Outro dia, recebi de uma amiga essa notícia: "Supermercado causa escândalo com chinelo de Jesus". É sobre uma empresa dinamarquesa que quis aparecer e lançou chinelos com as imagens de Jesus e Maria e acabaram provocando rebuliço em religiosos que queriam aparecer.
Na verdade, estou falando disso só porque me lembrei de um episódio de "Um Amor de Família", no qual o mestre Al Bundy recebe uma mensagem do além dizendo que a missão da vida dele era desenvolver o "Sapato de Deus". Olhem o jeitão de profeta de subúrbio norte-americano do cara. Clássico!

A mocinha está perdida. Anda sem direção por ruas escuras e pouco convidativas do bairro mais hostil da cidade. Coitada, ela nem percebe em que fria está se metendo porque está desorientada pelas dúvidas que cercam sua vida. Não sabe se fica com o Rafael ou com o Marcelo e se faz a faculdade de Direito como “sugerem” seus pais ou se segue o sonho de montar uma pousada em uma capital nordestina.
Daí, ela encontra uma figura assustadora. É só um transeunte qualquer, mas, dadas as condições do momento, até um poodle causaria pânico. Ela foge. O indivíduo a segue e pede para ela acalmar-se. Ele a alcança.
- Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhh!!!!!!!!!
A mocinha começa a suar aflitivamente. Já vai abrindo a bolsa para entregar a carteira quando ouve sair frases amistosas da boca do anônimo, algo do tipo “você não deveria andar por aqui, sozinha, a essa hora. É muito perigoso”.
Depois de um dedinho de prosa que não leva nem dois minutos, a mocinha diz que está desorientada com dúvidas a respeito de sua vida. Ela não explica nada. Não fala do Rafael, muito menos do Marcelo. Da faculdade de Direito, então... Só fala que está com dilemas insolúveis ocupando-lhe a cabeça.
Mas isso não esmorece a boa vontade do mendigo, que, imediatamente, lhe dá um conselho aparentemente profundo. Algo do tipo “siga seu coração que o destino se encarregará de lhe trazer a felicidade”. Esse conselho vindo do desconhecido é decisivo para a mocinha decidir pelas melhores opções.
Toda novela global tem um momento com uma cena assim. Os filmes hollywoodianos também não deixam a desejar nesse quesito. Qualquer dúvida, é só ver como a cena descrita acima é válida para qualquer história. Caso o enredo que se passe no campo, basta trocar o bairro perigoso por uma mata fechada e o mendigo por um peão mal-encarado tocando uma boiada, um caixeiro-viajante bem-humorado e cheio de causos para contar ou um caminhoneiro barbudo.
Daí eu me pergunto: por que diabos esses anônimos sempre estão com um conselho sábio para dar? Porque eles não dão uma resposta estúpida ou falam uma loucura qualquer. A maioria de desconhecidos que vieram puxar papo comigo na rua era para falar coisas sem sentido, como um bêbado que percebeu que eu era oriental e ficou repetindo que adorava saquê (coisa perceptível a metros de distância).
Bem, abaixo vão algumas sugestões de frases mais realistas que tais indivíduos (considerando que eles estejam agindo de boa-fé) poderiam falar para a tal mocinha. Usei um padrão médio de linguagem, pois seria o empregado pela Globo em uma novela e, confesso, não estou muito a fim de pensar nas gírias usadas na periferia.
1) Como você quer que eu te ajude? Não tenho a mínima idéia de quem você é.
2) Deixe de ser mimada! Você tem dois namorados e grana para montar um negócio. Eu nem sei onde vou dormir essa noite.
3) Eu fico dando um duro danado vendendo bala nos cruzamentos e ainda tenho de dar conselho para garotinha de classe média?
4) Quer um conselho? Fica com o garoto mais rico e com a profissão que paga melhor. Esse papo de realização pessoal é besteira.
5) Você quer escolher namorado e profissão? Mulher que se preze tem de ser escolhida pelo marido e ficar em casa cuidando dos filhos.
