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      <title>Pensar Enlouquece, Pense Nisso.</title>
      <link>http://www.gardenal.org/inagaki/</link>
      <description>Blog (mais ou menos) pessoal de Alexandre Inagaki. Baseado em fatos surreais. Aprecie sem moderação. No ar desde agosto de 2002. Servimos bem para servir sempre. Nenhum animal foi maltratado durante a produção deste blog. Sorria, você não está sendo filmado. Ao persistirem os sintomas, consulte o Google.</description>
      <language>pt</language>
      <copyright>Copyright 2007</copyright>
      <lastBuildDate>Fri, 23 Feb 2007 06:57:46 -0300</lastBuildDate>
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      <docs>http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss</docs> 

      
      <item>
         <title>Uma vez Gardenal, sempre Gardenal</title>
         <description><![CDATA[<p>O Pensar Enlouquece está <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki">mudando de endereço</a>. Agora estou envolvido em uma nova empreitada, a criação daquele que pretende ser o primeiro portal profissional de blogs brasileiros, o <a href="http://www.interney.net/blogs"><strong>InterNey Blogs</strong></a>. Mas, conforme declarei em <a href="http://z001.ig.com.br/ig/59/32/896736/blig/tiagodoria/2007_08.html#post_18779059">entrevista a Tiago Dória</a>, espero um dia fazer uma <em>joint-venture</em> com a trupe gardenálica. :) Neste meu último post aqui, agradeço, pois, aos três criadores do Gardenal: Bruno Furnari, Alberto Alerigi Jr. e Pablo Miyazawa. Por terem me dado apoio e oferecido hospedagem ao meu blog durante quase três anos.</p>

<p><a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki"><img alt="novologo.gif" src="http://www.gardenal.org/inagaki/novologo.gif" width="376" height="192" border="0"/></a></p>

<p>Atualizem seus bookmarks e leitores de RSS, pois: de agora em diante Pensar Enlouquece está <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/">em novo endereço</a> e <a href="http://feeds.feedburner.com/PensarEnlouquece">novo RSS</a>. Se você usa Bloglines, <a href="http://www.bloglines.com/sub/http://feeds.feedburner.com/PensarEnlouquece">clique aqui</a> para fazer a inscrição. No caso de Google Reader, <a href="http://fusion.google.com/add?feedurl=http://feeds.feedburner.com/PensarEnlouquece">clique aqui</a>. Um abraço e até <a href="http://www.interney.net/blogs/inagaki/">lá</a>!</p>

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<p>P.S.: Dois sites bacanas que estou ajudando a divulgar. O primeiro é o blog <a href="http://www.autoperformance.blog.br">AutoPerformance</a>, com textos de André Fiori. E o segundo é o <a href="http://www.cadagotavaleapena.com.br">Cada Gota Vale a Pena</a>, site que divulga a iniciativa da Coca-Cola em doar dois centavos de cada um dos refrigerantes, sucos, águas e energéticos da marca adquiridos na semana de 18 a 24 de março. Excelente pretexto para eu renovar meu estoque de Cocas light.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/uma_vez_gardenal_sempre_garden.html</link>
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         <category>Blogversações</category>
         <pubDate>Fri, 23 Feb 2007 06:57:46 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Pensando alto</title>
         <description><![CDATA[<p>Perguntava-se Freud: "<em>o que querem as mulheres?</em>". Se nem ele sabia a resposta, o que dizer deste mero leigo que vos escreve? Mas, malabarismos mentais e discussões de mesa de bar à parte, o fato é que nós, homens, não estamos (muito) atrás no quesito "complicações sentimentais". Uma das melhores ilustrações dos jogos acéfalos da relação homens x mulheres é o diálogo que transcrevo abaixo, extraído do filme <em><a href="http://us.imdb.com/title/tt0117802">Swingers</a></em> (lançado no Brasil com o imbecilizante subtítulo <em>Curtindo a Noite</em>), de 1996, dirigido por Doug Liman. Sintam o drama:</p>

<p><em>- Ok, e se eu não quiser esquecê-la?<br />
- Não telefone para ela.<br />
- Mas eu disse que não quero esquecê-la. Mesmo assim não devo telefonar?<br />
- Certo.<br />
- Qual é a diferença?<br />
- Neste instante, nenhuma. Veja, a única diferença entre esquecer e não esquecer é se você aceitá-la quando ela quiser voltar. Mas você não pode fazer nada para obrigá-la a querer voltar. Só pode fazer para obrigá-la a não querer voltar.<br />
- Então o negócio é esquecê-la ou fingir que esqueci? Que merda.<br />
- Pois é.<br />
- Então a decisão é da frente para trás? Eu tento esquecê-la, e, quando ela quiser voltar, finjo que realmente a esqueci.<br />
- Sim, só que mais provavelmente funciona ao contrário.<br />
- Como assim?<br />
- De início você vai fingir que a esqueceu. Pode até ligar pra ela. Mas, no fim, você vai mesmo esquecê-la.<br />
- A menos que ela volte para mim antes.<br />
- Só que elas não voltam até que você a tenha esquecido.<br />
- O problema é esse.<br />
- Pois é.</em></p>

<p>Na vida real, as coisas são um pouco mais complicadas que no diálogo supracitado. Ou não. Ah, sei lá. Mil coisas. Vocês me digam.</p>

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<p>Outro dia, assistindo ao Big Brother Brasil 7 (sim, admito; vai encarar?), vi que eles colocaram um detector de mentiras para monitorar os participantes do "surreality show". Achei essa uma ótima idéia, pena que foi implantada no programa errado; bom mesmo seria assistir a um debate à Presidência com esse dispositivo.</p>

<center>* * * * *</center>

<p>A partir de uma dica da <a href="http://contemporanea.nominimo.com.br">Carla Rodrigues</a>, descobri um texto primoroso: <a href="http://seinteiro.blogspot.com/2007/01/minhas-palhetas-novas_30.html">Minhas Palhetas Novas</a>, de Laura Diniz. Sem exagero, digo que é a melhor crônica que li nos últimos tempos. <a href="http://seinteiro.blogspot.com/2007/01/minhas-palhetas-novas_30.html">Dê um pulo aqui</a>, pois. Você não vai se arrepender. E ainda vai se tornar leitor cativo do blog da Laura Diniz.</p>

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<p>Este pedido é especificamente para quem está na cidade do Rio de Janeiro. Minha amiga Viva procura por doadores de sangue. Para tanto, é preciso fazer a doação no banco de sangue do Hospital Geral de Bonsucesso (na Avenida Brasil, esquina com a Av. Londres), das 7:30 às 12:00, de segunda a sexta. Também é preciso levar um documento de identificação original (RG ou carteira de motorista) e avisar que a doação é para Marco Antônio Ruiz. A quem ainda não tem o saudável costume de fazer doações de sangue, vale a pena lembrar que este ato, além de ajudar outras pessoas, dá direito a uma justificativa de falta ou atraso no trabalho, e que não é necessário estar em jejum. Em tempo: peço que os interessados em doar sangue entrem antes em contato com Monica através do e-mail <a href="mailto:monaidin@hotmail.com">monaidin@hotmail.com</a>, a fim de pegarem maiores informações. Obrigado!</p>

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<p>No dia <strong>22 de fevereiro</strong> este blog entrará em nova fase. Aguardem!</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/pensando_alto_2.html</link>
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         <category>Rápidas rasteiras</category>
         <pubDate>Thu, 15 Feb 2007 07:00:12 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>O que dizer?</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="enqueteoglobo.gif" src="http://www.gardenal.org/inagaki/enqueteoglobo.gif" width="262" height="295" /> <img alt="enquetenominimo.gif" src="http://www.gardenal.org/inagaki/enquetenominimo.gif" width="132" height="295" /></p>

<p>Os resultados apresentados pelas enquetes promovidas por sites como No Mínimo e O Globo não surpreendem. Não é possível ser racional diante de um assassinato escabroso como o do garoto de 6 anos de idade no Rio de Janeiro. Do mesmo modo, não surpreende ver que a Câmara dos Deputados deverá votar nesta semana <a href="http://oglobo.globo.com/pais/mat/2007/02/11/294530040.asp">7 projetos</a> na área da segurança pública. Essa mudança na pauta das votações já ocorreu em <a href="http://www.gardenal.org/inagaki/2006/05/medo_e_delirio_em_sao_paulo.html">maio de 2006</a>, quando o PCC promoveu diversos ataques na cidade de São Paulo, e no entanto nada de prático foi decidido, à semelhança do que (não) aconteceu quando outros crimes estarreceram o país, como nos casos da morte de <a href="http://www.gabrielasoudapaz.org">Gabriela Prado Maia Ribeiro</a>, da família de Bragança Paulista que <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u129337.shtml">morreu queimada</a> ou do <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u85580.shtml">assassinato do casal</a> Liana Friedenbach e Felipe Silva Caffé por um grupo liderado por um menor de idade. Na época em que este crime foi cometido, enquete feita pela Folha Online a respeito da redução da maioridade penal apresentou o <a href="http://polls.folha.com.br/poll/0331601/results">seguinte resultado</a>: 97% dos participantes defenderam que, sim, independentemente da idade, o acusados deveriam ser tratados como quaisquer outros presos.</p>

<p>As principais autoridades, <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/02/09/294513321.asp">sempre que inqueridas</a> a respeito de casos como o do menino João Hélio, afirmam se opor à redução da maioridade penal. O presidente Lula afirmou que a solução para combater a violência está na consolidação da democracia e na oferta de educação e emprego a todos os jovens. A presidente do STF Ellen Gracie, o presidente do Senado Renan Calheiros e o presidente da CNBB Geraldo Majela, dentre outros, afirmam que a mudança da responsabilidade penal não fará com que a violência diminua. O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, entende que não é no calor de um crime bárbaro que a sociedade deveria discutir questões como esta. <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2007/02/09/294518163.asp">Afirmou</a> o ministro do STF Marco Aurélio de Mello: "<em>Devemos, acima de tudo, combater as causas da delinqüência, não atuar apenas no campo da punição</em>". Ok, todas estas são opiniões ponderadas e corretas; decididamente é imprescindível a implementação de uma política assistencial e educacional aos adolescentes a fim de combater as causas estruturais da criminalidade no Brasil. Mas... a anomia da sociedade e a incompetência do Estado justificam ou relativizam os atos bárbaros desses assassinos? Menores de idade que cometem tais atrocidades serão capazes de ser reintegrados ao convívio social após 3 anos internados em instituições inaptas para a recuperação de jovens? Pena de morte resolve? Promover passeatas, coletar assinaturas via Internet, publicar este post têm alguma serventia?</p>

<p><a href="http://www.menteinsana.com"><img alt="Charge de Haeckel Ferreira, do site Mente Insana." src="http://www.gardenal.org/inagaki/sempalavras.gif" title="Charge de Haeckel Ferreira, do site Mente Insana." border=0 target="_blank"></a></p>

<p>Os dias passarão, e seguiremos com nossas vidas. Neste momento, nada mais posso desejar aos meus semelhantes que não seja muita saúde e sorte a todos nós. E prosseguir com minha torcida para que o Mundo aí fora não esmoreça ilusões, não esmague projetos e, principalmente, não atinja aqueles que amamos com uma bala perdida, um pedaço de ônibus espacial na cabeça, uma metástase não diagnosticada a tempo ou uma agressão gratuita numa esquina qualquer, poupando da Dor tantas pessoas boas que, sem qualquer motivo minimamente aceitável ou explicável, são vitimadas pelas artimanhas irônicas do destino, esse filho da puta brincalhão que gosta de jogar dados com o acaso.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/o_que_dizer.html</link>
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         <category>Terra Brasilis</category>
         <pubDate>Mon, 12 Feb 2007 09:50:42 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>A Eterna Arapuca</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="hb1.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb1.jpg" width="100" height="100" align="right">Nunca me envolvi com uma mulher que conheci em uma balada. Mas o motivo não é preconceito, muito pelo contrário. Meu problema é outro: absoluta falta de cara de pau para fazer aquele <em>approach</em> clássico, de abordar uma garota do nada e proferir uma cantada qualquer. E, ainda que conseguisse envolver alguma incauta, como conseguir trocar um mínimo de idéias qualquer na balbúrdia de uma pista de dança ou no zunzunzum de um bar com música ao vivo? Particularmente, prefiro trocar palavras com mulheres que estejam razoavelmente lúcidas e minimamente interessadas em entabular uma conversa agradável.</p>

