julho 29, 2003

Falando de economia

É muito interessante ouvir o noticiário econômico. Com a falta de concorrência ideológica, o pensamento liberal (ou neoliberal, sei lá) se transformou em verdade absoluta. Basta ler algum caderno de economia e pululam termos e análises que tratam certas questões como pétreas. E isso me deixa desconfortável, para não dizer revoltado. Será que é tudo tão simples (ou simplista) assim?

Entendo muito pouco do assunto, mas vamos lá. Abaixo vai uma pequena lista de coisas que me irritam:

1) O mercado
Jornalista econômico fala do mercado como se fosse uma coisa etérea e da qual não podemos discordar. Temos de deixá-lo no seu cantinho, fazendo o que bem entende. Na boa, mas o tal “mercado” é um bando de investidores que quer ganhar dinheiro. São de carne e osso. Pô, eu acho que devemos discordar da vontade deles se for o caso, cáspita! Podem ter certeza que na média, nós precisamos muito mais que eles. Tenho consciência que nem todos esses investidores são graúdos (há os pequenos), mas como "mercado" falo de corretoras, bancos de investimento e dos grandões (os pequenos não têm tanto controle sobre onde põem o dinheiro, deixam na mão de um especialista).

2) Comportamento do mercado
Ainda nessa questão desses carinhas (são “pessoas humanas”, não nos esqueçamos) que ganham seu sustento nas Bolsas. Além de ricos, são mimados e infantis. Qualquer boato e os caras ficam todos melindrados, tiram dinheiro de cá e põem lá. Santo Deus! Tem boato que nem minha cachorra acreditaria, mas esses caras acreditam. Aposto que, se eu entrar na Bovespa e berrar que o Palocci declarou se inspirar na visão de macroeconomia da Britney Spears, a bolsa cai e o dólar sobe.

3) Especulação cambial
O governo vai remunerar alguns papéis em dólares. Dias antes, o “mercado” entra em ação. Força a barra para o dólar subir alguns pontos percentuais. Assim, o “mercado” ganha mais dinheiro no pagamento dessa dívida. E todo mundo encara isso como algo normal! Meu, os carinhas influenciam a economia de um país todo, desestabilizam a moeda só para ganhar mais, sendo que a diferença não faria falta para eles no final do mês. Isso não pode ser correto.

4) Os “fundamentos” da economia
Adoram falar isso. E sempre que ouço o termo me lembro de meu professor de natação falando em fundamentos, braçadas, pernadas, respiração, virada, essas coisas. Agora, de que adianta os fundamentos estarem bons isoladamente se o que interessa (crescer economicamente) não funciona. É como alguém ter técnica apurada na pernada e na braçada, mas afundar sempre que entra na água.

5) Responsabilidade social
Cheguei à conclusão que a propriedade de tudo o que pode provocar reflexos na sociedade deve ser controlado. Não precisa ser um controle estatal, pode ser algo mais singelo, como princípios de responsabilidade social. Explicando: o cara tem um terreno na Amazônia. Em tese, o terreno é dele e ele faz o que quer. Mas não, se ele desmatar a região vai provocar reflexos no ecossistema. É o mesmo com dinheiro. Se o cara tem dinheiro demais, está, de alguma forma, reduzindo a possibilidade de quem não tem conseguir algum. Essas pessoas não precisam renunciar aos seus bens ou algo assim. Bastaria investirem em produção (e empregos) ou em filantropia. Mas ninguém discute isso. Por que direito econômico está sempre acima de qualquer outro direito?

6) A economia cresce, a inflação sobe junto
Enfiaram isso na cabeça das pessoas e tem gente que acredita como verdade absoluta. Com a quantidade de pessoas fora de qualquer possibilidade de consumo nesse país, crescimento econômico pode não significar enriquecimento do mercado consumidor, mas aumento do mercado consumidor. Será que a inflação tem de ir junto? Será que não basta manter os preços e permitir que essa gente recém-promovida a cidadã possa comprar algo?

