Bussunda (1962-2006)
Cláudio Besserman Vianna costumava dizer que seu apelido nada mais era do que a aglutinação das duas coisas que ele mais gostava na vida. Tal explicação é uma deslavada cascata, mas enfim, o que esperar de uma figura que afirmava que o lugar mais estranho onde fez amor na vida foi São Paulo?
Quando adolescente, Bussunda nutriu um projeto de vida bastante específico: fazer porra nenhuma. Enquanto pôde, cumpriu à risca seu plano, chegando a ser reprovado no segundo grau científico com nota zero em todas as matérias por matar aulas com requintes de ociosidade. Bastou, porém, um mínimo de esforço para que conseguisse ser aprovado no vestibular. Em 1979, ingressou no curso de Comunicação Social da UFRJ, lugar ideal para que Bussunda continuasse coçando o saco (por ser faculdade gratuita, seus pais não poderiam reclamar de mensalidades). E assim a vida seguiu, até que o futuro Casseta conheceu três alunos de Engenharia: Beto Silva, Helio de La Peña e Marcelo Madureira, que o convidaram para integrar um jornal estudantil criado com o nobre intuito de queixarem-se da falta de mulheres na faculdade. Aos quatro, uniria-se também Cláudio Manoel, fiel companheiro de vadiagem nas areias de Ipanema. O ano de 1980 testemunharia a transformação do Casseta Popular em um tablóide, vendido de bar em bar por um quinteto que buscava, com a publicação, arrecadar alguns trocados, fazer amigos, influenciar pessoas e, principalmente, tentar comer alguém.
Parafraseando uma canção de Peninha, o jornalzinho, que começou como uma brincadeira, foi crescendo, crescendo e acabou absorvendo o dia-a-dia de Bussunda. Por ser o único dos cinco amigos a não ter emprego, tornou-se o único "profissional" do Casseta Popular, acumulando as atividades de datilógrafo, secretário e redator da publicação. Em 1986, animados com as perspectivas trazidas pelo até então miraculoso Plano Cruzado de José Sarney e Dilson Funaro, a trupe transforma o tablóide em revista, contando com a preciosa colaboração dos amigos Hubert e Reinaldo, que comandavam ao lado de Cláudio Paiva o bem-sucedido jornal humorístico Planeta Diário.
O sonho, porém, quase foi para as cucuias. O milagre do Cruzado virou vinagre (rima, não solução) e a economia brasileira entrou em parafuso. As vendas da revista logicamente despencaram. Ainda não havia Personal Quebragalhator Tabajara que pudesse dar cabo dos problemas financeiros de Bussunda, que aos 26 anos dividia um pequeno apartamento ao lado dos comparsas Beto Silva e Cláudio Manoel. Assim, sem dinheiro para rachar o aluguel (Beto custeava as despesas com seu salário de engenheiro), Bussunda, que não tinha emprego nem diploma, esteve prestes a voltar para a casa dos pais. Porém, a vida é uma novela mexicana repleta de reviravoltas mirabolantes. Pois não é que a trupe da Casseta Popular foi cooptada pela Rede Globo a fim de criar um programa humorístico para cobrir a lacuna deixada por Jô Soares, que havia saído da emissora carioca a fim de comandar um talk show no SBT? Meses depois, estrearia em março de 1988 a TV Pirata, surgindo a partir desse episódio a inspiração para que, anos depois, Bussunda ministrasse para universitários uma palestra com o título "Como o Humorismo Salvou Minha Vida".
Bem, como a partir daí sua biografia tornou-se um corolário de sucessos, limito-me a indicar um link para quem quiser conhecer melhor a história deste talentoso boa praça, que compartilhava comigo o sonho de um dia tornar-se apresentador de um desses programas em que mulheres gostosas rodam o mundo fazendo esportes radicais.
Sobre sua segunda morte, não pude deixar de surrupiar algumas palavras do discurso anarquicamente maravilhoso que John Cleese fez em uma cerimônia de homenagem póstuma a Graham Chapman (traduzido para o português por Nelson Moraes), a fim de agradecer a um cara que me fez rir desde os tempos em que comprava exemplares da revista Casseta & Planeta.