<p>Mas o fato é que, já ciente da minha absoluta falta de xaveco, limito-me a ficar em meu canto, bebericando alguma coisa, ensaiando alguns passos desajeitados de dança e, principalmente, olhando as pessoas. Porque uma das ocasiões mais propícias para se conhecer o comportamento humano é observar como homens e mulheres agem durante uma festa, <em>front</em> estratégico de embate entre os sexos.</p>

<p><img alt="hb2.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb2.jpg" width="100" height="100" align="left" "hspace=05">Estávamos, eu e meu amigo Ricardo, descansando após horas de desabalada dança, às duas da madrugada da festa de aniversário de uma amiga nossa, quando começamos a contemplar as estratégias de sedução de nossos incautos colegas de sexo e, principalmente, os seguidos furos n'água cometidos por eles. Nosso primeiro alvo de risos foi uma dupla que insistia em assediar seguidamente todas as garotas do ambiente, com cantadas do tipo "<em>você é um anjo que caiu do céu</em>". Começavam pelas mais bonitas, e iam descendo o nível de exigência estética a cada investida fracassada que faziam, sem perceber que carbonizavam cada vez mais seu filme entre as mulheres da festa. Como homens são burros, meu Deus.</p>

<p>Fato número 1: diante de uma bela mulher, todo homem, que já não é muito provido de inteligência natural, torna-se mais aparvalhado ainda.</p>

<p><img alt="hb3.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb3.jpg" width="100" height="100" align="right">Nossa colega aniversariante é uma daquelas mulheres que, quando desfilam pelas ruas, causam torcicolos por onde quer que passam. De quebra, tem duas irmãs que herdaram os privilegiados genes da família. Naturalmente, pois, ela vive cercada de "amiguinhos" que a paparicam constantemente, buscando em cada sorriso seu a esmola de uma esperança futura. Foi-nos muito instrutivo, pois, observar a miríade de homens que, noite afora, cortejaram ela e suas duas irmãs.</p>

<p>Fato número 2: diante de uma bela mulher, homens agem como insetos cegos que buscam o calor de uma luz, batendo com a cabeça em lâmpadas e paredes vez após vez, até que caiam estatelados no chão frio dos rejeitados.</p>

<p><img alt="hb4.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb4.jpg" width="100" height="100" align="left" "hspace=05">Não pude deixar de sentir certa piedade por meus colegas. No intervalo de duas horas vi cinco pretendentes serem esnobados pela irmã caçula de minha amiga, embora sempre com muita educação, simpatia e cortesia. Conversando com um dos desesperançados, investiguei a razão do fora que levou: "<em>Ela me disse que não ficaria comigo porque senão o meu amigo, que também levou um não, viria a cena e se sentiria mal</em>".</p>

<p>Fato número 3: poucas coisas causam tantos estragos neste mundo quanto uma mulher que possui plena consciência de sua beleza. E que se torna tanto mais perigosa à medida em que se compraz com o seu poder de fascínio perante os homens. Porque bastam um belo par de pernas e um sorriso sugestivo para que toda a nossa racionalidade seja aniquilada em um piscar de olhos. Que o diga um ex-colega meu de banco, gerente de uma agência que resolveu descontar um cheque de milhares de reais simplesmente porque a cliente sentada em sua mesa era ruiva e exibia um decote daqueles que o Papa Bento XVI jamais aprovaria. Como era de se esperar, ele foi penalizado na região mais sensível do corpo humano: o bolso.</p>

<p><img alt="hb6.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb6.jpg" width="100" height="100" align="right">Enquanto mergulhava, levemente embriagado, pela insônia melancólica que bate às quatro da manhã em meio a uma balada, reparei em três rapazes completamente fisgados pela beleza de minha amiga aniversariante. Enquanto ela estava completamente absorta, sentada em uma mesa em animado colóquio com uma colega, via meus camaradas orbitando em torno daquela mulher, compreensivelmente aparvalhados pelo seu sorriso e pelo vestido repleto de entradas e reentrâncias que ela trajava naquela noite. Homens que a presenteiam com bombons, carregam suas sacolas de compras, sorriem latindo a cada palavra que ela lhes dirige, feito mendigos agradecendo por migalhas de pães adormecidos.</p>

<p><img alt="hb7.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/hb7.jpg" width="200" height="175" align="left" "hspace=05">Ao observar tais cenas, faço a inevitável pergunta: será que um dia chegarei a esse estado de indolência mental?</p>

<p>Nos estertores finais da madrugada, converso com minha amiga e ouço as suas queixas. "<em>Tudo é tão vazio e igual</em>", diz ela. Há excesso de ofertas e escassez de qualidade. Os homens cansam, os relacionamentos cansam, todos os lábios acabam se assemelhando, todos a enfastiam. "<em>É verdade</em>", digo a ela em tom de brincadeira, "<em>estou cansado desta minha vida de homem-objeto. Queria ser encarado como algo mais além de um rosto bonitinho</em>". Ambos rimos melancolicamente de nossas respectivas agruras amorosas, e assim saímos do bar em direção ao dia que já despontava no céu, enquanto o vento frio da manhã nos balbuciava histórias de malabaristas mancos, bailarinas vesgas e entrelinhas embaraçadas.</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>P.S. 1:</strong> Saiu <a href="http://www.sampaist.com/archives/2007/02/08/ele_e_de_sampa.php">uma entrevista comigo</a> no blog mais bacana de São Paulo, o <a href="http://www.sampaist.com">Sampaist</a>. <a href="http://www.sampaist.com/archives/2007/02/08/ele_e_de_sampa.php">Nela</a>, compartilho com a intrépida <a href="http://gamegirl.blig.ig.com.br">Renata Honorato</a> algumas observações e dicas sobre Sampa City, e ainda cometo alguns versos.</p>

<p><strong>P.S. 2:</strong> As imagens que ilustram este post foram extraídas do genial videoclipe que Michel Gondry dirigiu para <a href="http://www.youtube.com/watch?v=EOepheinkCM">Human Behaviour</a>, música do primeiro álbum solo de Björk.</p>

<p><strong>P.S. 3:</strong> Este texto foi publicado originalmente em 16 de maio de 2005, mas tinha ido pras cucuias junto com todos os arquivos de 2005 deste blog durante uma <a href="http://inagaki.blogger.com.br/2005_11_01_archive.html#37701042">hecatombe</a> que fulminou o complexo Gardenal.org. Também publiquei esta crônica no <a href="http://www.cracatoa.com.br/2005/desejo/archives/2006/01/a_eterna_arapuc.php">Cracatoa Simplesmente Sumiu</a>.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/a_eterna_arapuca.html</link>
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         <category>Educação sentimental</category>
         <pubDate>Fri, 09 Feb 2007 00:10:53 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Minha vida secreta de redator de perfis do Orkut</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="Meu frila não-remunerado de redator do Orkut dos outros." src="http://www.gardenal.org/inagaki/redatordeorkut.gif"></p>

<p>Recebi há alguns dias um e-mail de minha amiga <a href="http://literatus.blogspot.com">Andréa Augusto</a> a respeito de um assunto desagradavelmente familiar para mim: apropriação de textos. Escreveu Andréa: "<em>Acontece que o meu 'about you' do Orkut tem sido copiado a rodo e colocado em diversos profiles. Sem autoria, claro, e muitas vezes assinado pelos donos dos profiles. Uma loucura. Não tem absolutamente nada de mais no texto, que aliás escrevi ali mesmo antes de salvar. (...) É como se a pessoa fosse oca e precisasse se apropriar do conteúdo de outra, sei lá. Já tive poemas, textos e até simples comentários em livros de assinaturas copiados, roubados, essas coisas, mas um 'about you', pra mim, é incrível, sei lá, acho bizarro, entende?</em>"</p>

<p>Que o mundo é estranho, isso é fato líquido e certo. Eu, que já cansei de encontrar textos meus surrupiados por aí, não me espanto com essas ocorrências. Se você achar, portanto, um texto iniciado com a sentença "<em>Dual, sou assim; misturo meus anjos ao lado obscuro, vou fundo e me retraio</em>", saiba que ele foi redigido originalmente no perfil do Orkut de Andréa Augusto, e que esse texto foi copiado tantas vezes que ela se viu obrigada a registrá-lo na <a href="http://www.bn.br/site/default.htm">Biblioteca Nacional</a> a fim de resguardar seus direitos como autora.</p>

<p>Não sou tão zeloso assim com meus textos. Cansei de encontrar versões adulteradas, por exemplo, da minha crônica "Pequeno Tratado Sobre a Mortalidade do Amor" (uma delas foi cometida por Pedro, namorado da <a href="http://www.brunasurfistinha.com/blogs/index.php?cat=32">Bruna Surfistinha</a>). O dossiê definitivo sobre os inúmeros <em>copy-and-paste</em> feitos do "Pequeno Tratado" foi publicado no blog Autor Desconhecido, escrito por <a href="http://www.autordesconhecido.blogger.com.br/2006_05_01_archive.html">Vanessa Lampert</a>. Mas, após receber o e-mail da Andréa, resolvi fazer uma busca no Orkut, só de curiosidade, a fim de descobrir se alguém teve a pachorra de reaproveitar o "Pequeno Tratado" por lá. Pois e não é que encontrei <strong>54</strong> perfis que copiaram meu texto, sendo que apenas <strong>4</strong> deram os devidos créditos?</p>

<p>Contudo, o "Pequeno Tratado" não é meu texto mais plagiado na Internet. Esta duvidosa honraria pertence a uma nota besta que publiquei no final da <a href="http://spamzine.sites.uol.com.br/edicoesanteriores/sz048.htm">edição 048</a> do Spam Zine, publicado em 20 de janeiro de 2002. Eis o texto que escapuliu, por algum descuido, de meus neurônios:</p>

<blockquote><small>Ontem, ao fazer compras no supermercado, fiquei estupefato com a variedade da linha de papéis higiênicos Neve, aquele mesmo que era anunciado antigamente pelo mordomo Alfredo. Segundo seu fabricante, Neve é um produto sofisticado, destinado às classes A e B. Percebe-se pelas frescuras de cada modelo. Como o Neve Ultra, que já vem com alguns opcionais: relevo de flores, perfume e uma microtextura, que segundo o texto da embalagem proporciona a seus felizes usuários a "suavidade de uma pétala de rosa" (perguntar não ofende: alguém já limpou a bunda com uma pétala de rosa?). Depois, tem o Ultra Soft Color (mais caro e mais metido a besta): é laranja e vem com extrato de pêssego. Mas demais mesmo é o Neve Ultra Protection, o top de linha. Este Rolls Royce dos papéis higiênicos, além de conter óleo de amêndoas ("garante maciez superior e um cuidado maior com a sua pele") em sua delicada fórmula, vem com Vitamina E (!!!). Não é supimpa? Agora você pode cagar e sair com o cu vitaminado! Depois disso, o que mais vão inventar? Papel higiênico reciclável?</small></blockquote>

<p>Esta singela observação, escatologicamente infame, apresenta <a href="http://www.google.com.br/search?hl=pt-BR&q=Rolls+Royce+%22pap%C3%A9is+higi%C3%AAnicos%22">434 resultados no Google</a> e foi incluída em dois livros que reúnem "o melhor do humor na Net", provando que internautas não são muito exigentes com relação à qualidade do que lêem.</p>

