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calote

O cara desce da moto velha. Arrebentada. Tira o capacete que já foi preto um dia e fala ao celular. Melhor dizendo, berra ao celular.

Pode falar que fui eu, sim! Eu assumo. Eu troquei toda a fiação do apartamento e a madame não pagou porra nenhuma! Fui lá e “ranquei” tudo! Ranquei mesmo!!

E o motoqueiro nervoso continua berrando, mas como se afasta já não posso acompanhar o fim da historia...

Fico só imaginando. Se a gente também pudesse retirar ou “rancar” algumas coisas que a gente faz por aí e ninguém liga, ninguém “paga”, ninguém dá a mínima...

"Rancar" sentimentos que a gente cria, "rancar" afagos, "rancar" carinhos pedidos mas nunca retribuidos...

Por outro lado, o próprio ato de acarinhar às vezes já é satisfatório. Dá prazer. Se ele for retribuido, é tudo de bom. Mas se não for, também teve sua cota de gostosura.

Só não acho que o motoqueiro nervoso pensaria igual.

No caso dele eu concordo: tinha mais é que “rancar” tudo mesmo.
E da próxima vez a madame trate de pagar o que deve.

moto.jpg

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Comments

A cultura do calote tem que ser enfrentada. Eu faria o mesmo que o motoqueiro.

Este é um problema seriíssimo hoje em dia.
A vergonha sumiu por completo!

E como a gente faz quando paga tudinho e o serviço não funciona? Não dá pra rancar de volta o dinheiro.

Chegando por aqui through Sonia.
Que lindo, seu blog!
Beijo.

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