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dissonância

Gosto muito de humor.

Não da piada fácil, do trocadilho infame, mas de humor mesmo. De preferência non-sense.

Aquilo que em psicologia a gente chama de dissonância cognitiva. Você tem uma idéia à respeito de alguma coisa e alguém ou algum fato se apresenta de forma totalmente inusitada, diferente da tua idéia. Por exemplo, você sabe que certa pessoa é um calhorda e de repente ela faz alguma coisa de enorme generosidade. Isso causa dissonância. Você não espera.

É claro que no caso de gente, fica difícil definir. Porque não há limites nem antagonismos da forma que expus. O cara pode ser um calhorda e ter atos de bondade. Ser um tremendo burro e pelo menos uma vez na vida ter uma idéia genial. Enfim, eu sou confusa mas espero que vocês não. Suponho que já entenderam.

Tudo isso pra dizer que admiro senso de humor. Tenho que fazer uma força danada pra não cair de amores pelos calhordas da política que têm senso de humor. São raros mas existem.

Então, quando vi um programa em que o apresentador levanta a maior bola pro Maluf, perguntando-lhe o nome do maior prefeito nos últimos 20 anos – pergunta que ele fez a todos os outros prefeituráveis também, obtendo as mais variadas respostas – e ele responde que a modéstia o impedia de falar, tenho que segurar meu riso. Não fica bem admirar aquele senhor. Mesmo que ele tenha um refinado embora óbvio senso de humor...

Mas foi difícil.

Pronto. Confessei.

monty_python_life_260.jpg

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Comments

Oi Maray

Quanto tempo que nao venho aqui. Tava com saudades.Tenho trabalhado muito.Pode deixar que vou tentar nao desaparecer de novo.
Beijos

Os Monty Python são um belo exemplo desse tipo de humor.
O Peter Sellers também era um cultor do género. Recordo aqui um filme que ele realizou no início da carreira e que se chamava, precisamente, "Humor abstracto".
Numa das sequências ( o filme não tinha qualquer fala), via-se um dedo, junto à câmara, que chamava um cara que estava lá longe.
O sujeito se aproximava um pouco.
E o dedo (indicador) continuava a chamar.
E ele avançava mais.
E a cena repetia-se durante mais de um minuto.
Finalmente, quando o homem chegava mesmo junto da câmara, saía disparado um punho numa luva de boxe, que lhe acertava um tremendo de um soco.
Isto visto, provocava gargalhadas de apertar a barriga.

Oi Fran! Senti sua falta no seu blog também. Mas ter bastante trabalho, nos dias de hoje, é uma boa! Beijos

Peciscas:também adoro o Peter Sellers. Por isso fico muito irritada com as refilmagens. Beijos

Bom. Tudo bem. Pelo mesmo motivo, passei a admirar o governador aqui da Guanabara, digo, Rio de Janeiro, um pouquinho.

Acontece.

Se a câmera da cena acima descrita mostrasse o bom Maluf tomando o soco de uma luva de chumbo, aí sim, eu riria feito criança sentada diante do picadeiro.

Oi Lia! Pois é, não é? Senso de humor é coisa democrática, que nem resfriado: dá em todo mundo :)

Herbert: não chego a tanto. Apenas não voto - nem nunca votei- na criatura. Mas continuo afirmando que ele tem senso de humor.
beijos

Maray,

Eu assisti este programa (que atualmente é o meu favorito) e quase morri de tanto rir. O Maluf não vale nada, mas tem carisma e por isso(por mais absurdo que seja) também tem votos.

A última frase dele tb é sensacional: "Acordar cedo, trabalhar muito, dormir tarde e dizer sempre a verdade".

Beijo.

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