Cigarros me incomodam bastante, principalmente porque tive bronquite quando criança e minha garganta se irrita facilmente ao inalar aquela indefectível fumaça. Contudo, tenho uma namorada fumante, e sou obrigado a conviver com isso. É chato, mas enfim, relacionamentos são lições constantes de tolerância. De mais a mais, sei que ela é obrigada a conviver com meus roncos; parece-me ser uma troca razoavelmente justa.
Sim, fumar é uma merda, empesteia o ar e faz mal à saúde. Mas quem fuma e não quer abrir mão de seus hábitos já sabe dessas coisas de cor e salteado. Rubem Braga, cronista capixaba que perdeu um de seus pulmões devido ao seu vício tabagista, afirmou: "Quem quiser que se fume". De resto, respirar o ar de São Paulo causa câncer de pulmão, comer salada de repolho com cebola provoca mau hálito, trabalhar em excesso pode levar a um infarto do coração e, parafraseando um dos livros do escritor paranaense Jamil Snege (mais um que foi vitimado por um câncer de pulmão), viver é prejudicial à saúde. E no entanto, por que apenas os maços de cigarros estampam imagens repulsivas em suas embalagens?
Ok, o mundo é dos hipócritas. Até aí, nada de novo sob o sol. Enquanto fumantes são tratados como cidadãos de segunda classe e aguardam em média meia hora a mais para conseguirem uma mesa (geralmente em cantos afastados) em bares e restaurantes (fato que já cansei de constatar na companhia de minha namorada tabagista), vejo atletas estrelarem campanhas de cerveja na televisão. É de se perguntar: por que rótulos de bebidas não possuem estampadas imagens de motoristas despedaçados por entre ferragens de carros batidos, com advertências do tipo "beber causa mortes precoces e extremamente estúpidas", ou a foto de um incauto com as calças arriadas estatelado em uma sarjeta, sob a legenda "beber faz com que sua reentrância anal se torne propriedade pública"?
Enfim, há coisas neste mundo que não são para ser entendidas, como a diferença do tratamento governamental para com indústrias de bebidas e de tabaco. Quanto a mim, continuo engajado em minha campanha permanente para que minha namorada pare de fumar, mas procurando não chegar aos excessos da chatice politicamente correta, mesmo porque ela possui ao menos dois argumentos razoavelmente convincentes para defender o seu vício:
a) parar de fumar engorda (adianta tecer algum contra-argumento a este fato com uma mulher?);
b) fumar é agradável (ao menos para ela) e alivia o stress do dia-a-dia.
Que ela prossiga com seu vício, pois. Desde que mantendo certa distância na hora de acender um cigarro, não tenho porque recriminar a sua decisão, afinal de contas ela já é suficientemente crescida para conhecer e aturar os efeitos colaterais de suas atitudes (tolerância, respeito ao espaço alheio e educação são virtudes fundamentais, seja na política internacional, dentro de um namoro ou no espaço de comentários de um blog).
Escrito por Alexandre Inagaki em agosto 2, 2004 11:36 PM| TrackBackSe voce der uma olhada nas últimas campanhas publicitárias de bebidas, e nos rótulos de boa parte delas, você vai achar mensagens como "aprecie com moderação" e "atenção para os riscos do consumo excessivo de alcool", exigidos pelo Código de Defesa do Consumidor. E essa é a grande diferença do álcool: enquanto o cigarro faz mal em qualquer quantidade, o álcool só é danoso se mal utilizado. Aliás, pesquisas comprovam que o consumo moderado de certas bebidas alcoólicas como vinho faz bem.
Não tenho nada contra fumantes desde que eu não tenha que aguentar a fumaça alheia. Ou seja, não vejo como é mais justo misturar fumantes e não fumantes e me obrigar a respirar fumaça de cigarro enquanto janto ou almoço... a analogia que eu vou fazer é meio horrorosa mas na minha opinião é PERFEITA! Se alguém ficasse soltando puns fedidos na mesa ao lado enquanto vc come, seria agradável? Óbvio que não e óbvio que ninguém quer ninhuém soltando puns fedidos e barulhentos enquanto come, trabalha, vai ao cinema, anda de ônibus, de carro, anda na rua... Nem fumante! Por isso que para mim cigarro só em sala isolada e com sistema de exaustão. Se uma pessoa quer se matar fumando ela que se mate. Existe pouco ou nada que os demais possam fazer a respeito.
Quanto à bebida, tb odeio bêbado e acho que as garrafas de bebida deveriam vir sim com as mensagens sugeridas e que se fizessemos igual perseguição à bebida teriamos menos merda acontecendo por aí.