7) O valor do dólar
Essa me tira do sério. Até outro dia, o dólar estava a R$ 1,32 e todo mundo dizia que o valor real seria entre R$ 1,60 e 1,80. Bem, daí a moeda norte-americana extrapolou e foi a R$ 2,10. Ficou supervalorizada? Não, o pessoal se acostumou com esse patamar e passou a considerá-lo normal. Nova crise e o dólar vai a R$ 4,00. Os exportadores gostam, mas está absurdo, se lembrarmos que o “valor real” até pouco tempo antes era R$ 1,70. Daí, o dólar cai para R$ 2,80 e tem gente que começa a achar que o real está muito valorizado. Por quê? Porque começaram a achar R$ 3,40 um bom valor. Desisto!

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Tem mais coisa, mas acabei me esquecendo enquanto escrevia. Depois eu volto com a parte 2.

Posted by at 01:21 AM | Comments (1)

julho 23, 2003

Meu mundo caiu

Há coisas que parecem que sempre foram do jeito que são. Isso desde que você é pequeno de tudo. Assim, ficam grudadas na sua cabeça como se fossem eternas. Uma delas era ver o Palmeiras na fila, mas isso acabou em 1993 naquele maldito dia dos namorados. Outro exemplo era sempre ter um brasileiro disputando títulos na Fórmula-1 (lembrando que não era nascido no período em que o Émerson sofreu na Copersucar). Foi só a gente depender do Rubinho que deu para perceber que a saída seria escolher um estrangeiro ou uma escuderia para torcer. Só para sair do esporte, citaria ainda a imagem de economia imparável que o Japão tinha até vir uma seqüência de anos recessivos.

Bem, tudo isso mudou. Assim, uma das poucas coisas da minha infância que continuavam intactas no meu imaginário, na minha visão de universo, eram as seções de Pica-Pau eternizadas na programação do SBT. Quer dizer, faz anos que não assisto mais ao desenho, mas sei que ele está lá. Ou melhor, estava. Ainda não pude conferir isso, mas parece-me que é assim mesmo: o Pica-Pau não está mais no SBT. Pior, está na Globo. Meu mundo caiu!!!

Nada contra a Globo nesse caso, mas é inimaginável ver o Pica-Pau na TV Globinho ou outro programa da emissora carioca. Algo está muito errado nisso. Sem guardar devidas proporções nenhuma, é como ver o Jornal Nacional na Bandeirantes. Afinal, o Pica-Pau é um clássico e era um sopro de qualidade na tenebrosa grade de programas do SBT.

Em pleito organizado por mim na época da faculdade (assunto para outro dia), o Pica-Pau foi eleito o segundo melhor desenho animado de todos os tempos, perdendo apenas dos Simpsons e ficando bem à frente do terceiro colocado, o Snoopy. Saliento que não existia Pokemon na época, o que não deveria fazer diferença.

Talvez a saída seja chamar o Super-Homem (versão Christopher Reeve) e pedir para ele voar no sentido contrário à rotação da Terra. Quem sabe se, assim, voltamos alguns dias o tempo e consertamos o que aconteceu de errado. Como a saída do Pica-Pau do SBT.

Pica pau.jpg
Queria uma imagem do Pica-Pau com o cavalo Pé-de-Pano, mas não achei. Assim, fique com o Andy Panda

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Bem para quem também não agüentaria ver o Pica-Pau na Globo, pode vasculhar na grade da Fox Kids.

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Quem ainda não conhece bem esse clássico da animação nonsense, recomendo visitar esse site (ainda em construção, mas parece promissor).

Posted by at 02:36 AM | Comments (9)

julho 17, 2003

Nada a celebrar

Dia de folga na cobertura da feira. Pego o carro e ando por uma estrada com destino a uma cidade nas redondezas. O tempo não era aquela maravilha, mas a estrada larga e sem tráfego tornava o caminho um pouco mais agradável. Vejo uma placa indicando o caminho para a tal cidadezinha. Dessa entrada até a cidade vão alguns quilômetros. O caminho todo é cercado por árvores altas e copa vertical, formando paredes. E, assim, essa estradinha vira quase que um corredor. O visual é até interessante, mas você se sente um pouco como aqueles cavalos com limitador de visão.

