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A Eterna Arapuca

hb1.jpgNunca me envolvi com uma mulher que conheci em uma balada. Mas o motivo não é preconceito, muito pelo contrário. Meu problema é outro: absoluta falta de cara de pau para fazer aquele approach clássico, de abordar uma garota do nada e proferir uma cantada qualquer. E, ainda que conseguisse envolver alguma incauta, como conseguir trocar um mínimo de idéias qualquer na balbúrdia de uma pista de dança ou no zunzunzum de um bar com música ao vivo? Particularmente, prefiro trocar palavras com mulheres que estejam razoavelmente lúcidas e minimamente interessadas em entabular uma conversa agradável.

Mas o fato é que, já ciente da minha absoluta falta de xaveco, limito-me a ficar em meu canto, bebericando alguma coisa, ensaiando alguns passos desajeitados de dança e, principalmente, olhando as pessoas. Porque uma das ocasiões mais propícias para se conhecer o comportamento humano é observar como homens e mulheres agem durante uma festa, front estratégico de embate entre os sexos.

hb2.jpgEstávamos, eu e meu amigo Ricardo, descansando após horas de desabalada dança, às duas da madrugada da festa de aniversário de uma amiga nossa, quando começamos a contemplar as estratégias de sedução de nossos incautos colegas de sexo e, principalmente, os seguidos furos n'água cometidos por eles. Nosso primeiro alvo de risos foi uma dupla que insistia em assediar seguidamente todas as garotas do ambiente, com cantadas do tipo "você é um anjo que caiu do céu". Começavam pelas mais bonitas, e iam descendo o nível de exigência estética a cada investida fracassada que faziam, sem perceber que carbonizavam cada vez mais seu filme entre as mulheres da festa. Como homens são burros, meu Deus.

Fato número 1: diante de uma bela mulher, todo homem, que já não é muito provido de inteligência natural, torna-se mais aparvalhado ainda.

hb3.jpgNossa colega aniversariante é uma daquelas mulheres que, quando desfilam pelas ruas, causam torcicolos por onde quer que passam. De quebra, tem duas irmãs que herdaram os privilegiados genes da família. Naturalmente, pois, ela vive cercada de "amiguinhos" que a paparicam constantemente, buscando em cada sorriso seu a esmola de uma esperança futura. Foi-nos muito instrutivo, pois, observar a miríade de homens que, noite afora, cortejaram ela e suas duas irmãs.

Fato número 2: diante de uma bela mulher, homens agem como insetos cegos que buscam o calor de uma luz, batendo com a cabeça em lâmpadas e paredes vez após vez, até que caiam estatelados no chão frio dos rejeitados.

hb4.jpgNão pude deixar de sentir certa piedade por meus colegas. No intervalo de duas horas vi cinco pretendentes serem esnobados pela irmã caçula de minha amiga, embora sempre com muita educação, simpatia e cortesia. Conversando com um dos desesperançados, investiguei a razão do fora que levou: "Ela me disse que não ficaria comigo porque senão o meu amigo, que também levou um não, viria a cena e se sentiria mal".

Fato número 3: poucas coisas causam tantos estragos neste mundo quanto uma mulher que possui plena consciência de sua beleza. E que se torna tanto mais perigosa à medida em que se compraz com o seu poder de fascínio perante os homens. Porque bastam um belo par de pernas e um sorriso sugestivo para que toda a nossa racionalidade seja aniquilada em um piscar de olhos. Que o diga um ex-colega meu de banco, gerente de uma agência que resolveu descontar um cheque de milhares de reais simplesmente porque a cliente sentada em sua mesa era ruiva e exibia um decote daqueles que o Papa Bento XVI jamais aprovaria. Como era de se esperar, ele foi penalizado na região mais sensível do corpo humano: o bolso.

hb6.jpgEnquanto mergulhava, levemente embriagado, pela insônia melancólica que bate às quatro da manhã em meio a uma balada, reparei em três rapazes completamente fisgados pela beleza de minha amiga aniversariante. Enquanto ela estava completamente absorta, sentada em uma mesa em animado colóquio com uma colega, via meus camaradas orbitando em torno daquela mulher, compreensivelmente aparvalhados pelo seu sorriso e pelo vestido repleto de entradas e reentrâncias que ela trajava naquela noite. Homens que a presenteiam com bombons, carregam suas sacolas de compras, sorriem latindo a cada palavra que ela lhes dirige, feito mendigos agradecendo por migalhas de pães adormecidos.

hb7.jpgAo observar tais cenas, faço a inevitável pergunta: será que um dia chegarei a esse estado de indolência mental?