<p>Não conheço, porém, nenhuma vítima maior do roubo de textos para serem aproveitados em perfis no Orkut que não seja <a href="http://www.interney.net">Edney Souza</a>. Sua <a href="http://www.interney.net/meuspoemas.php">página de poemas</a> é fonte de "inspiração" para muitos incautos preencherem o campo "quem sou eu" com palavras alheias. Dois exemplos: <a href="http://www.interney.net/meuspoemas.php?p=9740679">(In)diferença</a> foi copiado por <strong>34</strong> orkuteiros, enquanto o recordista, <a href="http://www.interney.net/meuspoemas.php?p=9743432">Descanso</a> ("<em>Minha vida tem de ser sofrida/ De nada valem os acertos/ Não consigo melhorar</em>"), aparece em nada menos que <strong>113</strong> perfis. Mundo estranho...</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>P.S.:</strong> <a href="http://brancoleone.wordpress.com">Albano Martins Ribeiro</a> lançou recentemente o livro <a href="http://www.infernet.com.br/inteligencialtda/01prosa/01_brancoleone.html">Os Melhores (e Alguns dos Piores) Textos de Branco Leone</a>. Leitura altamente recomendada, como qualquer um que assistir ao <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eRH1beU2rq8">seu comercial no YouTube</a> poderá constatar.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eRH1beU2rq8"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eRH1beU2rq8" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/minha_vida_de_redator_de_perfi.html</link>
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         <category>Letras</category>
         <pubDate>Tue, 06 Feb 2007 12:07:57 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Cinco clipes bacanas (e mais um)</title>
         <description><![CDATA[<p>O fato é que rola uma acirrada competição entre Google e Microsoft a fim de ver qual das duas conquistará o mundo de vez. O Google deu um passo importante ao iniciar a integração de dois dos seus produtos mais populares (em especial no Brasil), ao criar uma página de <a href="http://undergoogle.com/blog">vídeos no Orkut</a> que permite a cada usuário adicionar ao seu perfil uma lista com suas descobertas mais preciosas no YouTube. Eu, que sou <em>heavy user</em> de ambos os sites, não me fiz de rogado e já indiquei alguns vídeos por lá. Mas, como há muita gente que não possui perfil no Orkut, resolvi postar alguns dos clipes aqui também. Siga a bolinha pulando, pois!</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/55FMOJMhV9s"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/55FMOJMhV9s" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=55FMOJMhV9s">Stars - Your Ex-Lover is Dead</a> - Belíssimo videoclipe de George Vale, inspirado em uma seqüência de "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", filme do maior diretor de clipes de todos os tempos: Michel Gondry. O vídeo traduz à perfeição a música do grupo canadense <a href="http://www.arts-crafts.ca/stars">Stars</a>, que compôs uma das canções mais dilacerantes sobre um relacionamento amoroso que terminou ("<em>Live through this and you won't look back</em>"). A metáfora do amor como um gelo prestes a romper a qualquer momento, a visceralidade da letra ("<em>And all of that time you thought I was sad/ I was trying to remember your name</em>"), o belo arranjo que remonta às melhores canções de grupos como Delgados e Death Cab For Cutie, tudo funciona à perfeição neste trabalho.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/yhf9v8JgtSw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/yhf9v8JgtSw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=yhf9v8JgtSw">Felt & Liz Fraser - Primitive Painters</a> - Lembro de quando ouvi esta música pela primeira vez: na <a href="http://www.digestivocultural.com/ensaios/ensaio.asp?codigo=166">89 FM</a>, na época em que ela ainda não havia sido contaminada pela praga dos jabás, e veiculava programas como o "Novas Tendências", de José Roberto Mahr, "Rock Report", de Fábio Massari, e "Ondas Tropicais", de Sônia Abreu. O Felt foi um dos primeiros grupos a serem lançados no Brasil pelo selo Stiletto, que em conjunto com a gravadora Eldorado trouxe pela primeira vez para o Brasil, em 1987, discos de bandas que ainda permaneciam inéditos neste país - Nick Cave & the Bad Seeds, Durutti Column e Joy Division também faziam parte desse pacote. Graças a essa iniciativa, pois, é que pude deliciar meus ouvidos com esta gravação mágica: "Primitive Painters", do álbum <em>Gold Mine Trash/Ignite The Seven Cannons</em> (1985), que conta com a participação especialíssima de Elizabeth Fraser, a vocalista do Cocteau Twins.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="wmode" value="transparent"></param><param name="movie" value="http://images.multiply.com/multiply/player2.swf"></param><param name="FlashVars" value="vidurl=http://images.inagaki.multiply.com/content/movie/inagaki:video:15/inagaki/15.flv/Pd1qJivWJed2xi5jF7NNFw/flash&vidlength=254&numericid=15&userid=inagaki&baseurl=http://rcrnsqokcriaaabkhxo.multiply.com"></param><embed src="http://images.multiply.com/multiply/player2.swf" type="application/x-shockwave-flash" width="400" height="329" FLASHVARS="vidurl=http://images.inagaki.multiply.com/content/movie/inagaki:video:15/inagaki/15.flv/Pd1qJivWJed2xi5jF7NNFw/flash&vidlength=254&numericid=15&userid=inagaki&baseurl=http://rcrnsqokcriaaabkhxo.multiply.com" wmode="transparent"></embed></object></p>

<p><a href="http://inagaki.multiply.com/video/item/15">Bruce Springsteen - Brilliant Disguise</a> - Esta é talvez a mais bela das músicas de <em><a href="http://www.brucespringsteen.net/albums/tunnel.html">Tunnel of Love</a></em>, o <em><a href="http://www.wezen.com.br/wezine/martim2.htm">Blood on the Tracks</a></em> gravado por Bruce Springteen em 1987. Primeiro álbum de estúdio que The Boss lançou após o estrondoso sucesso de <em>Born in the USA</em> (1984), <em>Tunnel of Love</em> é um compêndio de canções inspiradas por sua primeira esposa, a atriz Julianne Phillips. Quem ouve as músicas deste álbum compreende perfeitamente porque seu casamento acabou poucos meses depois do seu lançamento: estava tudo lá. Em particular, "Brilliant Disguise" disseca as raízes desse amor que já estava condenado ao divórcio. Quem já fez ou acreditou em promessas amorosas que todos sabiam que não poderiam ser cumpridas (e ainda assim acreditou piamente nelas) se identificará com esta música. O vídeo, de uma simplicidade brilhante (trocadilho involuntário), foi com justiça considerado um dos <a href="http://www.rockonthenet.com/archive/1993/rsvideo.htm">cem melhores clipes</a> de todos os tempos pela revista Rolling Stone (para ser exato: posição 64). Poucas vezes vi uma música ser tão bem traduzida visualmente, e de uma maneira tão simples quanto eficiente: uma "one shot sequence" de Springsteen cantando, na qual a câmera paulatinamente fecha seu foco até enquadrar somente o rosto emocionado de Bruce interpretando uma de suas composições mais catárticas e confessionais.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/VkmdxaZEorA"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/VkmdxaZEorA" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=VkmdxaZEorA">Leoni - Melhor pra Mim</a> - Quem diria que a Teoria da Relatividade seria inspiração para uma das mais belas baladas de um dos nossos mais subestimados compositores? "Melhor pra Mim", pequena obra-prima do cancioneiro pop brasileiro, é a faixa 2 do álbum <em><a href="http://www.leoni.art.br/disco.php?titulo=leoni-voce-sabe-o-que-eu-quero-dizer&PHPSESSID=bed148de6a61b820881241b076a2089e">Você Sabe O Que Eu Quero Dizer</a></em>, gravado em 2002. O vídeo, dirigido por Leandro Corinto, conta com a participação de Luciana Fregolente, esposa, parceira e cúmplice de Leoni.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/E_5Ab5hzS2U"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/E_5Ab5hzS2U" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=E_5Ab5hzS2U">Eskobar & Heather Nova - Someone New</a> - O <a href="http://www.screamyell.com.br/musicadois/eskobar.htm">Eskobar</a> é um grupo sueco que faz um pop de altíssima qualidade, o que me obriga a perguntar por que cargas d'água é uma banda tão pouco conhecida no Brasil. Ainda mais quando ouço canções como "Someone New", música sobre amor e desprendimento, na qual viajamos embalados pelo maravilhoso dueto das vozes de Daniel Bellqvist e Heather Nova.</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>UPDATE:</strong> Lembrança precisa de meu irmão em armas <a href="http://exucaveiracover.blogspot.com">Jorge Rocha</a>: há exatos 10 anos morreu Chico Science.</p>

<p><object width="400" height="329"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/QQFZ5E1jkTE"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/QQFZ5E1jkTE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="400" height="329"></embed></object></p>

<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=QQFZ5E1jkTE">Manguetown</a>, faixa 8 do segundo álbum de <a href="http://www2.uol.com.br/JC/chicoscience/discografia.htm">Chico Science & Nação Zumbi</a>, <em>Afrociberdelia</em> (1996), ganhou um excelente clipe dirigido por Gringo Cardia. <a href="http://jc.uol.com.br/jornal/noticias/ler.php?codigo=218659&canal=289&dth=&indice=1">Clique aqui</a> para conferir o especial publicado hoje pelo Jornal do Commercio, de Recife, em homenagem a Francisco de Assis França, o Chico Science.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/cinco_videoclipes_bacanas.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/02/cinco_videoclipes_bacanas.html</guid>
         <category>YouTube</category>
         <pubDate>Fri, 02 Feb 2007 11:57:15 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Scubidu dos Sete Mares</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="Virunduns." src="http://www.gardenal.org/inagaki/virunduns.jpg" width="400" height="104" /></p>

<p>Como diria Ritchie, <a href="http://www.ritchie.com.br/discos/e_a_vida_continua/ficha_tecnica">e a vida continua</a>. Domingo, ao assistir o excelente show que <a href="http://www.leoni.art.br/post.php?titulo=rumo-a-sampa&PHPSESSID=dc74a07790a65d333c71c654691205c1">Leoni</a> fez no Shopping Metrô Tatuapé, me flagrei cometendo um virundum que, só muitos anos depois, descobri que se tratava de um. Em <a href="http://www.leoni.art.br/faixa.php?faixa=107">Como Eu Quero</a>, música que Leoni compôs com Paula Toller, eu cantava: "<em>Diz pra eu ficar muda/ Faz cara de mistério/ Tira essa bermuda/ Que eu quero você sério/ Dramas do sucesso/ NU particular</em>". Pois e não é que o correto é "<em>MUNDO particular</em>"? Ainda assim, creio que a minha versão faz mais sentido, já que tem tudo a ver com a parte do strip da bermuda. Se bem que pior (ou melhor, vai saber) fazia o meu colega <a href="http://www.enloucrescendo.com">Ian Black</a>, que cantava: "tira essa bermuda que eu quero VER SEU SEXO".</p>

<p>O blog dos <a href="http://virunduns.blogger.com.br">Virunduns</a> retomará suas atividades mês que vem. Como pré-aquecimento, deixo vocês com algumas das melhores pérolas publicadas no blog e um brinde extra, o videoclipe de uma canção descrita por Dirceu Rabelo como "<em>uma música que, dizem por aí, dá vontade de namorar</em>": <a href="http://www.youtube.com/watch?v=-xmCW2oxRuw">Noite do Prazer</a>, primeiro (e único) sucesso do grupo <a href="http://sti.br.inter.net/omi/brylho.htm">Brylho</a>, composto por Cláudio Zoli e gravado em 1983. Quem nunca trocou o verso "tocando B.B. King sem parar" por variantes como "trocando de biquíni sem parar", "tocando Gipsy Kings sem parar", "tocando Jimmy Cliff sem parar" ou "rodando o peniquinho sem parar", que atire a primeira vitrola...</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/-xmCW2oxRuw"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/-xmCW2oxRuw" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>

<p><strong><a href="http://milamori.blogspot.com">Camila Saccomori</a>:</strong><br />
O virundum que eu mais gosto é um cometido pela minha vó até hoje - já expliquei 500 mil vezes o termo correto pra minha querida anciã, mas não rola. Ela curte mais a versão esquisita - e original, diga-se de passagem, por ela inventada e ouvida. É uma música do Roberto Carlos e diz assim: "Nos lençóis macios, amantes se dão..."</p>