Vícios todos tem, o problema é quando eles passam a incomodar os demais... no dia que inventarem o cigarro sem fumaça e a bebida que pára de fazer efeito antes do bêbado começar a ficar mais do que alegre o problema acaba ;)
Desabafado por: ÉRICA em agosto 10, 2004 07:08 PMPois é, Alexandre, uma pena isso. E sabe que antes desse "stress", até tinha ido ao site do Nelson perguntar a ele porque "cheira a fumaça" não leva crase - já que eu, pelo menos, simplesmente não me lembrava dessa regra? Resposta: "porque o substantivo não pede artigo. Põe um equivalente masculino que você vê."
Pronto, gente.
João, penso que o fato de apontar um ou outro erro de Português em um post - que pode ser o meu ou o seu - não faz de ninguém um babaca. Pelo contrário, se alguém tem as regras gramaticais na "ponta da língua" e nos sugere uma correção, só vem a colaborar conosco.
Eu mesma cometi um erro de acentuação no post que inseri mais abaixo, e por pura distração - ou seja, a gente pode errar mesmo conhecendo as regras ortográficas/gramaticais.
E não acho que o fato de um texto ser altamente "perecível", como estes que postamos na Internet, o isente de correção. Escrever bem é um aprendizado contínuo, que a gente pode - e deve - exercer neste mundo virtual também.
Só pra complementar o que a Jaci disse: há pessoas que confundem democracia com anarquia. Querem falar o que quiserem? Ótimo. Desde que mantendo um mínimo de civilidade e educação. Não foi o caso dos comentários do João, que foram sumariamente excluídos deste blog, como serão todos os comentários gratuitamente ofensivos por aqui.
Desabafado por: Jaci em agosto 4, 2004 08:16 PM Aguardo resposta de e-mal enviado em 02/08/04.
Importante saber o que achou de minha visão sobre o ocorrido em post recente.
Abraços
Sônia Maria
Sônia, espero poder conseguir responder aos e-mails recebidos até o final da semana.
Desabafado por: Sônia Maria em agosto 4, 2004 05:41 PMInagaki, já que estou sentindo alfinetadas pra tudo quanto é lado, e por falar em responder a email: você recebeu o meu?
Desabafado por: Andre Lopes em agosto 4, 2004 03:03 PMO pior é o desrespeito de certos fumantes. Porra comer no restaurante com um idiota fumando numa mesa próxima é simplesmente absurdo, acaba até com o sabor da comida, não quero saber da vida dele, se quiser fumar, FUME, mas respeito é bom e eu gosto!
Desabafado por: Mário Aragão em agosto 4, 2004 01:20 AMQue merda, vc está com razão. Preciso esconder esse post da minha namorada fumante.
Desabafado por: Igor Catulé em agosto 3, 2004 11:14 PMSó um breve aparte: fui obrigado a apagar o comentário de um leitor que entrou aqui ofendendo outra pessoa. Oras, eu até tolero comentários de pessoas que me xingam, por mais desarticulados que sejam (a propósito, espero que os mesmos respondam aos meus e-mails). Mas não posso aturar quem ofende meus amigos usando o espaço deste blog (por favor: vá soltar suas baforadas viperinas em outras varandas). Não custa nada lembrar que um dos temas deste texto é o respeito ao espaço alheio, seja você fumante ou não.
Desabafado por: Inagaki em agosto 3, 2004 11:00 PMEsses fumantes parecem que bebem!
Onde já se viu comparar peidar com fumar. O peido é universal. Me diga aí se você conhece alguém que não peida. Alguém pode escolher hora e lugar, distância das pessoas ou o volume auditivo do peido. Pode até selecionar uma alimentação mais neutra para diminuir o cheiro. Mas não pode não peidar. E por isso, você não vai ver o governo fazendo campanhas para alguém parar de peidar(*).
* exceto na Nova Zelândia, onde o governo está preocupado com o efeito na atmosfera produzido pelo peido das vacas.
Já o cigarro ...
Muitos não fumam. Começa por aí. Muitos não gostariam de fumar mas fumam por vício. Outros não gostam da fumaça mas são obrigados a fumar por tabela por que alguém decidiu fumar perto dele. É natural então que estes procurem meios de fazer os fumantes pararem de fumar ou, pelo menos, fumarem onde não atrapalhem. E é claro, é natural que recorram ao governo para que ele faça alguma coisa.
Desabafado por: Bear em agosto 3, 2004 10:12 PMIna,
Dani tem razão: parar de fumar não engorda.
