de escolhas
Havia aquele monte de histórias infantis povoando sua cabeça. Por que não buscar saída em alguma delas?
Deixar o cabelo crescer até matar de inveja uma evangélica das mais empedernidas? E usar como corda pra trazer o amado dos seus sonhos até sua torre inatingível?
Fora de cogitação. Seu cabelo nunca passara do pescoço, jamais passara a fase da coceira na nuca.
Levar quitutes pra vovozinha? Na busca de um caçador bem apessoado, corajoso, audaz, embora a custa da exposição arriscada a um lobo devorador? Valeria a pena? E se o caçador fosse como tantos outros que, ganho o primeiro troféu, botasse a pele do bicho aos pés do sofá da sala e a cabeça na parede, qual veado engalhado?? E nunca mais caçasse nada, nem mesmo as baratas da cozinha?? E se??
Deixar-se adormecer por séculos seculorum mediante uma poção? Dois problemas: o risco da overdose, o risco do beijo no escuro. Qual seria o pior? O beijo da morte ou o beijo da fera?
Não. Não ia decidir por aí.
Bom, tinha aquela do João e Maria. E ela, mesmo não tendo João nenhum em vista, achava a idéia da casinha na floresta feita de balas, chocolates e doces muito bem elaborada.
Pensando bem, a estorinha dispensava a presença do João.
E foi pensando nisso que, afinal, resolveu atacar a geladeira.
Sem João, sem príncipe, sem caçador.
Mas tem dias em que essas coisas todas são menos apetitosas que uma mousse de chocolate.
Ou não?

Comments
Aprendí a ser formal y cortés
Cortándome el pelo una vez por mes
Y si me aplazó la formalidad
Es que nunca me gustó la sociedad
Viento del sur o lluvia de abril
Quiero saber dónde debo ir
No quiero estar sin poder crecer
Aprendiendo las lecciones para ser.
Sui Generis
Posted by: mauricio planel | abril 11, 2008 11:36 AM
Lembrei que deixei o vidro de Nutella aberto. Vou lá acabar com ele. :D
Posted by: Allan | abril 12, 2008 6:32 AM
Mauricio: escolha poética sempre é uma boa escolha :)
Allan: nutella? Vc vai fundo mesmo, hem??
Posted by: maray | abril 12, 2008 11:34 AM