<p>Pois não é que a velha criou a palavra MANTISIDÃO para a segunda frase, como se a mantisidão fosse uma coisa profunda, grande, imensa, que acontece nos lençóis macios? Pensando bem, se a palavra existisse, essa seria a tradução mais legal.</p>

<p><strong>Marlos:</strong><br />
A primeira vez que ouvi "Como Nossos Pais" eu entendi também "fio dental". E mais: em vez de "é você que ama o passado e que não vê", entendi "é você QUE É MAL PASSADO e que não vê". Aliás, muita gente canta assim até hoje. Conheço montes. Outros:</p>

<p>"Homem QUE MATA, capitalismo selvagem".<br />
"COMIDA é água, BEBIDA é pasto."<br />
"A arte de viver da fé, só não se sabe O QUE É VIVER"...<br />
"Quando a maré encher... tomar banho de CANA quando a maré encher". O certo é CANAL.<br />
"Berimbau down down... bereruba berimbau" em vez de "Beat it laun, daun daun, beat it, loom, dap'n daun" do Skank (Garota Nacional)</p>

<p><strong><a href="http://cometavesso.blogspot.com">Renata Parpolov</a>:</strong><br />
- minha versão pra alagados era "alagados, FREISTAL, favela DO AVARÉ(??)". ainda bem que ninguém nunca pegou, seria terrível pra mim. :)<br />
- rita lee, nem luxo nem lixo: "não acredito em nada não, até duvido da fé"... e eu cantava "até NO OUVIDO da fé".<br />
- queen, i want to break free: "i want UM REFRI!".<br />
- caetano veloso, tropicália: "viva a banda da da, carmem miranda da da..." e eu "DAVI MIRANDA DA DA DA".<br />
- paralamas, trac trac, tinha um refrão incompreensível. eu cantava assim "TALENTO AMOR, SOLTO AMOR" e alguém me disse esses dias que era "dá me tu amor, soy tu amor". seria isso mesmo, alguém confirma?<br />
- meu primo, na escola, deveria escrever o hino nacional num papel e entregar para a professora como dever de casa. no papel, estava escrito: "dos filhos deste SOLESMÃE gentil, pátria amada, Brasil".</p>

<p><strong><a href="http://www.annamaron.com.br/blog">Anna Paula Maron</a>:</strong><br />
Nooossa, sou mestra na arte da velhinha da Praça é Nossa.<br />
"Eduardo e Mônica" era: '....carinha do fucinho do Eduardo que disse....'.<br />
Na versão pesada que o Pato Fu fez pra "Sítio do Pica-Pau Amarelo" tem um momento em que o vocalista começa a gritar o nome dos personagens e logo depois do Pedrinho vem: "Hardcore!" (na realidade ele diz "Rabicó!"), mas como é uma versão pesada...</p>

<p><strong>Miss R:</strong><br />
Da música do Paralamas:<br />
"Alagados, CRISTAL, favela da maré..."</p>

<p>E essa de um amiguinho de infância, música do Ultraje a Rigor:<br />
"Pelado, pelado, NO CANAL DO BOZO", em vez de "nu com a mão no bolso".</p>

<p><strong><a href="http://jaspioff.blogspot.com">Fabiana Jaspion</a>:</strong><br />
Quando eu era criança, ouvia Beatles e na música "I Wanna Hold Your Hand", em cuja letra consta "And when I touch you I feel happy INSIDE", eu entendia "and uén ai tãchiu ai fiu répi in SAARA". E olha que eu prestava atenção pra descobrir o que eles falavam, mas eu não tinha a menor noção de inglês na época. Achava que a música contava algo que se passava no deserto do Saara. Hahaha! Não posso deixar de citar mais duas pérolas do mesmo naipe! Quando o Elton John canta 'Sacrifice', ele diz "COCORRAL" em vez de "Cold, cold heart", tá me entendendo? Assim como Elvis Presley diz "Tchumágui" em "Are you lonesome TONIGHT". Básico...</p>

<p><strong><a href="http://dbasica.blogspot.com">Ricardo Schott</a>:</strong><br />
+ não sei se merece ser citado, mas quando o Padre Marcelo aparecia na TV, meu primo Cofrinho, com quatro anos (o apelido vem do dia em que ele engoliu uma moeda) ficava cantando aquela musiquinha dele assim: "o senhor tem muitos filhos/muitos filhos ele tem/Eu dou um Deus, você também" (seria "eu sou um deles").</p>

<p>+ um colega de escola chegou a batizar uma banda que ele teve de Jetom Belo, por causa daquele verso do 'Sítio do Pica-Pau Amarelo' que diz "o sol nasce e o dia é tão belo", que soa como "jetom belo" (ou algo assim).</p>

<p>E isso me leva a concluir: em vez de estudar música (pelo menos no caso dos que estudaram), não era melhor esses caras pagarem umas sessões de fonoaudiologia, não?</p>

<p><strong>Suzi Hong:</strong><br />
Enquanto Paula Toller falava em "fazer amor de madrugada, amor com jeito de virada", eu cantava: "fazer amor debaixo d'água, amor com jeito de piaba". Mas a culpa dessas más interpretações são das bandas, pô. Eles é quem deveriam cantar com mais clareza!</p>

<center>* * * * *</center>

<p><a href="http://facaasuaparte.blogspot.com" target="_blank"><img src="http://img138.imagevenue.com/loc367/th_60503_150x50_selo_facasuaparte_122_367lo.jpg" alt="Faça a sua parte" border="0" align="right"></a><strong>P.S. 1:</strong> <a href="http://facaasuaparte.blogspot.com">Faça a Sua Parte</a>. Texto retirado deste blog coletivo sobre aquecimento global e blogativismo verde: "<em>Descubra o que você pode fazer para ajudar a salvar o planeta. Feche a torneira enquanto escova os dentes ou faz a barba; deixe o carro na garagem e use mais o transporte coletivo; desligue o ar-condicionado uma hora antes; não compre produtos da empresa que polui; troque o atum em lata por peixe fresco; exija que a prefeitura da sua cidade adote um programa eficaz de reciclagem de lixo e controle se ele realmente funciona; desenvolva atividades ao ar livre com seus alunos; descubra como substituir as embalagens da sua empresa por material reciclado e biodegradável; divulgue a campanha no jornal, rádio ou tv onde você trabalha e informe os resultados periodicamente; use somente metade das lâmpadas do escritório e da sua casa; desenvolva um equipamento anti-poluente. Enfim, tem sempre alguma coisa que pode ser feita</em>".</p>

<p><strong>P.S. 2:</strong> Olivia Maia elaborou uma <a href="http://www.verbeat.org/blogs/forsit/arquivos/010569.html">excelente relação</a> de softwares gratuitos na Internet. Como ela mesmo afirma, quem precisa piratear software com uma <a href="http://www.verbeat.org/blogs/forsit/arquivos/010569.html">lista</a> dessas?</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/scubidu_dos_sete_mares.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/scubidu_dos_sete_mares.html</guid>
         <category>Virunduns</category>
         <pubDate>Tue, 30 Jan 2007 07:26:37 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>A morte e a não-morte de Maria Elisa Guimarães</title>
         <description><![CDATA[<p>Soube da "morte" de Maria Elisa Guimarães no dia 14 de janeiro, ao receber um e-mail enviado por Milton Ribeiro, que também publicou um post intitulado <a href="http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2007/01/a_pior_das_noti.html">A Pior das Notícias</a>. Milton tomou conhecimento da notícia por intermédio de seu colega <a href="http://www.verbeat.org/blogs/avozquenostrai">Paulo José Miranda</a>, escritor português residindo atualmente em São Paulo, que na ocasião apresentou-se como o namorado de Meg. Paulo relataria as circunstâncias da suposta morte no post <a href="http://www.verbeat.org/blogs/avozquenostrai/arquivos/2007/01/minha_mulher_morreu.html">Minha Mulher Morreu</a>, afirmando, por exemplo, que enviou-lhe mais de 4.000 e-mails, e que estiveram juntos apenas uma vez fisicamente, em julho de 2006 (Meg teria viajado de Belém, aonde residia, para encontrar-se com ele em São Paulo). Ainda segundo o relato, pouco tempo após esse encontro Maria Elisa foi até o Hospital Monte Sinai, em Nova Iorque, fazer um tratamento de câncer, tendo a companhia da amiga Tereza Quetzal (que teria interrompido um pós-doutorado em Oregon a fim de acompanhar a internação). Os dois teriam conversado pela última vez cinco minutos antes do falecimento de Meg, notificado a Paulo por intermédio de Tereza.</p>

<p>Não se pode dizer que a notícia tenha surpreendido os amigos de Meg. Desde que comecei a trocar e-mails com ela, em idos de 2001, ouvia relatos acerca de sua saúde frágil. Na entrevista concedida a Elis Monteiro para o jornal O Globo em maio de 2002, Meg declarou: "<em>O que me levou a blogar, sempre escrevo isso, foi a dor causada por duas doenças graves: câncer e severíssima depressão</em>". Elis, em <a href="http://elismmonteiro.blogger.com.br">seu blog pessoal</a>, escreveu a respeito das circunstâncias dessa entrevista: "<em>Fiquei alguns anos tentando conhecê-la pessoalmente. Meg vivia dodói e era de uma timidez impressionante</em>". Mais adiante, revela: "<em>Nunca mais consegui encontrá-la. Além das viagens constantes à sua terra natal, Meg sofria com uma doença que a deixava cada vez mais isolada</em>". Ao contrário da Elis, nunca conheci Maria Elisa pessoalmente: mantive, ao longo desses anos, uma correspondência bissexta (em e-mails nos quais Meg constantemente intermediava por amigos, divulgando blogs pouco conhecidos que mereciam maior atenção), além de ter recebido dois ou três telefonemas dela.</p>

<p>Abatido pela notícia, e após encontrar <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/gravata/post.asp?cod_Post=46044">diversas</a> <a href="http://www.aomirante.com/?p=335">repercussões</a> na Web (no total, cerca de 50 blogs dedicaram posts a Maria Elisa Guimarães, inclusive <a href="http://209.85.165.104/search?q=cache:15iZfUCj5FcJ:antologiadoesquecimento.blogspot.com/2007/01/sub-rosa.html">em Portugal</a>), escrevi <a href="http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/um_poema_para_meg.html">um post</a> em sua homenagem. Diversas manifestações de pesar foram deixadas nos comentários, inclusive um relato de <a href="http://marcuspessoa.blogspot.com">Marcus Pessoa</a>, que revelou ter sido aluno, há cerca de 20 anos, das aulas de filosofia ministradas por Meg na Universidade Federal do Pará. <a href="http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/um_poema_para_meg.html#comment-29893">Marcus</a> escreveu: "<em>Ela tinha problemas de depressão e às vezes faltava várias aulas seguidas, mas as demais que dava durante os períodos de boa saúde compensavam, e muito, as ausências. A turma toda gostava dela</em>".</p>

<p>No dia 21, recebi e-mail de uma amiga da Meg que manifestava dúvidas sobre sua morte. Meu primeiro pensamento, naturalmente, foi de ceticismo e perplexidade quanto à veracidade da mensagem. Porém, dois dias depois, <a href="http://www.papeldepao.com.br">Sergio Fonseca</a> me procurou manifestando estranheza pelo fato de um recado, assinado por Meg no perfil que ela mantinha no Orkut (perfil que acabou sendo apagado no sábado), ter sido deixado no scrapbook de um certo Flávio S. no dia 19 de janeiro. Ou seja, cinco dias após ela supostamente ter falecido. A partir daí, iniciou-se uma troca de e-mails entre diversos amigos de Meg, compartilhando indícios cada vez mais crescentes de que, parafraseando a famosa frase de Mark Twain, as notícias acerca da morte de Maria Elisa haviam sido exageradas.</p>

