A proposta de um conselho para regulamentar a prática do jornalismo é antiga. Já vi, li e ouvi discussões sobre isso algumas vezes. E devo dizer que eu sou a favor da criação de um conselho para a categoria. Seria, por exemplo, uma forma de dar uma luz a questões até agora ridiculamente conduzidas como a da necessidade ou não do diploma. O conselho poderia criar parâmetros para definir que não-diplomados poderiam exercer o jornalismo (uma realidade irreversível e, em muitos casos, necessária).
No entanto, não dá para concordar com esse projeto de conselho de jornalismo. Prever a intervenção (por menor que seja) do Estado na prática jornalística é um absurdo. A auto-regulamentação dá margem a corporativismo, mas ainda é mais recomendável. Não que o jornalismo esteja livre de profissionais desonestos ou mal intencionados, mas a simples possibilidade de haver presença do poder público sobre os jornalistas já causa desconforto por ser um sinal de animosidade diplomática.
O governo talvez nunca se meta com a prática do jornalismo, mas o fato de ter uma possibilidade legal de fazê-lo cria uma relação de poder de um sobre o outro. Relação que sempre existiu e a liberação recente de empréstimos do BNDES para a mídia reforçou. Por isso mesmo, deveria ter parado por aí.
Até porque a tal proposta de conselho não foi resultado de uma mobilização real do setor jornalístico, envolvendo profissionais de diversas áreas e veículos. Não como deveria. A Fenaj está longe de representar a categoria e só deveria encaminhar uma proposta com tamanha importância após uma consulta efetiva aos que não estão ligados à entidade.
Para piorar a sensação de desconforto, o governo ainda colocou em pauta o projeto da Ancinav (a tal da agência nacional do cinema e do áudio-visual, ou algo assim) e o que silencia os servidores públicos. Não vou falar muito da Ancinav porque não vi muito a fundo o que aconteceu. Sei o que o Cacá Diegues acha por que ele apareceu na TV falando, mas nunca concordarei automaticamente com o diretor de uma bomba como Tieta (o filme).
Quanto à lei que prevê que um servidor público não deve se pronunciar à imprensa a não ser que tenha autorização do superior, entre outras condições, é outra que se encaixa na idéia de animosidade diplomática. Exagerando um pouco na metáfora, é como a movimentação de tropas chinesas para perto de Taiwan. Provavelmente, o governo de Pequim não atacará a ilha “rebelde”, mas é um sinal hostil, para mostrar que algo pode ser feito assim que a China quiser.
No caso do projeto de lei do servidor público, não fará muita diferença no dia-a-dia do jornalista. Hoje, a maior parte desses trabalhadores só se manifesta para a imprensa se tiver autorização do superior. Mas, por enquanto, isso é decisão interna do órgão ou medida de resguardo do tal funcionário. Criar uma lei para isso mostra que o governo pode mandar em questões que envolvam a imprensa.
Os projetos até contam com boas idéias e poderiam fazer sentido se discutidos isoladamente. Mas, ao surgirem ao mesmo tempo, caracterizam um “ataque” do governo, provocam um desconforto dos meios de comunicação – que só se juntam nessas horas. Quando é para melhorar as condições dos jornalistas, eles se calam – e podem misturar as boas e as más intenções. Uma pena.
Posted by Furnari at agosto 19, 2004 06:18 PMConcordo. deveria haver uma bela discussão a respeio do tema. Sem Essa choradeira de censura, embora ache que ela pode haver sim. Discuir o que é melhor. A criação de um conselho poderia veriicar apenas a conduta dos proissionais. Nada além disso.
Só para citar um exemplo: A Escola de base. Fizeram um escandâlo, dizendo que crianças haviam sido abusadas e nada foi provado. Os donos da escola perderam tudo e os jornalistas que fizeram a reportagem não foram punidos
Posted by: Dárcio at agosto 21, 2004 01:22 PMMuito sensato o texto. Quanto a escola base, ela virou parametro de precipitacao e picaretagem, mas nao custa lembrar que nao foi nem o primeiro nem o ultimo caso. Vale sempre lembrar o linchamento que a patota do bem e gente boa do Pasquim praticou pra cima do Wilson Simonal...
Posted by: Romeu at agosto 22, 2004 03:40 PMAposto que sentiram a minha falta... Estive de férias em Kreta (gr) e principalmente de vocês!
