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fevereiro 14, 2008

Campus Party - mais percepções

A Campus Party pode ser definida como um Forum Social geek/nerd: milhares de pessoas circulando, outro tanto na frente dos computadores e uma minoria nas palestras. Assim como seu primo engajado, os debates/palestras costumam atrasar e sairem da programação sem maiores explicações. Falta um quadro de avisos gerais, uma central de informações e mais opções saudáveis de alimentação.

Apesar de tudo isso, o evento ocorre sem grandes problemas e, tudo parece ser compensado pela conexão de 5 Gigas - sem dúvida, a grande atração da Campus Party. A maioria das pessoas permanece nos seus grupos de afinidades, porém, tem sido interessante circular pelas diversas áreas.

No núcleo de astronomia vi que o meu ex-professor de física, Walmir Cardoso está desenvolvendo um projeto de calendário indígena com uma tribo tukano do alto Rio Negro. Também participei de uma sessão comentada no planetário. Recomendo enfaticamente uma visita ao planetário, foi, sem dúvidas, o ponto alto do evento até aqui. Na área de modding, assisti um palestrante falar sobre as melhores maneiras de iniciar um projeto de modificação da cpu. Como o trabalho requer muitas habilidades manuais que eu não possuo, parti para a oficina de produção musical com software livre.

Enquanto os gamers varam noites e dias jogando seus jogos prediletos, a comunidade blogueira permanece na auto-indulgência. Na palestra do "Interney", a maioria dos ouvintes eram blogueiros "famosos", que, em tese, não precisavam ouvir como aumentar a audiência nos seus blogs. Normal.

Amanhã eu falo mais da área aberta para visitação e dos patrocinadores.

Fotos no flickr.

fevereiro 12, 2008

Campus Party - primeiras impressões

Desde que eu vi, no ano passado, as imagens da Campus Party na Espanha, tive vontade de participar. O evento é um mega encontro de aficcionados por tecnologia, internet, games, gadgets, blogs, entre outras nerdices. Na prática, é uma grande lan-house com uma conexão impressionante de 5 giga.

Cheguei ansioso para ver como seria a infra-estrutura. MInha idéia inicial foi ver a locação e só depois decidir se ficaria acampado ou não. A primeira impressão não foi das melhores. A fila para retirar as credenciais era enorme e demorei mais de 1 hora para andar cerca de 30 metros. A solução foi aproveitar a boa localização de uns amigos e furar a fila, literalmente. Na fila, já dava para se ter uma idéia do nível dos participantes: muita gente trouxe cpu, monitor, guitarras de Guitar Hero, colchonetes, malas.

Depois de pegar a credencial, o passo seguinte era colocar um adesivo de identificação no laptop e partir para a área das barracas. Sem nenhum computador as três garotas que faziam a checagem penavam para encontrar os nomes nas listas impressas. Reservei minha barraca e desci para o segundo pavimento - onde ficam as bancadas com os pontos de internet e os espaços para as palestras.

À noite, o Gilberto Gil e o Kassab vieram para a abertura oficial, que teve apresentação da react table e da bateria da Nenê de Vila Matilde. Depois da programação oficial, o pessoal voltou para frente dos computadores. O grande vacilo, até agora, da organização é não ter deixado uma lanchonete aberta 24h.

Hoje, terça-feira (12/02) começam as palestras. Assim que eu tiver mais infos, posto aqui.

Fotos no flickr.

janeiro 30, 2008

Meu axé pesa 1 tonelada

Versão axé da música 'Meu maracatu pesa 1 tonelada'. Bizarro.

dezembro 13, 2007

Juliana Knust na Playboy

O sempre agilizado Tiago Brum, postou as fotos da Juliana Knust.
Clica na foto aí embaixo.

