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Cambaleando na Linha

Você que é aspirante a quadrinista não pode deixar de ler a coluna da Gabriela Kato no site Homem Nerd, onde ela pretende focar na produção de fanzines e histórias em quadrinhos. Nesta primeira coluna o assunto é como adequar a sua hq a determinado público-alvo. As dicas que ela passa lá são valiosas.

Eu só não concordo com uma coisa que ela escreveu. Na minha opinião, não vale a pena perder tempo tentando agradar aos . A maioria deles só lê mangás e nada mais. E mesmo assim, uma grande parcela dos otakus nunca leu algum mangá realmente de qualidade, como ou Lobo Solitário. Então, não importa o que você faça na sua hq, eles irão desprezá-la, seja por ignorância ou puro preconceito. Ou seja, há públicos-alvo mais interessantes e recompensadores para se focar, mesmo se seu estilo for mangá. Até mesmo porque seu estilo nunca será um “mangá puro”, mas sim uma hibridação, pois você vive no Brasil, e portanto, sofre as influências da cultura brasileira, que por si só já é pluricultural e hibrida. Por isso que digo que o “manga brasileiro” não existe. O que existe na verdade é quadrinhos brasileiro com influência da estética do mangá.

No mais, sugiro que comecem a prestar atenção na Gabriela Kato, pois ela será uma promissora editora. Digo isso não só pela sua formação acadêmica, mas porque a Gabi é fanzineira e está por dentro do que está rolando na cena de quadrinhos independente e alternativo brasileiro. Muito diferente de algumas pessoas que só sabem repetir que quadrinhos brasileiros são ruins sendo que não conhecem nem 1% do que é produzido atualmente. A Gabi, por sua vez, não só conhece essa produção, como sabe que tem coisas boas aí no meio, e que elas têm muito potencial pra melhorar ainda mais se bem editadas. Ela, assim como o Leonardo Pascoal, o Renato Lima, o Lorde Lobo, entre outros, pertencem a uma nova geração de editores que saberão fazer isso com maestria e serão os responsáveis pela virada de mesa do quadrinhos brasileiro. De olho neles cambada! =)

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Comentários (3)

Acho que para uma HQ (zine, revista, livro ou album) dar certo, vc deve escrever uma história que realmente gostaria de ver, tipo, sua história tem q ser aquela q VOCÊ iria olhar e querer comprar!!!

pronto, se fizer isso te garanto q será bem vista por mtos, e não só por otakus chatos!!

hehehe

Cara, isso que vc falou é essencial. Só não mencionei porque julgo ser algo já de senso comum entre o quadrinistas. Mas vc está certo, se sua história não agradar nem a sim mesmo, não importe em que público-alvo você mire, não acertará ninguém.

Heh, verdade. Mas acredito que a maioria dos que desenham para fanzine tem essa idéia na cabeça.

Agora, sobre otakus, eu ainda acredito na salvação deles, ó. Confesso que fui uma semi-otaku convertida... Só fui começar a conhecer alguns dos bons quadrinhos brasileiros de uns dois anos pra cá... O negócio é mais mostrar para os otakus que, sim, tem coisa boa por aqui, que de resto a propaganda boca-a-boca resolve. =)

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