"Bussunda já era. Está em anestesia geral permanente, partiu desta pra melhor, bateu a caçuleta, esticou as canelas, vestiu pijama de madeira, empacotou, foi para a cidade dos pés juntos, subiu no telhado, deu o último suspiro. Tudo o que temos dele, agora, são nossas lembranças. Mas elas vão demorar um bocado para evaporar".
P.S. 1: Clique aqui para ler o post que Adaílton Persegonha, redator do site do Casseta & Planeta e autor do blog Leite de Pato, escreveu em homenagem ao amigo.
P.S. 2: Este é um texto deliberadamente escrito sem a utilização das expressões "o Brasil amanheceu mais triste", "os bons morrem jovens" ou "o céu deve estar mais alegre".
P.S. 3: Confira aqui uma seleção com algumas das melhores frases cunhadas por Bussunda.
Comentários
Ina, seu texto ficou horrorosamente maravilhoso!! O Bussunda é com certeza uma daquelas poucas pessoas que conseguem fazer agente sorrir, mesmo depois de sua partida, pois sua irreverência e inteligência humorísticas ficarão pra sempre no imaginário coletivo brasileiro. Parafraseando seu slogan: Se Pensar Enlouquece, RIR ENOBRECE.
Abraço a todos.
Paulo Galdino
Desabafado por Paulo Galdinno | 9 de setembro de 2006, 11:59
Sem beijo, abraços, chôro ou despedidas, pois a chamada morte é apenas uma passagem, embora pesarosa, dolorida e incompreensível para muitos. Dessa para melhor, entre toda esta gente.., Bussunda foi um privilégio para nós, como uma dádiva de Deus, que Ele nos concedeu e depois nos retirou...!
Desabafado por José Vital | 1 de agosto de 2006, 22:37
ele era o melhor humorista que existe.
saudades de voce cara
eterno,voce e eterno.
Desabafado por rebeca | 16 de julho de 2006, 02:23
Bom, Bussunda é uma perda importante para o humorismo brasileiro, sem dúvida! Mas a vida continua, e o programa irá continuar, haja visto o último Casseta e Planeta Urgente. Não tinha Bussunda, estava desfalcado, mas conseguiu arrancar algumas boas risadas de seu público.
Rui Nelson
http://www.uebbemais.com
Desabafado por Rui Nelson | 29 de junho de 2006, 16:45
Show de bola, Inagaki, não preciso ler mais nada.
Desabafado por Rafael Lima | 27 de junho de 2006, 03:03
Ao assistir a homenagem do casseta e planeta, na ultima terça-feira confesso que reparei com mais carinho todas aquelas brincadeiras que tanto já me fizeram rir....dessa vez não ri....ou pelo menos não ri tanto como antes (pois é impossivel ver um cara tão talentoso como o bussunda e não rir, mesmo em uma situação tão triste...esta ai a prova de como ele era genial)cofesso que me veio agua nos olhos(e dessa vez não foi de tanto rir) no finalzinho do programa quando escrveram "BUSSUNDA 10" e a voz dele mesmo após acabar o programa continuou em minha mente dizendo _Fala seio!!!.....
Desabafado por vanessa morcelly | 26 de junho de 2006, 15:49
Cara, tu é um jornalistasso, parabéns.
Desabafado por Miranda | 24 de junho de 2006, 21:40
MAs pior que foi o melhor texto que eu li sobre o assunto.
Desabafado por Lucy In The Sky | 24 de junho de 2006, 12:47
Belo texto, Ina. E nem poderia ser diferente, visto que bons textos são corriqueiros por aqui. Mas a título de informação, o site não existe mais. Fui seu redator de 1997 a 2005. Bons tempos! Atualmente, sou redator do programa. O que quero deixar claro é que até agora não consigo acreditar. E pensar que encontrei com ele uns poucos dias antes da viagem para a Alemanha... O cara era uma alegria só... Enfim, vida que segue, como dizia o bom e velho João Sem Medo. Mais uma vez, valeu, camarada! Uma das melhores frases de Bussunda era sem dúvida: "Trabalhar? Porra, eu tenho um nome a lazer!"
Desabafado por Persegonha | 23 de junho de 2006, 22:41
É uma perda imensurável...
Vamos ver como ficará o Casseta sem o grande e querido Bussunda!!!
