Friscos
Nem pensar em dizer que a claustrofobia acabou. Mas agora acho que posso dizer que eu a dominei, ao invés dela me ter nas mãos. Consegui voar treze horas em avião grande (até Dallas) e em avião pequeno (até São Francisco) sem dar piti. Não vou dizer que tenha sido fácil, até pra não desprestigiar minha conquista, mas deu pra encarar sem grandes traumas. O trauma maior é a dor muscular daqueles bancos diminutos.
São Francisco a princípio me pareceu bonita demais. Limpa demais. Estética demais. Politicamente correta demais. Até...
Até hoje, quando fomos conhecer mais de perto o bairro latino. Mission merece uma visita. De nariz tampado, como quando subimos certos viadutos de São Paulo. Mas me deu uma boa sensação. Devo ser meio tarada, mas o cheiro de mijo mesclado ao de comida fast-food me traz a sensação de estar em casa.
Não na MINHA casa, é claro, porque sou boa dona de casa, bem limpinha e coisa e tal, além de vegetariana. Mas de estar no centro, naqueles lugares onde me reconheço. Comemos uma tortilla maravilhosa, vegan até certo ponto, num mexicano padrão. Sempre pensei que aquele bigode a la Cantinflas fosse estereotipado, até conhecer os mexicanos daqui.
De bonito mesmo, pelo menos na minha opinião, só os negros americanos depois dos 60, 70 anos. Gatíssimos!
Temos planos de tanguear por aqui. Umas duas ou três milongas, porque eu já ando em crise de abstinência. Depois eu faço uma avaliação.
Hasta la vista. Bye.