Acontece que o fumante que deu um tempo ao cigarro readquiriu o gosto e o olfato. Não que não tivesse, mas os tinha atrapalhado pela fumaça.
Mesmo que venha a engordar com o aumento da alimentação - o que somente acontece nos primeiros meses - é preferível assim ao vício do cigarro.
Dois conselhos: atividade física e alimentação controlada. Academia, corrida, caminhada acelerada, prática de esporte, qualquer coisa que mexa com o corpo e gaste calorias. É claro que se os alimentos passaram a ter mais sabor é natural que se coma em quantidades um pouco maiores. O gasto calórico adicional deve compensar esse aumento de consumo.
A dieta alimentar também ajuda. Não que se coma necessariamente menos, mas que se faça melhor.
Com isso o fumante vai desfrutar bem melhor da vida, sem tosses, pigarros, mau cheiro, inclusive nas roupas, rejeição social, baixo rendimento físico, libido em baixa, etc., etc., etc.
Palavra de ex-fumante.
Um abraço,
Sérgio.
Enquanto eu lia este post e seus devidos comentários o meu "colega de trabalho" acendeu um cigarro e fumou-o-o inteirinho. E meus cof-cofs de nada adiantaram. O caso é que aqui na "repartição" em que eu trabalho a chefia é conivente com a fumaceira porque todos são ex-fumantes. Mas o desrespeito à minha liberdade de respirar ar puro por parte do meu colega é irritante. Já falei. Já xinguei. E não deu certo. O cara fuma um atrás do outro. Então o que comecei a fazer? Comecei a sair da sala quando o mala fuma. Assim, quando a chefia reclamar que estou "voando", direi que, como ele não sai da sala para fumar, sou eu que estou saindo para respirar. Porque ser fumante passivo é f*da!
Desabafado por: William Wilson em agosto 3, 2004 07:25 PMBeto, aprenda: o que faz mal mesmo é utilizar crase indevidamente ("cheira à fumaça pastiche")e tascar uma vírgula entre sujeito e verbo principal ("esse tipo de falácia, me faz muito mal"). Repita com o titio: pra falar mal dos outros, precisa antes escrever bem. Viu?
Desabafado por: Nelson Moraes em agosto 3, 2004 07:22 PMdetesto cigarro tb. Meu pai fuma demais, meu tio tb e este tirou um tumor do pulmão recentemente (valendo lembrar que uma outra parte do pulmão dele esta com efisema).
O cheiro é desagradavel, a pessoa fica com mal halito e gasta mto dinheiro pra queimar papelzinho... nao sei, acho q so quem fuma entende o verdadeiro prazer.
Qto às bebidas, eu concordo, mas acho q tem um pto diferente. Se as pessoas bebem de maneira moderada não implica que elas vão atropelar alguém ou ter uma doença por causa disso. Já o cigarro, por menos que você fume, ele não está te trazendo nenhum benefício (físico, pelo menos)
Desabafado por: Lili em agosto 3, 2004 07:14 PMhumm.......Isso me cheira à fumaça pastiche de Fernando Sabino!
Texto ruim, extenso, óbvio, redundante...
Eu fumo bastante, mas esse tipo de falácia, me faz muito mal, tanto quanto à de ex-fumantes e suas apologias extensas que não convencem nem a si próprios que, inevitável, voltam a fumar....
Eu consegui parar de tomar Coca-cola.
Desabafado por: Marlos Ápyus em agosto 3, 2004 05:38 PMSó mais uma coisinha chata dos fumantes: jogar guimba de cigarro em qualquer lugar da rua. Tá, eu sei que não dá para guardar na bolsa e levar para casa, mas será que é difícil procurar a lixeira mais próxima? Obrigada pela visita. Por falar nisso, como foi que me achou?
Desabafado por: Priscila em agosto 3, 2004 05:33 PMOlá Alexandre,
Em 1º lugar, agradeço sua abrangente resposta ao meu comentário sobre o "saudosismo dos neo-balzaquianos", que veio acrescentar muito a minha "investigação" sobre o tema (rs).
E legal ver aqui no seu texto a questão da "chatice politicamente correta" - outro tema que tem me instigado - e a alusão ao lendário Jamil Snege.
No entanto, penso que a "liberdade de ir e vir" do tabagista está ameaçada pelo fato de pesquisas comprovarem que o fumante passivo pode ser acometido dos mesmos males do ativo - sendo que até há trabalhos defendendo que o passivo é mais prejudicado.
