que pergunta?!
Leio no ótimo blog do A., uma poesia que gera uma pergunta: fada caga? Sei lá. Sei lá se a fada, enfada e caga. Se há fada. Sei, a fada, ora...!
Bom, mas isso me lembrou coisas. Minha avó, por exemplo. Pra ela ninguém cagava. As pessoas obravam. Interessante isso de comparar este tipo de produto com obras. E eu que costumo comparar certas obras com esses tipos de produto, vejo que minha avó era mais condescendente.
Pra muitas mães seus rebentos não cagam também. Fazem “caca”. Geralmente também não mijam: fazem pis ou pipi. Estranhos produtos esses, as cacas e os pis. Estranhos seres esses, também. Estou falando das mães.
Outros chamam a merda, porque é disso que estamos falando, de “coisa feia”. Deve ser terrível pra esses conviverem com “coisas feias” dentro de si, todos os dias. Ou não.
Freud tinha uma certa tendência de comparar os avarentos com “guardadores de cocô”. Numa leitura apressada e talvez mal intencionada, embora eu seja fã declarada de Freud, ele dizia de como pessoas que guardam seus “produtos” têm dificuldades com entregar suas “riquezas” em todos os sentidos da palavra. O avarento seria, então, um constipado. Acho que o avarento é um grande f. da p., mas quem sou eu?
Enfim, todo mundo caga. Em todos os sentidos. Alguns mais, dependendo do que comem.
Que o diga o Renan, aquele Calheiros.
Voltando às fadas, pensando bem, cagam sim. Não foi uma que, contrariada em seus brios, fez a bela adormecida dormir trocentos anos? E outras, em brigas de quadrilhas, tornaram as noites de verão shakesperianas um verdadeiro samba do crioulo doido? Elas cagam, sim. Como todo mundo.
A essência do universo é essa: todo mundo caga.
Que merda!

ilustração Viviana Chiosi
Comments
minha filhota não caga, faz cookie! muito, muito estranhas, as mamães...
Posted by: Carol | agosto 25, 2007 1:59 PM
hehehe, valeu o linque!
o s.f. - do catarro verde - respondeu lindamente a qustã do cagar da fada. disse ele:
"fada caga sonho-de-valsa"
hahahahahaha.
bjs.
a.
Posted by: a. | agosto 26, 2007 5:36 PM
Isto faz lembrar o mais famoso poema «temático» que por aqui existe, afixado nas portas de tudo o que é WC's e que reza assim:
Neste lugar solitário
onde a vaidade se acaba
todo o cobarde faz força
todo o valente se caga.
Posted by: Marx | agosto 28, 2007 4:26 PM
Bom, pelo menos descobri a essência do universo.
Posted by: Allan | agosto 29, 2007 1:33 AM