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novembro 28, 2007

Pré-inscrições para o Campus Party estão abertas

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Entre os dias 11 e 17 de fevereiro de 2008, São Paulo recebe o Campus Party - considerado o maior evento de entretenimento eletrônico em rede do mundo. Um encontro anual realizado desde 1997, que reúne, durante sete dias, milhares de participantes com seus computadores procedentes de toda a Espanha e de outras nações, com a finalidade de compartilhar curiosidades, trocar experiências e realizar todo o tipo de atividades relacionadas a computadores, às comunicações e às novas tecnologias.

Pela Campus Party já passaram convidados de destaque como Neil Alden Armstrong, o primeiro homem que pisou na Lua em 1969, Eveline Herfkens, coordenadora geral da Campanha dos Objetivos do Milênio das Nações Unidas, Stephen Hawking, o grande físico britânico que, através de um vídeo, inaugurou a edição do evento no seu décimo aniversário.

Os participantes da Campus Party mudam-se com seus computadores, malas e barracas para dentro das instalações do evento. Lá encontram uma completa infra-estrutura de serviços, lazer, higiene, segurança, alimentação e, principalmente, tecnologia. Durante uma semana a Campus Party transforma-se na casa de todos.

Participam do evento estudantes, professores, cientistas, jornalistas, pesquisadores, artistas, empresários e curiosos. Todos buscam as últimas novidades tecnológicas, a troca livre de conteúdos e o compartilhamento de experiências ligadas ao mundo digital.

É um público composto por líderes de comunidades on line extremamente ativas na sociedade em rede, com enorme poder de formar opinião e criar tendências. Um público de vanguarda, trendsetter. que antecipa o futuro da nova economia e os caminhos da tecnologia da informação.

As pré-inscrições podem ser feitas aqui. Mas informações no site do evento.

novembro 21, 2007

Fuck like a Pirate Day

Depois do Talk Like a Pirate Day, vem aí o Fuck Like a Pirate. No site, eles dão dicas de como celebrar o dia.

novembro 17, 2007

Bo$$ in Drama

Vem de Curitiba uma das maiores reveleções da música eletrônica nacional, o Bo$$ in Drama - projeto do Péricles. Ouça e tire suas conclusões.

- Killing the Dance.
- Shake
- Luxx Go!
- Bitch You Up! (feat. Voz Del Fuego/RJ)
- Yo Majesty, "Kritptonite Pussy" (Bo$$ in Drama Remix)

novembro 15, 2007

Gema TV

Auto-intitulado como um projeto de tv na web, focado em moda, musica, arte e comportamento, o Gema é um videolog de produtores, estilistas e jornalistas de moda cariocas. A Entrevistadora de Maiô é impagável.

novembro 13, 2007

Xico manda avisar

Lançamento do novo livro de Xico Sá na Mercearia São Pedro no dia 16/11. O evento está marcado nas dependências da Mercearia São Pedro - Rua Rodésia, 34 / Vila Madalena a partir das 20h.
Batizado de 'Caballeros solitários rumo ao sol poente', a brochura é um romance sobre a noite paulistana.

Da contra-capa:
Como era gostoso meu espanhol selvagem

Um cavalo que foge de uma famosa estátua eqüestre beija e ampara na sarjeta o cavaleiro delirante. Don Augusto Sombra, o biógrafo de vidas desperdiçadas, colhe relatos nas tabernas, onde encontra don Macedonio Fernandez e o incrível sr. Knut. Esperanza, marcada por agulhas de fabriquetas coreanas e a febre da selva, pisoteia los hombres em la calle. A insone Viridiana, chica buñuelistica, desconfi a que tudo não passa de uma fábula envenenada com boa-noite-cinderela. A essa altura, o portunhol selvagem
é a nova língua da Babilônia. Preparem seus corazones, senhoras e senhores, as aventuras nos chacos existenciales de San Pablo estão apenas começando. Tudo acontece na mais longa noche deste pueblo, quando os Gangsters do Sol Quadrado impõem o toque de recolher na metrópole-mor de latinoamérica.

outubro 9, 2007

Mônica Veloso na Playboy

Vazou.