Pra mim, isso, mais o fato de ainda haver gestantes que fumam mesmo sabendo dos males potenciais do cigarro ao desenvolvimento de um feto, representam "o lado negro da Força" no tabagismo. Também haveria um "lado cinza", já que vejo que há fumantes que não conseguem se concentrar no trabalho quando não é possível dar umas baforadas (ex.: naquelas reuniões intermináveis de 2ª feira de manhã...), ou não conseguem fazer viagens aéreas sem um adesivo de nicotina na pele - ou seja, a dependência do cigarro pode chegar a um ponto em que interfere nos compromissos da pessoa.
Agora, quanto ao consumo de bebidas alcoólicas, concordo que suas conseqüências imediatas sejam muito piores que as do tabagismo, com o agravante de os porres homéricos seguirem firmes e fortes como ritual de passagem entre muitos garotos - enquanto o cigarro já começa a ser visto entre vários deles como uma "transgressão" de menor "glamour".
Outro agravante é, sim, o fato de a publicidade do "mé" rolar solta - se bem que, se a TV por si só levasse alguém a beber ou fumar, teríamos muitos alcóolatras e fumantes "neo-balzaquianos" ou quase creditando a dependência à "má influência" do saudoso Mussum ou da Catifunda...
Desabafado por: Jaci em agosto 3, 2004 04:47 PMFelizmente minha bronquite fez com que eu parasse de fumar. Eu tenho o mesmo problema de irritação extrema da garganta e mucosa nasal com a fumaça. Além de rinite e sinusite, todas as alergias respiratórias possíveis. Nem posso pensar em ter cigarros por perto.
Mas quem quer fumar que se fume mesmo, fazer o quê?
Já o álcool, acho que incomoda igualmente. Especialmente quando você mora num lugar onde tem um bar na esquina e o pessoal senta na calçada atrapalhando a passagem dos pedestres e de noite ficam gritando na rua (faz um baita eco por causa dos prédios) e você tem vontade de fuzilar o cidadão. Não é nem pela dependência em si, é que gente bêbada fica muito chata e inconveniente.
Paciência, estamos no país da cerveja e das bundas rebolantes desinibidas.
Mas com certeza a tolerância é uma grande virtude, a qual eu preciso aprender em minha vida. Sou muito crítica, tolerância pra mim só acontece sob efeitos de remédios.
Beijocas.
Desabafado por: Fabiana em agosto 3, 2004 04:19 PMEu bebo sim
Estou vivendo
Tem gente que não bebe
Está morrendo eu bebo sim
Estou com o Marcelo Batalha. O dia em que alguém me explicar de onde surgiu essa idéia idiota de botar fumaça fedorenta pra dentro, me avise. Se ainda fosse incenso... ;)
Nao, na boa, Ina, sua namorada é esperta mas os argumentos dela sao ridiculos, como ja foi discutido aqui. E eu acho que nao da pra comparar a nicotina com o alcool tao facilmente assim. Nicotina vicia de verdade e em pouco tempo, por um motivo simples: é um neurotransmissor naturalmente presente no organismo, e por isso ha zilhoes de receptores pra essa substancia no seu corpo. O alcool vicia se ingerido em grandes quantidades, com frequencia. E também so faz mal nessas situaçoes. O problema, nesse caso, é saber fazer as coisas com moderaçao. Beber um copo de chopp nao incomoda ninguém ao seu redor, mas fumar um cigarrinho so ja deixa o interlocutor fedendo. E eu acho que NINGUEM NO MUNDO tem o direito de fazer o outro feder (pra nao falar do fumo passivo).
Ontem fomos ao cinema a céu aberto aqui da minha cidade, no interior da Italia. Varias pessoas fumando ao meu redor. Fiquei pensando, que raio de fraqueza de espirito é essa que nao permite que a criatura fique duas horinhas sem fumar? Passei o filme inteiro bufando, e quando o cara de tras veio dizer, todo incazzato, que nao tinha nenhum cartaz dizendo que era proibido fumar, respondi: também nao tem nenhum dizendo que é proibido peidar, mas como peido é uma coisa fedorenta e que incomoda, apesar de ter a vantagem de nao dar cancer nem amarelar os dentes, voce nao peida em publico. Simples assim.
Desabafado por: leticia em agosto 3, 2004 01:59 PM1) Parar de fumar não engorda, é só você não comer pra "aliviar o estresse do dia-a-dia.
2) Fumar quebra o colágenos (proteína anti-ruga). Isso é argumento pra mulher.
3) Lobby. Por isso o tratamento das cervejas é outro. Ou vc nunca se perguntou porque propaganda de whisky só pode depois das 22:00 e de cerveja não.