Nos estertores finais da madrugada, converso com minha amiga e ouço as suas queixas. "Tudo é tão vazio e igual", diz ela. Há excesso de ofertas e escassez de qualidade. Os homens cansam, os relacionamentos cansam, todos os lábios acabam se assemelhando, todos a enfastiam. "É verdade", digo a ela em tom de brincadeira, "estou cansado desta minha vida de homem-objeto. Queria ser encarado como algo mais além de um rosto bonitinho". Ambos rimos melancolicamente de nossas respectivas agruras amorosas, e assim saímos do bar em direção ao dia que já despontava no céu, enquanto o vento frio da manhã nos balbuciava histórias de malabaristas mancos, bailarinas vesgas e entrelinhas embaraçadas.

* * * * *

P.S. 1: Saiu uma entrevista comigo no blog mais bacana de São Paulo, o Sampaist. Nela, compartilho com a intrépida Renata Honorato algumas observações e dicas sobre Sampa City, e ainda cometo alguns versos.

P.S. 2: As imagens que ilustram este post foram extraídas do genial videoclipe que Michel Gondry dirigiu para Human Behaviour, música do primeiro álbum solo de Björk.

P.S. 3: Este texto foi publicado originalmente em 16 de maio de 2005, mas tinha ido pras cucuias junto com todos os arquivos de 2005 deste blog durante uma hecatombe que fulminou o complexo Gardenal.org. Também publiquei esta crônica no Cracatoa Simplesmente Sumiu.

Comentários

o texto ficou muito interessante pois mostrou a realidade das baladas, das cantadas estúpidas e do poder incrível que a beleza de uma mulher pode causar!!!!

parabéns...!

Amei!

E isso é fato, TODO homem passará um dia, por esse estado de "indolência mental", não tem escapatória. Huahuhauhauhauha.

Beijos

Sensacional.

Vejo isso diariamente no meu local de trabalho. Sujeitos que se dizem inteligentes que fazem qualquer coisa para as bonitinhas que aparecem na frente.

Num momento são os bons. No segundo seguinte são uns idiotas, fazendo papel de bobos. E as mulheres, que não são ignorantes do seu poder, usam essa força a seu favor.

[]´s
Marcelo

Maneiríssima a crônica, reflete a realidade de nossos dias. Haja gente vazia desfilando pelas baladas, praias, academias...mas tem muita gente legal por aí tb.
Acho que nós devemos olhar para dentro de nós mesmos e fazer uma reflexão para descobrir por que, por exemplo, só cruzamos com gente chata, sem conteúdo. Será que não somos nós que atraímos esse tipo de gente? E por que?
E por aí vai...

Oi Alexandre,
Só um aparte, o serhumano, começa seu aprendizado para a independência imitando (copiando) os outros. Para mim você e tantos outros estimulam os ignorantes ao desenvolvimento, isto não deve impedir que você registre seus textos em algum lugar.
Beijos Stella

Ina, não vou nem entrar no meu baú de recordações e vasculhar as imemoráveis bolas foras masculinas. Mas, como seu enfoque é somente o desse lado, venho enfatizar que mesmo as mulheres estonteantes dão também das suas. Portanto, nessa guerra do amor, e enquanto nela, o risco está para ambos os lados, basta estar no jogo para cada qual fazer seu papelão. :o)

E no fim das contas, a moça tão bonita não aproveitou nada de sua enorme beleza.
E por incrível que pareça, cada vez me convenço mais que essa história de que gente bonita é mais feliz no amor não é verdade...Talvez seja só esperança de feio...hahaha.
Mas enfim, um dia um velho me disse "Não se come nada com a casca..." e eu acreditei nele.

Ai Alexandre, já chorei a rir com o seu post! eh eh eh
Mas ainda bem que se mantêm na sua, é sem dúvida a atitude mais sensata caso queira conhecer uma mulher realmente interessante, porque uma moça que gosta de cantada de ocasião também não deve muito à inteligência! LOLOL
Abraços

Ina!