<p>Tereza Quetzal, a amiga que teria acompanhado Meg no hospital em Nova Iorque, deixou comentários em diversos blogs que lamentaram os acontecimentos. Não foi difícil constatar, rastreando seu IP, que ela acessava a rede não dos Estados Unidos, onde teoricamente deveria estar, e sim de algum lugar cujo provedor de Internet é a Telemar Norte (Belém do Pará, por exemplo). E basta um olhar atento à "<a href="http://www.verbeat.org/blogs/avozquenostrai/arquivos/2007/01/post.html">última foto</a>", publicada no blog de Paulo José Miranda, para constatar que a imagem foi grosseiramente manipulada. Além disso, a foto exibe um rosto que não corresponde, de modo algum, às feições atuais de uma mulher cujo primeiro emprego na Universidade Federal do Pará foi de bibliotecária na <a href="http://www.ufpa.br/bc/historico.htm">Biblioteca Central da UFPA</a>, cargo para o qual foi admitida por intermédio de um concurso realizado em 1973. No qual, diga-se de passagem, foi aprovada em primeiro lugar.</p>

<p>Maria Elisa Guimarães não ficou muito tempo na função de bibliotecária. Após finalizar um curso de Letras e um mestrado em Filosofia, tornou-se uma das mais qualificadas professoras da UFPA. No entanto, foi aposentada da universidade alguns anos depois, após sofrer um processo administrativo no qual foi considerada incapacitada para trabalhar, devido a constantes ausências provocadas por crises desencadeadas pelo transtorno bipolar afetivo, doença na qual uma pessoa oscila entre euforia e depressão com raríssimas escalas no meio-termo, vivendo uma montanha-russa emocional extremamente desgastante e periculosa. Livros como o excelente <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=65171">Uma Mente Inquieta</a>, de Kay Redfield Jamison, ou <a href="http://drauziovarella.ig.com.br/entrevistas/valentim_bipolar.asp">a entrevista</a> que Drauzio Varella realizou com Valentim Gentil Filho, professor de Psiquiatria na USP, dão uma noção deste mal que, se não é diagnosticado e tratado com precisão, destrói a vida não apenas do paciente, como também das pessoas de convívio mais próximo (eu, que namorei por 4 anos uma mulher que sofre de transtorno bipolar, senti na alma a gravidade dessa doença).</p>

<p><img alt="A fachada do prédio onde Maria Elisa Guimarães mora atualmente, em Belém do Pará." src="http://www.gardenal.org/inagaki/prediomeg.jpg" width="270" height="375" align="right" title="A fachada do prédio onde Maria Elisa Guimarães mora atualmente, em Belém do Pará.">Após conversar por telefone com alguns amigos que conhecem Meg pessoalmente, além de acionar colegas que moram em Belém a fim de apurar fatos e montar esse quebra-cabeça, posso afirmar: Maria Elisa Guimarães não se divertiu (como algumas pessoas insinuaram maldosamente <a href="http://www.falouedisse.com/fd/bb.php?id=c0ra2&p=116975813813884655">por aí</a>), nem um pouco, com a morte que acabou por forjar. Meg, que após os desastrosos acontecimentos dos últimos dias deletou seu blog <a href="http://209.85.165.104/search?q=cache:h48RpGo2SAAJ:flabbergasted.blogspot.com">Sub Rosa</a>, mora atualmente em um dos apartamentos do prédio da foto ao lado, na companhia de sua fiel amiga, a professora de Matemática Selma S. (chamada por Meg de "irmã"). Sobre os motivos que levaram Maria Elisa Guimarães a criar esse drama burlesco, tomo emprestadas as palavras de <a href="http://oglobo.globo.com/online/blogs/gravata">Luiz Antônio Gravatá</a>, talvez a voz mais serena a se pronunciar sobre o caso, ao comentar determinadas reações virulentas a uma morte forjada que, se não pode <u>de maneira alguma</u> ser justificada, foi criada por uma pessoa que indubitavelmente sofre de "<em><a href="http://www.natalino.com.br/sinaleiro/archives/000567.html">um supremíssimo cansaço</a></em>":</p>

<p>"<em>O que mais me impressiona é a falta de sensibilidade do ser humano. Quanta coisa se escreve de maneira fútil, quando não se conhece a verdade? <a href="http://cora.blogspot.com/2007/01/estranho-muito-estranho.html">Cora</a> acertou na mosca. Onde estão as 'maldades' de Meg? Da <a href="http://eupensando.blogspot.com">Magali</a>, com muita razão, todos sentimos pena. Mas, e se Meg tivesse entrado em contato com a Magali, uma senhora sofrida, e dela recebesse compreensão? Na segunda 'maldade' há que se explicar mais: seria, talvez, garantia de empréstimos, favores prestados? E se Meg tivesse querido se afastar de Paulo, <a href="http://cora.blogspot.com/2007/01/caso-meg.html">como aventou Cora</a>, e não tenha imaginado tal repercussão? Meg é inteligente, culta, tem a doença, foi uma pessoa bonita e pode estar em situação que nem eu, nem ninguém gostaria de estar: sem recursos, presa a uma cama, carente, com amigos virtuais somente. Nós somos felizes e não sabemos</em>".</p>

<p>Quem souber ler nas entrelinhas não necessita de mais esclarecimentos sobre o caso. Eu, que não conheço a Meg pessoalmente, e que dela só recebi amizade, carinho e compreensão durante os anos em que trocamos e-mails, fiquei em um primeiro momento extremamente aborrecido quando constatei a farsa de sua morte. Mas foi uma raiva egoísta, movida unicamente pelo sentimento de ter sido ludibriado. Reitero: não justifico o que ela fez, principalmente as lágrimas alheias que provocou em muitas pessoas. No entanto, não há ninguém que tenha sido mais prejudicada do que Maria Elisa Guimarães. Eu tenho, nós temos a grande sorte de não estarmos no lugar dela. Somos humanos: erramos, julgamos, condenamos outras pessoas. Mas quantos de nós fazem o esforço sobre-humano de se imaginar na pele do outro a fim de tentar, genuinamente, compreendê-lo?</p>

<p>Toda essa história me fez lembrar de uma composição do genial Noel Rosa, "<a href="http://www.mpbnet.com.br/musicos/noel.rosa/letras/fita_amarela.htm">Fita Amarela</a>", na qual o Poeta da Vila imagina como seria o seu funeral. A estrofe final diz: "<em>Meus inimigos/ Que hoje falam mal de mim/ Vão dizer que nunca viram/ Uma pessoa tão boa assim</em>". De fato. Mas ninguém expressou melhor toda essa situação do que <a href="http://protensao.wunderblogs.com/archives/2007_01.html">César Miranda</a>, outro escriba que me obriga a assinar embaixo, em cima e do lado de suas palavras: </p>

<p>"<em>Eu já desconfiava que o povo tem essa tese, de que defunto bom é defunto morto. É só saber que o defunto não morreu, que o povo desce o cacete no coitado. Antes, quando estava morto, era a melhor pessoa do mundo, agora que renasceu, não vale nada. Parece que o grande defeito da Meg teria sido não ter morrido. Se eu fosse a Meg, agora é que eu não morria mesmo, só de pirraça. (...) Mesmo se for uma farsa, continuarei amando a Meg e reafirmando que o fato de ela ter morrido, não a impede que desmorra, pois é direito de todo defunto deixar de sê-lo. Defunto bom é defunto ressuscitado. Oi, Meg!</em>"</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/a_morte_e_a_naomorte_de_maria.html</link>
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         <category>Vidaloucavida</category>
         <pubDate>Sun, 28 Jan 2007 08:47:46 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Entrevista com Stefen Fangmeier, diretor de Eragon</title>
         <description><![CDATA[<p>Graças à Fox Filmes e, em especial, à senhorita Renata Pimentel, tive a oportunidade de fazer algumas perguntas a Stefen Fangmeier, diretor de <a href="http://eragonmovie.com/main.html?cid=br" target="_blank">Eragon</a>, filme que descrevi na resenha que fiz para a Rolling Stone como um <em>mashup</em> razoavelmente bem remixado e remasterizado de diversas histórias conhecidas (em particular, de <em>O Senhor dos Anéis</em>), fazendo jus ao preceito lavoisieriano de Hollywood: nada se cria, tudo se refilma. A entrevista deixa claro que Fangmeier é um cineasta de estúdio. Quando perguntei se não estava em seus planos dirigir filmes que prescindam de efeitos especiais, ele afirmou: "<em>primeiro terei que me estabelecer como um diretor de sucesso</em>". Ou seja, nem lhe passou pela cabeça a hipótese de desenvolver um projeto independente, fora do abrigo (e das exigências comerciais) de um grande estúdio.</p>

<p>Independentemente de seus eventuais méritos artísticos, é interessante saber o que se passa na cabeça de um cineasta que, anteriormente indicado três vezes ao Oscar por ter integrado as equipes de efeitos especiais dos filmes <em>Twister</em> (1996), <em>Mar em Fúria</em> (2000) e <em>Mestre dos Mares - O Lado Mais Distante do Mundo</em> (2004), aventurou-se pela primeira vez na direção em um filme que já faturou mais de US$ 226 milhões nas bilheterias do mundo inteiro. <em>Enjoy it</em>!</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>Logo em sua estréia como diretor, você assumiu um filme com orçamento de US$ 100 milhões, que está sendo encarado pelo estúdio como possível prelúdio de uma nova franquia. Como foi lidar com tamanha pressão?</strong></p>

<p><img alt="stefen.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/stefen.jpg" width="125" height="183" align="right">Evidentemente, havia muita pressão para que eu entregasse um filme extremamente excitante, que fosse capaz de atingir um público muito grande e que se tornasse um sucesso comercial. Isso também exigiu um alto grau de envolvimento de todas as pessoas envolvidas na produção. Não pude, pois, tomar decisões realmente significativas sozinho. Algo que eu até já esperava, mas não no nível em que aconteceu. Tentei ser muito colaborativo com essas pessoas do estúdio e sempre procurei ver o lado positivo do seu envolvimento. Ver que, na verdade, eles estavam dividindo comigo a responsabilidade de produzir um filme tão grandioso logo na minha estréia. Afinal das contas, eu sou o diretor e a maior parte do público pensa que sou responsável por todos os detalhes do que eles assistem. Embora esta seja a percepção geral do processo de fazer um filme, certamente não é a realidade em grandes produções na indústria de Hollywood. A não ser, é claro, que você seja Steven Spielberg ou George Lucas.</p>

<p><strong>Você foi diretor de segunda unidade de <em>Heróis Fora de Órbita</em>, filme que satirizava o universo dos fanáticos por <em>Star Trek</em>. Agora que você foi o responsável pela adaptação de um best-seller que arrebatou uma legião de fãs radicais, como foi a experiência? Foi complicado lidar com as reclamações daqueles que se queixaram das mudanças do livro para o filme?</strong></p>

<p>Logo que comecei a trabalhar no roteiro de <em>Eragon</em> com uma equipe de escritores, eu já imaginava que alguns fãs do livro não iriam ficar satisfeitos com as mudanças que estávamos fazendo. Mas não há como agradar a todos. Adaptar um livro tão denso para o cinema significa, necessariamente, ter que deixar de fora alguns elementos que não nos pareciam ser tão essenciais, reestruturando partes da trama. Como nesse caso também houve muita participação do estúdio, não sinto que esta seria a minha adaptação própria. Mesmo que os fãs queiram culpar o diretor pelo que não ficou tão bom, em seus julgamentos.</p>

<p><strong>O uso dos efeitos especiais no cinema contemporâneo não está sendo supervalorizado? Na sua condição de expert em efeitos visuais, com várias indicações ao Oscar no currículo, você não pensa em um dia dirigir um filme que prescinda de efeitos do tipo?</strong></p>

<p>Efeitos especiais são apenas uma ferramenta para o cineasta – algo que certamente pode criar uma série de elementos muito interessantes para se utilizar quando contamos uma história. No entanto, creio que alguns filmes apelam demais para os efeitos especiais e deixam a história num plano secundário em relação ao espetáculo e à ação.</p>

