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    <title>Fogtown Blues</title>
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    <title>Won&apos;t stop making lists</title>
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    <published>2007-01-03T17:22:57Z</published>
    <updated>2007-01-03T18:02:42Z</updated>
    
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        <![CDATA[<p>Agora não posso parar, e olha que nenhuma resolução de ano novo esteve envolvida no processo. Não sei se foi uma quebra de recorde, mas não lembro de outro ano em que tenha visto tantos filmes como 2006. Tanto no cinema quanto em DVD. Não que tenha sido o melhor ano da indústria -- muito pelo contrário, o começo do ano foi árido em películas minimamente assistíveis -- mas peguei a manha de onde ir para filmes pipoca e em que buracos me meter para lançamentos alternativos.</p>

<p><strong>Favoritos 2006</strong></p>

<p>1. Pan's Labyrinth<br />
2. The Departed<br />
3. Little Miss Sunshine<br />
4. Borat<br />
5. Volver<br />
6. Science of Sleep<br />
7. The Queen<br />
8. Babel<br />
9. Casino Royale<br />
10. Flag of our Fathers</p>

<p><b>As Zebras</b><br />
Outros filmes que gostei bastante</p>

<p><a href="http://www.imdb.com/title/tt0382255/">Quality of Life</a> - Filme indie sobre grafiteiros rodado aqui perto de casa (Mission District em San Francisco). Bom, bonito e barato, foi feito há dois anos mas lançado somente em 2006.<br />
<a href="http://www.banlieue13-lefilm.com/site1/index.html">District B13</a> (Banlieue 13) - O filme que me introduziu ao <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Parkour">Parkour</a><br />
<a href="http://www.wassuprockers.net/">Wassup Rockers</a> - Causos de pescador contados adolescentes hispânicos punks de South Central. O único filme não deprimente já feito por Larry Clark.<br />
<a href="http://www.miamivice.com/main.html">Miami Vice</a> - Gostava da série, viciado em GTA... Só faltou o Richard James Olmos<br />
<a href="http://www.tenaciousd.com/">Tenacious D</a> and The Pick Of Destiny - Dave Grohl é o diabo, Meat Loaf é o pai e Dio, o anjo salvador.<br />
<a href="http://www.aintitcool.com/node/31040">Rocky Balboa</a> - Melhor que o Mr. T, Drago e aquele infeliz do 5o filme</p>]]>
        
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    <title>Back in Black</title>
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    <published>2007-01-02T21:18:03Z</published>
    <updated>2007-01-02T22:17:22Z</updated>
    
    <summary>Em grandes blocos de vidro espelhado, de São Petersburgo à Santiago, pessoas tentam mascarar com um sorriso a tristeza pelo fim de mais um recesso, tão esperado mas tão curto, e o começo de uma longa reprise do ano passado....</summary>
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        <![CDATA[<p>Em grandes blocos de vidro espelhado, de São Petersburgo à Santiago, pessoas tentam mascarar com um sorriso a tristeza pelo fim de mais um recesso, tão esperado mas tão curto, e o começo de uma longa reprise do ano passado.</p>

<p>- Did you enjoy your holidays?<br />
- Oh yes indeed, I ate too much however. Guess I'll be hitting that theadmill earlier this year...</p>

<p>Small talk. Pelo menos é algo para passar o tempo. Não tenho esse luxo aqui. Normalmente o volume de tarefas seria meu vilão escolhido, mas não tenho nada para fazer hoje. Não tem ninguém aqui. 2 de Janeiro, tecnicamente o primeiro dia de trabalho do ano... aspas irônicas no tecnicamente.</p>

<p>Vamos então tentar umas listas, idle hands are the devil's tools...</p>

<p><b>Coisas Bacanas Que Eu Descobri em 2006 - Música</b><br />
<i>Todo mundo e sua avó já fez uma lista com Arctic Monkeys, TV on the Radio, Lilly Allen, Kooks, Killers (pra não mencionar JT e Gnarls Barkley) e quetais. Sim, eu também gosto e fui nos shows, mas só para tentar fugir do óbvio.</i></p>

<p><b>Punk Cigano</b><br />
<a href="http://www.myspace.com/gogolbordello">Gogol Bordello</a> - Punk Cigano feito por judeus ucranianos em Nova York. Eles existem desde 1999 mas só fiquei sabendo de sua existência via o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0404030/">Everything Is Illuminated</a>, estrelado pelo frontman Eugene Hutz e pelo Frodo.<br />
Outros malucos que eu gosto no movimento: Beirut, DeVotchKa, Kultur Shock</p>