4) Minha avó é fumante, minha mãe era. Meu maior ódio do cigarro é como uma pessoa pode ficar tão dependente de alguma coisa. Chega a dar pena: experimente separar essa pessoa do cigarro. Ela fica tensa, desesperada. Com alcool tbm é assim? Tbm. Mas o alcoolismo não é tolerado, então a incidência é menor.
5) Quem fuma faz mal aos outros sim. (Fumante passivo).
Eu como fumante não estou aqui pra defender ou argumentar, apenas dizer a verdade: Quem não fuma morre, quem fuma morre tb, porém, quem não fuma vive estressado, quem fuma vive com cheiro de cigarro...
A vida é assim, coisas compensam outras, roncos, fumaças, assim caminha a humanidade!
Beijo Inagaki (tô mais sumida, mas é o trabalho que tá pegando)
Uma amiga fumante costuma dizer que *viver* dá câncer. Basta uma divisão celular errada e pronto.
Desabafado por: Elder Tanaka em agosto 3, 2004 11:39 AMEis aí uma coisa que eu nunca entendi : o porquê dessa perseguição desvairada contra os fumantes e a tolerância, ou até apologia, à cachaça. E olha que eu nunca vi ninguém bater na mulher, estuprar crianças ou capotar o carro porque havia fumado um cigarrinho (pelo menos dos, hã, não-macrobióticos) nem usar o cigarro como desculpa pra comportamentos anti-sociais "Eu fiz xixi no bolo da noiva ? Mas eu não tenho culpa, eu tinha fumado 8 cigarros !!". De resto, morrer de cirrose também não é nada bonito, mas a diferença é que o fumante faz mal só a si próprio. E falar de fumante passivo em São Paulo - ou Cubatão - é igual àquele ditado zen-escatológico : O que é um pum pra quem já está todo c*g*do ?
Desabafado por: Cynthia em agosto 3, 2004 11:08 AMEu só acho que as pessoas devem ter seus direitos básicos respeitados.
Parei de fumar fazem 10 anos. Por insistência da minha namorada, hoje minha esposa e a mãe dos meus 2 filhos. Hoje ainda degusto um bom charuto e dou umas baforadas no velho cachimbo. Mas acontece a cada trimestre, mais ou menos. Eu fumava 4 maços por dia, do longo. Além do charuto após o almoço e o cachimbo no final do dia. Só parei porque tive crise respiratória e fui parar no hospital. Sinal de alerta do meu corpo pra mim mesmo.
Hoje em dia, não se pode fumar em quase lugar nenhum. Ainda sobrou a rua, mas não sei se isso é garantido. Resta a casa ou o carro do fumante. Será ? E se vender o carro ? Pagará taxa para fumar na rua ?
Parar de fumar não engorda. O que engorda é o que ela vai fazer para substituir o cigarro. Normalmente as pessoas quando estão com vontade de fumar comem um doce, ou balinhas...e aí que engorda. E acredito que isso está na "cabeça", quando param, já ficam com esse pensamento, e aí a ansiedade faz com que o organismo fique doido mesmo.
Eu nunca fumei, e detesto cigarro, pq tenho renite. Consegui ajudar meu namorado a parar, e hoje ele tb detesta.
Acho que existe uma coisa muito legal e ao mesmo tempo difícil da ser praticada: respeito - da mnha parte pro outro e do outro pra minha parte. Não fumo e vejo que a onda anti-cigarro acabou excluindo os fumantes desse direito básico.
Desabafado por: Lucy em agosto 3, 2004 10:40 AMDeixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo! Eu mesmo já deixei de fumar umas quinhentas vezes.
Ciao
Ina, suas respostas estão voando por aí, mas os meus emails ora não chegam, ora chegam duplicados, nessa nova onda "Eu tenho medo!" que envolve meu servidor e os virulentos da vez. Espero que tenha recebido corretamente. Um abração.
Desabafado por: Marcelo Batalha em agosto 3, 2004 09:27 AMEu tinha um tio muito querido e que me tratava como um filho, o filho que ele não teve. Acompanhei seu sofrimento por conta de um câncer de língua, com pouco mais de 60 anos: ele literalmente foi apodrecendo. Sim, essa foi a palavra: apodreceu. O odor fétido da nicotina se misturava às entranhas corro(mp)idas pelo câncer. Todos sofremos muito: ver um ente que se ama se esvaindo em fumaça doente é deprimente.
Respeito quem fume. Mas até hoje não entendo a graça que há em jogar fumaça pra dentro, jogar fumaça pra fora, jogar fumaça pra dentro, jogar fumaça pra fora... Um dia alguém há de me explicar o prazer que dá. Por ora, não entendo, nem procuro entender.
Um abração, Ina,
Marcelo
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