<p>Sim, eu tenho muito interesse de dirigir um filme que não precise de efeitos especiais, embora creia que seja difícil convencer um estúdio a me escolher para dirigir um roteiro assim neste estágio da minha carreira. Por isso, primeiro terei que me estabelecer como um diretor de sucesso (e, para isso, é preciso mais que apenas um filme), para depois poder me envolver em projetos diferentes dos filmes pelos quais sou conhecido agora.</p>

<p><strong>Quais são seus cineastas prediletos?</strong></p>

<p>Sou muito eclético com relação a cinema, arte e música. Mas sempre identifico imediatamente quando gosto ou não de alguma coisa. Por isso, acho mais fácil listar os meus filmes prediletos, como <em>Blade Runner</em>, <em>Chinatown</em>, <em>Lawrence da Arábia</em>, <em>O Samurai</em>, <em>Beleza Americana</em> e <em>Gallipoli</em>. Mas há muitos outros, até de outros estilos, como comédia. A maior parte dos cineastas faz filmes muito diferentes ao longo da sua carreira. Às vezes gosto de vários trabalhos de um diretor na seqüência, às vezes não. Então, prefiro fazer uma lista de filmes favoritos do que de diretores.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/stefen_fangmeier_eragon.html</link>
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         <category>Entrevistas</category>
         <pubDate>Wed, 24 Jan 2007 11:54:09 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Lasier Martins e a memória audiovisual do YouTube</title>
         <description><![CDATA[<p>Quem cresceu tendo a televisão como babá eletrônica possui como principais referenciais de memória afetiva lembranças audiovisuais. Não é de se admirar, pois, que o YouTube tenha se tornado, em tão pouco tempo, um site tão imprescindível a ponto de ter causado comoção nacional quando foi bloqueado devido a certa ação na Justiça. Imagens que pensávamos que jamais teríamos a oportunidade de rever foram parar na rede graças ao ovo de Colombo que é o YouTube, primeiro site a efetivamente democratizar tanto a publicação quanto a visualização de vídeos raros como o momento em que <a href="http://www.youtube.com/watch?v=lI42777SbNI">Roberto Carlos apresentou a canção "Amigo"</a> pela primeira vez para um emocionado Erasmo Carlos, a cena de um filme mostrando <a href="http://www.youtube.com/watch?v=iNuMoVqKEuE">João Gilberto, Tom Jobim (sem camisa) e Luiz Bonfá</a> cantando em uma praia para três embevecidas fãs, ou a abertura do programa <a href="http://www.youtube.com/watch?v=FuenBuG9yCI">Globo Cor Especial</a>, cujo tema era a sensacional "<a href="http://cudebebado.cabaretvoltaire.com/index.php?GloboCorEspecial">Cinto de Inutilidades</a>", composta por Nelson Motta, Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle (sim, o YouTube ainda renderá muitos posts <a href="http://www.gardenal.org/inagaki/youtube">aqui</a>).</p>

<p>Ao se referir ao YouTube, não é possível deixar de citar o poder que o site possui de ser um veículo de denúncia de arbitrariedades que ocorrem mundo afora, sejam elas um ato de brutalidade policial em <a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/mundo/noticias/2007/jan/21/2.htm">Oaxaca, México</a>, ou um ataque aéreo em meio aos embates envolvendo Israel e o <a href="http://www.youtube.com/results?search_query=Hizballah&search=Search">Hizballah</a> (recomendo, aliás, a leitura de "<a href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1570702,00.html">The Beast With a Billion Eyes</a>", excelente artigo de James Poniewozik para a revista Time). Mas é incontestável afirmar que um dos maiores apelos do YouTube é o fato de o site representar uma fonte inesgotável de puro entretenimento.</p>

<p>Tudo, simplesmente <strong>tudo</strong> parece que um dia vai parar lá, em especial as coisas que a gente nem sabia que existiam, como no caso do vídeo do <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Of7LcQJlPl8">Silvio Santos e a menina da piada do bambu</a>. Outro ótimo exemplo do que digo é esta pérola que começou a circular há cerca de um mês no YouTube: <a href="http://www.youtube.com/watch?v=U9CXtycJz_g">Lasier Martins tomando choque</a>.</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/U9CXtycJz_g"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/U9CXtycJz_g" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>

<p>Uma busca ao oráculo Google revelou as circunstâncias dessa cena sensacional, <a href="http://fiambres.blogspot.com/2006/11/o-youtube-inveno-que-mais-me-empolgou.html">devidamente descritas por Leo Prestes</a>, do excelente blog Fiambres:</p>

<p>"<em>Primeiro momento mais ridículo da televisão gaúcha (1997) – Todos sabem do que eu estou falando, né? Verão de 1997. Festa da Uva. Lasier Martins. Uva Itália. 'Aqui do lado, Pederneiras'. Fio desencapado. 220 volts. Aaaiaiaiai. Cristina Ranzolin fazendo pouco caso. Comentário de Falcão após os comerciais. Não há semana em que eu não escreva 'Lasier' na barra de search do YouTube, esperando que alguma alma caridosa divida isso com a sociedade. Aos amigos que têm essa VHS em casa (sim, eles existem), um recado: vocês, mantendo esse tesouro em uma gaveta, estão prestando um desserviço à comunidade. Guardar isso para vocês é a mesma coisa que descobrir a cura da AIDS e ficar esfarelando os comprimidos na frente de um grupo de crianças nigerianas. É o que eu acho. Nunca falei tão sério na minha vida</em>".</p>

<p>Felizmente alguma alma caridosa atendeu ao pedido do blogueiro que redigiu o texto acima. E outra, <a href="http://esgrimistadaspalavras.blogspot.com">tão generosa quanto</a>, tratou de brindar todos nós com o <a href="http://www.youtube.com/watch?v=eTJ-UV91vAU">Funk do Choque do Lasier Martins</a>.</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/eTJ-UV91vAU"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/eTJ-UV91vAU" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>

<p>Antes que alguém me pergunte: Lasier Martins sobreviveu firme e forte ao choque e à indiferença da apresentadora do telejornal, e trabalha atualmente como comentarista político da RBS. <a href="http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos/iq200320027.htm">Há</a> <a href="http://www.pucrs.br/famecos/vozesrad/lasier/lasier.html">vários</a> <a href="http://www.ofimdavarzea.com/2007/01/17/funk-do-choque-do-lasier-martins">links</a> para quem quiser saber mais a respeito da biografia do protagonista <em>sui generis</em> deste vídeo.</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>P.S.:</strong> Uma pequena hecatombe (contradição em termos) assolou meu computador neste final de semana. Em conseqüência, por pouco não perdi anos de e-mails. Não seria a primeira vez: em 2004 eu, que era usuário de Outlook Express (hoje uso Thunderbird), vi evaporarem 6 anos de correspondências. Defeito colateral da necessidade que possuímos de terceirizar o espaço de nossa memória, cada vez mais dependente das muletas de agendas eletrônicas, <em>memory chips</em> de celulares, <em>backups</em> em CDs ou <em>pen drives</em>. Sim, as lembranças mais importantes de minha vida estão guardadas em meu cérebro e coração. Mas, por outro lado, que falta que fez um caderno de anotações daqueles movidos a caneta e papel na hora em que constatei que meu antigo celular não estava mais em meu bolso...</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/funk_do_lasier_martins_tomando.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/funk_do_lasier_martins_tomando.html</guid>
         <category>YouTube</category>
         <pubDate>Mon, 22 Jan 2007 09:49:51 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Tag: Objetivos para 2007</title>
         <description><![CDATA[<p><a href="http://brunoalves.blog.br/arquivo/geral/tag-objetivos-para-2007.html">Bruno Alves</a> encontrou em alguns blogs no exterior a seguinte brincadeira: escrever um post expondo 5 metas pessoais para este ano de 2007, e depois convidar outros 5 blogueiros para passarem adiante <a href="http://marioav.blogspot.com/2007/01/resolues-para-2007.html">a corrente</a>. O Bruno trouxe a brincadeira para o Brasil no dia 26 de dezembro do ano passado, e a partir daí ela se multiplicou feito Gremlins molhados pela blogosfera tupiniquim, como mostra <a href="http://www.techbits.com.br/2007/01/04/a-arvore-genealogica-de-um-meme">este post</a> de Alexandre Fugita intitulado "A árvore genealógica de um meme".</p>

<p>Eu, como procrastinador contumaz que sou (já fui convocado para mais duas brincadeiras do tipo desde então), ingresso nesta corrente com um certo atraso, após ter sido convidado pelo <a href="http://blog.fabioseixas.com.br/archives/2007/01/tag_resolucoes_2007.html">Fabio Seixas</a>, pelo <a href="http://www.digitaldrops.com.br/drops/2007/01/previsoes_para_2007.html">Nick Ellis</a> e pelo <a href="http://1001gatos.org/tagobjetivos2007/">Ibrahim Cesar</a>. Mas enfim, eu fardo mas não talho. Eis 5 dos meus objetivos para 2007:</p>

<p><strong>1.</strong> Finalmente ver no ar um projeto que pretende dar condições para que alguns dos mais talentosos blogueiros brasileiros possam pensar em pagar suas contas fazendo exclusivamente o que sabem fazer melhor: escrever.<br />
<strong>2.</strong> Desmentir certa afirmação, já citada anteriormente neste blog, segundo a qual as mulheres mais interessantes ou moram distantes de mim, ou estão comprometidas.<br />
<strong>3.</strong> Fazer mais viagens ainda. Tanto as maionésicas quanto, principalmente, as de cunho turístico.<br />
<strong>4.</strong> Ler no mínimo três livros por mês. E iniciar esta resolução devorando os cinco livros da série <a href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=1&ProdId=1783711&ST=SR&franq=131052">O Guia do Mochileiro das Galáxias</a>, presentaço que ganhei do meu amigo <a href="http://marmota.org/blog">Marmota</a>.<br />
<strong>5.</strong> Assistir mais filmes, até porque serei em breve o responsável pelos textos sobre cinema de um site que logo mais entrará no ar.</p>

<center>* * * * *</center>

<p><strong>P.S. 1:</strong> Em vez de convocar 5 blogueiros para participarem desta corrente, imitarei o <a href="http://www.interney.net/?p=9757137">Edney</a>: <strike>os 5 primeiros que desejarem entrar na brincadeira e deixarem nos comentários sua lista de objetivos para 2007 ganharão links neste post</strike>. Eis os 5 blogs que desejam entrar na corrente: <a href="http://ignoranciaefogo.blogspot.com/">Ignorância é Fogo</a>, <a href="http://contosbregas.zip.net">Contos Bregas</a>, <a href="http://www.tukapereira.com/blog">Casa da Tuka</a>, <a href="http://blog.fabio.resende.cx">Fábio Resende</a> e <a href="http://caminhosdoser.blogspot.com">Caminhos do Ser</a>.</p>

<p><strong>P.S. 2:</strong> Em termos de realizações pessoais, posso dizer que este ano começou muito bem. Escrevi duas resenhas para a mais recente edição da <a href="http://www.rollingstonebrasil.com.br">Rolling Stone Brasil</a> (com Rodrigo Santoro na capa), Pensar Enlouquece foi considerado <a href="http://www.screamyell.com.br/outros/listas/2007blogs.htm">um dos melhores blogs</a> do ano segundo o <a href="http://www.screamyell.com.br/outros/listas/2007capa.htm">Top Seven Scream & Yell</a> (a propósito, <a href="http://www.screamyell.com.br/outros/listas/2007_alexandreinagaki.htm">estes</a> foram os meus votos), participei da eleição dos melhores do ano da crítica do <a href="http://bizz.abril.com.br/especial/especial_pbizz03.shtml">Prêmio Bizz 2007</a> e do júri do Festival <a href="http://www.brainstorm9.com.br/fantasma">Brainstorm #9</a> de Publicidade Fantasma, e ainda recebi uma citação bacana no recém-lançado projeto <a href="http://www.1001gatos.org/blogs">1001 Blogs</a>. 2007 definitivamente promete.</p>

<p><strong>P.S. 3:</strong> O item 1 da lista deveria ser "responder pontualmente aos e-mails que recebo", mas decidi incluir apenas metas que eu sei que posso cumprir...</p>

