novembro 27, 2004

Lohengrin

É até meio estranho, mas eu gosto de ópera. Tenho uns CDs em casa e vez ou outra me pego ouvindo Aida ou Carmen na íntegra. Pena que eu entenda tão pouco desse gênero musical. O básico eu sei, mas sinto que falta muita coisa ainda.

Bem, de qualquer forma, não pude perder a oportunidade de ir ao Teatro Municipal ver a montagem de Lohengrin. Primeiro, porque foi no Teatro Municipal, uma casa de espetáculos de verdade, com arquitetura, acústica e, principalmente, localização decente. Nada de obrigar o pessoal a ir até o início da Marginal Pinheiros, no meio do nada, para ver um espetáculo. Outro motivo foi porque estava a um preço razoável (R$ 30). Por fim, era uma ópera alemã, com as quais eu não tenho tanta intimidade (nem em CD). Seria interessante para conhecer.

Não farei muitas considerações a respeito do espetáculo porque não tenho muita experiência em ver óperas ao vivo. Posso dizer que essa me pareceu bem montada (mesmo com o pescoço do cisne quebrando na última cena) e que a presença de legendas ajudou bastante. A outra montagem que vi (Carmen, em 1999, acho) era muito mais simples e não tinha legenda. Entender a história foi muito mais difícil.

Além disso, dentro de seu contexto original e com letra, a “Marcha Nupcial” (musiquinha padrão de casamento) fica muito mais legal. Tem outra vida e, claro, complexidade musical. A versão de casamento, quase sempre contando apenas com teclado ou órgão, é muito mais “chapada”. Sem contar que o momento da música não é na cerimônia de casamento. Como o próprio nome diz, a “Marcha Nupcial” é usada na noite de núpcias.

O que realmente é muito bom é assistir a qualquer coisa no Municipal. O prédio é bonito, a sensação de sair no intervalo e ir a um terraço com vista para o Vale do Anhangabaú é rara em uma cidade enfeiada como São Paulo e a localização é ótima. Dá para chegar do trabalho sem muita pressa, o que não ocorre com Vias Funchais, Alfas-Reais e Credicards Halls da vida.

Pena que são montadas tão poucas óperas em São Paulo. Enquanto isso, a Bela e a Fera, com muito patrocínio e apelo popular, ficou dois anos em cartaz. É um musical bem feito (fui porque ganhei um ingresso), mas não é a mesma coisa.

Posted by Furnari at novembro 27, 2004 03:17 AM
Comments

Bira,
Não sabia nem sequer imaginava que gostavas de ópera. Eu tenho alguma curiosidade em relação à ópera especialmente porque nunca tive oportunidade de assistir a nenhuma, mas não por ser um estilo de música que me fascine especialmente, mas devido a filmes como "Pretty woman" em que as mulheres ficam sensibilizadas com esse tipo de espectáculo. Sempre tive curiosidade de saber se realmente é assim um espetáculo~com uma carga emocional tão grande!

Posted by: Teresa at dezembro 9, 2004 04:09 PM
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