Após uma parada para homenagear meu querido George Bush, vou cumprir o prometido e falar sobre os subtítulos dos filmes. Em geral, não gosto desses apêndices. Perecem carrapatos que se agarram ao nome original e não largam nunca. Eles surgem na idéia preconceituosa de que o título muito metafórico não é compreendido pelo público idiota, então resolvem colocar um aposto para explicar melhor.
Como na parte 1 (traduções), deixei muitos filmes passarem em branco porque estive sem tempo de ir à locadora para fazer uma lista legal de subtítulos. De qualquer forma, aí vão alguns que eu me lembrei de cabeça e os que foram citados nos comentários do texto anterior (obrigadão pelas sugestões). Por isso, há um claro predomínio de produções recentes. Ah, a ordem é aleatória. Não é ranking de nada.
K-Pax – O Caminho da Luz
Pô, se um indivíduo vai ao cinema ou à locadora e separa duas horas da vida dele para assistir a um filme chamado “K-Pax”, é porque sabe do que a história se trata. Justamente por não dizer nada, "K-Pax" não precisa de explicação. É tão estranho que o cara que for ver vai se informar antes. Não corre o risco de entrar no cinema porque viu o nome no letreiro e achou interessante.
A Identidade Bourne – Renascido em Perigo
Para que esse maldito “Renascido em Perigo”? Meio que conta o filme. Diz que o cara estava semi-morto, renasceu e já estava em perigo. Dã. Completamente dispensável.
Jerry Maguire – A Grande Virada
“Jerry Maguire” já está bom. Aliás, títulos com o nome do personagem são interessantes. Não precisa explicar. Seria o mesmo que “Roque Santeiro” se chamar “Roque Santeiro – O Homem que Virou Santo”, “Tieta” ficar como “Tieta – A Volta da Escorraçada” ou "Seinfeld" se tornar "Seinfeld - A Série que Veio do Nada". Para piorar, no caso de “Jerry Maguire”, o subtítulo conta o final do filme. Deplorável.
Jurassic Park – Parque dos Dinossauros
Um dos recordistas do ridículo. Poderia ficar no original ou, simplesmente, mudar para “Parque Jurássico”. Mas não. Os carinhas tinham de explicar o que é jurássico. O pior é que, com tanto marketing sobre esse filme (principalmente o primeiro), ninguém deu a mínima bola para o subtítulo.
Minority Report – A Nova Lei
O legal do nome “Minority Report” é que é uma referência. Um detalhezinho da história que foi escolhido a dedo para nomear o filme. Daí, os caras põem o “A Nova Lei” que simplesmente não diz nada. Sem contar que o nome, do jeito que ficou, dá a impressão de que minority report é um nova lei. Nada a ver.
Shine – Brilhante
Bem lembrado pela Vivi. Concorre com “Jurassic Park – Parque dos Dinossauros” como o mais óbvio que temos por aqui.
Seven – Os Sete Pecados Capitais
A bem da verdade, é um dos que menos me incomoda, mas também acho que não faria falta.
Snatch – Porcos e Diamantes
Um dos poucos subtítulos que achei realmente interessante. Não diz nada e confunde um pouco a cabeça, dentro do espírito do (ótimo) filme.
Babe – Um Porquinho Atrapalhado
O porquinho é bonitinho, a história é engraçadinha, o dono do porco tem uma cara esquisitinha, mas esse subtítulo... Colocar no nome de uma comédia que alguém é atrapalhado é tão chavão quanto dizer que o time que está perdendo "corre atrás do prejuízo”.
2001 – Uma Odisséia no Espaço
Esse é perdoável porque o subtítulo não foi acrescentado. O “Odisséia no Espaço” é, inclusive, anterior ao filme, pois faz parte do título do livro de Arthur C. Clark. Só estou citando porque é um filme clássico e muitos poderiam se lembrar dele.
Bem, já foram 10. Mas volto a falar mais desse assunto quando tiver tempo de ir à locadora com calma.
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Remetendo ao texto sobre as traduções, já pensaram se “Os Pássaros” de Hitchcock não fosse lançado em 63, mas nos anos 80 ou 90? Será que se chamaria “O Ataque dos Pássaros Assassinos”?
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Falei do Al Bundy outro dia e, por um lapso, deixei de avisar que coloquei um link para o site da bundyologia, hehe.
Posted by at maio 13, 2003 12:29 AMBira (olha a intimidade gardenal),
Vi no seu perfil que você curte Pink Floyd. Falando neles e em filmes, você assistiu já "More"? Me pergunto se chegou a se lançado no Brasil, quero dizer, se passou em algum cinema na época. Passei minha adolescência obcecada por esse filme, mas nunca o encontrei em locadora alguma. Na semana passada, ao fuçar alguns dos meus álbuns, eis que dou de cara com esse e decido voltar a procurar o filme, agora aqui em Dallas. Não é que encontrei?!
Posted by: Signorina Solidária at maio 15, 2003 01:53 PMCara Signorina,
para mim, esse filme "More" é uma lenda. Algo como os monstros marinhos e a fonte da juventude no imaginário dos europeus na época das navegações. Dizem que existe, mas nunca vi e não conheço ninguém que viu. Talvez seja alguma sacanagem da banda para chamar a atenção. Agora, se você diz... quem sabe?
Brincadeira. O filme, pelo menos, é bom? Pelas músicas do CD, deve ser uma viagem hippie alternativa. Algo como um "Hair" com restrições orçamentárias.
Abraços
Posted by: Ubiratan at maio 16, 2003 12:57 AMO filme existe!!! :-) Porém é trash total, muito ruim mesmo... Os atores são tremendos canastrões, é tudo muito amador, mas a trilha é fantástica. Dá de 10 no The Wall. A história se passa em Ibiza, mas não sei se foi filmada lá mesmo. A paisagem é primorosa anyways. É engraçada a apologia às drogas que fazem. Marola e ácido são drogas bacanas para expandir a mente e os horizontes, já heroína é "do mal". O diretor (o iraniano Barbet Schroeder) é o mesmo de Barfly & Murder by Numerbs (Cálculo Mortal).