<p><b>Cena Canadense</b><br />
É impressionante a quantidade de bandas excelentes de Toronto e Montroeal que têm vindo tocar aqui na Bay Area. Algumas das minhas preferidas do ano, sem contar os hors-concours Arcade Fire e Broken Social Scene:<br />
Wolf Parade, <a href="http://www.pitchforkmedia.com/article/feature/10301/Profile_Profile_Final_Fantasy">Final Fantasy</a>, New Pornographers, Metric, DFA79, The Constantines, The Unicorns, <a href="http://www.myspace.com/malajube">Malajube</a></p>

<p><b>O Inverso do Shoegazing</b><br />
2006 marcou o fim da discrição e timidez em shows ao vivo. Enquanto alguns desenterram Queen e mandam ver num visual Secos & Molhados (Panic! at the Disco, que eu odeio), grande parte das minhas bandas favoritas está mais do que contente em emular Dave Lee Roth. Algo que eu aprovo.<br />
Rentals voltou retumbante e mais saltitante que Vince Neil depois de uma noite no pó. Wolfmother é meio jeca, mas ao vivo eles são excelentes e os dois shows deles que vi em festivais esse ano foram de tirar o chapéu. Também vi <a href="http://www.myspace.com/thegrates">The Grates</a>, indies australianos, tocando num bar sujo para 50 pessoas e acho que foi o maior gasto de calorias (da banda) por ouvinte da história do rock!<br />
Uma decepção digna de nota: Arctic Monkeys. Tocam parados como bonecos de papelão, olhando para os instrumentos. Faz pensar na loucura de ter um single estourado antes de aprender a tocar direito (Strokes, alguém?).</p>]]>
        
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    <title>Slumming</title>
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    <published>2006-05-16T07:34:39Z</published>
    <updated>2006-05-16T07:34:56Z</updated>
    
    <summary>Ontem foi o primeiro dia realmente californiano do ano. No sentido do estereótipo terra-do-sol / céu-azulão. Tirando a metade de baixo (LA, San Diego), o estado tem as quatro estações do ano bem delimitadas como qualquer outra região temperada que...</summary>
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        <![CDATA[<p>Ontem foi o primeiro dia realmente californiano do ano. No sentido do estereótipo terra-do-sol / céu-azulão. Tirando a metade de baixo (LA, San Diego), o estado tem as quatro estações do ano bem delimitadas como qualquer outra região temperada que se preze. Domingo foi tropical, mais de trinta graus e uma luminosidade tão forte que eu não conseguia olhar pra frente sem espremer os olhos mesmo usando óculos escuros.</p>

<p>Dia de sair na rua, aproveitar a primavera. Tudo está florido, até coisas que achei que não davam flores: todos os gramados, plantas no meu jardim que julgava mortas, até as ervas daninhas que crescem nas calçadas entre os blocos de concreto dão umas flores roxas bonitinhas. Eu fui nessa, o resto da cidade também (aproximadamente um milhão de habitantes) e algo que parecia como três milhões de turistas. Um povo de chinelo e camisa colorida que brotou da terra e criou filas em todos os cafés do centro e da orla da baía.</p>

<p>Eu não queria andar na parte turística mesmo, Fisherman's Wharf, nem com os playboys da Marina ou com os shopaholics de Union Square. Estanva tentando descobrir se algum resquício da parte bocada charmosa de São Francisco, a Barbary Coast, ainda existia.</p>

<p>Tirando alguns quarteirões a oeste de Union Square, conhecidos como Tenderloin, não existe bocada em São Francisco. Mesmo os bairros mais afastados, onde os urbanóides acham que vão ser degolados na machadinha, são mais seguros que qualquer bairro de São Paulo.</p>

<p>Mas existem bocadas e bocadas. E não há boemia de respeito num lugar tão arrumado que às vezes parece a Disneylândia. Slumming é o nome que se aqui para a prática de apreciar a boca-quente, de ir atrás da "vida como ela é", ficar chocado, tirar umas fotos legais e depois voltar pro Lexus e sentar o pé na tábua de volta pro bem-bom. Pelo menos é melhor que viver nos subúrbios e achar que todos os problemas do universo de resumem à "devo comprar um xbox agora ou esperar o novo playstation". É por isso que os gringos no Rio fazem tour da Rocinha. Eu achava idiota, mas quando você mora aqui dá pra entender.</p>