Bem, chego na cidadezinha. É bonitinha, com tudo certinho e ajeitadinho. Os carros são de padrão razoavelmente elevado (há os típicos de uma classe média estável, mas se encontram carrões digno de popstars). As casas tentam imitar uma vila européia, mas, no fundo, parece um subúrbio enorme à la casa do Kevin Arnold, com aqueles telhados bastante inclinados, revestimentos externos de tábuas (ou algo que imite tábuas). Tudo muito pré-fabricado, entende? Há algumas pessoas na rua, muitas senhoras com cara de donas-de-casa ou aposentadas que ficam passeando com o cachorro ou levam os filhos para cá e para lá como forma de ocupar o dia.

Até que se chega à rua de comércio, a Market Street (foto abaixo). Ela tem um quarteirão de extensão, mas as lojas são "o fino". Entre a calçada e a via, mais arvorezinhas, posicionadas simetricamente.

Market street.gif

No final dessa rua está a avenida principal. Não é a mais importante pelo movimento, já que ela é tão larga quanto as outras. Mas é porque ela margeia um lago, formando uma espécie de orla, e, como em toda cidade com limites aquáticos, a vida sócio-cultural gira em torno da avenida marginal. Lá, há um calçadão em que você anda com muito cuidado para não ser atropelados por patinadores. Casais de velhinhos (e não são poucos na tal cidade) andam com uma paciência zen-budista até sentar em algum banquinho para ficar olhando para o lago (ou para a margem oposta, alcançável a olho nu).

Nessa avenida beira-lago há restaurantes, bares e comércio mais simples, além de serviços como bancos. Porém, a pergunta que fica na cabeça é se a reduzida população da cidade comporta tudo aquilo. Ainda mais depois de ver o que parece ser o principal lazer local: um cinema "mega-motion 4D 6th generation". Pelo que vi, são poucas salas, umas 4. Algumas apresentam filmes antigos e/ou clássicos e outras ficam com a superprodução da época.

Acho que já deu para perceber que estou falando de Celebration, a tal cidade onde o Sílvio Santos estaria passando os derradeiros anos de sua vida. Estive lá em 2000, em uma brecha na cobertura que fiz da "entusiasmante" feira "World of Concrete", realizada em Orlando. Celebration fica perto de Orlando, mas não dá para ir até lá sem carro, já que fica a uns 20 km (segundo meu chutômetro) a caminho de Tampa. Aliás, é importante lembrar que boa parte de minhas considerações foram afetadas pela memória (afinal, não tirei foto de nada).

Alguém pode achar que a cidade é surreal. Dependendo do olhar, até é. Mas, no fundo, pareceu real demais. É muito falsa e artificial, mas, ao contrário de Brasília, pretende parecer real. E acaba exagerando tanto quanto um brasileiro forçando um sotaque português. Por ser um urbanóide que admira a forma como a cultura e a história moldam uma cidade, não gostei nem de Celebration, nem de nossa capital federal. E uma não é melhor que a outra, por mais real em demasia ou surreal que sejam. Cidade falsa por cidade falsa, fico com Ubiratown, uma das trocentas cidades que eu criei e destrui jogando Sim City. Pelo menos nessa eu mando, hehe.

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Para quem não sabe, Celebration é uma cidade criada pela Disney. É tudo tão bonitinho e simétrico que Truman Show foi gravado lá. No filme, o local era um cenário de um programa de TV. E acho que a cidade também é. Aliás, a cidade é tão artificial que não tem brasão, nem bandeira. Tem logotipo.

Celebration.gif

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Sou apenas o repórter de uma revista especializada. Mas recebo tanto press-release nonsense que imagino o sofrimento de editores da grande imprensa. Entre as pérolas que chegaram em meu Outlook estão boletins de biotecnologia, um novo CD do Raul Seixas e um informativo que mostra que comer peixe faz bem.