Quando li seu texto pensei que também acho um pouco improvável conhecer alguém na balada. Primeiro pela preguiça que tenho de frequentar locais muito agitados, dormir muito tarde, etc. Segundo pq a superficialidade do tipo de contato nesses locais de azaração sempre deixa um vazio no day after.

Mas pensando, pensando...lembrei de algumas historinhas:

1. Minha prima conheceu o marido (com quem está casada há quase quinze anos) no último dia do carnaval, quando ficaram a primeira vez.
2. Tenho um casal de amigos (sou madrinha do bebê que nasceu em julho passado) que se conheceram numa balada, há uns três anos. Ficaram num dia, no outro e nunca mais se largaram.
3. Meu pai conheceu minha madrasta num barzinho...ela tinha um namorado na época (isso há dezoito anos)...daí quando o cara saiu um pouco da mesa, meu pai, rápido como ele só, mandou um bilhetinho pelo garço e deu no que deu, estão juntos até hoje.

O amor está nos locais mais improváveis, não é, meu caro? Mas no meu caso não acredito que vá encontrar meu amor num agito assim.
E concordo com o que uma leitora disse aí...um texto bem escrito, com as palavras certas...é muito mais eficaz para derreter o coração de uma mulher.
Aproveito para dizer(de novo:)), que seu texto que compara o amor a um labirinto é lindo!
Um dia vou enviar p/ alguém especial (com os devidos créditos, of course).

Bjinho!

Beleza de texto, Ina!

Bom, eu compartilho de sua visão. Não consigo xavecar ninguém na balada por três motivos muito fortes: 1) não gosto de dançar e por não gostar de dançar meu único trunfo é a lábia; 2) nas baladas em que as mulheres querem mais é dançar (deus, por que dançam tanto as mulheres?), é quase impossivel conversar normalmente com elas por causa da música alta e da atmosfera descartável que é criada logo na entrada; 3) eu realmente me sinto um ator canastrão quando tento passar uma cantada na noite.

Todas (absolutamente todas) as mulheres que conquistei até hoje conheci na mesa do bar, que é o meu território. Lá, no olho a olho, dá para mostrar quem sou de verdade e conhecer quem é a garota que está por trás daquele decote delicioso.

abç

Muito bom o texto.

Quando estava no primeiro e segundo anos de faculdade tinha uma amiga que gostava muito de observar estas coisas. Então ela percebeu que sempre - eu disse SEMPRE - que uma mulher passa por um grupo de homens todos - eu disse TODOS - sempre voltam a cabeça para olhar o bubum da femea. Por essa época também tivemos aula de Etologia (estudo do comportamento animal) e Psicobiologia com um dos semestres o enfoque era apenas em seleção sexual. Pois bem: por essa época ficavamos muito tempo nas salas fechadas de estudo de grupo na biblioteca, que são como uma vitrine que dão para uma grande sala de estudos em grupo. Nos intervalos das muitas horas de trabalho nos divertiamos olhando os rapazes, que estavam estudando, virarem-se todas - eu disse TODAS - as vezes que passava uma moça. Depois de um tempo o comportamento se tornava tão esteriotipado, que tornava-se comico!

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Concordo sobre o fato de ambientes de danceterias serem totalmente inadequados para paquera. Nesses ambientes o bom mesmo é sair com um bom grupo de amigos e acabar-se de tanto dançar.

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Agora, pior do que cantada de balada é cantada de rua. Ainda mais agora com Funk na moda. Trecho de música de funk virou cantada. (!?!?!?!) Chega a dar saudade dos "a nora que mamãe pediu a Deus"...

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Lendo o texto sobre os about-me plagiados do Orkut cheguei a duas conclusões sobre o meu próprio profile:
1 - Ele é um exemplo da minha total falta de originalidade.
2 - É um exemplo na minha sinceridade em assumir a minha falta de originalidade e dar os creditos aos autores das frases que coloco lá. Desde o about-me até o album, tudo "creditado" rs.

beijos,
Marcela

Ok, ficamos bobos diante da beleza feminina..

Mas eu particularmente jamais mandaria essas cantadas prontas e piegas citadas no texto...
Mulher odeia isso...
Justamente porque elas sabem que vc já deve ter soltado essa para inúmeras outras...

Como eu não sou "baladeira", não vou nem dar minha opinião. Mas tenho a impressão que muito dificilmente daria pra ouvir algo interessante...
Como outro leitor disse, talvez ESSE seja um outro texto que o povo vai querer surrupiar na cara dura.abç.