<p>É por isso que todo mundo gosta da Boca, em Buenos Aires, ou do Soho em Londres, Monmartre em Paris, Lower East Side em NYC e mesmo os casarões da Luz, em São Paulo (eu ainda gosto). É podrão, mas se arrumassem tudo perderia a graça.</p>

<p>O equivalente em São Francisco era a região conhecida como Barbary Coast. Uma mistura de bordéis, cassinos e bares da pior espécia foi por mais de 70 anos a meca da malandragem do velho-oeste. Da corrida do outro em 1849, passando pelo grande incêndio e terremoto de 1909, nenhuma outra quebrada do mundo tinha mais encrenca para oferecer que essas vinte quadras de Telegraph Hill até a Market Street. Foi a gênese de tudo o que é bizarro e pop hoje: piratas bêbados, chineses de bigodinho e rabo de cavalo lutando kung fu, pistoleiros, duelos, mineiros apostando sacos cheios de pepitas na roleta, dançarinas de cancan e vinho misturado com Spanish Fly.</p>

<p>Mas praticamente nada resistiu ao tempo. As prédios de tijolos vitorianos nas piores ruas e becos do hemisfério ocidental ainda resistem, mas hoje são boutiques da Cartier e Armani. Ironia imensa que o maior antro de vício do continente tenha virado a área de compras mais sofisticada da cidade.</p>

<p>Não existe tanta graça em passear e tirar fotos em lugares centenários, mas tão ajeitados que poderiam ter sido construídos ontem. Dá saudade de ver tinta descascando e paralelepípedos tortos no chão, mas pelo menos quando o sol aperta muito dá pra sentar numa sombra que não foi usada como banheiro por alguém, ou ter a segurança de que piratas não vão colocá-lo no porão de um navio rumando pra Shangai, como era corriqueiro em 1880. No final das contas, quando dá saudade de uma terra-sem-lei, sempre tem um cinema passando Eastwood.</p>]]>
        
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    <title>SFO &gt; GRU</title>
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    <published>2006-05-13T06:31:07Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:54:27Z</updated>
    
    <summary>Um amigo meu havia comentado isso um dia. Quando voltara para Londres, sua cidade natal, depois de um ano longe, não foi preciso mais que dois pints de Stella para que a longa ausência aparentasse ter sido, na verdade, apenas...</summary>
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        <![CDATA[<p>Um amigo meu havia comentado isso um dia. Quando voltara para Londres, sua cidade natal, depois de um ano longe, não foi preciso mais que dois pints de Stella para que a longa ausência aparentasse ter sido, na verdade, apenas um longo fim de semana.</p>

<p>Comigo foi mais ou menos essa a impressão, após uma a breve visita de uma semana. E eu não sei ainda se é bom ou ruim, mas é confortável. Estava ansioso pela possiblidade de estar perdendo o assento de janela para assistir o... progresso? Sei lá progresso do quê, mas em geral a esperança é que as coisas progridam. Os amigos, a família, a cidade, coisa e tal.</p>

<p>Talvez a impressão de que o tempo parou seja exacerbada pelo fato de que, para quem muda de país, o ajuste seja tão estressante e radical. Qualquer coisa menos chocante que colegas passando em seis meses de pacatos ratos de escritório para pugilistas mascarados da luta-livre mexicana fica com cara de slow-motion.</p>

<p>Pera lá, então eu ainda sei dirigir no trânsito caótico, eu ainda sei que buracos existem, e sei desviar deles. Eu sei que é pra trancar o carro e não confiar no sinal verde de pedestres... Como é que é? Ainda tem uma cratera no Largo da Batata e outra na Fradique? Acho que vou ter de me contentar em umas ruas recapeadas e um prefeito que eu nem sei o nome.</p>

<p>Mas enfim, eu nem vim pra isso, eu vim para matar saudades das pessoas. Pra isso, o quanto mais "como antigamente" possível, melhor.</p>

<p>Agora, só mais uma coisa: quer dizer que aquele alargamento da Rua das Olimpíadas ainda não rolou? Vejamos da próxima, que ainda bem não está assim tão longe... Afinal meu estoque de paçoquinha Amor não vai durar muito.</p>

<p> </p>]]>
        
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    <title>A melhor placa de todos os tempos</title>
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    <published>2006-03-28T13:10:23Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary> A do canto inferior direito, &quot;proibido jaca&quot;. A jaca é uma das frutas nacionais da Cingapura, mas a polêmica do seu cheiro é tamanha que o governo coloca essas placas em todos os vagões do metrô. Segundo um dos...</summary>
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        <![CDATA[<p><img src="http://static.flickr.com/41/86918524_785f17aa7c.jpg?v=0"></p>