Desabafado por Wilhelm | 23 de junho de 2006, 14:01
Agora há pouco assisti às últimas imagens dele que a Globo mostrou, no Casseta & Planeta. Deu um aperto no peito danado, e olha que há meses não via o programa e, sinceramente, nem estava sentindo falta.
Acho que é a certeza de que não o verei mais que me deixou triste.
Sua homenagem está linda, Ina. :-)
ps: eu ia dizer justamente o mesmo que a Luciana disse, sobre ver nossos blogs aí no seu "in memoriam"... mas logo mais renasceremos como Fênix. :-)
Desabafado por Patrícia Köhler | 21 de junho de 2006, 02:55
Adorei o post, Ina. As frases do Bussunda me deram mais saudade dele ainda.
Também curti muito o post abaixo, do dia dos namorados.
ADORO "Eternal Sunshine"; até comprei.
Beijoca.
Desabafado por Andréa N. | 20 de junho de 2006, 23:19
Muito bom esse seu texto Inagaki...
Não tenho nem o que falar da morte do Bussunda...já disseram tudo aí em cima...
Lá em cima também ele estará gostando...
Desabafado por Mataleone | 20 de junho de 2006, 23:05
Eu não gosto de ser chato, mas por que quando morre alguém que incentiva o besteirol e a mediocridade é logo ovacionado...
Quando alguém morre é um biblioteca que se queima, já diria o ditado, mas por favor...menos, menos minha gente...
Sergio, creio que você tem em mente o Bussunda do programa da Globo, que, confesso, não assistia há tempos (só vi ontem a tal da homenagem que foi bem fraca, por sinal; sem imagens raras de arquivos, bastidores do programa, bloopers e outras coisas que fariam um especial digno do nome e do homenageado). Mas quem conhece o Bussunda desde os tempos da Casseta Popular, sabe que o cara merecia bem mais créditos do que os que você deu. Em tempo, uma recomendação: a entrevista que Bussunda deu ao Primeira Leitura.
Desabafado por sergio lima | 20 de junho de 2006, 21:56
Moziel e Nelson, obrigado pelas observações sobre o discurso de John Cleese. O post foi devidamente corrigido. :)
Em tempo: aproveito para deixar links para dois vídeos relativos ao post. Clique aqui para ver imagens da cerimônia de homenagem a Graham Chapman, incluindo o trecho inicial do discurso de Cleese e o encerramento da cerimônia, em que Eric Idle canta, ao lado dos amigos do Monty Python "Always Look on the Bright Side of Life", música-tema de "A Vida de Brian". E aqui, para conferir a esquete em que o programa Casseta & Planeta satirizou o que era, em março de 2003, apenas um boato na Internet a respeito da morte de Bussunda.
Desabafado por Inagaki | 20 de junho de 2006, 20:50
O humor perdeu a graça...
Desabafado por Kicca | 20 de junho de 2006, 20:14
Puxa vida, voce é bom mesmo nisso Alexandre. Não vejo a hora de morrer pra poder ler o que voce vai publicar a meu respeito. Abraços.
Desabafado por Flavio Prada | 20 de junho de 2006, 19:32
Sim, o Moziel T. Monk está certo. O discurso do Cleese na verdade não foi por ocasião do funeral do Chapman, mas dois meses depois, numa homenagem póstuma. Grande abraço.
Desabafado por Nelson Moraes | 20 de junho de 2006, 19:21
Bussunda? Fala sério!
Vou chorar quando o Chico Anísio morrer!
Brincadeiras à parte, foi embora e vai fazer falta. Basta lembrar da piada que foi o minuto de silêncio do Galvão.
Desabafado por Bender | 20 de junho de 2006, 17:26
Nossa, cara não da pra acreditar que ele morreu, gostava tanto dele.. o filme que recentemente ele fez.. sem comentários, A taça do mundo é nossa.. best seller, " Tire esses dedos pequenos burgueses da minha virilha revolucionária!!" , Ilariante.Agora que ele se foi eu continuo parando e pensando comigo mesmo, Será que é verdade?! Eu mesmo tentando não consigo acreditar.. Isso é normal? Meu Deus.. Não era pra ele ir.. tinha uma vida pela frente, muitas risadas iriam sair da minha boca a cada frase que sairia da boca dele,fiz até uma comunidade no orkut. Se quiser veja ( n precisa entrar) ela, tem ela nos meus recados, Sr.PedrO MacedO .. espero que ele faça muita gente rir pra onde ele foi..
