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novembro 26, 2006

salve a velha guarda da mangueira!

Quando conheci minha casa era ela azul-claro. Um azul-claro desbotado, chocho. Pintamos tudo assim que mudamos. Passou a ser uma casa branca com azul colonial nos detalhes. Bom, não tão detalhes assim: todas as venezianas e janelas, o lustre da varanda, o arremate do muro em volta dela azuis e as paredes todas brancas. Eu sempre gostei daquelas casas de fazenda antigas brancas e azuis.

Foi assim por 28 anos.

Agora pintamos. Uma loucura escolher cor. Quase como escolher marido. Não digo que tenha que ser pra vida inteira, mas eu gostaria que fosse assim. Mais ou menos a resposta que dei ao padre que me casou.

Por que? Porque é difícil pra mim escolher cores. Porque me assusto com mudanças. Porque pintar a casa é caro pra caramba e não quero nem posso gastar tanto assim em curto intervalo de tempo.

E agora que escolhemos e os pintores estão quase acabando, ela está rosinha. Quase uma Casa Rosada, mas do lado de Puerto Madero, porque do lado da Plaza de Mayo é um rosado de lascar. Tudo que era azul colonial passará a verde-colonial. Um verde escuro, de floresta molhada.

E assim, toda rosadinha e verde, vejo que passei da Portela pra Mangueira.

Dentro vou tentar uma parede, uma paredinha só na sala de outra cor que não branca. Talvez um coral amarelado ou um ocre rosado. Se eu aguentar, porque no quarto tentei uma parede “roxo che caribe” e não dormi de noite. No dia seguinte tive que dar mais tres mãos de branco novamente, só pra não deixar vestígio da tentativa.

É duro escolher cor. É duro escolher marido. Muito moderno sai de moda logo, muito tradicional enche o saco. Muito arrojado você não dorme a noite e muito suave você fica desanimada.

Muitas cores numa mesma casa é como administrar vários amantes: você precisa ser dinâmica e criativa pra fazer tudo combinar, tudo dar certo.

Não consigo administrar muitas variáveis junto. Melhor uma ou duas cores, alguns sobretons e só.

Aliás, melhor um maridão que eu gosto e só. Tudo bem, pode ser que com o tempo ele desbote um pouco, mas aí é só dar uma envernizadinha nos detalhes...
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Sempre é tempo de uma homenagem à Mangueira, Estação Primeira!

novembro 23, 2006

até que a pereba nos separe

De todas as especialidades médicas a que mais me intriga, atormenta e traz ceticismo é a dermatologia.

Um dermatologista lida, entre outras coisas, com perebas, casquinhas, infestações de vários bichos que a gente acredita cegamente porque não consegue ver. Aliás, nem ele. Mas se ele diz que é, então paciência.

E dá-lhe creminhos, banhos com sabonetes mal-cheirosos, pomadas a base de coisas barra-pesada ( nem tente ler a bula. Se não cura, mata) e por aí afora.

Isso quando a coisa dá certo. Ou seja, desaparecem os sintomas.

Mas pior, muito pior que um dermatologista, é um ser humano alérgico.

Porque nesse, invariavelmente, a “coisa” volta. Mais dia menos dia, volta. E de novo, dermatologista, pomadas, remédios, banhinhos, etc, etc.

Eu sou um ser humano alérgico. Filha de outro ser humano alérgico. Mãe de dois seres humanos alérgicos. E ultimamente até o maridão, que não tem carga genética comum comigo, anda desenvolvendo umas alergias. Ou é solidariedade ou alergia pega.

E a gente pega coisas estranhas. A filhota anda às voltas com perebas que estão trazendo a cizânia para o meio médico. Vários já foram consultados e ainda não decidiram que diabos é aquilo. E ela coça. Coça. Coça. E toma banhos de todos os cheiros, de todas as cores, de todas temperaturas. E passa coisas. E troca-se tudo todos os dias. Menos de casa, mãe e pai.

E eu já estou começando a desenvolver algo similar.

Família é isso aí. A gente não sabe o que tem, mas quando tem, tem junto!

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novembro 19, 2006

nua e crua

Tem determinadas categorias – se é que posso chamar assim – de homens que podem quase tudo em relação a nós, mulheres. Não estou falando de namorados, maridos, ficantes, casos esporádicos, enfim, essas coisas. Isso tudo aí não é categoria. É homem que a gente gosta.

Estou falando daqueles que a gente nem conhece, pode nunca ter visto, e se ele chega e fala: tira a roupa toda e abre as pernas, a gente faz e pronto. Sem chiar. Sem avermelhar (sou do tempo em que as mulheres avermelhavam) sem um pio.