<p><strong>P.S. 4:</strong> Perdi meu celular em algum brinquedo no Playcenter, onde estive neste último domingo <a href="http://cintaliga.wordpress.com">com</a> <a href="http://www.fiapodejaca.com.br/">excelentes</a> <a href="http://marmota.org/blog/">companhias</a>. Bem, o fato é que a gente não deve se apegar aos bens materiais, certo? Já tratei de comprar um novo aparelho e consegui manter o mesmo número de telefone. Entretanto, toda a minha agenda de contatos foi para o espaço. Portanto, peço um favor aos meus amigos: <a href="mailto:pensarenlouquece@uol.com.br">e-mailem-me</a> informando os seus respectivos telefones!</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/tag_objetivos_para_2007.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/tag_objetivos_para_2007.html</guid>
         <category>Objetivos2007</category>
         <pubDate>Tue, 16 Jan 2007 04:54:50 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Um poema para Meg</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="Roses, foto de Edwin Hale Lincoln." src="http://www.gardenal.org/inagaki/roses.jpg" width="395" height="307" border="0"></p>

<p>"<em>Ergo uma rosa, e tudo se ilumina<br />
Como a lua não faz nem o sol pode:<br />
Cobra de luz ardente e enroscada<br />
Ou vento de cabelos que sacode.</p>

<p>Ergo uma rosa, e grito a quantas aves<br />
O céu pontuam de ninhos e de cantos,<br />
Bato no chão a ordem que decide<br />
A união dos demos e dos santos.</p>

<p>Ergo uma rosa, um corpo e um destino<br />
Contra o frio da noite que se atreve,<br />
E da seiva da rosa e do meu sangue<br />
Construo perenidade em vida breve.</p>

<p>Ergo uma rosa, e deixo, e abandono<br />
Quanto me dói de mágoas e assombros.<br />
Ergo uma rosa, sim, e ouço a vida<br />
Neste cantar das aves nos meus ombros</em>".</p>

<center>* * * * *</center>

<p>Há quase cinco anos dediquei os versos acima, publicados pelo poeta bissexto José Saramago no livro <em>Os Poemas Possíveis</em> (1966), para a minha amiga <a href="http://flabbergasted.blogspot.com" target="_blank">Maria Elisa Guimarães</a>. Nascida em Belém do Pará, Meg foi professora de Filosofia, crítica literária e uma das blogueiras mais importantes do Brasil. Sempre generosa, sempre incentivando os inúmeros amigos que fez graças ao seu blog, o <a href="http://flabbergasted.blogspot.com/2001/11/sub-rosa-no-sei-onde-eu-estava-com.html" target="_blank">Sub Rosa</a>, minha querida amiga Meg deixou este mundo na noite do dia 14 de janeiro.</p>

<p>Em uma <a href="http://www.meguimaraes.com/imagensepalavras/arquivo/000001.html" target="_blank">preciosa entrevista</a> concedida à jornalista Elis Monteiro em maio de 2002, Meg afirmou: "<em>Escrever um blog é uma tarefa que não se faz sozinho. Vira um trabalho coletivo. Quer no fato de que as pessoas que nos lêem seguem indicações e chegam a outros destinos, vão em frente, como também suas críticas, seus questionamentos, os que apontam erros nossos, contribuem expressivamente para se saber a quantas se anda. (...) Acho que blog é uma experiência conjunta de se viver melhor. Da prática da partilha, a negação da propriedade absoluta. Exercício de esforços do afeto</em>".</p>

<p>Meg, você foi a mais generosa das amigas que fiz neste vasto (às vezes decepcionante, quase sempre gratificante) mundo que é a Web. Obrigado por seu afeto e pelo incentivo constante que você deu a todas as minhas iniciativas na rede, desde os tempos em que eu escrevia no Logopéia e no Spam Zine. Obrigado pela paciência que você sempre teve com meus e-mails atrasados (você, sim, foi um presente que ganhei na Internet e na minha vida pessoal). Obrigado, enfim, pelas preciosas lições de vida, de escrita e de amizade que tanto me iluminaram e me enriqueceram. Meg, você estará sempre aqui, em um lugar especial no meu coração. E você me perdoe, por favor, pela voz embargada e desafinada, mas é que gostaria de lhe dedicar este verso: "<em>adeus não, me diga até logo</em>". Um beijo deste seu amigo relapso.</p>

<center>* * * * *</center>

<p><a href="http://aneaguirre.blogspot.com/2007/01/acenos.html" target="_blank">Ane Aguirre</a>, <a href="http://beths.zip.net/arch2007-01-14_2007-01-20.html#2007_01-15_19_16_33-4519293-0" target="_blank">Beth Salgueiro</a>, <a href="http://cora.blogspot.com/2007/01/adeus-megdepois-de-dois-dias-muito.html" target="_blank">Cora Rónai</a>, <a href="http://cyncity.zip.net/arch2007-01-01_2007-01-31.html#2007_01-14_19_11_30-8352120-0" target="_blank">Cynthia Feitosa</a>, <a href="http://palavrastortas.blogspot.com/2007/01/para-meg.html" target="_blank">Eliane Stoducto</a>, <a href="http://elismmonteiro.blogger.com.br/2007_01_01_archive.html" target="_blank">Elis Monteiro</a>, <a href="http://www.sovacodecobra.com.br/2007/01/meg-sub-rosa" target="_blank">José Carlos Cipriano</a>, <a href="http://nosilenciododeserto.blogspot.com/2007/01/uma-rosa.html" target="_blank">Luisa D.S.</a>, <a href="http://oglobo.globo.com/blogs/gravata/post.asp?cod_Post=46044" target="_blank">Luiz Antônio Gravatá</a>, <a href="http://eupensando.blogspot.com/2007/01/inesquecvel-meg.html" target="_blank">Magaly Magalhães</a>, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/miltonribeiro/arquivos/2007/01/a_pior_das_noti.html" target="_blank">Milton Ribeiro</a>, <a href="http://www.aomirante.com/?p=335" target="_blank">Nelson Moraes</a>, <a href="http://www.epinion.com.br/?p=150" target="_blank">Paula Foschia</a>, <a href="http://www.verbeat.org/blogs/avozquenostrai/arquivos/2007/01/maria_elisa_guimaraes_meg.html" target="_blank">Paulo José Miranda</a>, <a href="http://bagunca-bem-feita.blogspot.com/2007/01/saudades-minha-meg-me-lembro-quando-o.html" target="_blank">Rachel Kizirian</a>, <a href="http://www.papeldepao.com.br/index.asp?p=568" target="_blank">Sergio Fonseca</a>, <a href="http://www.ardeamor.com/arquivos/individual/2007/01/15/000448.html" target="_blank">Solange A.</a>, <a href="http://telinha.blogspot.com/2007/01/dormi-mal.html" target="_blank">Stella Cavalcanti</a>, <a href="http://pinel.blogspot.com/2007/01/laos-updated.html" target="_blank">Thaís Fabris</a> também escreveram sobre a Meg.</p>

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<p><strong>UPDATE:</strong> Escrevi o post "<a href="http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/a_morte_e_a_naomorte_de_maria.html">A morte e a não-morte de Maria Elisa Guimarães</a>", sobre desdobramentos posteriores deste caso.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/um_poema_para_meg.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/um_poema_para_meg.html</guid>
         <category>Letras</category>
         <pubDate>Sun, 14 Jan 2007 22:48:27 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>2007, o ano dos blogs no Brasil</title>
         <description><![CDATA[<p>O ano mal começou, mas uma constatação já pode ser feita: a blogosfera brasileira está fazendo barulho e ganhando crescente visibilidade em todas as esferas, seja na considerada "mídia tradicional" ou, como mostra <a href="http://www.comunique-se.com.br/index.asp?p=Conteudo/NewsShow.asp&p2=idnot%3D33529%26Editoria%3D8%26Op2%3D1%26Op3%3D0%26pid%3D8539608100%26fnt%3Dfntnl">esta matéria do site Comunique-se</a>, nas grandes empresas. A seguir, alguns exemplos do que digo.</p>

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<p><img alt="spfw.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/spfw.jpg" width="200" height="51" align="left">O São Paulo Fashion Week, maior evento de moda da América Latina, acaba de reconhecer a crescente importância dos blogueiros como produtores de conteúdo com credibilidade e qualidade, emitindo credenciais de imprensa para o <a href="http://www.oficinadeestilo.com.br/blog">Oficina de Estilo</a>, capitaneado pela dupla Fernanda Resende & Cristina Zanetti, e mais 11 blogs brasileiros, incluindo <a href="http://apocalipsemotorizado.blogspot.com">Apocalipse Motorizado</a>, vencedor da mais recente edição do prêmio The BOBs na categoria Melhor Weblog em Português. A Motorola, um dos principais anunciantes da SPFW, bancará ainda a vinda de alguns dos principais blogueiros de moda do exterior (dentre eles, <a href="http://facehunter.blogspot.com/2007/01/sao-paulo-fashion-week-new-york.html">Face Hunter</a> e <a href="http://www.coolhunting.com">Coolhunting</a>), que, ao lado dos blogs brasileiros (<a href="http://blog.fabio.resende.cx/spfw">veja aqui</a> a relação completa dos participantes) serão responsáveis pelo conteúdo de um "superblog" que fará a cobertura de todo o evento.</p>

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<p>Daniella Cicarelli, em <a href="http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUL411-6174,00.html">entrevista ao Jornal da Globo</a> concedida ontem ao repórter Alan Severiano, afirmou com todas as letras, sobre a desastrosa ação que culminou no bloqueio do YouTube, que a decisão de entrar com o processo na Justiça foi de responsabilidade exclusiva do seu namorado, Renato Malzoni. Disse a modelo: "<em>Eu não tenho nada a ver nem com esse pedido, nem com a decisão da Justiça. Ele</em> (Renato) <em>está fazendo o que acha certo, eu não vou me intrometer na decisão dele</em>. Afirmou ainda que, por não estar envolvida com a ação, sequer terá direito a participação em possíveis indenizações por danos morais à sua imagem. Para arrematar, afirmou a respeito de sua participação em todo o imbróglio jurídico: "<em>Eu não posso pedir desculpas por algo que não tenho culpa</em>".</p>

<p><object width="425" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/8UJuSsBOK1Y"></param><param name="wmode" value="transparent"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/8UJuSsBOK1Y" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="350"></embed></object></p>

<p>A emissora em que a protagonista do vídeo trabalha, a MTV, recorreu ao <a href="http://www4.mtv.terra.com.br/blogosfera/blog_do_site/2007/01/09/esclarecimento">blog da redação de seu site</a> para divulgar um comunicado oficial sobre o caso que fez com <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,AA1414176-6174,00.html">mais de 80 mil e-mails de protesto</a> fossem enviados ao canal. Nele, afirma:</p>

<p><a href="http://www4.mtv.terra.com.br/blogosfera/?b=blog_do_site"><img alt="mtvesclarecimento.gif" src="http://www.gardenal.org/inagaki/mtvesclarecimento.gif" width="482" height="244" border="1"></a></p>

<p>O problema dessa história é que tanto as afirmações de Daniella Cicarelli quanto da MTV são desmentidas pelo cabeçalho do <a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/48727,1">agravo Nº 472.738-4</a>, que mostra quem foram os autores do pedido judicial que acabou por censurar o YouTube no Brasil:</p>

<p><a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/48727,1"><img alt="processocicarelli.gif" src="http://www.gardenal.org/inagaki/processocicarelli.gif" width="396" height="300" border="1"></a></p>

<p>Os créditos dessa descoberta vão para o atento blogueiro <a href="http://www.contraditorium.com/2007/01/09/mtv-contra-a-censura-e-a-favor-da-mentira">Carlos Cardoso</a>. É de se perguntar: não seria muito melhor para a imagem pública da senhorita Daniella Cicarelli Lemos se ela admitisse sua parcela de culpa neste episódio?</p>