é isso
Desabafado por Pedro | 20 de junho de 2006, 17:00
Essa, mesmo pra quem não tinha muito a ver com ele, como é o meu caso, doeu. Mas o teu texto deu uma mitigada. Valeu, Ina!
Desabafado por Marco Aurelio Brasil | 20 de junho de 2006, 16:59
Bom, não vou dizer que adorava o cara pq não adorava mesmo. Acho que a massificante exposição de sua figura e dos demais cassetas, já tinha me cansado. Mas ele não tinha nada que ir embora...
Não deixa de ser uma ironia: o cara partir desse jeito, em plena Copa. Acho que foi o último sarro que ele tirou.
Desabafado por Juliana | 20 de junho de 2006, 13:54
Eu sabia que aqui acharia um texto sobre o Bussunda sem pieguice nem chavões.
No sábado de manhã, quando ouvimos a notícia, ninguém quis acreditar. Parecia mesmo uma piada de mau gosto. Para mim ainda teve um sabor um pouco mais amargo pois Bussunda morreu com a mesma idade e da mesma forma que meu marido.
Não há palavras suficientes para consolar a família ou os amigos nessa hora. A única coisa que vale é que ele será sempre lembrado pela alegria que deu aos seus fãs.
Desabafado por Viva | 20 de junho de 2006, 00:35
ei, comentário nada a ver: meu blog no seu in memoriam dói no peito. me lembra aqueles convites de formatura que aparece in memoriam ao lado do nome do pai ou da mãe que morreu. pedi que não colocassem isso no meu convite, porque aqui dentro meu pai é sempre bem vivo...
beijo.
Desabafado por Luciana | 20 de junho de 2006, 00:01
Dificil não escrever sobre ele né? Todo mundo que tem um míiiinimo de senso de humor acho que reconhecia o talento dele. Ja fiz o mesmo em outras ocasioes, mas pensando bem no caso dele até acho injusto colocar 1962-2006, como se fosse um prazo de validade..O cara veio sim em 62, mas nao vai embora nunca mais ;-)
Um grande abraço, Ina!
Desabafado por Celinho | 19 de junho de 2006, 21:01
Ina, confesso humildemente que este foi o primeiro post que li na vida com todos os links. Normalmente eu não gosto dos links, mas o de hoje foi a exceção.
Prá variar você foi maravilhoso e disse tudo de bom a respeito do Bussunda que teve uma morte muito esquisita. Sim, foi esquisito morrer em plena Copa do Mundo depois de ter jogado uma peladinha com os amigos. ADOREI. Beijocas
Desabafado por Yvonne | 19 de junho de 2006, 20:47
foi tudo muito rápido mesmo. faz a gente pensar sobre quem fica. acho que mortes assim geram esse tipo de pensamento, o que é bom.
só hoje vi o post dali de baixo. adoro esse filme, tenho o dvd, vi muitas vezes no cinema. "estou exatamente onde queria estar" é uma das frases mais simples e mais bonitas de sempre. faz a gente sentir um apertozinho pensando em nossas experiências. eu sou assim.
ficou linda a seqüência de fotos, adorei o texto. obrigada por mais um texto lindo sobre o amor.
Desabafado por lucy | 19 de junho de 2006, 15:44
Um dia acordo e olho o tempo.
O tempo preguiçoso lá fora.
Com cara de mau tempo, mau agouro e mau humor.
Era o tempo de perder um sorriso.
Um sorriso engraçado e Sherekiano.
Acho que ele se encondeu no lugar para onde vai todos os engraçados.
Foi dar risadas da gente que continua a se ferrar num mundo cheio de esquisitesse.
E ficamos aqui tentando achar um explicaçã Tabajara para tão surpreendente ação.
Se um Titan morre e seus amigos cantam
queria ter amado mais, ter visto o sol se por...
Este amigo com tão engraçado sorrisos , sorriu todos os que podia na sua tão graça de vida e morte severina.
Desabafado por nagila | 19 de junho de 2006, 14:52
Belo post, Inagaki. De longe, o melhor texto de li sobre a morte de Bussunda.
Grande abraço.