6) Você me parece muito perturbada, minha filha. Faz o seguinte: a igreja que eu freqüento fica naquela esquina ali. Vá lá no domingo e fala com o pastor Evaldo. Ele é um cara muito sábio, inteligente e até já conversou diretamente com Jesus. Ele pode tirar o demônio do seu corpo.
7) Olha, vou ser legal porque fui com sua cara. Mas a única coisa que posso fazer para te ajudar é mostrando como se sai desse bairro. O ponto de ônibus fica a dois quarteirões para cima. Pegue a linha 3352J-Shopping Iguatemi e você está perto da sua casa.
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Declaração de Rafael Bielsa, futuro ministro das relações Exteriores argentinas, sobre a política de alinhamento automático de seu país com os Estados Unidos durante o governo Menem, chamada de “relações carnais”:
“Essas relações não serão retomadas. Nunca gostei do termo 'relações carnais', principalmente quando se referem a um país superpoderoso e outro periférico. Nesse caso, sabemos qual é o 'papel sexual' do país periférico.”
Depois ele se explicou melhor para a coisa não ficar feia, mas só essa declaração já valeu a eleição do Kirchner, hehehe.
PS.: achei essa matéria no Clarín, mas, segundo o próprio jornal argentino, ela saiu no Estadão
Para um garoto nascido no final dos anos 70 e criado em meados dos 80, poucas coisas davam tanto status quanto ter um Atari. Quer dizer, era meio comum, e, por isso, quem não tinha era um excluído da preconceituosa sociedade infantil. Eram horas de diversão garantida com aquele carrinho do Enduro, o aviãozinho do River Raid ou o Pac Man, comedor de pílulas e terror dos fantasmas. Isso sem contar outros cartuchos conhecidos, como Pitfall, Space Invaders, Adventure, Asteroids, Decathlon e Jungle Hunt (aliás, se alguém quiser fazer downloads gratuitos desses jogos, clique aqui). Os gráficos eram tão toscos que a imaginação infantil ainda era presença marcante (e necessária) na hora de jogar.
No entanto, eu era um dos que não tinha Atari. Só jogava na casa do meu primo ou de amigos. Por isso, nunca ia muito longe no River Raid e sempre me dava mal na fase de neblina do Enduro.
Um dia, meu tio resolveu me dar um vídeo-game, com 12 cartuchos de lambuja. Mas não era o Atari. Era um sistema estranho, que eu só tinha visto antes na casa desse meu tio: Intellivision. O que poderia parecer mais uma decepção se tornou um grande barato. Atari, todos tinham. Intellivision, só eu.
Fabricado pela Mattel, o Intellivision era um vídeo-game mais elaborado que seu oponente. Ao invés daquela simplória alavanca com botão vermelho que contentava os fãs de Atari, o joystick do Intellivision esnobava, mais parecendo um telefone celular. O direcional era um disco. Havia ainda quatro botões laterais e 12 botões principais (de 0 a 9, mais o Clear e o Enter). Para ajudar na jogabilidade, cada fita vinha com instruções que podiam ser colocadas no joystick. Os gráficos também eram melhores. Claro que seriam considerados ruins depois do lançamento do Master System, mas estavam alguns passos à frente do Atari.

Meus amigos iam me visitar só para brincar com aqueles jogos diferentes, como Beamrider, Shark! Shark!, Snafu, Tron, Happy Trails, Triple Action e Frog Bog. Inclusive, foi jogando o excelente Tennis que eu aprendi as regras desse esporte, com aquela pontuação meio louca (15, 30, 40 e game). Só lamento não ter o Burguer Time, versão melhorada (claro) do Pac Man. O leitor mais atento perceberá que nenhum desses cartuchos é citado naqueles e-mails com referências aos anos 80. Injustiça histórica!