Coloco duas categorias de homens aí: a dos médicos e a dos religiosos, se bem que uma delas não pede que a gente tire a roupa. Pelo menos acho que não. Não sou religiosa, mas acho que ainda não é costume o despir-se real. Só o virtual. O despir-se de alma. Estou falando da categoria dos religiosos. Tem quem acredite (em religiosos, o que é totalmente diferente de acreditar em religião, mas de qualquer forma tenho dificuldade de acreditar em qualquer um dos dois: religiosos e religiões) .Voltando. Diz-se que pra padre ou pastor a gente não deve esconder nada. Não sei.

A outra categoria é médico.

Mesmo eu, que sou reconhecidamente uma pessoa pudica e avermelhante, não hesito se me pedirem pra tirar a roupa. Os médicos. A não ser que seja um otorrino ou algo assim. Aí hesito um momento.

Não é loucura total? Porque o cara que pede isso não estabeleceu nenhum relacionamento com você, não sabe dos teus traumas, do teu gosto musical, de onde você tem cócegas, e já sai pedindo pra te ver por inteiro, nua, crua, celulitosa e estriada. E você, normalmente uma pessoa que não vai assim, digamos, atendendo logo de primeira, imediatamente tira tudo. E ainda quer que ele examine em detalhes pra ficar satisfeita. E aí, doutor? Olhou com cuidado essa verruguinha? Viu aquela manchinha acolá, bem aí na curvinha? Detalhes! Nem pra amante de anos a gente revela tanto.

Eu sempre fico meio cabreira. Gostaria que os médicos levassem um tempo maior pra me examinar. Que tomassem antes um vinhozinho junto, ouvissem uma musiquinha relaxante, essas coisas.

Dizem que sou uma pessoa dada ( e não, isso não quer dizer bobagem, vou avisando) mas mesmo eu tenho vergonha de atender ao pedido de “tire a roupa” assim, em seco. Da próxima vez que for ao Dr. Fred vou levar aquele CD do Rampal e um Periquita (vinho, gente maldosa) ao ponto...

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novembro 16, 2006

da efemeridade dos tons vermelhos acobreados

Se os olhos são o espelho da alma, os cabelos serão o telhado da casa.
Não é poesia?! E quem lá disse que eu sou poeta?
Sou mesmo é pragmática, como diz uma amiga d’além mar.

Mas cabelos vermelhos são tudo. São mistério, são fogo, são paixão, acendem-se como labaredas quando o sol bate neles e revelam fagulhas insinuantes se é a lua quem aparece por cima.
Mas não duram.

Não, não é uma observação filosófico-sociológica, que não tenho vocação pra ONG de esquerda.

É observação de uma pessoa conhecida agora internacionalmente como pragmática. De uma pessoa que tem o telhado, vamos dizer assim, todo encanecido ( um pouquinho só de poesia, pra ninguém dizer que eu não falei de flores) e a cada vinte e cinco dias tem que tingir o telhado, digo, o cabelo.

Cabelos vermelhos não fixam. Não duram. Não resistem a hábitos arraigados de banho diário, com direito a lavagem de cabeça com shampoo e condicionador.

Cabelos vermelhos desbotam desde o momento em que os pintamos. Como nossos salários, que perdem valor de compra, desde o momento em que os recebemos. E quantos de nós nem recebem!
Cabelos vermelhos são difíceis de definir.

Que o diga a cara de sonso de um cabeleireiro moderninho do Soho quando eu pedi que me tingisse com a “cor do setter irlandes”. Desisti.

Eu mesma tento a cor. Misturo daqui, misturo dali e....fica um lixo!

Alguma coisa entre a palha queimada de sol no verão marroquino e o cabelo da espiga de milho guardada pra secar na antevéspera das festas de junho...

Tá, poeta não sou. Mas levo jeito, né mesmo?
Ou não?
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Não é lindo? É da Graça Martins! Vão lá conhecer!

novembro 14, 2006

calote

O cara desce da moto velha. Arrebentada. Tira o capacete que já foi preto um dia e fala ao celular. Melhor dizendo, berra ao celular.

Pode falar que fui eu, sim! Eu assumo. Eu troquei toda a fiação do apartamento e a madame não pagou porra nenhuma! Fui lá e “ranquei” tudo! Ranquei mesmo!!

E o motoqueiro nervoso continua berrando, mas como se afasta já não posso acompanhar o fim da historia...

Fico só imaginando. Se a gente também pudesse retirar ou “rancar” algumas coisas que a gente faz por aí e ninguém liga, ninguém “paga”, ninguém dá a mínima...