Ubiratan, nem quando eu tiro férias você pará, quem sabe agora, até uma criançinha sabe que a criação de um conselho não resultará em nada pois tudo o que é feito para regulamentar tem corrupções por trás, não acredita, então questione um professor da USP e ele lhe responderá o que escrivi.
Posted by: Athodeles at agosto 23, 2004 01:30 PMAlerto, antes de qualquer manifestação, que o dito acima comete erros de ortografia e de acentuação gráfica de propósito, para chamar a atenção. Não tem o que dizer, "comete" uns errinhos para todo questionarem se é da usp ou não blá-blá-blá... Não é o caso do primeiro, que errou a acentuação por insipiência meeesmo. Ubiratan, não alimente essa polêmica outra vez... por favor...
Quanto ao conselho, não acho nada.
Abraços.
Olavo Klótzs
Posted by: Olavo J. Klótzs at agosto 23, 2004 04:01 PMOlavo, isso eu já tinha percebido há um tempo. O dito cujo começou a se enrolar tanto em seu português que preferiu virar uma caricatura de si mesmo para disfarçar. Tanto que não critiquei mais os erros de português dele.
Os motivos que me fazem ter certeza de que ele não é da USP são outros.
Posted by: Ubiratan at agosto 24, 2004 11:57 AMParem de dar corda a esses dois infelizes, corte os comentários do Athodeles, e quanto ao Pharknon ignore-o. Caso contrário descofiarei do que já estou desconfiado, ninguém nunca parou pra pensar que o Ubiratan poe ser o Athodeles (só para dar audiência) até porque Athodeles é um nome Alemão e o Ubiratan já admitiu ter um fascínio por lá. Mas tudo isso pode ser incerto.
Posted by: Heck at agosto 24, 2004 03:58 PMHeck, seu comentário é dispensável pela absurda falta de consistência.
1) Explique-me porque você acha que tudo tem algo a ver com a Alemanha. Mania de perseguição? O próprio Athodeles se diz grego.
2) Athodeles e Pharknon dizem ser a mesma pessoa. De qualquer forma, se você prestar atenção no que ocorre, verá que eu estou ignorando essa pessoa faz tempo. Essa sua sugestão não foi inédita.
3) Por fim, eu não sou trouxa para me passar por outra pessoa para criar polêmica. Se você pensa isso, talvez seja porque considera essa tática válida. Eu não acho.
Posted by: Ubiratan at agosto 24, 2004 05:17 PMAchei este blog procurando o site da Revista 10. Gostei do que li. Concordo com tudo que você falou no post sobre o Ayrton Senna. Go ahead.
Posted by: Riccardo at agosto 24, 2004 05:35 PMAh, agora sou eu que acho que tem tudo a ver com a Alemanha? Você é que não para de falar de lá, só fiz uma mera observação da origem desse nome esquisito, em nenhum momento afirmei que você é ele, só suposição! Agora achar que o Athodeles e o Pharknon são um só, é viagem, me faz crer mais no que desconfio, além de tudo o nome é Alemão. Eu só pedi pra cortar os dois, só!
OBS: Os manifestos patrióticos foram cortados, mas as babaquices Athodelenses não. Por que será?!
Posted by: Heck at agosto 24, 2004 09:08 PMHeck, meu caro. É só dar uma olhada e você verá que o indivíduo ao qual você se refere se identifica como Athodeles Pharknon. Nome e sobrenome. Sacou? Não há nada de paranóia de ninguém, só sobra falta de atenção sua.
Quanto à Alemanha, de onde você tirou que "não paro de falar de lá"? Não viaja. Você tem mania de perseguição, já saquei. Outro dia mesmo você pegou no meu pé por torcer para Portugal na Eurocopa. Isso te deixou transtornado pelo visto. Afinal, segundo sua visão distorcida do mundo, eu apoiaria a Alemanha. O pior é você dizendo que eu deveria torcer para o Brasil em um torneio disputado por países europeus. Hilário.
E me xingar não é manifesto patriótico. Os tais "manifestos patrióticos" aos quais você se refere foram ataques pessoais de baixo nível e você sabe disso. Então, pára de se fazer de coitadinho. Tanto que, quando você subiu um pouco o nível, eu deixei você falar à vontade.
