da influência dos números
Nasci numa casa de número 259. Mudei aos 5 anos para uma de número 529. Os mesmos algarismos, invertidos.
Meu marido aniversaria num 7 de setembro. A irmã dele num 15 de novembro.
Minha vó fazia apontamento de jogo do bicho, depois que ficou viúva e precisava engordar as magérrimas finanças e crianças.
Moro hoje numa casa de número 12 para a qual me mudei num mês 12. Tive dois filhos com um único marido.
Pintava o cabelo com 666, mas mudei ultimamente pra 646.
E daí? Perguntarão vocês e eu farei coro. E daí?
Senão vejamos:
Fora as duas casas citadas, de números invertidos, morei em mais duas que não tinham nada a ver.
Meu marido e minha cunhada nem brasileiros são e na Itália, que eu saiba, 7 de setembro e 15 de novembro são dias iguais a quaisquer outros (aqui também, só é diferente quando dá feriado prolongado..)
Minha vó nunca conseguiu atingir seu objetivo de engordar finanças e suas crianças. A família sempre foi magra nos dois quesitos.
Eu mudo a cor do cabelo de acordo com a drogaria onde compro a tinta. Se tem 666, fico naquele mês vermelha profunda. Se só tem 646, viro vermelha nem tanto. Se achar a 644, passo o mês cenoura cozida. Sendo vermelha, como diria o Marx ( Groucho) tá limpo. ( tá bom, ele não disse, mas é que não conhecia meu cabelo).
Tudo isso pra falar que números são só números. Todo respeito a quem acredita em numerologia e afins. Respeito é bom e crença é crença.
Engraçado o ser humano. Cria crenças e se mata pra defendê-las. E hostiliza, teoriza, aterroriza, pontifica e vaticina.
Não podia encarar essa coisa toda como minha tinta de cabelo?
Afinal crenças estão a venda em qualquer drogaria.
Ou não?

Comments
não vi influências, acho que tem bastante coincidência, isso sim!!! Quanto à cor do cabelo, se for igual a da foto, LINDISSÍMA!!!
Posted by: Gustavo Guilherme BacK | abril 5, 2006 6:18 PM
Engraçado o ser humano. Cria crenças e se mata pra defendê-las. E hostiliza, teoriza, aterroriza, pontifica e vaticina... Ahí has resumido perfecta y lúcidamente el origen de todas las torpezas bélicas que humillan constantemente la reputación de los seres humanos.
Posted by: Mifune | abril 6, 2006 12:13 PM
Com que direito, eu, uma cética empedernidada, comentaria? Seria uma opinião, no mínimo, viciada.
Beijos,
JU...
Posted by: Ju Geve | abril 6, 2006 7:37 PM
números são só números, estrelas não passam de estrelas, e letras num nome são apenas uma sonoridade. Nada disso nos governa, creio.
Posted by: Sonia | abril 7, 2006 1:17 AM
adorei a cor do cabelo!
quanto as crencas... deixa rolar e seja feliz...
beijo grande! :)
Posted by: sacanitas | abril 7, 2006 8:29 AM
Os números são o que são, como dizes.
Nada têm de sobrenatural ou de mágico.
Mas, como professor de Matemática, interessado na História dos Números sei que, desde sempre, os números atraíram a curiosidade dos homens.
Assim, os próprios nomes que atribuiram às várias espécies de números que iam descobrindo, tinham a ver, muitas vezes, com sentimentos, emoções, conceitos de vida.
Senão vê: números naturais, números racionais, números irracionais, números reais, números imaginários, números perfeitos, números primos.
E as propriedades de certos números são espectaculares.
Posted by: peciscas | abril 7, 2006 3:25 PM
Cambio de tinte como de creencia pero los números se los dejo a los otros.
Muy bueno, te mando besos.
Posted by: aydesa | abril 8, 2006 2:53 PM
Transtorno Obsessivo Compulsivo.
Sabe que eu nunca tive uma namorada ruiva?
Ou será que tive e não lembro?
Posted by: Allan | abril 9, 2006 3:41 AM