Jesus deixou uma mensagem que moldou boa parte da civilização ocidental, incluindo aí os ensinamentos religiosos e o uso inadequado que fizeram de sua palavra diversas vezes. Mesmo os menos crentes reconhecem isso.
Não quero fazer um manifesto religioso, só estou introduzindo o assunto de forma porca para indicar esse e esse artigo sobre o não-recomendado filme do Mel Gibson. Filme que esqueceu de tudo o que o líder religioso disse e só procurou mostrar seu sofrimento de forma não justificada.
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Nada a ver com o assunto anterior. Acabou o verão e eu sobrevivi! Aliás, se todos os verões paulistanos fossem relativamente amenos como esse último eu ficaria muito feliz.
Há exatos dois anos, eu fui a Portugal de lua-de-mel. Em uma das noites que passamos em Lisboa, eu e a Juliana saímos com uma amiga minha lá da terrinha, o irmão dela e a namorada do irmão. A conversa tinha como assunto a nada original comparação de expressões lingüísticas encontradas nos dois países.
Até que a namorada do irmão (para constar, se chama Sara) se empolga e pergunta, como quem precisa acabar com uma dúvida que a consumia há tempos: “há uma expressão brasileira que tenho certeza que ouvi na novela e ninguém acredita. Como era? Ah, sim. ‘Putz grila’. Existe isso no Brasil?”
Minha amiga (de nome Teresa) e o irmão (Luís) ridicularizaram a rapariga. Afinal, nem no Brasil um termo bizarro como “putz grila” poderia fazer sentido. A representação brasileira dentro do veículo – estávamos a caminho do Parque das Nações – riu. Confirmamos que “putz grila” existia, mas era uma interjeição esquecida e em desuso, típica de nossa infância. Calculo que seja dos anos 80, mas, como não deixei nenhum “putz grila” com data para posterior levantamento histórico, não teria como saber.
De uns tempos para cá, a minha mulher observou que eu voltei a falar uns “putz” vez ou outra. Depois desse alerta, comecei a observar melhor e percebi um fenômeno: o “putz” voltou! Muitas pessoas da minha geração (lá pelos vinte e alguma coisa) revisitaram o “putz”. Outro dia, no ICQ, um amigo (já que estou dando o nome de todo mundo hoje, foi o Giuliano) até usou o termo com nome e sobrenome: o já citado “putz grila”.
Poderia até tentar criar umas teorias idiotas, como afirmar que a releitura do “putz” faz parte do processo de recuperação de elementos dos anos 80 pelo qual a Geração-X brasileira tem passado. Se eu fosse convincente na teoria, até vendia o texto para a Revista da Folha, ganhava uns trocados e ajudava a disseminar ainda mais as pautas comportamentais babacas.
Mas não o farei. Não sei porque o “putz” voltou e não tentarei descobrir. Só acho isso tudo muito engraçado.
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Só um esclarecimento. Não gosto nada das palavras “revisitar” e “releitura”, usei-as justamente para ironizar. Sei lá, cada jornalista tem uma lista de expressões com as quais não vai com a cara. Também odeio “otimizar”, “potencializar”, “diferencial” e “agregar valor”, por exemplo. Não sou absolutamente contra o uso delas, mas sempre buscarei uma alternativa antes de usá-las.
Minha ausência não é ressaca de carnaval, hehehe. Nem dor de cabeça por essa campanha ridícula do Corinthians, porque eu não esperava nada mesmo e estou, por enquanto, conseguindo abstrair. Infatti, ho molto lavoro da fare e non trovo tempo per scrivere qualcosa in questo sito.
Então, com uma semana de atraso, vai o pequeno relatório dos filmes de fevereiro. Como já faz um tempo, há detalhes que eu acabei me esquecendo (foi mal aí). É uma lista pequena porque, ao contrário do que ocorreu em janeiro, fevereiro não foi um mês com tantos filmes bons em cartaz. Fazer o quê?
1) Confissões de uma Mente Perigosa (Confessions of a Dangerous Mind)
Na verdade, esse filme eu vi em vídeo em janeiro, mas me esqueci de colocar no texto de janeiro. Estava meio cansado no dia em que vi essa produção e isso pode ter afetado minha opinião. De qualquer forma, o filme não é ruim, mas está longe de ser bom. Tem umas coisas legaizinhas, mas parece que nunca começa direito. Falta alguma coisa.
2) Mestre dos Mares – O lado mais distante do mundo (Master and Commander – the far side of the world)
Bom e bem feito, mas não vai ficar para a história. Vale a pena pela ótima atuação do Russell Crowe e cenas de batalhas navais muito bonitas. Deu a sensação de ser bem realista (não vou falar que é realista porque, afinal, nunca estive em uma expedição da marinha britânica do século XVIII). Por fim, é estranho ver o hobbit Pippin como tripulante em um navio setecentista.
3) Peixe Grande (Big Fish)
Para quem é ou em breve será pai (o que NÃO é o meu caso ainda) é um excelente programa. Sensível, bonito e divertido, o filme pode ser visto perfeitamente por uma criança – que terá uma interpretação própria da história, mas, dentro do contexto, é até capaz de ser a mais correta. O estilo de Tim Burton – com lendas, personagens estranhos e a Helena Bonham Carter – se encaixou perfeitamente com o enredo, o que apaga a má imagem deixada por ele após a nova versão de “O Planeta dos Macacos” (com o perdão do tracadalho, um mico de filme). Só não gostei mais de “Peixe Grande” porque uma garota deslumbrada ficava dando escândalo a cada cena, gritando quando o Danny DeVitto aparecia ou quando o Ewan McGregor fazia alguma careta. Argh!
4) Invasões Bárbaras (Les invasions barbares)
O filme é ótimo, mas falou-se tanto dele que eu esperava mais. A bem da verdade, eu não sei direito o que queria do filme e acho que nunca teria as expectativas atendidas. Bem feito para mim. Quem mandou esperar tanto tempo para ver um filme e só o fazer quando todo mundo já cansou de comentá-lo? O engraçado é que vi “Invasões Bárbaras” logo depois de “Peixe Grande”, e ambos são marcantes ao mostrar a relação pai-filho. Por uns dias confundia as histórias, o que é uma façanha mental minha, já que um não tem nada a ver com o outro.
5) Extermínio (28 Days Later)
Para quem não gosta de muitas cenas fortes, esse filme não é dos mais agradáveis. Quem faz muitas perguntas chatas para checar os mínimos detalhes de uma ficção científica (algo como “mas como é que isso acontece?”) pode ficar com interrogações no ar. Ainda assim, é um filme bem legal, pois mostra (de forma simples, é verdade) como o homem age na maioria das vezes em benefício próprio e como anda difícil conviver nesse mundo. Sem contar que é interessante ver uma ficção científica que se passa na Inglaterra. Ah, para variar, o nome do filme em português não faz muito sentido.
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Para ver o “Invasões Bárbaras”, voltei ao Espaço Unibancool. Lembrei-me da época da faculdade, quando eu tinha tempo para ir ao cinema no meio da tarde e, com a carteirinha de estudante, pagava apenas R$ 2 de quarta-feira. E, logo depois, lembrei-me de como aquelas salas são desconfortáveis e de visibilidade ruim. Não sei como tem tanta gente que gosta de ir lá, mesmo quando o filme está em outras salas.
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Hehehe