Desabafado por Milton Ribeiro | 19 de junho de 2006, 14:45
Chorei, Alexandre, chorei muito, com os filhos, genro e netos, com a Meg, com vários amigos e agora, com você.Dói muito perder os que procuram enfeitar a vida do próximo com humor e inteligência. Ele cumpriu sua missão com imensa satisfação pessoal. Paremos de lamentar; voltemos sempre para ele nosso sorriso agradecido. Ele vai, de onde estiver, captar nossa mensagem de reconhecimento.
Seu artigo é um belo exemplo de justa medida. Eu o admiro muito. Abraços, companheiro.
Desabafado por Magaly | 19 de junho de 2006, 13:22
Foi o programa "Bombástico" da Rede Bobo que me fez desabar com a notícia da morte do Bussunda. Era fanzoca do Planeta quando saí do Rio, em 85. Meu melhor amigo passou a me mandar o Planeta e depois o Casseta, os livros, o disco...
Não sabia que cara eles tinham. Rede Bobo Internacional custa 30 dólares adicionais/mês. É luxo recente.
Foi a literatura Casseta/Planeta que ensinou o português ao meu marido. Foram as publicações que mantiveram meu vínculo ao escracho politicamente incorreto tupiniquim.
Se morre pela boca o homem, que se esteja alimentando bem o Bussunda nos Campos Elíseos.
Desabafado por tina oiticica harris | 19 de junho de 2006, 12:05
parece que a menção ao discurso de John Cleese é imediata, mesmo, até pelas circunstâncias semelhantes. Inclusive fiz a mesma menção lá no meu blog (e surrupiei a versão traduzida pelo Nelson, também;)Mas, se eu não me engano, este discurso não foi feito exatamente no funeral, e sim em uma cerimonia semanas depois. O original está aqui:
http://www.fortunecity.com/bennyhills/chapman/777/clegra.html
Desabafado por Moziel T.Monk | 19 de junho de 2006, 11:57
Belo Post, Inagaki.
Sábado e ontem, vendo todo aquele tom funéreo (e sem graça) dos fantásticos da vida, o discurso do Cleese não me saia da cabeça. Tanto que também fiz referência a ele no meu pequeno post-homenagem. Pena que não achei minhas Cassetas Populares para escanear uma imagem realmente engraçada do nosso maior humorísta. Porque acho que engraçado é tom obrigatório numa homenagem assim...
Desabafado por William Wilson | 19 de junho de 2006, 11:47
Cada vez que uma pessoa significativa para a nossa geração se vai é um pouco da gente que também se vai. Fiquei passado, Ina.
Abração e parabéns pelo texto.
Desabafado por Arquimimo Novaes | 19 de junho de 2006, 11:13
É triste para os que ficam... Mas, para quem morre no auge... é a glória. Foi assim com Senna, Mamonas, Cacilda Becker, Alexandre (Magno)... :)
Desabafado por Chic0 | 19 de junho de 2006, 11:02
Adorei Inagaki. Bonita homenagem. Beijo pra você.
Desabafado por Luiza | 19 de junho de 2006, 10:55
Sim, me lembrei na hora do necrológio do Cleese, Ina. E, claro, a blogosfera te agradece pelo P.S.2.
Forte abraço
Desabafado por Nelson Moraes | 19 de junho de 2006, 09:47
Querido Ina, nada posso ainda escrever, mas quero dizer que voc, como sempre, faz o melhor.
Um beijo e te adoro muito
Da sua triste amiga,
Meg
Desabafado por Meg (subrosa) | 19 de junho de 2006, 05:11
Quando eu postei o primeiro comentário o PS2 não existia ainda... então parabens pelo texto sem cliches... ficou muito bom mesmo. Homenagiou sem ser piegas...
bjo
Desabafado por _Maga | 19 de junho de 2006, 04:43
Ele morreu... e mesmo assim a sua morte acabou nos fazendo rir... afinal, quem acreditou de primeira quando ouviu que o Bussunda havia morrido jogando uma pelada na Alemanha? É triste quando a vida termina assim...
felizes de nós que pudemos por tanto tempo rir, esse trabalho de quem nunca levou o trabalho a sério...
um abraço Ina!!!
ps.: primeira! (hahahhahaha eu mereço uma vaia por isso rs)
Desabafado por _Maga | 19 de junho de 2006, 04:39