"Rancar" sentimentos que a gente cria, "rancar" afagos, "rancar" carinhos pedidos mas nunca retribuidos...

Por outro lado, o próprio ato de acarinhar às vezes já é satisfatório. Dá prazer. Se ele for retribuido, é tudo de bom. Mas se não for, também teve sua cota de gostosura.

Só não acho que o motoqueiro nervoso pensaria igual.

No caso dele eu concordo: tinha mais é que “rancar” tudo mesmo.
E da próxima vez a madame trate de pagar o que deve.

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novembro 9, 2006

posições

Lá pelos seis anos a gente pode tudo. Havia uma, a de sapinho, que nunca esqueci. Você levanta a bunda do chão, apoiando as pernas, devidamente dobradas, nos braços, devidamente esticados. E fica assim, balançando o traseiro de forma ridícula. Não sei o que o sapo tem com isso, mas aprendi essa posição com esse nome: sapinho. Fazia isso com maestria, aos seis anos. Hoje ainda consigo, mas não em público. Meu senso crítico cresceu. Já minha flexibilidade...

Havia outra: morder o dedão do pé. Tanto faz o pé. O bom era puxar o pé com as mãos e encostar o dedão na boca. Pros tarados de plantão, com um viés narcísico, podiam chupar o próprio dedão. Eu não gosto de pé. Só de sapatos. Mas voltando ao assunto, antes que o fetiche me domine, eu encostava o pé inteiro na boca. Até na cabeça ele chegava. Alguma coisa deve ter acontecido nessa distância, porque hoje tenho dificuldade até pra cortar a unha do pé. Isso estando sentada!

Fora determinadas brincadeiras, como campeonato de andar naquele brinquedo de parquinho, que parece uma escada na horizontal, que você passa de barra pra barra segurando com os braços. Eu era boa naquilo. Geralmente ganhava. Menina mirrada e magérrima, a relação peso/altura favorecia.

Também me divertia andando de pé no muro que separava a nossa da casa da vizinha ( 2,5 metros de altura por uns 15 cm de largura). O quente era ficar andando de um lado pro outro, atiçando os cinco cachorros da vizinha. O canil ficava bem debaixo desse muro. E eu ali, passeando, só na provocação. Tenho impressão que se um dia caísse, eles me devorariam, só de raiva. Mas aos seis anos a gente não cai.

Aliás, cai. Caí do telhado de casa, quando estava acabando de ser construída.
Machuquei? Nem um pouco.
Meu anjo da guarda, aquele que sabe nadar, estava embaixo, com um morrinho de areia que havia sobrado da construção, pra amortecer a queda.

Nem sei porque me lembro disso agora.

Deve ser porque me doem as costas de puxar rodo, os braços de tocar, o pescoço de fazer crochê, os pés de dançar...dói quase tudo. E cadê aquele filhadaputa daquele anjo da guarda que não estava lá quando me pisaram no pé no baile, tanto e tão forte, que até minha unha caiu? Do pé aquele que está hoje ficando cada vez mais longe de mim.?!

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novembro 7, 2006

concisão é tudo!

Não sei o resto das pessoas, mas às vezes é muito bom ter quem decida pela gente. Estar o tempo todo decidindo os caminhos, o que fazer, cansa.

Eu não sou muito de delegar nada. É aquela mania prepotente de achar que certas coisas só eu mesma pra fazer direito. O que não é verdade, eu sei, mas é a sensação que conta.

Mas que de vez em quando é bom relaxar e deixar a vida levar, isso é!

Morro de medo de tempestade quando estou guiando. Tenho medo do carro morrer e ser arrastado pelas águas e aí quem morre sou eu. Pra quem não é de Sampa e não vive inundado por aí nos meses de chuva, isso é loucura. Não por aqui.

Estava uma vez em São Bernardo, que conheço pouco, debaixo do maior toró. Uma avenidona na frente, eu guiando, tendo ao lado um amigo que conhecia bem a região. Tudo inundado.
Tinha que fazer um retorno e não sabia como.

Quequieufaço??
Vai em frente!

Fui. Passei por cima de uma ilha enorme que dividia as pistas. Pô, você não disse pra ir em frente? Disse, mas não achei que você ia obedecer desse jeito...
Eu obedeço sim. Às vezes.

De outra já deixei nas ruas um escapamento inteiro, avisada que tinha sido pelo maridão pra não me preocupar se ele se soltasse.
Não me preocupei. O que ele não disse era que era pra eu pegar o escapamento quando caísse.

Teve também o dia em que, depois de uma reunião, achei uma coisa esquisita em cima da mesa.
Quequiéisso?
A bombinha do Fulano. Um lixo!

