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de impressoras, faxineiras e da transitoriedade

Já passaram aqui por casa mais impressoras do que faxineiras. Só tive faxineira quando trabalhava fora de casa e não dava conta de fazer tudo sozinha. Hoje eu faço. E gosto disso. A sensação de não ter ninguém estranho tropeçando comigo pelos cantos da casa, não ter que dizer a ninguém como eu gosto das coisas, não ter que dar bom dia quando eu acho que o dia está uma droga, é muito prazeirosa.

Mas volto às impressoras. Foram várias. No começo eram umas coisas estranhas, altamente barulhentas, que faziam um som como o de uma galinha a gorgolejar com o pescoço se esvaindo em sangue pra fazer sarapatel. Sim, eu já vi fazerem isso a partir da galinha viva, em todos os detalhes sórdidos e nunca me esqueci. Filme trash de horror é pinto perto disso, que me desculpem o trocadilho.

Estou falando das impressoras matriciais. O papel de vez em quando enrolava lá dentro.Quando era etiqueta então, um grude só, e ela tremia, tremia tanto que tivemos uma que movia a mesa na qual ela se encontrava. E pur si muove, como diria o outro!

Depois foram melhorando. A qualidade da impressão, a tinta, o barulho foi diminuindo, elas foram se apequenando. E o preço?
Ah, o preço é um capítulo a parte.

Computador era caro pra chuchu. Tá bom, chuchu é barato à beça e eu uso gírias todas muito datadas. Fazer o que?

Mas computador era caro. A gente abria mão de viagens, de troca de carro, de várias coisas pra trocar o computador. Chamávamos a salinha de dois por dois em que fica o computador, com impressora e scanner, de “parque gráfico”, tal a grana que a gente dispendia pra manter o tal parque em dia.

Com o tempo, porém, ele foi barateando. Impressora, então, nem se fala. Tá quase mais caro o cartucho de tinta do que a impressora propriamente dita.

Com o tempo provavelmente ela vai ficar descartável. Tipo compra um cartucho e leva uma impressora.
Não consigo entender isso.

Será que não há nada possível de ser feito com uma impressora antiga? Tipo um vaso de flores, uma máquina de abrir massa de macarrão, uma mesinha de cabeceira?
Não me conformo com essas coisas que vão ficando obsoletas em questão de anos, poucos anos.

Tenho medo. Muito medo.

impressora.jpg

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Comments

Apesar de ter tido mais sorte com impressoras do que com faxineiras (cá diz-se mulheres a dias ou, mais modernamente, empregadas de serviço doméstico) sempre tenho aí algumas máquinas encostadas.
Mas a lógica dos fabricantes é tornarem as coisas rapidamente obsoletas, para criarem novas necessidades de consumo.

Lixo tecnológico!!!!

EUA já exportam esse lixo tem tempo pra países africanos.

O grande lance das empresas que vendem impressoras é a tinta...na verdade são poucas empresas que distribuem os pigmentos a nivel mundial.

Bom finde!

Que tal um escambo?
Não tem um monitor de 17" ou mais" encalhado aí não?
Tenho duas faxineiras encostadas por aqui. Vamos fazer negócio? ahaha
até.

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