feng arroio chui
O mistério “piso molhado sabe deus porquê” daqui de casa continua. Hoje veio um técnico pra olhar a válvula do banheiro, única possibilidade (além de imaginar uma nascente dágua debaixo do chão) de água corrente podendo vazar perto do quarto. Nada consta, disse o tiozinho, burocrático.
Saiu de casa, depois de haver cobrado uma taxa de visita, sem ter feito nada. Quer dizer, deu-me um conselho: tira os tacos todos da casa e cimenta.
Cobrou 50 reais de visita. Nunca paguei tanto por conselho tão idiota.
Estamos quase optando por “fazer vista grossa”, ou seja, deixando tudo como está pra ver como é que fica.
Desenvolvemos a teoria de que pisos de madeira suam. E se ao suarem, encontram mantas térmicas e pisos laminados em cima, ficam lá, molhadinhos, arfantes, mofando de forma sexy.
Daí, é tirar realmente os tacos do quarto e cimentar antes de repor o piso laminado. E deixar o resto da casa suando de forma sexy e mofando por baixo do piso porque eu não tenho saúde pra tirar todos os móveis do lugar, ir morar no quintal e refazer o piso inteiro da casa. Se fosse há uns 20 anos atrás, quando eu era chegada numa aventura ridícula, ainda vá. Mas depois que passei dos 50 tenho tentado me dar ao respeito.
E assim termina a saga do piso, mas não da reforma. Embora o ditado popular diga que tempo é dinheiro, no nosso caso temos muito tempo e pouco dinheiro. Então a coisa vai assim: devagarinho.
E se nada disso der certo, posso abrir um buraco na sala e deixar a água minar, qual chafariz de feng shui. Posso até capitalizar e alugar o espaço pra meditação.
Ao fundo, som de congas e bongôs.
Tá bom, meditação com congas não dá. Alugo pra terreiro então.
Mãe Menininha das águas frouxas.