Eu joguei, é claro. Lixo no lixo!

Depois tive que aguentar um mês de bronca do Fulano dizendo que era a bombinha de asma dele, que aquilo era caro, etc e tal...!
Eu obedeço, mas essa gente não é precisa!

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Eta coisinha mais esquisita!

novembro 5, 2006

IEPAC

Ai que saudades do tempo do colégio!

Não fui eu quem disse isso. Eu jamais diria isso. Nem saudades do colégio, nem da adolescência, talvez um pouco de saudades de alguns amigos. O que não quer dizer que não lembre, até com detalhes, daqueles tempos.
Talvez por isso mesmo não tenha saudades.

Hoje eu frequentaria o colégio talvez com prazer. Na época, aos 12 anos, fazer colégio tendo que tomar ônibus sozinha, foi a libertação. Não para estudar, isso eu fiz como ninguém nos anos anteriores. Não me restava muita coisa pra fazer a não ser estudar. Numa casa só com adultos, com proibições impostas pela severidade da minha mãe e condição financeira da família, estudar e ler livros era a possibilidade de fuga.

No colégio não. Era outro bairro. Ir sozinha já foi uma certa libertação. Sair da escola em horário escolar, ir a cinemas, ir nadar na represa, ir simplesmente olhar vitrines ou andar a esmo, e voltar em tempo de chegar em casa no horário regulamentar foi, durante anos, minha saída, meu respiro, minha luz no fim do túnel.

Paguei o preço. Repeti dois anos, um no fim do ginário (14 anos) e outro no primeiro colegial (16). Só não repeti mais porque tinha amigos que me carregavam nas costas nas provas. O preço foi ter perdido esses amigos ( que não repetiram) e me vir obrigada a sair da escola e adiantar o serviço fazendo supletivo.

Não me arrependo de nada disso. Os amigos que eu não podia visitar, fui fazendo e visitando em horário escolar. Os filmes que eu não podia ver, fui vendo entre uma aula e outra.

O mundo que ficava além do meu portão, sempre trancado, foi sendo conhecido nas tardes de colégio.

Do colégio só lembro mesmo, até com certo afeto - já que sempre me atrairam as coisas esquisitas - da enorme piscina olímpica sem água. Fiquei oito anos naquele colégio. Oito anos de piscina seca como o deserto da caatinga. Só não era deserto total porque as aulas de educação física dos rapazes eram dadas lá, nos azulejos brancos que cobriam o chão em declive da piscina. Enquanto a gente, mais nova, ficava olhando de cima aqueles “peixinhos”, pensando na pescaria futura...

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Muitas tardes de sol e até nubladas nadando na represa. Não nado bem, mas meu anjo da guarda sim. Por isso estou viva até hoje.

novembro 2, 2006

banda estreita

Adoro música mas dificilmente falo disso aqui. Apesar do blog se intitular uma “viagem musical”. Mas é uma viagem que faço sozinha, que é como gosto de ouvir música. Mesmo que esteja acompanhada, preciso de silêncio de ruídos outros, de distanciamento com o de fora pra só ficar com o de dentro. Manias.

Mas estava lendo um amigo luso falando do fado e me lembrei de muitos anos atrás, fim da década de 50, começo da de 60. A televisão engatinhava por aqui mas na extinta e saudosa Tupi, muitos eram os programas musicais. E variados, em termos de ritmos, de origens.

Foi lá que conheci Amália Rodrigues e seus fados, chorosos, maravilhosos. Em pessoa, porque foram muitas as vezes em que ela veio por aqui.

Havia programas com apresentação ao vivo de Bienvenido Granda ( alguém ainda lembra do “el bigotón” ?) , de Lucho Gatica, de Gregório Barrios que acabou se naturalizando brasileiro, creio eu. E tangos, boleros, son, mambos, cha-cha-chas.

E Johnny Mathis. E Sandra Dee. E Nat King Cole.

E Yma Sumac. E Domenico Modugno.

E Charles Aznavour.

Enfim, de tudo um pouco. E muito bom.

Depois, aos poucos, o universo musical foi se estreitando, estreitando, até tudo ficar só resumido ao rock e ao pop, majoritariamente americanos.
Nada contra o rock e o pop. Tudo contra o “majoritariamente”.

O gosto musical vai se formando com o tempo, com a diversidade. Como a compreensão do mundo. Uma só visão deturpa, corrompe, embrutece, apequena.

Em que pedaço do caminho a coisa degringolou? Não sei.

Tem volta? Também não sei.

Sei muito pouco da vida.

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