calote
O cara desce da moto velha. Arrebentada. Tira o capacete que já foi preto um dia e fala ao celular. Melhor dizendo, berra ao celular.
Pode falar que fui eu, sim! Eu assumo. Eu troquei toda a fiação do apartamento e a madame não pagou porra nenhuma! Fui lá e “ranquei” tudo! Ranquei mesmo!!
E o motoqueiro nervoso continua berrando, mas como se afasta já não posso acompanhar o fim da historia...
Fico só imaginando. Se a gente também pudesse retirar ou “rancar” algumas coisas que a gente faz por aí e ninguém liga, ninguém “paga”, ninguém dá a mínima...
"Rancar" sentimentos que a gente cria, "rancar" afagos, "rancar" carinhos pedidos mas nunca retribuidos...
Por outro lado, o próprio ato de acarinhar às vezes já é satisfatório. Dá prazer. Se ele for retribuido, é tudo de bom. Mas se não for, também teve sua cota de gostosura.
Só não acho que o motoqueiro nervoso pensaria igual.
No caso dele eu concordo: tinha mais é que “rancar” tudo mesmo.
E da próxima vez a madame trate de pagar o que deve.

Comments
A cultura do calote tem que ser enfrentada. Eu faria o mesmo que o motoqueiro.
Posted by: Ordisi | novembro 14, 2006 12:20 PM
Este é um problema seriíssimo hoje em dia.
A vergonha sumiu por completo!
Posted by: ,mfc | novembro 14, 2006 10:21 PM
E como a gente faz quando paga tudinho e o serviço não funciona? Não dá pra rancar de volta o dinheiro.
Posted by: Sonia | novembro 14, 2006 11:39 PM
Chegando por aqui through Sonia.
Que lindo, seu blog!
Beijo.
Posted by: Olga | novembro 16, 2006 8:35 AM