outubro 1, 2007

Rapper de Chicago entra na briga pra ser o maior dos EUA

O mercado musical norte-americano é alimentado por disputas e polêmicas entre medalhões do mundo pop. Britney Spears versus Christina Aguilera, Notorious BIG e 2Pac Shakur, Eminem e Moby, entre outras. A ‘treta’ da vez é entre os rappers 50 Cent e Kanye West. Os dois andam trocando farpas desde que West foi incensado pela crítica mundial como artista promissor. Com ciúme, 50 Cent declarou que se o seu novo disco Curtis vendesse menos que o de West ele se aposentaria. Logo no primeiro dia de vendas, West ganhou o primeiro round: Graduation bateu Curtis por 437 mil a 310 mil cópias vendidas nos EUA.

A briga dos dois tem servido para alimentar revistas, jornais, sites, blogs, fóruns e listas de discussão. A música, nesse caso, ficou em segundo plano. Depois de dois bons álbuns, Late Registration, de 2005, e The College Dropout, de 2004, Kanye West faz agora seu álbum mais consistente. Mesmo assim, há espaço para alguns deslizes. Faixas como “Good Life”, “Barry Bonds”, “Flashing Lights” “Everything I Am” e “The Glory” não acrescentam nada ao disco, só repetem a fórmula muito manjada do atual hip hop e r'n'b norte-americano. Chamado de "black" no Brasil, são músicas com vocais parecidos e batidas melodiosas semelhantes que fazem sucesso nas pistas de dança e nas rádios FM pop. Quase todas essas canções, com exceção de “The Glory”, contam com participações especiais: T Pain, Lil Wayne e Dwele.

No lado bom, mais participações, como é de praxe no hip hop atual. Mos Def colabora em “Drunk and Hot Girls”, que tem um vocal preguiçoso e uma levada mais lenta, resultando numa boa faixa. Além de um bom rimador, e isso fica explícito principalmente em “Can't Tell Me Nothing” e “I Wonder”, as bases das músicas de Kanye West são bem escolhidas. Em “Champion” ele utiliza corretamente um sample da música “Kid Charlemagne” da banda roqueira dos anos 70, Steely Dan. Em “Homecoming” o piano gospel conduz toda a música em que West fala de um amor antigo e que tem Chris Martin do Coldplay cantando o refrão “Do you think about me now and then? / Do you think about me now and then? / Cause I’m coming home again” (você pensa em mim de vez em quando? / Porque estou vindo pra casa outra vez).

A aproximação com elementos externos ao hip hop não fica só na aparição do vocalista do Coldplay. Os dois principais destaques de Graduation flertam com outros mundos. A capa, que foge do padrão “foto-do-rapper-com-cara-de-mal” é assinada por Takashi Murakami, um dos principais artistas contemporâneos do Japão, que imprimiu um visual pop art ao material gráfico do disco. O outro ponto alto do lançamento é a faixa “Stronger”, que usa a música do duo eletrônico francês Daft Punk, "Harder, Better, Faster, Stronger" como base. É aí que Kanye West acerta em cheio, ao retomar de forma grandiosa a utilização da música eletrônica como base para o rap, assim como fez Afrika Bambaataa. Além de voltar às origens, serve para dar uma oxigenada no gênero. Tomara que não fique só aí.

Nota: 8

Ano: 2007
Selo: Roc-A-Fella
Estilo: hip hop

por Luiz Pattoli

Esse texto foi publicado originalmente no site rraurl.

setembro 19, 2007

Use camisinha

A Durex, fabricante de preservativos, lançou uma campanha em Cingapura com bonecos feitos de camisinha. Genial.

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setembro 5, 2007

Grupo inglês sensação do verão lança seu primeiro disco

Uma banda com garotas e rapazes com roupas coloridas fazendo um som que ora soa rock, ora soa dance music. Não, não é o Cansei de Ser Sexy. Mas poderia ser. Trata-se do New Young Pony Club, grupo inglês que acaba de lançar seu primeiro álbum, Fantastic Playroom.