Posted by at 03:23 AM | Comments (4)

julho 11, 2003

Argh

Depois de uns dias fora do ar por culpa do servidor norte-americano que a hospeda, essa página volta pegando pesado. É quase que um teste para comprovar a fidelidade do internauta ao Keep Talking. Tenho sérias dúvidas se alguém agüentará chegar ao final desse texto. Mas todos que falharem na tarefa estão perdoados. Eu mesmo só consegui botar tudo isso aqui porque não tive de escrever, chupinhei boa parte.

Enrolações à parte, o assunto aqui é sério. Aliás, não é sério, mas é sobre um cara que se leva a sério demais: Carlito Marrón. Para quem ainda não sabe, o indivíduo que acabei de citar é o mesmo que atendia por Carlinhos Brown até um mês atrás. Agora, o cara resolveu mudar de nome para (ai meu estômago) mostrar suas influências latinas. Ele ainda profere frases como “minha escrita não é coloquial dentro de um padrão clássico. É mais tonal, com resquício de dialetos, um tipo de sânscrito que carrega o português como base”. O curioso é que, mesmo “carregando o português como base”, ele nunca consegue achar um nome artístico nesse idioma.

Bem, agora é a hora do sofrimento. Os trechos abaixo são as descrições (seguidas de curtos comentários meus) do dito cujo a respeito de seu último CD, “Carlinhos Brown é Carlito Marrón”. Só selecionei os piores momentos. Aliás, vale lembrar que “Carlito Marrón é prejudicial à saúde”, pois grande exposição à suas divagações e pensamentos pode causar distúrbios mentais. Estou avisando porque não quero que o Ministério da Saúde também tire essa página do ar. Já bastam os norte-americanos revoltados.

CARLITO MARRÓN
“Queria traduzir meu nome de Carlinhos Brown a Carlito Marrón como uma forma de esclarecer as influências que tenho dos rumbeiros. Também queria agradecer a meu pai que cantou rumba para mim, a meu mestre que me ensinou a tocar os bongôs. Para eles fiz esta canção que fala de um menino sem futuro que encontrou seu caminho, seu mundo e sua companheira Merlita Monroe. Carlito Marrón não é Charlie Chaplin e Merlita Monroe não é Marilyn Monroe, mas falo do que significam para o inconsciente coletivo. Se estivessem aqui seriam mestiços, neo-hippies com mochilas na costa. Um casal super bonito. Comecei a desenvolver a canção e liguei para o Arnaldo Antunes: Estou com dificuldades com esta música, você gostaria de trabalhá-la comigo? Fui à casa do Arnaldo e a terminamos misturando português, yoruba e espanhol. Talvez portunhol, seja uma forma de dizer não à colonização equivocada, um anúncio de mudança.”

É interessante. Eles misturam palavras em várias línguas (e duvido que CM e Arnaldo Antunes falem yoruba) para fazer a música. Assim é mais fácil rimar e não precisa fazer sentido, já que ninguém vai entender. Percebendo que ficou ridículo, inventam toda uma história de Merlita e Carlito e uma tal negação de uma colonização equivocada.

AGANJU
“Compus esta canção como quando fazemos uma homenagem à amada. Não quis lhe dizer somente eu te amo; quis dizer aganju. Quero recuperar o sentimento da família que é o branco das guerras, dos problemas sociais. Creio que é necessário proteger mais a família e então digo aganju.”

Qual é o oposto de “aganju”? Bem, é isso o que eu sinto por você, CM!

I WANNA LU
“Queria fazer uma homenagem e um agradecimento à Espanha, mas não em tom menor, como no flamenco. Queria fazer uma canção em tom maior e que incorporasse toda a influência que tenho das músicas do mundo de uma maneira natural. Dizem que tem influência dos Beatles, mas eu não acho isso. Nunca tinha ouvido os Beatles e quando ouvi os odiei porque não tinham swing. Gostava muito mais de Renato e os Blue Caps, que faziam versões da música deles. Eram negros, tinham um gingado muito mais peculiar e pensávamos que eram os Beatles os que imitavam a Renato e os Blue Caps.”