<p>A do canto inferior direito, "proibido jaca".</p>

<p>A jaca é uma das frutas nacionais da Cingapura, mas a polêmica do seu cheiro é tamanha que o governo coloca essas placas em todos os vagões do metrô. Segundo um dos meus amigos locais, existe uma variedade da fruta chamada D24 que é extremamente macia, tem gosto de sorvete de baunilha, e "quase não fede". Infelizmente não encontrei uma pra vender e não tive coragem de encarar a normal.</p>]]>
        
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    <title>Masala News</title>
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    <published>2006-03-23T13:03:27Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>Sabe quando você fica bravo ao ouvir um gringo burro perguntando se no Brasil tem gente andando pelada na rua, no meio dos macacos e elefantes? Deve ser porque ele confundiu São Paulo com Bombaim... A Índia é tudo isso...</summary>
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        <![CDATA[<p>Sabe quando você fica bravo ao ouvir um gringo burro perguntando se no Brasil tem gente andando pelada na rua, no meio dos macacos e elefantes? Deve ser porque ele confundiu São Paulo com Bombaim... A Índia é tudo isso e muito mais. É tanta coisa ao mesmo tempo que eu vou demorar mais um bom tempo até processar a experiência. É um elogio. Preciso voltar aqui <em>muitas</em> outras vezes, com mais tempo.</p>

<p>Tudo no subcontinente é extremo, nada é cinza, normal ou meio termo. O meu hotel é 10x melhor que o melhor hotel de São Paulo. Da janela do meu quarto, além do Mar da Arábia, dá pra ver uma favela enorme que é 10x pior que a pior favela de São Paulo. Ainda assim há alguma ligação cósmica entre as duas megalópoles. Óbvio que se comparado com minha querida casinha em São Francisco, isso aqui é o planeta Júpiter.</p>

<p>Eu nunca vi um trânsito tão hardcore quando o daqui. Umas trinta pessoas diferentes me falaram isso, mas mesmo assim eu não estava preparado. Existem faixas pintadas no chão, mas ninguém as leva em consideração. Todos os carros, rickshaws, motos e bicicletas andam o mais rápido que conseguem a meio centímetro uns dos outros. Na contra-mão muitas vezes. Quase não existem faróis em Bombaim e a cidade tem 16 milhões de habitantes, a preferencial nos cruzamentos é de quem tem <em>menos medo da morte</em>: todo mundo acelera até o último segundo pra ver quem vai ceder. Volta e meia me pego fechando os olhos, fazer uma conversão aqui é mais aterrorizante que qualquer filme do Jason.</p>

<p>Fico estressado só de pensar em atravessar a rua, ninguém liga pra pedestres, a única preferencial são para as vacas, que são sagradas, e pra o elefantes, mais raros, que são muito grandes e não tem medo de carrinhos minúsculos e barulhentos com motor dois cilindros.</p>

<p>Eu estou adorando.</p>

<p>E eu nem falei dos templos, e das pessoas, e dos palácios, e da comida. Aah, a comida. Só digo que estou contrariando todas as ordens médicas de assepsia e continuo incólume: "não coma com a mão" (é o jeito tradicional), "não coma frutas", "não tome sucos", "use água mineral para escovar os dentes", "não tome o trem". Ando impressionando a todos como o gringo menos fresco que já pisou nesse escritório e isso é um incentivo para experimentar mais coisas estranhas, incríveis e apimentadas.</p>]]>
        
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    <title>Hardcore</title>
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    <published>2006-03-04T01:53:16Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>Índia, Hong Kong, Cingapura e Austrália em duas semanas. Bem-vindo ao mundo dos projetos internacionais. Vai ser 60% excelente. Os outros 40% eu vou passar dentro de num avião ou aeroporto. Mas depois vem o Brasil, e é bom: a)...</summary>
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    <content type="html" xml:lang="pt" xml:base="http://www.gardenal.org/fogtown/">
        <![CDATA[<p>Índia, Hong Kong, Cingapura e Austrália em duas semanas. Bem-vindo ao mundo dos projetos internacionais.<br />
Vai ser 60% excelente. Os outros 40% eu vou passar dentro de num avião ou aeroporto. </p>