Segundo o guitarrista da trupe, Andy Spence, o nome do disco foi "uma tentativa de descrever onde ele foi feito. O estúdio é o nosso santuário e nós continuamos voltando a ele para se divertir e tentar coisas novas". Realmente há um clima de diversão no disco, mas há também um certo tom nostáligico. A razão desse último sentimento talvez sejam as bases de sintetizador utilizadas, que remetem ao pós-punk e o synthpop dos anos 80.

O NYPC foi formado em 2005 pela vocalista Tahita Bulmer, ativista vegetariana criada no Egito, e pelo guitarrista Andy Spence, que estavam cansados de suas ex-bandas. "Estávamos muito infelizes. Eu estava numa banda de chill out e não podia dançar. Eu sempre quis ser como o Iggy Pop num palco", explica Tahita no site da banda. "Foi dessa maneira que nos unimos para ir numa nova direção. Seria o equivalente ao que James Murphy, The Rapture, entre outros, estavam fazendo em Nova Iorque", finaliza Andy.

No mesmo ano, a banda fez uma pequena tiragem - 500 cópias - do primeiro single, "Ice Cream". Foi o suficiente para colocá-los na Xfm, uma das principais rádios alternativas da Inglaterra, e, na MTV2 norte-americana. Logo eles assinaram com o selo Modular - casa do Wolfmother, The Avalanches e Cut Copy - e foram elogiados por gente como David Bowie e Lily Allen.

Colocados pela mídia dentro do difuso balaio da new rave, o som do NYPC integra o rol de grupos que faz rock para as pistas de dança, exemplo do já citado CSS, Klaxons, e LCD Soundsystem. Apesar de não configurar um movimento musical com estética similar, o que se convencionou em chamar de new rave, até pouco tempo atrás, também poderia ser nomeado de electro-rock e/ou disco-punk.

PLAYGROUND FLÚOR
Para quem não se preocupa com rótulos, e sim com a diversão que uma banda pode proporcionar, Fantastic Playroom tem bons momentos. Todas as músicas mesclam guitarra pop com sintetizadores, e fica impossível não lembrar de New Order e Depeche Mode, para citar duas influências diretas do NYPC. O agogô - instrumento metálico de percussão - que aparece de vez em quando, remete ao LCD Soundsystem, que também brinca com o instrumento.

“Ice Cream”, o primeiro hit já provou ter ficado melhor nas dezenas de remixes que fizeram da faixa. No disco, ela soa fraca comparada às empolgantes “The Bomb”, “Tight Fit” “Get Lucky” e “Jerk me”. As outras faixas não chegam a comprometer negativamente, mas soam como mais do mesmo. Se tivessem escolhido “Descend”, que figurava no EP lançado no início deste ano, teriam ganhado um ponto a mais.

A faixa é perfeita para as pistas de dança e foge do padrão de todas as outras do NYPC: não tem refrão, é só uma base eletrônica com frases desconexas. Com um total de dez faixas, o NYPC conseguiu fazer um bom álbum de estréia, mas, o salto do pônei poderia ter sido maior.

Nota: 7

Ano: 2007
Selo: Modular Interscope
Estilo: new rave, electro rock, disco punk

Este texto foi publicado originalmente no site rraurl.

Popstar anglo-cingalesa faz uma coletânea de ritmos em seu novo álbum

Antes de iniciar essa resenha, é necessário fazer uma pequena correção. Ao contrário do que foi dito a respeito da M.I.A. no Brasil, ela nunca foi funkeira. Talvez rapper seja a melhor definição. Dito isso, vamos a análise do seu novo disco, Kala. Nascida no Sri Lanka e radicada em Londres, Maya Arulpragasam é uma figura que chama atenção pelos seus traços fora do padrão europeu e norte-americano de beleza e por promover misturas rítmicas diferenciadas em suas músicas.