Ah, a arte da conquista...

Cada vez mais eu me convenço que essa história de sedução, pegação, arrumar mulher na naite, é coisa de novela/filme/revista Capricho. Isso não existe no mundo real.

Beleza demais devia ser uma coisa passível de prisão perpétua, né?

Quando "solteiro", eu não tinha lá muito saco pra essas mulheres inatingíveis. Meu orgulho me impedia de ser mais uma mariposa em torno da lâmpida. No mais, o que me animava mesmo eram as mulheres possíveis, deliciosamente possíveis...

E essa coisa de se gabar pela caça disputadíssima é uma das coisas mais patéticas que existem no hómi macho. Azar de quem só enxerga beleza na última camada que a mulher apresenta, justamente a que envelhece mais rápido, pra alegria da indústria de cosméticos e associações de plástica.

Excelente comentário, Tuca! Há certas mulheres que são verdadeiros Photoshops ambulantes. Contra essas mulheres de plástico, não há antídoto melhor que as mulheres maravilhosamente possíveis.

Belo resgate, senhor! :)

Certas coisas até fazem falta na vida, por exemplo, freqüentar baladas.

O problema delas é que acontecem no horário em que eu durmo.

Quem sabe, um dia...

É o que eu sempre digo: moça bonita não passa aperto! ehehhe...
Quando eu tinha uns 17 anos um amigo me disse a mesma frase do seu texto "poucas coisas causam tantos estragos neste mundo quanto uma mulher que possui plena consciência de sua beleza"...nunca mais esqueci.
Agora, cá pra nós, um texto bem escrito é muito mais certeiro para conquistar a mocinha que um xaveco de balada. Funcionou?
bj!

Olha, Thais, eu não posso reclamar. :)

Prezado Inagaki,

Por uma grande ironia do destino, venho me dedicando a uma tese praticular criada por mim, que é a da defesa pessoal afetiva (post de 22 de janiro de 2007 no Malandricus). Eu defendo do fundo do meu coração que xaveco não é uma forma de ser mais feliz, mas sim uma forma de não passar pela insônia melancólica das quatro da manhã. Aprender a xavecar não é fácil e demanda tempo e esforço. Mas é melhor que passar a vida contemplando garotinhas ruivas. Você não precisa (e não vai conseguir porque é impossível) conquistar todas as mulheres do mundo. Mas todos os foras da vida desaparecem quando você consegue aquela mulher que você escolheu. Como eu disse no meu último texto, amor e paixão deixam a vida mais bonita, mas sedução não tem nada a ver com isso, tem a ver com conquistar o interesse da mulher para você. Você não vai se casar com a mulher que você amis amou... mas vai se casar com a mulher que você conquistou.

Abraços,
Paulo Tarso (o Anarcoplayba, não o apóstolo).

Muito bom seu texto, e quando estou sóbrio em festas fico parado observando todos e analisando as situações, dou boas risadas das investidas dos outros já que não tenho coragem de tentar quando estou sóbrio.
Abraço

inagaki, quer casar comigo?

Só caso quando eu perder de vez a sanidade. Mas, de resto, a vida é boa e cheia de possibilidades. :)

Na buena?

Alê, as mulheres bonitas SÃO crueis e pasme, a maioria delas é infeliz. E esses caras que tomaram um fora são idiotas e por isso só conseguirão mulheres igualmente idiotas e ridículas.

Um homem NUNCA caça ninguém.
Isso não existe.

São ELAS quem te escolhem e não o contrário. Você pode olhar e admirar. Se ela responder ao olhar, ai sim, você pode se sentir próximo o bastante de chegar e conversar. Por isso a única coisa que um HOMEM de verdade pode fazer é, uma vez que ele é escolhido, conversar e mostrar o que ele é, para ver se a guria o aprova. Porque essas cantadinhas não funcionam a não ser que a guria esteja muito necessidade ou bêbada ou sei lá, seja estúpica. São cantadas inúteis e na buena, deve ser uma merda ser mulher e aguentar isso.

Por fim, acredite em mim porque eu sou o cara mais macho do mundo: "Àquela que faz doce, mostra-te diabético".

engraçdo, soh me envolvo com minas q conheço na baladas. jah tentei na igreja, mas não deu muito certo...