<p>Mas depois vem o Brasil, e é bom:<br />
a) todo mundo dar as caras<br />
b) largar de preguiça e fazer a festa de três anos do Gardenal</p>]]>
        
    </content>
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    <title>Quando é tão melhor é estranho</title>
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    <published>2006-02-24T19:17:35Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>O que tem num show de rock do Fillmore ~ Lugar bom para sentar ~ Garçonete servindo bebidas na pista ~ Pessoas normais que vieram direto do trabalho (alguns até ainda com gravata) O que não tem num show do...</summary>
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        <![CDATA[<p>O que tem num show de rock do Fillmore<br />
~ Lugar bom para sentar<br />
~ Garçonete servindo bebidas na pista<br />
~ Pessoas normais que vieram direto do trabalho (alguns até ainda com gravata)</p>

<p>O que não tem num show do Fillmore<br />
~ Fumaça de cigarro<br />
~ Empurra-empurra<br />
~ Adolescentes fantasiados de "indie"</p>]]>
        
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    <title>Róque</title>
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    <published>2006-02-24T18:58:55Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>The Fillmore, Feb 23 - Nada Surf, Rogue Wave, Inara George Depois de um bom tempo babando nos pôsteres e candelabros do Fillmore, uma das casas de concerto mais importantes para a história do rock, resolvemos ver quem estava tocando....</summary>
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        <![CDATA[<p>The Fillmore, Feb 23 - Nada Surf, Rogue Wave, Inara George</p>

<p>Depois de um bom tempo babando nos pôsteres e candelabros do Fillmore, uma das casas de concerto mais importantes para a história do rock, resolvemos ver quem estava tocando.</p>

<p>Inara George - indie de pedigree (família inteira de músicos importantes), mas que soa como a Tori Amos, só que mais chata. Pista quase vazia, hora de comer um sanduíche.</p>

<p>Rogue Wave - Ótima surpresa, não os conhecia apesar de serem aqui da área. Com certeza ficarão muito conhecidos em pouco tempo. Seu som é alguma uma coisa na linha das músicas mais rápidas do Coldplay e vocais à Jeff Buckey. Um pouco balada demais para o meu gosto, mas eles são muito bons.</p>

<p>Nada Surf - Eles sempre foram uma das minhas bandas favoritas desde que apareceram, dez anos atrás. As músicas soaram todas perfeitas e a banda é muito simpática. Matthew Caws (vocalista) e Ira Elliot (baterista) são tão gente-como-a-gente que, por um momento, eu achei que eles fossem os roadies. Uau, o Nada Surft tem <em>dois</em> roadies, que beleza! Mas eram eles mesmos passando o som. Daniel Lorca (baixo) está parecendo um traveco panamenho bangela, com pose de Slash, fumando como uma chaminé e desfilando dreads sujos. Até que isso confere certo charme à banda. Eles tocaram todas as músicas principais de The Weight is a Gift, Let Go e Proximity Effect. Do High/Low, só tocaram um medley de Stalemate com Love will Tear Us Apart do Joy Division, fantástico. Outros medleys incluiram Ocean Rain do Echo & The Bunnymen e There's a Light, dos Smiths. Não teve o megahit Popular, que é a "Anna Júlia" do Nada Surf, mas ninguém estava esperando isso. O Nada Surf passou a última década provando que não é banda de um sucesso só. Esse show só confirmou que eles têm bem mais a oferecer.</p>

<p><b>Sobre o Fillmore</b></p>

<p>The Fillmore, also known as the Fillmore Auditorium, is a legendary music venue in San Francisco, California made famous by Bill Graham (1931-1991). Named for its location at the intersection of Fillmore Street and Geary Boulevard, in the mid-1960s it became the focal point for psychedelic music and counterculture in general, with acts such as The Grateful Dead, Quicksilver Messenger Service, Jefferson Airplane, and Janis Joplin getting their start. Besides rock, Graham also featured non-rock acts such as Rahsaan Roland Kirk and Otis Redding as well as poetry readings.</p>

<p>After a few short years there, because of a deteriorating neighborhood, in July 1968 Bill Graham moved from the original Fillmore at Fillmore Street and Geary Blvd to the Carousel Ballroom at the corner of Market and South Van Ness Avenue, which was called Fillmore West (in contrast with Graham's Fillmore East auditorium in New York City).</p>

<p>After Bill Graham died in a helicopter crash in 1991, those close to him decided to carry out his final wish and reopen the original Fillmore. The Fillmore has once again become a San Francisco hotspot with shows almost every night.</p>