Seu primeiro trabalho, tinha como base o rap com batidas eletrônicas, porém, duas faixas (Galang e Bucky Done Gun) tinham grande influência do famigerado funk carioca. Foi o suficiente para que os modernos de plantão se interessassem pela cingalesa – que se apresentou por aqui no Tim Festival de 2005. Grande parte desse flerte com o ritmo brasileiro tem por trás o nome Diplo, DJ norte-americano interessado no funk e ex-namorado de Mia - ele também participa desse novo disco como produtor, além de Switch, DJ Blaqstarr, Morganics e o hitmaker Timbaland.

M.I.A. amplia ainda mais as suas fronteiras musicais em Kala e vai buscar inspiração em outras batidas de países ou comunidades terceiro-mundistas: no bhangra da Índia, no kuduro dos negros de Portugal, nas batidas afro e, novamente, no funk carioca. Todo esse ecletismo fica um pouco dissipado e confinado quando colocado no formato CD. Contudo, os singles funcionam muito bem no modo aleatório de um MP3 player. Em alguns momentos, chega-se a pensar que ela produziu músicas especialmente para serem retrabalhadas em remixes ou mash-ups.

O disco abre com "Bamboo Banger" que tem um vocal malemolente emulando kuduro e é hip hop com bases indianas. Na sequência, em "Bird Flu", a cantora fala dos problemas enfrentados por imigrantes de países pobres: They wanna check my papers / See what I carry around / Credentials are boring / I burnt them at the burial ground / Don't order me about /I'm an outlaw from the badland ("eles querem checar meus documentos / ver o que estou levando / credenciais são chatas / eu as queimei no local do enterro / não fique me dando ordens / sou uma fora-da-lei das terras ruins").

As canções vão seguindo até chegar em "Jimmy", o segundo single - que já virou clipe -, um cover da trilha sonora do filme bollywoodiano de 1982, Disco Dancer. Em parceria com o produtor Timbaland, M.I.A. fecha Kala com a música "Come Around". Famoso por dar um aspecto pop e dançante em suas produções, a faixa foge desse esquema ao apresentar uma levada mais cadenciada com sinos típicos da Índia e vocais de rap. M.I.A. cada vez mais se coloca no meio do caminho entre cantoras pop do naipe de Beyoncé e de artistas que chamam atenção pelo exotismo, estilo Bjork. Resta saber para onde ela vai pender ou se vai ficar perdida no seu electro-étnico.

Nota: 7

Ano: 2007
Selo: XL
Estilo: world pop, bhangra, funk carioca, kuduro

Resenha publicada originalmente no site rraurl

agosto 31, 2007

Blog Day

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Hoje é o Blog Day. A data foi escolhida porque os números 3108 juntos ficam parecidos com a palavra BLOG. A ação sugerida é indicar cinco blogs para os leitores.


Eis as minhas sugestões:

Sim Viral - marketing viral e comunicação.

Ovelha Elétrica - cultura geek e internetices.

Blah Blah Blog - cultura pop.

Muito Japão - o nome já diz.

Te dou um dado - irmão do Papel Pobre.

agosto 27, 2007

Blogcamp

Estive presente no Blogcamp no último sábado. O evento, tinha como intuito, promover um espaço de debates sobre os blogs no Brasil. Durante o café-da-manhã fornecido pela Casa Gafanhoto, formaram-se rodas de conversa para que cada um se apresentasse. Além dos tradicionais "ah, eu leio seu blog" e do "pô, não conheço o seu blog, vou ler", aconteceram algumas situações engraçadas. "Será que o Interney vem?", foi proferido por um dos blogueiros no círculo de pessoas. "O Interney sou eu", foi a resposta do próprio Ney, que estava ao lado do rapaz que fez a pergunta. Quando um representante do Estadão foi identificado, a reação de todos os blogueiros foi unânime: "Quem é?".

