didatismo trash
Não sei vocês, mas eu sou chegada num filme ou livro de catástrofe. Daqueles bem cabeludos. Na realidade, prefiro o livro, porque minha imaginação, no quesito desgraça, sempre é mais rica do que qualquer filme que eu já tenha visto, por mais efeitos especiais que tenha.
Quando li sobre o Titanic, vibrei. Sufoquei, percorri corredores adernados, nadei até o desespero, comi peixe cru na falta de coisa melhor e, claro, me salvei. O bom da minha imaginação, é que eu sempre me salvo.
Quando li o Robinson – que não deixa de ser uma desgraça- também vibrei. Na realidade, até hoje, em noites de insônia, é o Robinson que me dá o que fazer até o sono chegar. Isso de contar carneirinhos não está com nada. Eu gosto é de construir cabanas na areia com restos de naufrágio. Sou boa pra caramba nisso!
Sempre me odeio por isso, mas não resisto a um filminho de TV bem desgraçudo. Já vi de tudo. Até um que o povo ficava preso num elevador prestes a cair.
Existem vários de incêndios, de fim de mundo, de navios e aviões afundando e caindo, de ônibus sem freio, de trens sem freio, de qualquer coisa que ande sem freio.
Se eu puder, não perco um.
Não sei o porquê desse gosto (desgosto). Fico pensando, em momentos de profunda reflexão, que é minha vontade de estar pronta pra vida. De me preparar pra desgraça. Porque pra coisas boas não precisa estar preparado. É relaxar e aproveitar. Mas a desgraça precisa de know-how. Acho eu.
Assim, se algum dia eu estiver num transatlântico em mares cobertos de icebergs, ou numa torre de 120 andares pegando fogo, acho que saberei o que fazer. Tenho estudado muito.
Por via das dúvidas, evito essas situações.
Vai que justo no momento em que eu fui ao banheiro, é que o filme mostrou o pulo do gato??

Comments
Acho q estamos sempre a espera do pior e como se diz "pimenta no dos outros é refresco"
Posted by: humberto | fevereiro 22, 2007 8:38 AM
Não sou muito dado a esse tipo de livros ou de filmes.
Mas acontece que, se um deles me passa por perto, acabo por não desgrudar até ao fim.
Mas, vendo as coisas pelo teu ponto de vista de preparação para eventuais futuras emergências, se calhar é mesmo melhor investir mais no consumo destas obras.
Posted by: peciscas | fevereiro 22, 2007 2:24 PM
he, he, he, eu não resisto e aqui estou outra vez. Tudo aqui se torna divertido.
Posted by: Sonia | fevereiro 22, 2007 5:06 PM
Humberto: pimenta no dos outros arde no meu também. Com raras exceções, sou uma pessoa solidária. Mas filmes de TV não dá pra levar a sério. Daí é relaxar e se divertir com a desgraceira...
Peciscas: é isso aí. Só não pode exagerar porque se assistir muito periga virar ameba, feito aquele povo do Lot, acho eu, que tinha ordens de não virar pra trás, pra olhar a bandalheira de sodoma ou Gomorra e aí não resistiu e olhou e pimba! Virou estátua de sal. Sempre digo que se assistir muita TV vira estátua de ameba...:)
Sônia: minha amiga: se a gente não se divertir com a vida a vida se diverte com a gente, o que é muito pior!!
Posted by: maray | fevereiro 22, 2007 10:55 PM
Hola!
Gosto tb de um filme catástrofe-fogo-pimenta-carro etc. São divertidos, principalmente na parte onde a pergunta é:
Você está bem?
(depois do sujeito cair, se esfolar, queimar...)
um beijo de fim de semana.
Posted by: mauricio planel | fevereiro 23, 2007 8:12 PM
Me gusta tu blog, la manera sosegada como reflexionas y los temas que tratas.
Gracias por visitar el mío. Disculpa que no escriba en portugués. Pero disfruto leyéndolo y sobre todo escuchándolo.
Nos leemos
Posted by: Álvaro | fevereiro 24, 2007 7:41 PM
Adorei td por aqui...ok?
Vim através do Ordisi.
Abraços carinhosos diretamente do meu Cotidiano.
Posted by: lia | fevereiro 27, 2007 5:54 PM