni Ramos. Daí é para mudar de canal e ver que o melhor programa do domingo passado era o França x Inglaterra.
Há exatos 26 anos, estávamos no meio de uma Copa do Mundo. Um torneio do qual o brasileiro não tem boas lembranças, misturando a indignação impotente de quem se sente injustiçado ao ver rival usar o poder político e o suborno para se classificar à final com a revolta de quem rejeita a imagem de “coitado”, afinal, o Brasil nunca quer ser visto como “campeão moral”.
Em 6 de junho, uma terça-feira, o Mundial ainda estava no início da segunda rodada da primeira fase. Às 13h45 no horário local (que era o mesmo de Brasília), Itália e Hungria abriram o dia de competições em Mar del Plata (no estádio que, hoje, tem o nome de Malvinas Argentinas, hehe). Com gols de (Paolo) Rossi, Bettega e Benetti, os italianos fizeram 3x0. Aos 36 do segundo tempo, Tóth diminuiu para os húngaros. Com esse resultado, a Itália – que batera a França quatro dias antes – garantiu a classificação no Grupo A para a segunda fase.
Às 16h45 começaram duas partidas, ambas pelo Grupo B. Em Córdoba, a Alemanha Ocidental massacrou o México por 6x0, gols de Dieter Müller, Hansi Müller, Rummenigge (2) e Flohe (2). O México – que tinha o jovem Hugo Sánchez no ataque – dava sinais de que seria a pior equipe da Copa, pois vinha de uma derrota de 3x1 para a Tunísia (a primeira vitória de um país africano na história dos Mundiais).
Enquanto isso, a supracitada Tunísia mostrava que a vitória sobre o México não era apenas um acidente ou uma zebra. Os africanos só caíram para a Polônia (terceira colocada em 1974 e com jogadores como Tomaszewski, Deyna, Szarmarch, Zmuda, Kasperczak e Lato) por 1x0, gol do último da lista aos 43 minutos do primeiro tempo.
Já noite, às 19h15, a Argentina entrou em campo para uma partida decisiva contra a França. A Argentina era a favorita por ser dona da casa, mas os franceses tinham o talento que levariam a seleção bleu às semifinais dos dois mundiais seguintes, com Platini, Battiston, Rocheteau, Tresor (que não jogou em 86) e Bossis. No último minuto do primeiro tempo, de pênalti, Passarella pôs os platinos em vantagem. Aos 15 da metade final, Platini empatou, porém 13 minutos depois, Luque fez o gol da vitória Argentina. Como em muitos jogos daquele Mundial, a arbitragem do Argentina 2x1 França foi contestada.
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Muita gente está pedindo Olimpíadas. Então, alguns toques rápidos: 1) eu falo um dia disso, mas faltam dois meses ainda. Não tenham pressa; 2) não imagino como eu possa falar de Jogos Olímpicos e desagradar os gregos. Se eu tocar nesse assunto, dificilmente eu serei negativo ao país-sede; 3) de qualquer forma, sobre o que vocês querem que eu fale? Chances do Brasil? Coisas em geral? Olhem, não sei se sou a pessoa mais indicada...
Muitas pessoas têm teorias para explicar porque colecionar coisas é legal. Eu não tenho nenhuma. Só sei que gosto. Hoje, junto camisas de futebol, mas já tive (quer dizer, ainda tenho, mas não sigo mais) coleção de chaveiros, váááááários álbuns de figurinhas e até artigos eleitorais. E, mesmo com esse histórico, continuo sem entender direito o que fazer com o tal do Orkut, chamado por alguns de “álbum de figurinhas humano”, “coleção de amigos” ou algo assim.
Fiz o básico. Recebi um convite, entrei, chamei uns amigos e só. O máximo de “emoção” que passo ao entrar no sistema é ler um sem-número de convites-spams para baladas ou para visitar novos blogs. De resto, poderia colocar na minha relação de amigos um monte de gente que nem conheço só para parecer popular ou entrar em várias comunidades. Mas, sei lá, me soa forçado. Em geral, aceito os convites que em fazem e só. Porém, acompanho as discussões apenas sobre os assuntos que realmente me dizem respeito.
Para não dizer que é tempo perdido, admito que é interessante encontrar ex-colegas de classe que andavam desaparecidos e participar, vez ou outra, das conversas de alguma comunidade legal. Nesse último caso, é mais ou menos como entrar em uma lista de discussão por e-mail. Legal, mas sem muita novidade. Dizem também que é possível conhecer bastante gente, de forma mais fácil e com menos margem de erro que em chats ou outras ferramentas. Porém, acho que não entrei direito no espírito do negócio.
De qualquer maneira, não posso negar que a idéia – que nem sei se é original – do tal do Orkut Buyukkokten foi boa. Criou uma ferramenta viciante e que não é necessariamente útil. Sob medida para muitos internautas darem mais page views ao Google.