Depois de uma apresentação dos organizadores, os blogueiros decidiram fazer um mash-up das desconferências propostas: uma sobre monetarização dos blogs e outra sobre o novo modelo de negócio do wasabi. Porém, não deu certo a proposta e os grupos se desmebraram. Optei pela conversa com o Danilo do wasabi. Para quem não conhece, o site é um misto (mash-up?) de rede relacionamentos tipo Orkut com um visualizador de feeds. A idéia é que as pessoas se cadastrem e acompanhem a atualização dos sites (blogs, flickr, del.icio.us etc) dos contatos. O que eles querem propor a partir do final do ano, é captar anunciantes para os blogs que estão dentro do wasabi. Óbviamente, existe um critério de qualidade e visibilidade que são determinantes. Mas, o wasabi passaria a ser uma espécie de departamento comercial dos blogs cadastrados. É um modelo novo, que precisa de ajustes, mas é promissor.

O almoço foi mais um momento para trocar experiências e fazer novos contatos. Na volta, atrasado, entrei numa discussão sobre a (falta de uma) legislação da Internet brasileira. Foi levantada a possibilidade de criação de um lobby, ou de uma entidade que represente os blogueiros, pois, os legisladores não estão escutando o que estes têm a dizer. Achei a idéia interessante, mas não acredito que vingue.
Saí dali e fui para o primeiro andar onde a discussão girava em torno da importância de que os blogs deixem de ser auto-referentes. Essa foi o grande sentimento que eu captei no Blogcamp: os blogs ainda são lidos, majoritariamente, por blogueiros. Tirando algumas poucas excessões, os blogs ainda não são fonte de informação para a maioria das pessoas. Na minha opinião, o único caminho rumo à credibilidade é fazer um trabalho correto, sério e que seja interessante não só para o seu círculo de amigos. Aqui, abro uma parênteses: interessante notar como o meio publicitário predomina na blogosfera.

Curiosamente, acho que a semente dessa discussão, foi plantada lá na Casa Gafanhoto nesse fim-de-semana.

Ps. foi bem legal ter conhecido e ter trocado alta idéias com o Rafael, Carlos, Bruna, Ian e Marcos.

agosto 24, 2007

Blogcamp

Começa amanhã o Blogcamp 2007 São Paulo. O pessoal dos outros estados já está chegando e a expectativa para o encontro é grande. O Churrasco Grego estará representado por lá! Acompanhe aqui a cobertura do evento.

Arte suja

O artista plástico Alexandre Orion estava passando pelo túnel da Cidade Jardim quando percebeu que o escuro da parede não era tinta, era fuligem. Com um pano, começou a desenhar caveiras pelo túnel. Enquanto fazia sua arte, foi surpreendido pela polícia. Apesar de ter explicado que não estava pixando, e sim, limpando, não teve papo, o serviço de limpeza urbana foi chamado pra dar um jeito "naquilo". A sequência foi gravada e virou clipe do Instituto para a música "Ossário". Lamentável ver que a metalidade do poder público não acompanha as mudanças e muito menos se abre para "novas" manifestações artísticas.

O site Jungle Drums publicou uma entrevista bem interessante com o Alexandre, onde ele conta que passou 13 madrugadas num túnel da Avenida Cidade Jardim (bairro nobre de São Paulo) e, pelo menos quatro vezes por noite, ou a polícia ou a engenharia de trânsito o interpelava. "Mas eles não tinham como me prender, eu estava, na prática, limpando o túnel, tirando a sujeira da parede até aparecer o amarelo original”, relata. Depois de 17 dias, a prefeitura foi até o túnel para lavar a sujeira. “Mas eles só limparam os 300 metros onde eu tinha desenhado os ossários, só dias depois que lavaram o resto”. Orion passou então a fazer “ossários” em outros túneis. “Virou um jogo de gato e rato: onde eu ia, a prefeitura ia atrás com uma vassoura”.

agosto 2, 2007

Liga dos MCs cresce em 2007

Depois de quatro edições restritas ao Rio de Janeiro, a Liga dos MCs se expande para mais 4 capitas brasileiras. Além do Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e São Paulo terão eliminatórias. Os melhores MCs de cada etapa vão se enfrentar na grande batalha final na capital carioca.
Nessas eliminatórias, os concorrentes se enfrentam em batalhas de rimas e quem conseguir levantar mais aplausos da platéia, avança para a próxima fase.