<p>The Fillmore is also well known for its psychedelic concert posters by designers including Wes Wilson and Rick Griffin. Copies of these posters are given to fans free of charge as they exit selected shows. A large collection of these posters dating back to the early days is on display in the upper level of the auditorium today.</p>

<p>Other traditions are carried on to this day. One is a large tub of free apples for concertgoers positioned near the entrance. Another is a "greeter", a staff member who welcomes each guest as they enter ("Welcome to the Fillmore!")</p>]]>
        
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    <title>Diálogo de academia, vale do silício</title>
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    <published>2006-02-24T02:15:17Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>Em português, para melhor compreensão. Eu: Cara, não é mais fácil correr na esteira tipo com uma bermuda? Cara: Tô com preguiça de trocar... na verdade eu nem tenho uma bermuda. Eu: Mas cê vai tomar banho e colocar de...</summary>
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        <![CDATA[<p><em>Em português, para melhor compreensão.</em></p>

<p>Eu: Cara, não é mais fácil correr na esteira tipo com uma bermuda?<br />
Cara: Tô com preguiça de trocar... na verdade eu nem tenho uma bermuda.<br />
Eu: Mas cê vai tomar banho e colocar de novo essa calça jeans, você não sua?<br />
Cara: Opa, pra caralho. Mas eu não vou tomar banho.<br />
Eu: Ok, boa idéia, vai fazer sucesso com as garotas.<br />
Cara: Foda-se a garotas, eu fiz mestrado no MIT cacete!<br />
Eu: Faz sentido... tem alguma mulher na sua divisão?<br />
Cara: Ah, pera lá, tem sim... Somos 48, tem... três mulheres.<br />
Eu: Engenheiras?<br />
Cara: Sim, você tem alguma coisa contra engenheiros?<br />
Eu: Claro que não, mas ainda bem que eu sento do outro lado.</p>]]>
        
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    <title>O demo na caixa</title>
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    <published>2006-02-24T02:13:06Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>O último dia em que fiz alguma melhoria na casa foi o dia em que instalaram TV a cabo e Tivo. Faz um mês. Precisamos de visitas para que novas melhorias sejam feitas. Somente o poder de manter as aparências...</summary>
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        <![CDATA[<p>O último dia em que fiz alguma melhoria na casa foi o dia em que instalaram TV a cabo e Tivo. Faz um mês.</p>

<p>Precisamos de visitas para que novas melhorias sejam feitas. Somente o poder de manter as aparências vai me fazer largar do controle remoto.</p>

<p>Pelo menos até o dia do Xbox 360 ser instalado.</p>]]>
        
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    <title>Janeiro foi péssimo</title>
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    <published>2006-02-15T05:48:38Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>Uma sucessão de perdas, falhas e azares como há muito eu não via. Um monstro frio, cinzento e chuvoso que extendeu seus tentáculos até o início de fevereiro. Mas que passou, junto com uma bem-vinda primavera adiantada. Um dos piores...</summary>
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        <![CDATA[<p>Uma sucessão de perdas, falhas e azares como há muito eu não via. Um monstro frio, cinzento e chuvoso que extendeu seus tentáculos até o início de fevereiro. Mas que passou, junto com uma bem-vinda primavera adiantada.</p>

<p>Um dos piores apertos, sobre o qual vou comentar por razões educativas, foi uma enrascada financeira sem precedentes. Para mim, pelo menos.</p>

<p>Durante a virada do ano, o ritmo da minha vida ainda era de adapção: mobiliar casa, acertar a vida, acostumar-se ao trabalho novo. Um grande caos com alguma tentativa de método. Tudo foi feito sob a máxima <em>na medida do possível</em>.</p>

<p>Foi nessa que eu aprendi, do jeito difícil, uma das implicações de morar num país de juros baixíssimos: as pessoas não têm pressa de botar dinheiro no banco. Afinal, com 1% ao ano, que diferença faz hoje, amanhã ou <em>um dia desses</em>?</p>

<p>Em algum momento entre as festividades natalinas, lembro de olhar meu saldo e pensar com meus botões algo digno de um epitáfio no Darwin Awards. Um flash, na mesma linha de "trem, que trem?" e "olha só o que eu sei fazer". Eu pensei "olha, tem mais dinheiro na minha conta do que eu imaginei, que legal, deve ser um bônus ou algo assim"</p>

