novembro 27, 2003

É nóis!

Vocês, alguma vez, já devem ter se perguntado: "por que diabos esse babaca tem um blog com um endereço tão esquisito?" ou "Gardenal? Esse cara tem epilepsia e ficou dependente do medicamento?"

Para acabar com essas e outras dúvidas, vejam a matéria que saiu no Jornal da Tarde de hoje (quinta-feira, 27 de novembro). Ah, precisa ter o Acrobat Reader para abrir.

É nóis!

Posted by at 08:16 PM | Comments (3)

novembro 26, 2003

Apoiado!

Não é novidade que as universidades brasileiras, em geral, estão cheias de equívocos conceituais. Mas ninguém ouve a mim e a uns outros caras resmungando e discutindo acaloradamente em uma mesa de bar. Por isso, é melhor quando um ministro faz isso, como relata essa notícia (escrita por Lígia Formenti) no Estadão.com.br:

Buarque pede "radicalidade nas idéias" e "tensão ideológica"

Brasília - O ministro da Educação, Cristovam Buarque, provocou hoje os estudantes e professores a debaterem e serem mais críticos em suas posições. "Se houvesse um golpe militar, no Brasil ou na Argentina, nenhum aluno ou professor seria preso. E isso me preocupa", disse no Seminário Universidade XXI, em Brasília. A afirmação, que ele classificou como "provocativa", foi feita ao defender a necessidade de as universidades buscarem novas utopias e da urgência no debate de idéias, travadas entre diferentes correntes. "É preciso ter uma tensão ideológica."

Buarque argumentou não haver um debate de propostas diferentes para a sociedade. "Hoje as forças conservadoras não têm nenhuma razão para ter medo de nada que esteja sendo dito nas universidades". Dizendo considerar as idéias predominantes conservadoras, ele disse que "se houvesse um golpe militar, o único movimento que teria presos seria o MST".

Como tem muita gente de má vontade com o governo do PT, é importante ressaltar que o ministro deixa bem claro que a declaração é, como diria a tropa de choque da polícia, de "efeito moral". E não quero nem saber de argumentos que invalidam os movimentos estudantis porque, depois de formados, muitos de seus membros acabam entrando dentro do "sistema". Essa submissão não invalida nenhum esforço anterior. Sem contar que toda sociedade sadia tem uma cota razoável de estudantes contestadores.

*

Ah, sim. Tem um monte de estudantes que contestam tudo na faculdade. Mas nossos contestadores, na média, acompanham o nível médio das universidades. Até um estudante ginasial ganharia um debate de uns caras "engajados" que conheci.

Posted by at 09:00 PM | Comments (0)

novembro 20, 2003

"Le metrô"

Por morar a uns 6 quarteirões (e uma ladeira) de uma estação e trabalhar a uns 15 (e mais ladeira) de outra, é raro eu pegar o metrô. Mas hoje eu peguei, depois de um mês. De repente, senti uma saudade de Paris...

Posted by at 08:49 PM | Comments (5)

novembro 13, 2003

Tudo é matéria comportamental na imprensa de hoje

Peguei o caso no meio do caminho, já que tudo aconteceu enquanto eu estava viajando. Ainda assim, não deu para evitar a notícia do assassinato dos dois estudantes que foram seqüestrados em Taboão. Bem, é lamentável qualquer morte, independente das circunstâncias e de quem tenha sido a(s) vítima(s).

Mas uma coisa que me irrita é essa mania de parte da imprensa transformar qualquer coisa em matéria comportamental. Bem, eles mentiram para os pais para poderem passar o fim-de-semana juntos. Zilhões de namorados fazem isso todo dia. Só que esses dois, quando voltaram para a casa, foram assaltados e, depois, seqüestrados. O que o fato de eles mentirem para os pais tem a ver com isso?

Tá certo, se eles obedecessem aos pais, não estariam ali naquele momento. O que não significa que os criminosos não pegariam outras pessoas pelo caminho. O casal apenas teve o azar de estar no lugar errado na hora errada. Se não fosse os desobedientes, seriam outras pessoas, que talvez obedecessem aos pais. Por isso, o problema não foi de comportamento adolescente (apesar de algumas imprudências por parte do casal), mas de violência urbana. É isso o que deve ser discutido (eternamente se for necessário, pois o problema é sério).

Mas parte da imprensa não vê assim, já que matéria comportamental vende revista e dá audiência na TV. Daí, um caso de violência urbana vira problema de conflito pais e filhos. E o foco real da discussão novamente se perde.

Desejo, de verdade, que nenhuma revista semanal saia esse fim de semana com alguma capa do tipo “O que fazer para melhorar a comunicação com seu filho?”, com os subtítulos: “Caso de estudantes em São Paulo coloca em voga a discussão de até onde os pais devem controlar o que fazem seus filhos. Especialistas dizem blá-blá-blá. Como saber onde termina o controle e começa o cerceamento da liberdade”.

Mais importante é seguir na tentativa de descobrir meios de diminuir a violência urbana o Brasil. É assim que novos casos como o desse casal não se repetirão.

Posted by at 09:49 PM | Comments (6)