Mais uma vez, você mostra dificuldades em dimensionar sentimentos patrióticos. Pára com essa idéia de que achar o Schumacher bom piloto é gostar da Alemanha. Eu gosto de Pink Floyd, Rush, língua italiana, Corinthians, carne argentina, alheira, metrô de Paris (o de Londres também serve), seriados americanos, chili e Guinness. Então. Quer dizer que eu sou levanto a bandeirinha de Inglaterra, Canadá, Itália, Brasil, Argentina, Portugal, França, Estados Unidos, México e Irlanda ao mesmo tempo? Ou você só gosta de coisas 100% brasileiras?
Cada um que aparece...
Posted by: Ubiratan at agosto 24, 2004 11:44 PMComo será que o Heck lê o Blog? Método de Braille! Não é capaz de identificar uma pessoa! Além de tudo não tem noção de distinção, cego, fazer o quê? Deve achar que nome dele é Tupi Guarani, coisa e tal, se ele soubesse de onde é, certamente se revoltaria ou seria mais um puxa-saco do Ubiratan que é o que ele vem tentando ser ultimamente.
ATHODELES TREKALOPOULOS PHARKNON ( nome alemão, hein gente?!:( e erê:)
Posted by: Athodeles at agosto 25, 2004 02:36 PMSó uma coisinha: O Ubiratan, na condição de editor da revista eletrônica BALÍPODO, premiou o primeiro colocado do "Bolão de Aniversário" daquela resvista, com uma camisa do BAYERN de Munique. Da Alemanha...
O. J. Klótzs
Posted by: Olavo J. Klótzs at agosto 26, 2004 12:19 PMOlavo, até você aderiu a essa babaquice de "o Ubiratan é alemão"? Triste...
Posted by: Ubiratan at agosto 26, 2004 12:35 PMAnalisando as investidas sobre a nacionalidade de Ubiratan Leal:
* Ele pode ser argentino. Por gostar de carne argentina
* Ser italiano, por cutir pizza e o time do Verona
* Ser inglês por gostar de Chá, dos Beatles e do Oasis
* Ser japonês por motivos que dispensam comentários
* Ser brasileiro por misturar todas as nacionalidades acima citadas....
Maldade, Bira!!!! kkkkkk
Brincadeira de mau gosto... Ubiratan... sei que você japa... Um cidadão do Mundo...
Klótzs
Posted by: Olavo J. Klótzs at agosto 27, 2004 03:11 PMQuanta baboseira. E isso era para ser uma seção de comentários sobre o texto que trata da criação do CFJ...
Posted by: Renato at agosto 28, 2004 10:58 PMHeck, não responderei mais a você também. Nem o Athodeles conseguiu ser tão babaca.
Sabe por que você tem esse comportamento ridículo e patético? Por que você morre de medo das pessoas que acham o que eu acho sobre o assunto que motivou o início de suas lamentáveis participações aqui. Porque, no fundo, você sabe que temos alguma razão e não tem grandeza para admitir que possa estar errado. E que isso não é motivado por preferências a Brasil, Alemanha, Grécia, Portugal, Japão ou São Vicente e Granadinas, mas pela análise da capacidade de dois profissionais do esporte.
Sua incapacidade de discernimento é tão grande que você não percebe, mas é preconceituoso. Até racista, poderia dizer. E isso eu disse que não admito de ninguém aqui nesse blog. Se continuar com esse discursinho acéfalo, perderá seu tempo.
Gasto minhas ultimas palavras para você dizendo que seus próximos comentários serão apagados (como foi o último) até segunda ordem. Qualquer dúvida, meu e-mail está à sua disposição.
Posted by: Ubiratan at agosto 29, 2004 01:33 AMFez bem, Ubiratan. Aquele último comentário conseguiu ser o de mais mau gosto que eu já tinha visto em minha (curta, até agora - heheheh) vida...
Posted by: Renato at agosto 30, 2004 01:19 AMAinda bem que eu sempre me calo na hora certa...
Posted by: Pharknon at agosto 31, 2004 06:06 PMPor que não exclui todos os floods que aparecerem por aqui, todos mesmos, não só os do Athodeles e os do Heck. Pode até deletar isto, afinal não é um flood, mas não tem nada à ver com o ''Conselho''.
Posted by: Paula at setembro 3, 2004 04:38 PM