<p><strong>UPDATE:</strong> <a href="http://www.interney.net/?p=9757179">Edney Souza</a> levantou a seguinte lebre: o primeiro agravo, em nome do casal Renato e Daniella, concedeu a proibição da veiculação do vídeo na Internet. Teria sido o <a href="http://conjur.estadao.com.br/static/text/51735,1">segundo agravo</a>, portanto, de Nº 488.184-4/3 (no qual o único agravante é Renato Malzoni), o responsável pela concessão do bloqueio do site YouTube. Teoricamente, portanto, Daniella não teria realmente responsabilidade pela censura na Internet, ao menos sob o ponto de vista jurídico. É o que afirma também <a href="http://cynthiasemiramis.org/?p=49">Cynthia Semíramis</a>, mestre em Direito.</p>

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<p><img alt="istoe100mais.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/istoe100mais.jpg" width="99" height="118" align="right">A edição desta semana da revista <a href="http://www.terra.com.br/istoe">Isto É</a> apresenta como matéria de capa uma reportagem com os "100 brasileiros mais influentes de 2007". Pois não é que, dentre personalidades como Lula, José Serra, Bernardinho, Rodrigo Santoro e Juliana Paes, aparece lá o nome de <a href="http://www.terra.com.br/istoe/1941/100influentes_2007/100influentes_07.htm#5">Antonio Pedro Tabet</a>, melhor conhecido pela alcunha de <a href="http://kibeloco.blogspot.com">Kibe Loco</a>? Pudera: Mr. Tabet criou um blog que, surgido em abril de 2002, possui atualmente média diária de 100 mil visitantes. Mas ele não é o único blogueiro elencado entre os 100 mais: Bruna Surfistinha, que é leitora (ainda que por vias tortas) <a href="http://www.brunasurfistinha.com/blogs/index.php?cat=32">dos meus textos</a>, também está na lista. Estranhei, no entanto, a afirmação feita pela matéria: "<em>Para 2007, ela é uma das pessoas na qual críticos e editores apostam as suas fichas</em>". Ahn... críticos?</p>

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<p>E pensar que todo esse burburinho já está ocorrendo sendo que ainda não entraram no ar três projetos coletivos, que estão em pleno andamento, reunindo alguns dos mais conhecidos blogs brasileiros...</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/2007_o_ano_dos_blogs_no_brasil.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/2007_o_ano_dos_blogs_no_brasil.html</guid>
         <category>Blogversações</category>
         <pubDate>Wed, 10 Jan 2007 08:07:44 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>Cicarelli x YouTube, uma história nada edificante</title>
         <description><![CDATA[<p>Publico textos na Internet desde 1998. Por conseqüência, acompanho o que acontece na rede há quase dez anos. Sou obrigado, pois, a recorrer às imortais palavras daquele episódio do Pica-Pau para afirmar que, em todos esses anos nesta indústria vital, eu nunca vi uma atitude tão estúpida na Web tupiniquim como a emissão da <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,AA1412728-6174,00.html" target="_blank">ordem judicial</a> bloqueando o YouTube no Brasil.</p>

<p>Há quem afirme que todo esse imbróglio jurídico foi feito com o intuito de divulgar o nome de <a href="http://1001gatos.org/deusa" target="_blank">Daniela Cicarelli</a> na mídia. Bem, se o objetivo era esse, foi cumprido de forma exemplarmente asinina. Não consigo imaginar, sinceramente, que empresa desejará aliar sua marca à imagem da personalidade mais odiada na Internet brasileira desde este patético episódio de censura. Qualquer visitante dos <a href="http://mtv.terra.com.br/minhamtv" target="_blank">blogs da MTV Brasil</a>, onde a ex-esposa de Ronaldo apresenta o programa <a href="http://www2.mtv.terra.com.br/prog/beijasapo" target="_blank">Beija Sapo</a>, constata que todos os comentários recentemente postados tecem palavras nem um pouco abonadoras sobre o caráter da moçoila em questão. E será mera coincidência o fato de os telefones do Serviço de Atendimento ao Cliente da <a href="http://www.hopelingerie.com.br">Hope</a> (0800-550018 e, em São Paulo, 2169-2200), marca de lingerie da qual Daniela é garota-propaganda, não estarem funcionando neste exato instante? </p>

<p>E assim, graças a uma singela indiscrição cometida por Renato Malzoni Filho e sua namoradinha em uma praia na Espanha, milhões de brasileiros ficaram sem acesso ao YouTube. A Terra Brasilis ingressou, com desonras ao mérito, no seleto grupo de países como China, Irã e Coréia do Norte, que praticam censura na Internet. Cumprimento publicamente, pois, a modelo e apresentadora de TV <a href="http://vip.abril.com.br/ensaios/carolinebittencourt2/index.html" target="_blank">Daniella Cicarelli</a>, o advogado Rubens Decoussau Tilkian, que representa os interesses do casal mais comentado do Brasil, e o desembargador Ênio Santarelli Zuliani, (ir)responsáveis diretos por mais um vexame de escala mundial sofrido por esta intrépida nação varonil. E, ainda que o caríssimo juiz tenha caído em si e ordenado posteriormente o <a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,AA1413590-5598,00.html" target="_blank">desbloqueio do YouTube</a>, a péssima impressão deixada por este episódio mostra quão frágil é a liberdade de expressão neste país.</p>

<p>Mitch Wagner, colunista do site Information Week, escreveu no texto <a href="http://www.informationweek.com/blog/main/archives/2007/01/analysis_of_the.html" target="_blank">Analysis Of The Brazilian Supermodel Sex Video Story In One Short Sentence</a> a melhor análise que já encontrei sobre o caso: "<em>Se você não quer que multidões vejam você fazendo sexo, por que fazê-lo em uma praia com outras pessoas ao redor? Ok, não consigo resumir tudo a uma única frase, então eis mais algumas palavras (...) Sites colaborativos como YouTube, MySpace, Blogger e Facebook oferecem inúmeras oportunidades de livre expressão, conexão com outras pessoas, criação de arte e encorajamento de discussões políticas, e não deveriam ser ameaçados por censura - especialmente para proteger os direitos de uma tola supermodel que deveria ter mais noção de seus atos - até porque o vídeo já está em toda a Internet, e censurá-lo no YouTube não fará com que ele pare de ser divulgado pela rede</em>".</p>

<p>Assino embaixo, em cima e dos lados das palavras de Mitch Wagner, e recomendo fortemente uma visita ao blog <a href="http://www.boicoteacicarelli.com" target="_blank">Boicote a Cicarelli</a>. Se você quiser "adesivar" sua foto no Orkut ou MSN com um protesto, <a href="http://elmval.freehostia.com/cicarelli/adesivar.php" target="_blank">clique aqui</a>. Você também pode participar desta <a href="http://www.petitiononline.com/brtube/petition.html" target="_blank">petição virtual</a> dirigida ao governo brasileiro. Enfim, não espere até que a próxima personalidade da vez ingresse com um pedido na Justiça proibindo não um único site, mas a Internet toda no Brasil. O Cicarelligate deve servir como um precedente para que outras pessoas se conscientizem do pantagruélico tamanho da estupidez que originou este caso.</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/o_caso_cicarelli.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2007/01/o_caso_cicarelli.html</guid>
         <category>YouTube</category>
         <pubDate>Tue, 09 Jan 2007 10:11:52 -0300</pubDate>
      </item>
      
      <item>
         <title>2006</title>
         <description><![CDATA[<p><img alt="ameiadorobertocarlos.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/ameiadorobertocarlos.jpg" width="275" height="140" align="right">Sorria, você está no YouTube. Cafu deu tudo por um recorde. El Gordito também. O PIB brasileiro parou para arrumar a meia. Enforcaram o Saddam. Pimenta Neves se livrou da prisão. Pinochet se safou. Plutão foi rebaixado para a série B do sistema solar. Schumacher parou. Os Mutantes voltaram. Paulo Betti não acredita em política sem mão na merda. <img alt="gemeosde2006.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/gemeosde2006.jpg" width="150" height="108" align="left">Second Life, a Nerdlândia. O transponder estava desligado? Valeu, Telê. As árveres somos nozes. Terremoto na Indonésia. Sem-terra depredaram a Câmara. Sem-calcinha invadiram os noticiários. Picolé de chuchu perdeu para o Lula. A mídia também foi derrotada. A Varig foi e voltou. Suzane Richthofen fingiu lágrimas pro Fantástico. Fidel está mal. Ariel Sharon sofreu um derrame. Nair Belo ainda está em coma. Nem Freud explica os sanguessugas e aloprados. Internacional campeão mundial. <img alt="dancadapizza.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/dancadapizza.jpg" width="150" height="100" align="right"> Natascha Kampusch, do cativeiro para a fama. Vedoin e o dossiê. Os controladores de vôo pararam. Maluf e Collor voltaram. O Ubiratan do Carandiru se foi. A confusão com as charges de Maomé. Kim Jong-Il soltou a bomba. Valeu, Bussunda. E o bambu, Silvio? 100 anos do 14 Bis. Mais 6 anos de Hugo Chávez. Ana Carolina Reston parou de comer. Americanas e Submarino se uniram. Marília e Gianecchini se separaram. Vôlei masculino campeão do mundo. <img alt="freenatascha.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/freenatascha.jpg" width="114" height="150" align="left">Assaltaram a presidente do STF. Slobodan Milosevic morreu, antes ele do que eu. 90,7% de aumento?! Um bebê num saco de lixo na lagoa da Pampulha. Os gêmeos ingleses nasceram com cores diferentes. Rolling Stones muvucaram Copacabana. Ok Go nas esteiras rolantes. As Cataratas do Iguaçu secaram. André Agassi pendurou as raquetes. Palocci e o caseiro. Dona Lu Alckmin ganhou 400 vestidos. Evo Morales sacaneou a Petrobras. Viva o Museu da Língua Portuguesa! Um brasileiro literalmente foi para o espaço. A greve de fome do Garotinho. "Você", a palavra do ano da Time. Valeu, Braguinha. 12 horas na fila do ingresso do show do U2. <img alt="pietadorio.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/pietadorio.jpg" width="241" height="170" align="right"> Enésimas horas de espera nos aeroportos. Os cowboys gays não ganharam o Oscar. Google & Orkut x Polícia Federal. PCC, dia 15 de maio. Segundo Cláudio Lembo, estava tudo sob controle. Hamas no poder. Incendiaram o ônibus da Itapemirim. Incendiaram a família em Bragança Paulista. Parreira desaprovou a leitura labial. O Brasil desaprovou o Parreira. A mãe de Leonardo zelou pelo corpo do filho. Superman retornou. O caçador de crocodilos se foi. Xô Sarney! Maria Alice deu um tapa na pantera.<img alt="cicarellinapraia.jpg" src="http://www.gardenal.org/inagaki/cicarellinapraia.jpg" width="150" height="121" align="left"> Angela fez a dança da pizza. A babá perdeu o emprego depois do depoimento em Páginas da Vida. Guerapa, James Brown, guerapã. Israel bombardeou o Líbano. A Vale comprou a Inco. Sequestraram o repórter da Globo. Kadu Moliterno bateu na mulher. Obina é melhor que Eto'o? Rumsfeld pediu demissão. Multitasking generation. Valeu, Rogério Duprat. Envenenaram o espião russo. Um Legacy, um Boeing, 154 mortos. Dunga fashion na Seleção. Vanucci grogue no ar. Bento XVI falou mais do que deveria. Eduardo Azeredo quis burrocratizar a Internet. Zidane, seu cabeça-dura! Cicarelli divertiu-se na praia. Ah, o piecing da Karina Bacchi.</p>

<p>2006, vá na paz. 2007 promete! E a vida, como sempre digo, é boa e cheia de possibilidades.</p>

<p>Feliz Ano Todo!</p>]]></description>
         <link>http://www.gardenal.org/inagaki/2006/12/2006.html</link>
         <guid>http://www.gardenal.org/inagaki/2006/12/2006.html</guid>
         <category>Mondo bizarro</category>
         <pubDate>Sat, 30 Dec 2006 15:15:59 -0300</pubDate>
      </item>
      
   </channel>
</rss>