<p>Obviamente a alegria e a gastança acabaram quando a proprietária da minha casa resolveu depositar <em>três</em> cheques de aluguel <em>ao mesmo tempo</em>. Sim, ela prefere ir ao banco uma vez por trimestre. E olha que aqui os bancos não têm fila nem detector de metais... Nem queira saber quanto morre no aluguel de uma casa no lugar mais caro dos EUA depois de Manhattan. Vezes três.</p>

<p>Eu, o <em>forasteiro sem histórico de crédito portanto sem cheque especial</em> borrachei os aluguéis. Eu, o <em>forasteiro sem histórico de crédito portanto tentando pagar tudo certinho</em> estou praticamente no Serasa do Tio Sam. Se tem uma coisa pior que crédito inexistente, é crédito ruim. Maravilha pura.</p>

<p>Pelo menos posso cobrir o que faltou, minimizando o vexame, usando meus maravilhosos cartões de crédito brasileiros cheios de limite. Porque aí ninguém liga se você pode ou não arcar com um limite de um zilhão de reais. Certo?</p>

<p>Não tão rápido, gafanhoto. Pois exatamente na mesma semana recebo uma ligação dizendo que meus <em>dois</em> cartões de crédito foram clonados. Algum malandrito foi pego fazendo o rapa nas Lojas Americanas às custas do meu ex-bom nome na praça. Maravilha pura II, cartões cancelados.</p>

<p>O que sucedeu foram algumas péssimas semanas de pindaíba absoluta. Eu me senti como o Zeca Carioca, fugindo dos credores até que uma movimentação super trabalhosa de investimentos e contas, de dar inveja em trafica de drogas fugindo da Interpol, pôs ordem na casa.</p>

<p>Não foi assim caso de passar fome. Mas para alguém cujo ganha pão é basicamente <em>ser organizado</em> (gerência de projetos), foi patética a extensão da falta de planejamento. Coisa digna de caipira que se dá bem em Vegas e depois de uma semana de festança aparece com a boca cheia de formiga no deserto ao redor de Barstow. De ficar em casa porque não tem dinheiro para colocar 10 mangos de gasolina no carro novinho. De comprar janta no "one dollar menu" e comer na frente da TV de plasma. Tudo… porque… nego acha NORMAL esperar 90 dias pra descontar um cheque NÃO-pré-datado.</p>

<p>Então basicamente eu fiquei de mau-humor o mês inteiro até a situação ser resolvida. Peço desculpas por não ter dado muito sinal de vida. O que eu aprendi? O de sempre, <em>trust no one</em>. Aprendi que o dia é mais ensolarado quando você não deve dinheiro pra gringo preguiçoso. E que pra curtir a vida adoidado faz bem gastar dois minutinhos a mais e checar o seu saldo.</p>

<p>Save Ferris, back to normal.</p>]]>
        
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    <title>Cousas que aprendi hoje</title>
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    <published>2006-02-11T08:01:59Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>A abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno foi hoje. Pela primeira vez esse é um evento que faz parte da minha vida, por pura martelação da mídia. As pessoas realmente levam a sério essa competição. E olha que não neva...</summary>
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        <![CDATA[<p>A abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno foi hoje. Pela primeira vez esse é um evento que faz parte da minha vida, por pura martelação da mídia. As pessoas realmente levam a sério essa competição. E olha que não neva na Bay Area. E todos os atletas vêm de lugares ermos dos Apalaches ou algum outro lugar bizarro das montanhas onde mora o Pé Grande e o Unabomber.</p>

<p>Mas o que é interessante é ver a lógica de torcida dos americanos. Não que faça mais ou menos senso que qualquer outra lógica internacional, mas funciona assim na mente deles:</p>

<p>- Seja lá qual for a competição, USA rules.<br />
- Se existem diversos atletas americanos, você torce pelo que cresceu mais perto de você, exemplo aqui da minha quebrada:<br />
     - Costa Oeste prevalece sobre Costa Leste (no Superbowl todo mundo era Seattle Seahawks)<br />
     - Califórnia prevalece sobre todos os estados, mas você sempre torce contra Los Angeles (terra de playboy e dondoca)<br />
- Se os EUA está fora da competição, você torce contra os outros de acordo com seus preconceitos:<br />
     - Sempre contra a França (derrotistas/esnobes segundo o populacho)<br />
     - Sempre contra os Alemães e Japoneses (Pearl Harbor, sempre)<br />
     - Contra os asiáticos, que são "muito inteligentes e fazem meu filho parecer burro na escola"<br />
     - Contra os Indianos, que "roubam os empregos dos EUA com seus salários baixos e proficiência em matemática"<br />
     - etc, etc, etc</p>