Depois, ainda tive o Master System e o Mega Drive (sempre fui do time da Sega). Parei por aí porque preferi me dedicar aos jogos no computador. Mas meu vídeo-game preferido sempre será o Intellivision. Aliás, até hoje ele está funcionando como no primeiro dia. Mesmo os fios estão inteiros (naquela época, eletrônico era feito para durar). A única dificuldade é achar uma daquelas caixinhas conversoras “vídeo-game–TV”, item obrigatório antes dos cabos de áudio e vídeo.
Por muito tempo, achei que era o único garoto que teve essa experiência. Até que descobri um outro ex-proprietário orgulhoso do Intellivision no diagramador da revista em que trabalho. Foi com empolgação que nos lembramos daquele grande sistema. Os outros podem não entender, mas não espero comportamento diferente de quem só teve um reles Atari.
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Saiba mais sobre o Intellivision e faça downloads gratuitos clicando aqui. Se minha dica vale alguma coisa, meus jogos preferidos eram Tron, baseado no filme, você vai destruindo todo mundo com os discos mortais, Snafu, em que cobrinhas ficavam se comendo, e Shark! Shark!, no qual você é um peixe abusado que mata tubarões mordendo seus rabos.

Após uma parada para homenagear meu querido George Bush, vou cumprir o prometido e falar sobre os subtítulos dos filmes. Em geral, não gosto desses apêndices. Perecem carrapatos que se agarram ao nome original e não largam nunca. Eles surgem na idéia preconceituosa de que o título muito metafórico não é compreendido pelo público idiota, então resolvem colocar um aposto para explicar melhor.
Como na parte 1 (traduções), deixei muitos filmes passarem em branco porque estive sem tempo de ir à locadora para fazer uma lista legal de subtítulos. De qualquer forma, aí vão alguns que eu me lembrei de cabeça e os que foram citados nos comentários do texto anterior (obrigadão pelas sugestões). Por isso, há um claro predomínio de produções recentes. Ah, a ordem é aleatória. Não é ranking de nada.
K-Pax – O Caminho da Luz
Pô, se um indivíduo vai ao cinema ou à locadora e separa duas horas da vida dele para assistir a um filme chamado “K-Pax”, é porque sabe do que a história se trata. Justamente por não dizer nada, "K-Pax" não precisa de explicação. É tão estranho que o cara que for ver vai se informar antes. Não corre o risco de entrar no cinema porque viu o nome no letreiro e achou interessante.
A Identidade Bourne – Renascido em Perigo
Para que esse maldito “Renascido em Perigo”? Meio que conta o filme. Diz que o cara estava semi-morto, renasceu e já estava em perigo. Dã. Completamente dispensável.
Jerry Maguire – A Grande Virada
“Jerry Maguire” já está bom. Aliás, títulos com o nome do personagem são interessantes. Não precisa explicar. Seria o mesmo que “Roque Santeiro” se chamar “Roque Santeiro – O Homem que Virou Santo”, “Tieta” ficar como “Tieta – A Volta da Escorraçada” ou "Seinfeld" se tornar "Seinfeld - A Série que Veio do Nada". Para piorar, no caso de “Jerry Maguire”, o subtítulo conta o final do filme. Deplorável.
Jurassic Park – Parque dos Dinossauros
Um dos recordistas do ridículo. Poderia ficar no original ou, simplesmente, mudar para “Parque Jurássico”. Mas não. Os carinhas tinham de explicar o que é jurássico. O pior é que, com tanto marketing sobre esse filme (principalmente o primeiro), ninguém deu a mínima bola para o subtítulo.
Minority Report – A Nova Lei
O legal do nome “Minority Report” é que é uma referência. Um detalhezinho da história que foi escolhido a dedo para nomear o filme. Daí, os caras põem o “A Nova Lei” que simplesmente não diz nada. Sem contar que o nome, do jeito que ficou, dá a impressão de que minority report é um nova lei. Nada a ver.
Shine – Brilhante
Bem lembrado pela Vivi. Concorre com “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros” como o mais óbvio que temos por aqui.