Perfeito!
Como um humilde leitora apaixonada pela magia das letras fico flutuando em ler seu texto.
Lindo Parabens

Desculpe a franqueza, mas a entrevista é BEM mais legal que esse post repetido. Devem haver poucos temas mais interessantes do que a visão de um paulistano sobre esta cidade fabulosa, São São Paulo, aglomerada solidão, que mesmo com todo defeito carregamos no peito.

Não conhecia esse Sampaist, é bem bacana, principalmente as entrevistas.

Vc deveria ser antropólogo...
Afinal vc é melhor de etnografia que muitos deles q eu conheço...:)

Obrigada por esse prazer.

Escreves muito bem, estou impressionado.

Human Behaviour é uma bela canção.

São dois lados da mesma moeda, Inagaki... de um lado, os homens fanfarrões e sem conteúdo algum; de outro, via de regra, as mulheres confiando apenas na forma, sem também atentar ao próprio conteúdo (mas não estou generalizando!)

Você conhece Hakim Bey? Penso que todo esse jogo que você descreveu é a negação do que Bey chamaria de uma verdadeira "experiência", em que corpos se agenciam para formar zonas temporárias de autonomia. O jogo do flerte simplesmente parece algo mercadológico, sempre a busca do lucro, ou da mais-valia: o homem não está interessado senão em conseguir 'moral' (e no fim das contas aquela mulher se torna apenas um belo par de pernas); e a mulher não deixa de lado seu prazeiroso jogo de não ficar com ninguém para sentir-se cada vez mais desejada (enfim, para adquirir uma espécie de mais-valia nunca comercializada).

Mas tanto de um lado, como de outro, nenhuma relação autêntica, potencializadora, enfim, verdadeira.

Boa teoria. Não havia relacionado as TAZ aos jogos de flerte, mas, realmente, a comparação faz bastante sentido. Por falar em Hakim Bey, recomendo aos interessados a leitura do blog de "Timóteo Pinto".

Ina, fala a verdade, cá entre nós: tu tá caidinho por essa sua amiga gostosona. E achou que naquela noite em que vocês ficaram de papo até amanhecer ia rolar alguma coisa.

Caro Tabac: saiba, apenas, que não é à toa que falo em "entrelinhas embaraçadas" no último parágrafo do meu texto. Pra bom entendedor...

Tenho que dar um taime antes de seguir tuas recomendações nos links. Meus parabéns adiantados.

Admiradora que sou da beleza, reconheci a Bjork.

Até agora tenho um sorriso nos lábios por causa da sua crônica. Não se preocupe com o seu déficit enquanto cantador de mulheres-avião. Mais uma a la Barão de Itararé: O que é do homem, o bicho não come.

Enquanto jovem nunca soube que fosse bonita. Só agora, todos nós coroas, meus amigos me dizem que eu era uma gata mas minhas roupas eram esquisitas.

Sei que era/sou neurótica e culta. Burrice me irrita profundamente. Peço a Deus que me perdoe a arrogância. Minha mãe sempre dizia: --Quem é burro pede a Deus que o mate ou ao diabo que o carregue.
Logo, estes homens mariposas de belas mulheres estão no lugar certo pois não há dúvidas de que o sexo frágil é poderoso e queima tal o Tinhoso.

Bom almoço, Alexandre Inagaki

Eu já conhecia e gosto mto. Bjs laura
vou lá ler a entrevista, parabéns!

Eis um texto que eu gostaria de ter escrito - se me fosse legado em dna a perspicácia que lhe é peculiar.

Também sou um desses seres que gozam da observação nas baladas da vida. "Medroso, mané e otário", como dizem os amigos... mas digamos que não sou afeito ao namoro concebido pela modernidade. Parabéns pelo texto. Até comparei você com o Luis Fernando Veríssimo em meu blog (espero não tê-lo desagradado!). Até mais...

Dom, não cometa um sacrilégio desses! Ainda preciso comer muito feijão pra chegar aos pés do mestre Veríssimo.

Bela crônica. Espero também nunca chegar à esse estado de indolência mental. E parabéns também pela entrevista.

Texto corretíssimo e engraçadíssimo.
A parte do poder de uma mulher q sabe q é bonita é a mais verdadeira de todas.