Ainda bem que o próprio admite que os Beatles não têm culpa disso. Coitados.

BABY GROOVE
“É uma música que tentei fazer para não fugir totalmente da linguagem que temos na música popular brasileira, que vem da bossa nova, da música africana, do axé, de influências de todo o mundo. Decidi tocar eu mesmo o baixo, a bateria e as guitarras para que fosse absolutamente pessoal. Talvez seja a canção mais Brown do disco.”

...E talvez seja a pior canção do disco.

CLIMA QUENTE
“Necessitava unir Cuba e Bahia porque os baianos estamos apaixonados por Cuba e os cubanos da Bahia. Convidei Angá e Papi Oviedo para tocar as congas e o trio e todo o mundo se uniu experimentando e brincando: ‘Ei, Carlito Marrón!’ Experimentamos até conseguir este clima quente de verdade, feito por pessoas que nasceram nos trópicos e que trazem essa felicidade que vem do sol, que emana das águas, desses mares extraordinariamente belos que temos no trópico. É uma forma de dizer que o mundo pertence ao mundo, que quando na Europa faz frio vocês podem vir aqui para tomar um banho. Que a gente possa se divertir com esta canção que tem uma palavra chave: bailaquebonquiguala, baila que é bom que iguala.”

Que tal calaquecêsófalabesteira? Aliás, falar “o mundo pertence ao mundo” é como jornalista esportivo que diz “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”. Genial!

MY HONEY
“É uma canção de auto-estima que fala da vida, do positivo de viver. Simples de cantar, eu a terminei quando voltei da Espanha e mudei o estribilho pelo vale espanhol. Vale carnavale. Europa vai passar por uma carnavalização e eu vou estar ali. Quero ver as ruas européias e brasileiras cheias de gente se divertindo, encontrando-se, confraternizando e não apenas falando mal do governo e se queixando da sociedade. É necessário que a alegria abrace o mundo, que chegue às estrelas e não fique presa nas boates e nas casas. Necessitamos celebrar a felicidade porque creio que estamos super incomodados com as tristezas e as dores deste mundo.”

Vou celebrar a felicidade e o positivo de viver não lendo mais textos como esse... Não adianta, sou masoquista e vou continuar lendo essas coisas.

ALÁ A A
“É uma canção que pode significar a idade do momento. Deste momento em que os anglo-saxões parecem que estão contra Alá ou contra Deus. E não, não vejo isso. Creio que sentimos a falta da presença de um Deus, desse ser virtual mas que está na fé, no coração e na vontade de paz. É algo com o que se pode contar sempre e Alá A A tem isso: A opressão não acaba sem mudar o coração. Imagino um novo Cristo que venha de metrô, com outra idéia da evolução para a gente.”

Olha, não são os anglo-saxões que estão contra Alá ou Deus. É o governo norte-americano. Não generalize! Soa como preconceito invertido, falar que homem branco é mau e coisas do tipo. Ah, e se o novo Cristo vier de metrô, é bom ele ler o jornal antes de sair de casa. Talvez pegue uma greve pelo caminho. Daí ferrou tudo!

Bem, quem chegou até aqui, parabéns. Já deu para perceber porque o elemento conseguiu atrair apenas 12 pessoas em uma apresentação em São Paulo. Deve ter sido um dos momentos mais lindos da cultura brasileira nos últimos anos. Reza a lenda que ele ainda disse que só havia ido quem realmente gostava dele, hehe.

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Aqui vai uma dica do amigo Vanza sobre as traduções de nomes de filmes (afinal, foi o texto com maior Ibope dessa página). É a versão lusa do “Homens Brancos Não Sabem Enterrar”. Essa os portugueses que me desculpem, mas não tem explicação aceitável.

Posted by Furnari at 03:32 PM | Comments (5)