<p>Pelo menos a coisa boa é que, por default, nego prefere os atletas "perdedores", de passado sujo ou boca imunda e que não seguem as regras. Tipo o Maradona. É sempre mais legal torcer pelo bandido.</p>

<p>Nota: coloquei um badge do Upcoming aí do lado. Esse é um site muito bacana onde você pode listar os shows e eventos que está pensando em ir. Essa é a minha lista para as próximas semanas.</p>]]>
        
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    <title>GarDenial</title>
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    <published>2006-02-09T01:04:48Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
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        <![CDATA[<p>Em quase três anos de funcionamento, o Gardenal.org tem sido uma enorme fonte de diversão para mim. Reunimos sob um só teto boa parte da vanguarda do jornalismo cultural Brasileiro. Ou Lusófono, por que não? Mas para cada talento que cooptamos para nossa causa, há uma dor de cabeça infinita causada por Murphy e outros deuses da má-sorte.</p>

<p>Em nossa curta vida como provedor de maluquices (desde 2003?) tivemos de enfrentar:</p>

<p>1. Expulsão de nosso primeiro servidor por alegação de quebra de contrato (falácia!)<br />
2. Meu email pessoal sendo adicionado à listas de spam pelo provedor acima mencionado, depois que fiz uma reclamação formal ao ProCon.<br />
3. Primeira Grande Migração de Blogs e Dados<br />
4. Segundo provedor foi à falência, ficamos fora do ar por um mês<br />
5. Primeira Grande Perda de Base de Dados<br />
6. Segunda Grande Migração de Dados<br />
7. Primeira Grande Migração de Banco de Dados (Berkeley para MySQL)<br />
8. Quase um ano sem problemas, e então: Segunda Grande Perda de Base de Dados<br />
9. Ficamos fora do ar por um mês<br />
10. Terceira Grande Migração de Dados<br />
11. Irritantes Problemas Com Acentos e Erros de Servidor</p>

<p>E finalmente: <br />
12. Coming Next: Segunda Grande Migração de Banco de Dados (Berkeley para MySQL)</p>

<p>Quando o Gardenal surgiu, a economia de grana proporcionada por um provedor grátis fazia muita diferença, mas hoje os preços de hospedagem caíram. Quem está no Gardenal, permanece por que as idéias e o espírito do coletivo se alinham.</p>

<p>Não tenho nada contra quem se exalta com os problemas, mas… se é algo tão difícil de aguentar, porque não arcar com os trinta reais mensais que a LocaWeb cobra e começar uma carreira solo? Não precisa ficar "de mal", nós mantemos o link na home, coisa e tal.</p>

<p>Eu ajudo o pessoal porque eu gosto. Mas trabalho o dia inteiro e estou num fuso horário completamente maluco para falar com as pessoas no Brasil (Brasília -6) e quando chego em casa não estou com ânimo para ser call center de pão-duro.</p>

<p>As coisas estão instáveis, posso afirmar que vão melhorar muito em breve, mas no ritmo de <em>hobby</em>, não no ritmo de <em>dever de casa da sexta-série</em>…</p>

<p>Eu sempre fazia todo o meu dever de casa na sexta-série.</p>]]>
        
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    <title>18 Wheeler Weeks</title>
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    <published>2006-01-26T08:00:22Z</published>
    <updated>2006-05-13T06:28:39Z</updated>
    
    <summary>Dias têm passado cada vez mais rápido. Toda vez que checo o relógio são dez pras cinco. No novo mundo, isso significa hora de finalizar as pendências e ir para casa. Antigamente era só um breve momento no meio de...</summary>
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        <![CDATA[<p>Dias têm passado cada vez mais rápido. Toda vez que checo o relógio são dez pras cinco. No novo mundo, isso significa hora de finalizar as pendências e ir para casa. Antigamente era só um breve momento no meio de uma longa tarde. O outro lado da moeda é que acordo todos os dias às 6h00.</p>

<p>O resultado dessa quebra de paradigmas ainda está para ser definido, mas tenho a impressão de que é positivo. Os dias têm começo, meio e fim bem delimitados, é como estar na escola novamente. Tudo passa rápido e é sempre "quase sexta". Ou quase segunda, se o seu lance for ver o copo meio vazio. By the book. A reunião é as 3h00? Se algum dos convidados não estiver sentado na sala 3h02 é melhor nem aparecer e botar a culpa na gripe aviária.</p>]]>
        
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