Seven – Os Sete Pecados Capitais
A bem da verdade, é um dos que menos me incomoda, mas também acho que não faria falta.
Snatch – Porcos e Diamantes
Um dos poucos subtítulos que achei realmente interessante. Não diz nada e confunde um pouco a cabeça, dentro do espírito do (ótimo) filme.
Babe – Um Porquinho Atrapalhado
O porquinho é bonitinho, a história é engraçadinha, o dono do porco tem uma cara esquisitinha, mas esse subtítulo... Colocar no nome de uma comédia que alguém é atrapalhado é tão chavão quanto dizer que o time que está perdendo "corre atrás do prejuízo”.
2001 – Uma Odisséia no Espaço
Esse é perdoável porque o subtítulo não foi acrescentado. O “Odisséia no Espaço” é, inclusive, anterior ao filme, pois faz parte do título do livro de Arthur C. Clark. Só estou citando porque é um filme clássico e muitos poderiam se lembrar dele.
Bem, já foram 10. Mas volto a falar mais desse assunto quando tiver tempo de ir à locadora com calma.
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Remetendo ao texto sobre as traduções, já pensaram se “Os Pássaros” de Hitchcock não fosse lançado em 63, mas nos anos 80 ou 90? Será que se chamaria “O Ataque dos Pássaros Assassinos”?
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Falei do Al Bundy outro dia e, por um lapso, deixei de avisar que coloquei um link para o site da bundyologia, hehe.
Esse texto eu escrevi originalmente para o Gardenal, mas minha revolta (ingênua, admito. O que eu podia esperar?) é tão grande que não resisti e estou colocando aqui também. Depois eu volto com a seqüência da série "Nomes de filmes", com a capítulo "Subtítulos".
Bem, aí vai:
Acho que não tem mais nenhum prêmio que não seja picaretagem. Há os que nunca pretenderam parecer honestos, como a escolha da audiência do MTV Video Music Awards, o MTV Movie Awards e o hors-concours Troféu Imprensa.
Outros, como o Emmy, fazem pose, mas eu nunca acreditei. Quer dizer, acreditei por um tempo, mas era uma época em que eu achava que o Sarney era sincero ao dizer que fazia "tudo pelo social".
Depois veio o Oscar com aquela babaquice de a Sophia Loren dar o prêmio ao "Rrrroberrrrrto!" Benigni, gesto copiado no ano seguinte a "Pedro!" Almodóvar.
Bem agora é a vez de o Nobel enterrar de vez suas pretensões de parecer justo. Só vou deixar o título porque o resto da matéria conta com as justificativas de sempre.
"Bush e Blair são indicados ao Nobel da Paz pela guerra do Iraque"
Só fico imaginando como será a entrega do prêmio caso a dupla de estadistas (?) seja a vencedora. Será que o apresentador anunciará gritando "George! Tony!"?
Dentre as inúmeras piadas de português que juram que é verdade (e 90% delas não são), há uma que fala sobre o nome que alguns filmes receberam por lá. Por exemplo, "Ben-Hur" teria virado "O Carroceiro Infernal" e "Psicose" seria "Ele É a Mãe". Tudo balela. "Psicose" é "Psicose" e "Ben-Hur" é "Ben-Hur". A única tradução imperdoável deles que tenho conhecimento é transformar "Arquivo-X" em "Ficheiros Secretos". Mas outro dia discuto o nível intelectual dos portugueses.
