hei de vencer!
Existem algumas maneiras de se combater a claustrofobia. Uma delas é a exposição ao agente detonador.
Estou com passagem marcada e comprada de avião para Buenos Aires. É uma viagem curtinha, de pouco mais de duas horas, mas eu sei o que essas duas horas me custam! Sem falar na questão do vôo em si, principalmente após a queda do avião da Gol. Mas a queda é o que menos me preocupa. A questão toda é aquela janelinha fechada. E a porta.
Vou enfrentar. Estou procurando também alguma caverna pra tentar entrar. A última que tentei foi Maquiné, em Minas, há uns 30 anos atrás. Só cheguei até onde pudesse ainda avistar a luz. Ou seja, uns 20 metros da entrada. Voltei de lá. Preciso tentar de novo.
E andar de metrô.
E subir no elevador do Edifício Itália.
E brincar de esconde-esconde dentro de armários.
E vestir e ficar entalada em blusa de lã piniquenta com gola rulê.
E ir ao banheiro do avião ( que é pior, muito pior do que o avião em si).
E assistir ao “E o vento levou” de novo, fechada no cinema por mais de tres horas.
Ou não. De repente, assistir “ e o vento levou” de novo já é pedir demais...

Comments
E vir aqui visitar a gente? ;-)
Posted by: Vivi | outubro 3, 2006 9:24 PM
Vivi: e você acha que essa disposição pra me curar é pra que?? Tudo isso é só treino!
Posted by: maray | outubro 3, 2006 11:03 PM
Túneis me dão claustrofobia. Já no avião o que me incomoda é, contra todas as evidências em contrário, é não conseguir acreditar que tantas toneladas possam se manter suspensas no ar.
Posted by: Sonia | outubro 4, 2006 1:37 AM
:) :) :)
Bom vôo, bom divertimento, esbalde-se no tango. Hasta la vuelta, Maray.
Posted by: Ordisi | outubro 4, 2006 2:14 PM