janeiro 18, 2004

Cultura de massa, Força e Alexander Beyer

Não vou ficar aqui discorrendo muito sobre a validade ou não da cultura de massa. Acabaria me lembrando de alguns dos momentos mais monótonos de meu curso na faculdade e não estou a fim de fazer isso agora. De qualquer forma, a massificação de algumas coisas acaba poluindo a mente de todos. Abaixo seguem 3 exemplos pessoais rápidos.

1) “Faz parte”
Eu nunca usei esse termo de forma patológica, mas soltava um “faz parte” vez ou outra como forma de me conformar com algo chato. Mas, depois do “genial” Kleber Bam-Bam, não posso mais falar “faz parte”. Se faço isso, pensarão que estou citando o primeiro vencedor do Big Brother Brasil e isso é inadmissível para qualquer cidadão que se leva a sério.

2) “Tô nem aí”
É o mesmo caso anterior. Não se pode mais dizer “to nem aí” como forma de desdém que já vem aquela música horrível e grudenta na cabeça. Argh!!!

3) “Arranjo em Cinza e Preto nº 1”
Quem lê esse blog já sabe que eu fui para Paris em novembro. Bem, eu estava no Museu de Orsay e vi o quadro “Arranjo em Cinza e Preto nº1”, do norte-americano James Whistler. Se você não visualizou a cena, talvez seja pelo fato de a obra ser conhecida pela maioria como “A Mãe de Whistler” ou “A Mãe do Artista”. E onde está a cultura de massa aí? Simples, eu observava o quadro com atenção para captar o que tivesse de ser captado, mas só me lembrava do filme do Mr. Bean, quando o personagem do Rowan Atkinson destruía essa obra.

whistler.jpg


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A Força Sindical montou um time de futebol há 2 anos, o Força. Esse time participou da Copa São Paulo de Juniores e fez uma boa campanha, chegando às quartas de final. Nesse meio tempo, o presidente da entidade, o Paulinho (possível candidato à prefeitura de São Paulo) ficou fazendo barulho, pagando bicho para os jogadores e provocando, dizendo que o Corinthians não tinha dinheiro para isso, mas ele tinha. O alvinegro enfiou 4x0 e tirou o clube sindical do torneio.

De qualquer forma, uma coisa não sai da minha cabeça: com que dinheiro a Força Sindical ou seu presidente mantém esse time? Não digo que o dinheiro é ilegal, até porque eu teria de provar. Mas acho que a Força Sindical, no mínimo, deveria usar seus recursos em favor dos trabalhadores que dela fazem parte, não montando time de futebol e pagando bicho para equipe sub-21. Se o dinheiro é do Paulinho, o salário dele deve ser muuuuito bom para pagar bonificações de um time de futebol inteiro.

*

Esse fim de semana eu vi o “Adeus, Lenin”. Ótimo filme, mas falo dele outro dia. Só queria mostrar a semelhança entre Alexander Beyer, ator que interpretou Rainer, cunhado do personagem principal, com Perry Farrell, vocalista do Jane’s Addiction. Não achei fotos de ambos em ângulos semelhantes para permitir a comparação. Abaixo vai o melhor que consegui.

alexander beyer.jpg perry farrell.jpg

Posted by at janeiro 18, 2004 10:34 PM
Comments

Tenho uma leve desconfiança que esse Paulinho é um Picareta. E de onde ele arruma tanto dinheiro? Fácil, a grana é descontada automaticamente do salário de minhares de pessoas.

Posted by: artur at janeiro 21, 2004 08:11 AM

Bira, isso também aconteceu aqui em Portugal na primeira edição do Big Brother, mas ficaram célebres as frases "Tás a ver" (com pronúncia do Norte: Tás a ber) e "É assim..."
È incrível como estes dialectos continuam a ouvir-se ainda hoje pelas ruas de Lisboa!!!

Posted by: Teresa at janeiro 22, 2004 12:41 PM

cara.. resolvi comentar só pq tbm me poilicio pra não falar "faz parte" e tbm porque acho a música dessa tal de Luka um cocô!
e, só pra completar, "tudo de bom" tbm me irrita!

Posted by: Água... at janeiro 25, 2004 04:22 PM

Eu entrei no seu blog pelo da Thais e achei demais as suas idéias! Parabéns mesmo!!

Fabíola

Posted by: Fabíola at janeiro 28, 2004 12:26 PM
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