Voltando ao que interessa, essa questão da tradução dos filmes não deveria ser motivo de chacota por parte de nós, brasileiros. A tradução de títulos – refiro-me aos filmes mais pop, já que os demais costumam ter traduções mais criteriosas – que fazemos por aqui são de chorar, verdadeiramente. Sei que a culpa é mais do pessoal de gravata das distribuidoras do que dos coitados dos tradutores. Muitas vezes, por questões comerciais que considero discutíveis, essas empresas não mantêm o título original do inglês, nem fazem uma tradução adequada. Resolvem inventar. Daí, é possível identificar algumas vertentes:
1) Réplica do sucesso. Se um título deu certo, repetir também dará. Daí, filmes para o mesmo público acabam tendo nomes parecidos. Exemplos daquelas produções adolescentes – recomendo um aprofundamento no Garotas que Dizem Ni – como "Férias da Pesada", "Turma do Barulho", "Uma Escola Muito Louca" etc e tal. O mesmo vale para suspenses e/ou policiais que envolvem casais: "Desejo Fatal", "Atração Mortal" ou "Obsessão Terminal". Se tiver um fotógrafo no enredo, 90% de chance de o título ser "Retrato de alguma coisa". O interessante é que, depois de um tempo, você não sabe mais o nome do filme que viu, pois eles perdem personalidade e ficam todos iguais. A réplica do sucesso é a vertente-mestra, pois também está ligada aos demais itens (principalmente o 2a e o 4).
2) Na cabeça das pessoas que cometem esses atentados na tradução, o público é idiota e não admite títulos “misteriosos”. Tudo tem de ser claro. Daí, surgem dois sub-itens:
a) explicar o gênero do filme. Assim, "Coneheads" vira "Cônicos & Cômicos", já que tem de ficar claro que o filme é uma comédia. Talvez seja difícil sacar que uma produção que tem o Dan Aykroyd com uma cabeça ogival é uma comédia. Eu achei meio óbvio, mas...
b) explicar o roteiro, como no caso de "Máfia no Divã". O nome seria "Analise Isso" se seguisse o título original. Fica meio metafórico. É possível perceber que há um psicólogo no filme, mas não dá para imaginar que tem um mafioso na jogada. O mesmo vale para "Mr. Deeds" (que ficou "A Herança de Mr. Deeds" só para explicar que tem uma herança na história) e "Windtalkers" ("Códigos de Guerra", um título fácil e simples, sem figuras de linguagem). Na mesma linha, "Novocaine" virou "A Droga da Sedução". Pô, "Novocaína" seria bem mais interessante;
3) Se possível, colocar algum ditado ou frase feita. Esse padrão – muito comum em comédias – é até interessante se for bem usado, o que raramente ocorre. Então, sobram títulos como "Quem Vê Cara Não Vê Coração", "Ver para Crer" e "Diga-Me com Quem Andas que Te Direi Quem És" (olha, inventei agora o nome desses três filmes. Se existem mesmo, nem sei como são), que, no fundo, não dizem nada sobre o filme em si.
4) Usar chavões, alguma coisa fácil de decorar. Assim, "Domestic Disturbance" virou "Inimigo em Casa", facilmente confundível com uma penca de produções que contam com um cônjuge de comportamento misterioso. Essa vertente já causou um caso bem “curioso”. O filme "My Girl" virou "Meu Primeiro Amor". Até aí, vá lá. O problema é que fizeram o "My Girl 2", que ficou "Meu Primeiro Amor 2"(?????). Não faria mais sentido "Meu Segundo Amor"? Se fosse em Portugal, o pessoal não perdoaria.
Para não me acusarem de radicalismo, não sou completamente contra as traduções livres. Afinal, títulos podem ser trocadilhos na língua original e não fazerem sentido algum em português. Do mesmo jeito que, de repente, algum trocadilho ou ditado usado no Brasil pode ser perfeito. Mas isso deve ser usado com muito critério. Um bom exemplo é o "Austin Powers 2: Um Agente Bond Cama". É meio bobo, mas está no espírito do filme.
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Vocês já prestaram atenção em propagandas de lâminas de barbear? Para dar a sensação de “barbear rente, suave e preciso”, o cara vai lá e passa a lâmina de forma rápida e empregando uma dose razoável de força no movimento. O problema é que, se qualquer homem tentar fazer isso, vai se degolar na primeira.
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Acabo de corrigir uma injustiça na seção de preferidos da casa. Como pude me esquecer do grande Al Bundy?