Em cada parada DJs e grupos de rap locais vão ser as atrações das disputas, ao lado de convidados também especiais: artistas regionais, que expressam a cultura de raíz de cada região do país através da rima e do improviso.

01/08 - Rio de Janeiro
Local: Teatro Odisséia
Curador: Slow
DJ Convidado: DJ Negralha
Pocket Show: Aliança 21
Performance Regional: Renatinho Partideiro (Partido Alto)
Ingressos: R$ 10 - À venda no local no dia da batalha

18/08 - Belo Horizonte
Local: Lapa Multishow
Curador: DJ Francis
DJ Convidado: DJ Wall
Pocket Show: Realista NPN
Performance Regional: Ricardo Alexo e DJ Rato (Poesia)
Ingressos: R$ 10 - À venda no local no dia da batalha

22/09 - Recife
Local: Moriztard
Curador: Zé Brown
DJ Convidado: DJ Beto
Pocket Show: Confluência
Performance Regional: Pinto e Maturi (Embolada)

28/09 - Porto Alegre
Local: Dub Hall
Curador: Nitro Di
DJ Convidado: Only Jay
Pocket Show: Rafuagi
Performance Regional: Volmir Martins (Trovador)

17/10 - São Paulo
Local: Studio SP
Curador: Max BO
DJ Convidado: KL Jay
Pocket Show: Pentágono
Performance Regional: Elizandra e Akins (Spoken Word)

Dezembro - Rio de Janeiro
Final

Encerradas as inscrições para o BlogCamp Brasil

Acabaram ontem as inscrições para o BlogCamp Brasil 2007. A organização estuda a possibilidade de abrir novas vagas. O BlogCamp Brasil é um evento baseado no modelo BarCamp - uma desconferência - com discussões, debates, demonstrações e interações entre os participantes, onde não há palestras e palestrantes definidos. Num BarCamp as coisas fluem de forma mais natural e democrática, todos que querem falar podem reservar um horário e apresentar sua idéia - e quem quiser, assiste, discute, participa.

O BlogCamp - como o próprio nome denuncia - é um BarCamp com tema. Se falará sobre blogs, para blogs, com blogs. O primeiro BlogCamp Brasil ocorre durante os dias 25 e 26 de Agosto, no espaço Casa Gafanhoto em São Paulo, trazendo como tema principal de debate: O atual papel dos blogs como gerador de conteúdo e fonte de informação, em contraposição à visão dos “diários virtuais”.

BlogCamp Brasil 2007
Dias 25 e 26 de Agosto, das 10h as 17h (e após, num bar próximo)
Casa Gafanhoto - Av. Rebouças, 3181 - São Paulo / SP - www.casagafanhoto.com.br

junho 24, 2007

Coisa de Louco

O grupo californiano The Ether and Aether Experiment fez uma versão da música Crazy do Gnarls Barkley, usando um theremin.
Insano.

outubro 31, 2006

Tim Festival 2006 – a viagem

Viajar para assistir shows em outros estados,e até países, é prática comum na Europa e nos EUA. Aqui no Brasil muita gente reclamou de ter que ir para o Rio de Janeiro assistir o Tim Festival. Reclamação tola. Vale, e muito, a pena ir para lá. Para os que reclamam do custo, é só se organizar com antecedência que a viagem não fica cara.

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outubro 25, 2006

Mangá de menina

A pesquisadora japonesa Masami Toku, atualmente professora associada em Educação Artística na California State University em Chico (EUA), vem ao Brasil para falar sobre o projeto “Power of Girl’s Comics”, uma exposição que percorre os Estados Unidos com apoio da Japan Foundation.

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outubro 24, 2006

Mulheres rabiscadas

Tudo começou como uma brincadeira no blog do cartunista curitibano Solda, parceiro de letras e copo de Paulo Leminsky. O Solda passou a publicar algumas fotos de mulheres com os pêlos pubianos em fúria sob o singelo título "mata atlântica".

