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presente

Aprendi que presente é sempre bom. Mesmo quando a gente não gosta.

Porque a pessoa se empenhou em buscar alguma coisa, escolheu, procurou, pensou em você e naquilo que você pudesse gostar, teve trabalho, quis te agradar.

Minha mãe tinha estranhos hábitos em relação a presentes. Nunca os abria na frente de quem dava. A gente estranhava, achava até um descaso, mas ela argumentava que “era feio” abrir presente na frente de quem deu. Que se devia agradecer muito mas deixar pra ver depois.

Nunca entendi isso. Acho que ela não sabia esconder muito bem a decepção. Assim, se escondia pra abrir presentes.

Sei lá! Sempre tive uma certa dificuldade em entender minha mãe.

Enfim...eu abro. Já comentei aqui que meu natal geralmente acontece antes. Porque eu não agüento esperar pra abrir nada. Então a família fica me provocando. Fazendo pacotes indevassáveis. Deixando pra por na árvore no último momento.

E eu sempre gosto. Mesmo quando não gosto.

Então, acho extremamente meigo minha cachorra vir todo santo dia com alguma coisa na boca pra me dar de presente. Logo cedo. Qualquer pauzinho ou folhinha, que ela encontra no quintal. Traz na boca e fica olhando pra mim. Abanando o rabo.

E eu sempre estimulo. Porque ela quis agradar, quis presentear, enfim, os argumentos que eu já expus.

Às vezes tenho que engolir em seco e fingir que gostei.
Porque a intenção sempre é muito boa.

Mesmo quando ela vem, como veio ontem, abanando o rabinho, me trazendo na boca um tremendo ..rato ! Morto, felizmente.

Fosse eu a minha mãe, deveria ter guardado pra abrir depois...

mancha copy.jpg

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Comments

Adoro los regalos, hacerlos y que me los hagan. Disfruto del momento previo, del durante y del después. Al igual que tu, no puedo esperar, abro y agradezco, ya que aprendi en mi casa que todos los regalos son buenos, ya que no importa lo que sean sino la intención de quien lo hace. Mi Cloe no me trae objetos habrá que contactarla con tu cachorra
Un beso

Gosto muito de dar presentes, mas não de receber (costumo me decepcionar).

Minha saudosa Kamani, uma akita tigrada, também tinha o hábito de presentear-me com ratos.
:p

Allan: o divertido é que eu tenho duas cachorras. E nunca descobri qual delas mata os ratos. Quem me traz é sempre a maior. Em compensação, é a mais meiga e medrosa. Então, pra descobrir a origem dos presentes vou ter que montar campana, um dia :)

Sole: a mania da Mancha ( esse é o nome dela) de me trazer coisas é fruto de uma falha de adestramento. Eu a ensinei a ir buscar coisas que eu jogava, mas na hora de parabenizá-la, fiz isso cedo demais. Antes que ela efetivamente depusesse as coisas no chão. Então ela ficou assim: ela me traz as coisas, mas não vai buscar. E, dependendo da coisa, também não larga. Enfim, como psicóloga, sou ótima percussionista...
besos

Cá por mim dá-me mais gosto oferecer do que receber presentes.

Mas dessa fofa cachorra, acredito que até um rato morto se aceita como se fosse um diamante...

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