Quando meus amigos reclamam da antipatia e crueldade das mulheres que tentam conquistar, eu sempre respondo: querido, se você não quer ser pisado, não se deite no chão. A moral da história é que nenhuma mulher, especialmente se bonita, vai se interessar por um homem que ela não consiga respeitar. Além do mais, que graça tem conquistar um homem que já está facinho?

Sábias palavras, Alessandra. Além de respeito, eu acrescentaria outra qualidade fundamental para que eu me interesse por uma mulher: admiração. Beleza é importante, obviamente (não sejamos hipócritas), mas não consigo me envolver com uma mulher por quem não nutre admiração por algum motivo: inteligência, personalidade, talento.

Sabia que já tinha lido esse texto antes! :)

Bom, eis a diferença entre homens e mulheres. Homens são rasos demais, rsss

Geralmente, eu disse geralmente querem belas mulheres e pouco importa se falam lê com crê. Pra quê? Elas têm um "belo sorriso" principalmente qdo estão de costas e com isso perdem a oportunidade de conhecer mulheres normais.
Definindo normal: mulheres atraentes, interessantes, cultas que podem não causar torcicolo generalizado, mas com certeza são encantadoras.

Tenho amigos que reclamam que não há mulheres no mercado, que elas não prestam, só tem mulher marrenta e quando comento sobre alguém em comum a crítica vem logo depois: Fulana?? Já viu a barriga? Deve malhar só umas 3 vezes na semana. Assim não dá é muito desleixo!
Pois é, se vc visse a foto da "barriguda" ficaria perplexo. Ela seria fácil uma rainha de bateria por exemplo.
A reclamação é de ambos os lados e a resposta uma só: só não tem para quem não sabe enxergar. ;)

bjimm querido
Andrea

PS: Hj coloco lá no cafofo: 10 anos sem Paulo Francis e 50 do clássico "Tarde demais para esquecer"...ok, ok, cinemão no melhor estilo "hollywoodiano", mas uma delícia de ver ;)

Concordo em gênero, número e grau com você, Ina.
Apesar de ser uma ótima ocasião para observar o comportamento humano (vendo as coisas como se fosse um documentário do Discovery ou do Animal Planet, hahahahahaha), a balada definitivamente não é um lugar bom para conhecer uma cara-metade. Nem para os homens, nem para nós, mulheres.
Sou mais o encontro nesses lugares que o daniel falou. Muito, muito mais interessantes - e mágicos ;)
Adorei a matéria no Sampaist. Fiquei com vontade louca de conhecer melhor essa cidade de vcs, viu?
Beijos ;***************

Inagaki! Será que vc lembra de mim? Eu tinha um blog chamado Privacidade Zero... te visitava e trocavamos comentarios, em 2001! No blogger brasil se nao me engano! Nossa, faz tempo hein... mas eu nao esqueci de vc nao! Eu lembrava do seu nome e o nome do blog, procurei no Google e achei! rsrs.. que legal, ja linkei vc no meu novo blog. Beijos!

*ps: blogger.com.br deletou o Privacidade zero, por isso eu sumi! e meu apelido na epoca achooo que era }}*la ghiaia*{{

Caramba, Dan, como diria o Barão de Itararé, "quem é vivo sempre desaparece"! :D

você não é o único meu caro, somos muitos os incapazes de abordar uma garota em uma festa.

mas essa vantagem de ter um ponto de observação privilegiado para os pobres rapazes em estado avançado de indigência sedutiva (haha, isso ficou péssimo mas vai ficar aí) ninguém nos tira.

em compensação entregue-nos o destino uma bela dama (destas com níveis apropriados de inteligência) em um jantar de amigos, um encontro causal em um boteco ou em um feliz acaso numa livraria ou loja de discos e a mágica da palavra inspirada pelos ventos femininos acontecerá enfim!
:)

Não dou um mês para esse texto ser plagiado no orkut ou virar "Fw: Veríssimo". : )

Ahhhhhhhhh, a noite! É divertidíssima sempre! Claro, muito mais quando se observa do que quando se paga os micos.

Hahaha! Adorei. E me identifiquei com você - também nunca fui de xavecos nas baladas. Belíssima crônica.

"Porque uma das ocasiões mais propícias para se conhecer o comportamento humano é observar como homens e mulheres agem durante uma festa, front estratégico de embate entre os sexos."

adoro. somos compatíveis nessa parte.

eu sou sua fã, muito fã. e as fotinhos do sampaist ficaram uma graça.

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