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outubro 15, 2006

É o amor

Entrar num bar, sentar num balcão, ouvir um som, pedir uma birita e assistir a um show de striptease. Tanto nos EUA quanto no Brasil, ou em qualquer parte do mundo, esse é o tipo de atividade muitas vezes comum para o público masculino. Talvez a grande diferença dos EUA para nós esteja nas dançarinas. Não estou falando das formas físicas e sim de como esse tipo de trabalho é encarado. Se no Brasil, só existem prostitutas fazendo strip profissionalmente, na terra de Tio Sam nem sempre é assim. Lá, existe a profissão de dançarina erótica. As garotas sobrem em palcos, tiram a roupa e não fazem programas. Bem diferente do Brasil, onde as meninas estão ali para conseguir clientes.

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setembro 20, 2006

Guitarrista do Franz Ferdinand encomendou uma gatorra

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Nick faz um test-drive na gatorra de Du Ramos (Slag)

Além do show histórico no último sábado (texto em breve aqui no CG), a vinda dos escocêses do Franz Ferdinand também gerou um intercâmbio de instrumentos musicais. Nick McCarthy, guitarrista da banda, encomendou uma gatorra (!?). O instrumento é um sintetizador em formato de guitarra e criação 100% brasileira. Produzida artesanalmente por Tony da Gatorra – gaúcho, músico e técnico de eletrônica – uma gatorra custa R$ 1.500,00 e fica pronta em três meses.

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setembro 10, 2006

Haja dinheiro! - Parte 1

Essa é a frase mais ouvida em rodinhas de amigos que esteja conversando sobre música. Seja no Milo Garage, na (imensa) fila do Black Dog, na cantina da faculdade, no busão ou via algum comunicador instantâneo da internet. Não importa qual seja o seu estilo musical predileto, com certeza vai ter algum show nesse segundo semestre que você vai querer ir. Para os mais ecléticos, cada vez mais a maioria, os próximos meses prometem ser inesquecíveis ou de se puxar os cabelos - para aqueles que não contam com muitos dígitos na conta bancária.

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agosto 11, 2006

Os impostores do funk paranaese

Que o funk carioca rompeu as fronteiras do seu estado de origem, não é mais novidade pra ninguém. São diversos os exemplos: do aclamado DJ Diplo, passando por campanhas publicitárias européias com trilha-sonora funkeira ou as noites dedicadas ao ritmo que não esvaziam nunca em São Paulo.

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julho 19, 2006

Underworld no Brasil

O aclamado trio eletrônico inglês, Underworld, tem duas datas reservadas para apresentações no Brasil segundo o site do grupo.

Born Slippy, um dos hinos da música eletrônica e trilha sonora de Trainspotting, ajudou a projetá-los mundialmente. O Underworld nunca veio para o Brasil e é um dos mais esperados pelos fãs da música eletrônica. As apresentações devem ocorrer no dia 14/11 em São Paulo e dia 18/11 no Rio de Janeiro.

julho 17, 2006

Músicas do Devotos para download

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O trio pernambucano de hardcore, Devotos, está oferecendo três faixas de seu novo álbum para download.
O cd, Flores com o espinho para o rei, sai em agosto. Para este ano também está previsto o lançamento do primeiro DVD do grupo.

julho 2, 2006

Música intergaláctica

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Recifense radicada em São Paulo há mais de três anos, Lulina se diz abduzida pela cidade. O termo, utilizado para designar o ato de ser capturado por extra-terrestres caiu como uma luva para explicar o que a grande metrópole faz com as pessoas. Assim como diz a cantora/compositora na música Sangue de ET: “Tem poder/ o Sangue de ET/ vai nos fortalecer/ se eu acreditar eu vou me convencer” – afinal não é para isso que as pessoas vêm para São Paulo? Se fortalecer? Simpática desde o primeiro contato, batemos um papo via e-mail sobre memórias musicais, produção e quem é Lulina. Leia abaixo e principalmente, escute a moça.

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