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nua e crua

Tem determinadas categorias – se é que posso chamar assim – de homens que podem quase tudo em relação a nós, mulheres. Não estou falando de namorados, maridos, ficantes, casos esporádicos, enfim, essas coisas. Isso tudo aí não é categoria. É homem que a gente gosta.

Estou falando daqueles que a gente nem conhece, pode nunca ter visto, e se ele chega e fala: tira a roupa toda e abre as pernas, a gente faz e pronto. Sem chiar. Sem avermelhar (sou do tempo em que as mulheres avermelhavam) sem um pio.

Coloco duas categorias de homens aí: a dos médicos e a dos religiosos, se bem que uma delas não pede que a gente tire a roupa. Pelo menos acho que não. Não sou religiosa, mas acho que ainda não é costume o despir-se real. Só o virtual. O despir-se de alma. Estou falando da categoria dos religiosos. Tem quem acredite (em religiosos, o que é totalmente diferente de acreditar em religião, mas de qualquer forma tenho dificuldade de acreditar em qualquer um dos dois: religiosos e religiões) .Voltando. Diz-se que pra padre ou pastor a gente não deve esconder nada. Não sei.

A outra categoria é médico.

Mesmo eu, que sou reconhecidamente uma pessoa pudica e avermelhante, não hesito se me pedirem pra tirar a roupa. Os médicos. A não ser que seja um otorrino ou algo assim. Aí hesito um momento.

Não é loucura total? Porque o cara que pede isso não estabeleceu nenhum relacionamento com você, não sabe dos teus traumas, do teu gosto musical, de onde você tem cócegas, e já sai pedindo pra te ver por inteiro, nua, crua, celulitosa e estriada. E você, normalmente uma pessoa que não vai assim, digamos, atendendo logo de primeira, imediatamente tira tudo. E ainda quer que ele examine em detalhes pra ficar satisfeita. E aí, doutor? Olhou com cuidado essa verruguinha? Viu aquela manchinha acolá, bem aí na curvinha? Detalhes! Nem pra amante de anos a gente revela tanto.

Eu sempre fico meio cabreira. Gostaria que os médicos levassem um tempo maior pra me examinar. Que tomassem antes um vinhozinho junto, ouvissem uma musiquinha relaxante, essas coisas.

Dizem que sou uma pessoa dada ( e não, isso não quer dizer bobagem, vou avisando) mas mesmo eu tenho vergonha de atender ao pedido de “tire a roupa” assim, em seco. Da próxima vez que for ao Dr. Fred vou levar aquele CD do Rampal e um Periquita (vinho, gente maldosa) ao ponto...

francispicabia-doctor.jpg

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Comments

O dr Fred deve ser velho conhecido, vai entender. Se fosse médico de primeira consulta acho que não seria boa ideia. Agora, gostei da escolha de um vinho português. Logo esse, cheio de duplo sentido.
Beijinhos.

Errei de profissao?

O Periquita é um belíssimo vinho aqui de Portugal...
Ãí também há??!!

Sempre me divirto ao passar por aqui. Tudo tem graça dito por você.

Santos: o dr. Fred é quem me manda tomar vinho tinto. Mas nunca tomou um comigo..schuif :(

Allan: Tá em tempo! Mas medicina demora muito! Tenta ser estilista! Você já está aí na Itália, o que é meio caminho andado, acho eu. Adoro moda italiana!

Manel: aqui há maravilhosos vinhos portugueses. O que mata são os horrorosos preços! :)

Sônia: a gente tem que rir. Se não, acaba chorando.

Eis um texto cheio de humor e não só.
Mas ele fez-me lembrar uma velha história de uma senhora que tinha muita vergonha dos médicos.
Um dia foi a uma consulta e o jovem doutor disse à senhora que tinha de lhe medir a temperatura.
Aí, a dona:
-Mas onde vai colocar o teremómetro?
-Na axila, senhora.
-Aí não que tenho muitas cócegas.
-Então, só se for na virilha. Mas aí, vai ter que tirar a roupa.
-Ah, mas eu tenho muita vergonha de ficar meia pelada. Só se apagar a luz.
E assim foi.
Então, na escuridão do consultório, ouviu-se este diálogo:
-Doutor, olhe que aí não é a vitilha.
-Pois não, dona. Mas isto também não é o teremómetro...

Hummmm....Maray, melhor o maridão não ler este post não, hehehe...

Levar vinho no médico, xiiii....

:)

Beijos nada maliciosos.

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